CPMF Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

CPMF

Seu prefeito quer a volta da CPMF? Diga a ele o que você pensa nas urnas

Por Wanfil em Ceará

13 de novembro de 2015

Cerca de 40 prefeitos de cidades do interior estiveram no Palácio da Abolição, em Fortaleza, em mobilização organizada na manhã de ontem pela Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece). Eles querem a volta da CPMF para cobrir o buraco nos caixas municipais depois que os repasses federais caíram.

A ideia é pressionar a bancada federal para votar a favor da proposta do governo Dilma Rousseff, de modo que, pela previsão da Confederação Nacional dos Municípios, o imposto gere uma receita extra de R$ 14,4 bilhões. Tudo pela saúde, que até o ano passado era cantada em prosa e verso nas propagandas eleitorais.

No mesmo dia, um laudo de perícia criminal feito pela Polícia Federal para a Operação Lava Jato contabiliza R$ 42,8 bilhões de prejuízo no escândalo da Petrobras, dividido nas seguintes categorias: desvios de recursos, superfaturamento de obras e acordos com empreiteiras.

Ou seja, só o roubo na Petrobras é mais que o triplo dos recursos que os prefeitos e o governo federal querem retirar da sociedade via CPMF. Ou seja, querem que as pessoas, que você, pague a conta da corrupção.

Procure saber se o prefeito da sua cidade acha isso correto e defende a volta do imposto. Ano que vem tem eleições municipais, quando o eleitor também poderá dizer o que pensa a respeito.

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E agora, Camilo?

Por Wanfil em Crônica

15 de setembro de 2015

Durante a campanha eleitoral, o governador do Ceará dizia assim: “Sou Camilo Santana, candidato a governador com apoio do governador Cid, da presidente Dilma e do Lula, para fazer o Ceará seguir avançando com novos projetos e melhores serviços”.

Ao assumir no início do ano e ver que as contas estaduais necessitavam de reforço, Camilo pressionou, na medida de suas limitações, o governo federal por mais verbas. Conseguiu pouco dinheiro e muitas promessas.

Agora, com o anúncio do pacote de maldades do governo federal para cobrir o rombo nas contas públicas, não apenas novos projetos foram cortados e os serviços piorados, como mais impostos foram propostos. A recessão e o colapso nas contas públicas acabaram com qualquer ilusão de ajuda federal.

Aliás, a recessão se mostrou mais aguda no Ceará, com uma queda de 5,3% do PIB estadual no 2º trimestre. Em busca de algum alívio, o governador cearense foi a Brasília juntar forças com a presidente Dilma na tentativa de recriar a CPMF, ou seja, de cobrar do distinto público, a conta da incompetência dos companheiros. A refinaria não veio, mas isso foi só o começo. Resta torcer para a transposição não atrasar novamente, mas a essa altura, é difícil acreditar.

Diante disso tudo, lembrei do José, aquele da poesia de Drummond, aquele da festa que acaba e fica sem saber o que fazer.

E agora, Camilo?

A eleição passou,
O recessão chegou,
Tudo subiu,
O dinheiro acabou,
e agora Ceará,
e agora você?
você que votou,
que confiou nos outros,
você que persiste,
que luta calado,
e agora, Ceará?

Está sem nada,
esperando o discurso,
procurando o caminho,
já não pode investir,
e não pode reclamar,
não pode viver a esperar
por quem não veio ajudar,
ficar em paz já não pode.

A violência cresceu,
o imposto aumentou,
a obra atrasou,
metrô e transposição,
sobrou conversa,
faltou ação.
Água tem pouca,
refinaria não vem,
e por isso fica
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, Camilo?

Se você protestasse,
se você se indignasse,
se você cansasse…
Mas você não cansa
de acreditar e esquecer

Onde estão os pródigos
anunciantes da redenção?
Onde estão os Ferreiras,
os Arrudas,
os Santanas,
os Oliveiras e Pimenteis?
Cadê os Silvas elitizados
e os Rousseffs improvisados?
Onde estão os aliados?
Estão eleitos e nomeados,
mas em profundo silêncio.

Sem a parte que lhe cabe,
qual sócio enganado,
sem as promessas devidas,
sem oposição decidida,
você bate palmas,
aguardando o porvir que não chega.
Você aplaude, Ceará!
Ceará, palmas pra quem?

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Dilma diz que irá avaliar crise da saúde e Camilo fica satisfeito. Preparem os bolsos!

Por Wanfil em Ceará

20 de Maio de 2015

Dilma Rousseff recebe Camilo Santana estão satisfeito. Você está? / Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Olha como Dilma Rousseff e Camilo Santana estão satisfeitos. E você, também está? / Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Leio no site do Governo do Ceará que o governador Camilo Santana, do PT, saiu satisfeito da reunião que teve nesta quarta-feira (20) com a presidente Dilma Rousseff, também do PT, para discutir a crise da saúde no Ceará.

Qual o motivo dessa satisfação? “Ela compreendeu os números da saúde do Ceará e recomendou que a Casa Civil e o Ministério fizessem uma avaliação”, explicou Camilo. O problema é que isso não tem efeito prático nenhum. Pelo contrário. Façamos algumas considerações.

Essa papo de avaliação é conversa mole. Primeiro, Aloísio Mercadante, ministro da Casa Civil, não apita nada. É um zumbi no Planalto, agora que a articulação política está com o vice-presidente Michel Temer, do PMDB. Segundo, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse na semana passada que o Ceará recebe o suficiente para dar um atendimento de qualidade à população. Terceiro, a presidente Dilma pretende fazer um corte no orçamento entre 70 e 80 bilhões de reais. Portanto, se depender desse trio, mais verbas, nem sonhando!

Como diante disso Camilo se mostrou satisfeito, é provável que todos tenham achado muito sensata a ideia do cearense de estudar uma nova fonte de financiamento para a saúde, inspirada na extinta CPMF. É assim: Dilma gasta mal o dinheiro dos pagadores de impostos, desrespeita a Lei de Responsabilidade Fiscal, cria um déficit recorde e depois lança um pacote de cortes que atinge a saúde pública em todo o país. Tudo com o apoio do governo local, que nos últimos oito anos gastou mal o dinheiro que tinha para a área e fez da Secretaria da Saúde moeda de troca para contemplar o apoio político do PC do B. Depois, com a crise estourando nos hospitais, criam mais um imposto para espetar no bolso dos brasileiros.

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CPMF é mais dinheiro nosso para um governo que não cumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal. É mole?

Por Wanfil em Política

12 de dezembro de 2014

A História mostra que, em nome da paz, dirigentes armaram nações até os dentes e foram à guerra; que para defender a democracia, governantes fecharam parlamentos e calaram a imprensa; que pela fé, cometeram os maiores pecados. Por isso não surpreende que agora no Brasil governadores eleitos na região Nordeste proponham, em nome da saúde pública e do bem estar da população, a criação de mais um imposto para compensar a falta de competência e rigor nos gastos públicos custeados com o dinheiro dos impostos que já pagamos. Um acinte.

Para compensar o baixo crescimento
É assim: os estados nordestinos, mesmo com o PIB crescendo mais do que a mirrada média nacional (que na gestão Dilma é a mais baixa dos últimos 20 anos), dependem muito dos repasses da União. Com a estagnação da economia, o valor repasses caíram. Um dos motivos para isso foram as políticas monetária e fiscal de um governo federal perdulário, que ajudaram a financiar o consumo (medida que dá voto), mas que com o tempo geraram inflação e déficit nas contas públicas.

Diante desse quadro de baixa expectativa de receita e aumento de gastos na saúde, o que fazem os governadores? Pedem mais controle nos gastos? Redução do tamanho da máquina? Denunciam a natureza da situação? Nada disso. Simplesmente recorrem ao velho expediente de meter a mão no bolso dos pagadores de impostos (não chamo mais de contribuinte por sugestão do amigo jornalista Rodolfo Oliveira – afinal, quem quer contribuir com uma marmota dessas?).

Presepada
O principal entusiasta dessa medida é o governador recém eleito do Ceará, Camilo Santana, petista como Dilma. Tudo em nome da saúde, claro. Outros governadores aliados da presidente se juntaram na presepada. Sim, porque durante a campanha eleitoral, pelo menos aqui no Ceará, um dos compromissos da coligação do novo governador  era com a redução da carga tributária. Seu candidato derrotado ao Senado, Mauro Filho, ex-secretário da Fazenda, era apresentado como especialista em desoneração e cortes de impostos. Só depois das eleições é que o distinto público ficou que pode ter que financiar a incompetência alheia.

Para dar ares de medida progressista inspirada na lenda de Robin Hood, Camilo quer que a nova CPMF incida apenas sobre as movimentações que ultrapassem 15 salários mínimos, o que livraria 98% dos brasileiros do imposto. Seria verdade o aumento no custo das operações financeiras de empresas, comércio, pessoas físicas que atuam diretamente como fornecedores ou prestadores de serviços, não fosse repassado para o velho e bom consumidor, atingindo aqueles que, supostamente, estariam livres da garfada do governo.

Sempre o bolso do povo
Por último, o imposto será rateado entre União, governos estaduais e municipais, mas com a maior parte (40%) indo para os cofres do governo federal. É constrangedor, para dizer o mínimo, pedir mais dinheiro aos pagadores de impostos, quando o governo precisou Dilma usar de chantagem política e concessão de emendas para parlamentares para aprovar no Congresso uma anistia que o livrasse de punição por ter descumprido a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Seja com o nome de CPMF ou qualquer outro, os senhores governadores deveriam cobrar é da presidente uma solução, e não da população cansada de pagar impostos que se perdem na ineficácia, na corrupção e no desperdício.

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Camilo viu o tamanho do problema e agora quer volta da CPMF

Por Wanfil em Ceará

04 de dezembro de 2014

O candidato ao governo do Ceará  Camilo Santana (PT), apoiado pelo então governador Cid Gomes (Pros), vez por outra assegurava que só prometeria o que pudesse cumprir. A mensagem era cristalina: as finanças estariam em ordem e o candidato oficial teria a vantagem de conhecer em detalhes a situação das contas públicas estaduais.

Depois, o governador eleito Camilo Santana, já nas primeiras semanas de trabalho na transição para a nova gestão, passou a falar em corte de gastos, a viajar para Brasília em busca de recursos e a defender a volta da CPMF. Enquanto isso, o ainda governador Cid Gomes cuida da própria vida nos Estados Unidos. O recado é claro: o cobertor é pequeno para cobrir os pés e a cabeça ao mesmo tempo.

Do otimismo à aflição
Como explicar a mudança de candidato otimista para futuro gestor aflito? Tudo indica que para Camilo cumprir o que prometeu, será preciso mais dinheiro do que se imaginou. Com a economia paralisada e a projeção de anos ruins pela frente, a estimativa de receita não acompanha a demanda de investimentos e custeio.

Obras e ações da atual gestão, muitas ainda em andamento, necessitarão de novos recursos para funcionarem adequadamente. Ter dinheiro para construir um hospital regional, por exemplo, é uma coisa. São R$ 120 milhões. Outra bem diferente é ter previsão orçamentária de longo prazo para manter esses equipamentos: são R$ 110 milhões POR ANO! Bastaram algumas reuniões para Camilo ter a real dimensão da roubada em que se meteu.

No limite
Para se ter uma ideia, o jornal O Globo mostrou nesta semana que o Ceará está na chamada “zona de risco” da Lei de Responsabilidade Fiscal, quando os gastos com a folha de pagamento atingem 44,1% da receita. O limite é de 49%. Em outras palavras, Camilo, futuro governador em exercício, sabe que existe pouca margem para aumentos e contratações.

Governistas podem alegar que a situação se repete em outros estados. É verdade, embora todos dissessem que por aqui as coisas eram diferentes. Podem afirmar ainda que o compromisso com o rigor fiscal é salutar em qualquer momento. É verdade também e Camilo acerta ao mirar nas despesas e ao procurar mais recursos. O problema é que essa realidade e essa disposição somente foram admitidas depois das eleições. Até lá, tudo era possível: mais hospitais, delegacias, etc., etc. Não é por aí e o buraco é mais embaixo. E como é aliado da gestão Cid e da presidente Dilma, Camilo ainda tem que tentar desatar esse nó sem reclamar da herança que recebe.

No final, como sempre, é melhor o contribuinte preparar os bolsos.

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Camilo viu o tamanho do problema e agora quer volta da CPMF

Por Wanfil em Ceará

04 de dezembro de 2014

O candidato ao governo do Ceará  Camilo Santana (PT), apoiado pelo então governador Cid Gomes (Pros), vez por outra assegurava que só prometeria o que pudesse cumprir. A mensagem era cristalina: as finanças estariam em ordem e o candidato oficial teria a vantagem de conhecer em detalhes a situação das contas públicas estaduais.

Depois, o governador eleito Camilo Santana, já nas primeiras semanas de trabalho na transição para a nova gestão, passou a falar em corte de gastos, a viajar para Brasília em busca de recursos e a defender a volta da CPMF. Enquanto isso, o ainda governador Cid Gomes cuida da própria vida nos Estados Unidos. O recado é claro: o cobertor é pequeno para cobrir os pés e a cabeça ao mesmo tempo.

Do otimismo à aflição
Como explicar a mudança de candidato otimista para futuro gestor aflito? Tudo indica que para Camilo cumprir o que prometeu, será preciso mais dinheiro do que se imaginou. Com a economia paralisada e a projeção de anos ruins pela frente, a estimativa de receita não acompanha a demanda de investimentos e custeio.

Obras e ações da atual gestão, muitas ainda em andamento, necessitarão de novos recursos para funcionarem adequadamente. Ter dinheiro para construir um hospital regional, por exemplo, é uma coisa. São R$ 120 milhões. Outra bem diferente é ter previsão orçamentária de longo prazo para manter esses equipamentos: são R$ 110 milhões POR ANO! Bastaram algumas reuniões para Camilo ter a real dimensão da roubada em que se meteu.

No limite
Para se ter uma ideia, o jornal O Globo mostrou nesta semana que o Ceará está na chamada “zona de risco” da Lei de Responsabilidade Fiscal, quando os gastos com a folha de pagamento atingem 44,1% da receita. O limite é de 49%. Em outras palavras, Camilo, futuro governador em exercício, sabe que existe pouca margem para aumentos e contratações.

Governistas podem alegar que a situação se repete em outros estados. É verdade, embora todos dissessem que por aqui as coisas eram diferentes. Podem afirmar ainda que o compromisso com o rigor fiscal é salutar em qualquer momento. É verdade também e Camilo acerta ao mirar nas despesas e ao procurar mais recursos. O problema é que essa realidade e essa disposição somente foram admitidas depois das eleições. Até lá, tudo era possível: mais hospitais, delegacias, etc., etc. Não é por aí e o buraco é mais embaixo. E como é aliado da gestão Cid e da presidente Dilma, Camilo ainda tem que tentar desatar esse nó sem reclamar da herança que recebe.

No final, como sempre, é melhor o contribuinte preparar os bolsos.