CPI Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

CPI

E a CPI do Narcotráfico no Ceará?

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

07 de Fevereiro de 2019

Assembleia Legislativa do Ceará: após ameaças, vias de acesso parcialmente interditadas e CPI do Narcotráfico arquivada. (Foto: Tribuna do Ceará)

Na última terça-feira deputados estaduais deram início ao ano legislativo. Apesar da presença do governador Camilo Santana na abertura dos trabalhos, quem chamou a atenção da imprensa e dos políticos nos bastidores foi o secretário Mauro Albuquerque, da Administração Penitenciária, vestido de agente policial entre autoridades de terno e gravata.

Assim a Assembleia começou o ano, com novos deputados e nova direção (sai Zezinho Albuquerque, entra José Sarto), pautada pela expectativa geral em relação aos rumos da segurança pública. Não poderia ser diferente.

Sobre essa tema, não custa lembrar que em março no ano passado (ano eleitoral) a CPI do Narcotráfico foi arquivada. Com a repercussão, governistas alegaram dificuldades técnicas, falta de objeto para a investigação, situação sob controle e principalmente medo de retaliações dos criminosos. Agora, após a maior onda de ataques da história no Ceará e com a informação de que os agentes da Força Nacional começam a se retirar do estado, nomes da oposição, como o deputado Soldado Noélio (PROS), defendem que a comissão seja novamente apreciada para, entre outras possibilidades, ajudar a “rastrear fontes de financiamento do grupos criminosos”.

De fato, a redução nos ataques não significa propriamente o enfraquecimento das facções. Passadas as eleições, com o governo estadual empenhado junto com o federal na recuperação do sistema prisional, interesses políticos locais também devem ser deixados de lado para reforçar as ações de combate ao crime organizado. Desta vez, quem teria coragem de ser contra?

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Girão e Tasso assinam CPI de Brumadinho

Por Wanfil em Política

06 de Fevereiro de 2019

As imagens da tragédia em Brumadinho chocaram o Brasil e o mundo. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de MG

O requerimento para a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito no Senado para investigar as causas do rompimento da barragem de Brumadinho conta com a assinatura de 30 senadores, de um total de 81 parlamentares na Casa.

Além de verificar as responsabilidades pelas mais de 300 vítimas diretas do episódio, a iniciativa é importante para ajudar as milhares de pessoas que vivem próximas a outras barragens em todo o país.

Segue abaixo a lista divulgada pelo site O Antagonista com os nomes dos signatários do requerimento. Da bancada cearense, Tasso Jereissati (PSDB) e Eduardo Girão (PODE) apoiaram a iniciativa.

1- Carlos Viana (PSD-MG)
2 – Mailza Gomes (PP-AC)
3 – Roberto Rocha (PSDB-MA)
4 – Eliziane Gama (PPS-MA)
5 – Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
6 – Marcos Rogério (DEM-RO)
7 – Chico Rodrigues (DEM-RR)
8 – Tasso Jereissati (PSDB-CE)
9 – Plínio Valério (PSDB-AM)
10 – Jorge Kajuru (PSB-GO)
11 – Reguffe (sem partido-DF)
12 – Davi Alcolumbre (DEM-AP)
13 – Weverton Rocha (PDT-MA)
14 – Simone Tebet (MDB-MS)
15 – Randolfe Rodrigues (REDE-AP)
16 – Jayme Campos (DEM-MT)
17 – Antonio Anastasia (PSDB-MG)
18 – Sergio Petecão(PSD-AC)
19 – Angelo Coronel (PSD-BA)
20 – Arolde de Oliveira (PSD-RJ)
21 – Lucas Barreto (PSD-AP)
22 – Irajá Abreu (PSD-TO)
23 – Nelsinho Trad (PSD-MS)
24 – Lasier Martins (PSD-RS)
25 – Omar Aziz (PSD-AM)
26 – Elmano Férrer (PODE-PI)
27 – Oriovisto Guimarães (PODE-PR)
28 – Eduardo Girão (PODE-CE)
29 – Selma Arruda (PSL-MT)
30 – Dário Berger (MDB-SC)

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Deputados cearenses estão entre os autores do requerimento para a CPI da Lava Jato

Por Wanfil em Política

19 de junho de 2018

O pedido para a instalação de uma CPI na Câmara Federal para investigar suposta manipulação de delações premiadas por um escritório de advocacia, gerou uma grande confusão no meio político.

Para ser aprovado, o requerimento 43/2018 precisava de 171 assinaturas. Ao todo, 190 foram colhidas, mas quando a notícia de que o alvo da CPI são juízes e procuradores da Operação Lava Jato se espalhou, pelo menos 35 deputados pediram para retirar seus nomes da lista, alegando que terem sido enganados.

Diante da repercussão, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já trabalhava para indicar o presidente e o relator da comissão, deverá indeferir o pedido.

No requerimento original, 16 deputados aparecem como autores; destes, três são do Ceará: Domingos Neto, líder do PSD na Câmara – o mesmo que pretende mudar o nome oficial do açude Castanhão de Padre Cícero para Paes de Andrade; André Figueiredo, líder do PDT – aliado de Cid Gomes e Antonio Balhmann, dois citados na delação da JBS; e José Guimarães, do PT, líder da Oposição, que dispensa apresentações.

Juízes e procuradores devem ser fiscalizados, eventuais abusos precisam ser corrigidos. Isso ninguém discute. A questão é que essa CPI da Lava Jato, em ano eleitoral, proposta por partidos investigados pela Lava Jato – MDB, PT, PP; apoiados por PSOL, PCdoB, PDT e PSB – levanta dúvidas sobre o uso de um dos poderes da República para retaliar e intimidar seus investigadores. Todos negam, mas que parece, parece.

Ainda que as razões tenham sido as mais sublimes e desinteressadas possíveis, a imagem do corporativismo que visa a impunidade é tudo que o eleitor cansado de corrupção mais condena.

Confira aqui a íntegra do requerimento.

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Deputados estaduais evitam CPI do Narcotráfico por medo das facções. Mas o salário…

Por Wanfil em Ceará

16 de Fevereiro de 2018

“Assim não, pessoal!”, diria Max Weber

O maior problema hoje no Ceará é a segurança pública, fato comprovado pelos sucessivos recordes de violência. Chegou-se a um ponto em que o próprio líder do governo na Assembleia Legislativa, Evandro Leitão (PDT), ao rebater críticas do  Capitão Wagner (PR), confessou ter medo de assinar a CPI do Narcotráfico: “É muito fácil estar se cobrando nesta Casa a CPI do Narcotráfico. Eu botar minha assinatura, não boto, não. Eu tenho três filhos para criar, eu tenho um neto, eu não ando com segurança 24 horas do meu lado”.

A declaração contradiz o discurso oficial que estaria “tudo sob controle”, mas isso é lá com eles da base aliada. E o deputado não é o único. Silvana Oliveira (MDB) já posicionou em plenário contra a investigação alegando que o assunto é perigoso. Na verdade esse sentimento é partilhado por muitos outros deputados que não se manifestam para preservar o governo, mas que também não assinam o pedido de jeito nenhum.

É compreensível. Em 2016 um carro bomba foi deixado ao lado da Assembleia como recado das facções contra a instalação de bloqueadores de celulares nos presídios. A questão é que deputados são autoridades que encarnam o poder legislativo e que representam os cidadãos do estado. Se não querem, por medo, enfrentar o problema mais urgente dos seus representados – um medo que, repito, é compreensível –, não podem seguir na condição de representantes do povo. É um imperativo moral que renunciem aos cargos aqueles que não desejarem o início da CPI, obrigação imposta pelas circunstâncias e pelos cargos que ocupam.

Antes de continuar, faço um breve desvio: Max Weber observou a tensão entre o que chamou de Ética da Convicção e Ética da Responsabilidade. Para resumir, a primeira diz respeito as decisões individuais, e a segunda, no caso das autoridades, versa sobre decisões que deve ser tomadas para o bem geral. Por exemplo: um pacifista convencido de jamais reagir a uma agressão, uma vez na condição de presidente, estaria obrigado a declarar guerra caso seu país fosse atacado por outra nação, situação em que a ética pessoal estaria vencida pela ética da função que exerce.

Voltando ao Ceará, certamente a CPI não seria a solução mágica da qual os governistas, com impressionante desfaçatez, se dizem injustamente cobrados (quem afinal cobrou isso?), mas seria um esforço a mais em busca de uma política de segurança realmente eficaz. 

Imaginem Vossas Excelências que comunidades inteiras vivem sob a lei do estado paralelo do crime, que diariamente testemunham execuções. Lembrem-se de que existem crianças no Ceará que arriscam a vida para ir a escola. O risco existe, sim. Realmente é um tema perigoso. E por isso mesmo seu enfrentamento é necessário.

Não dá pra ficar escolhendo qual tema é mais confortável discutir, que problema é conveniente ou não, e depois ainda receber no final do mês o generoso salário de parlamentar (com seus penduricalhos), enquanto os cearenses, além de pagar a conta, permanecem expostos a uma taxa de violência que não para de crescer.

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A esfinge sem segredo: deputado quer saber, eu esclareço

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

20 de Maio de 2015

Ainda sobre a manobra vergonhosa da base aliada na Assembleia Legislativa para impedir a criação de um CPI que investigaria a enrolada obra do Acquario Ceará (leia mais no meu comentário para a Tribuna Band News aqui), o jovem deputado Júlio César Filho, de um tal PTN, e que é vice-líder do governo Camilo na Casa, anunciou misterioso enigma, tal qual uma esfinge de Maracanaú:

“Fico confuso sobre a intenção da oposição. Não sei se quer politizar a discussão para desgastar o governo, ou se quer realmente investigar”.

Essa é fácil. Eu, como um Édipo nordestino (mais precisamente de Teresina), desvendo o mistério que aflige o parlamentar:

Os dois. Quer politizar, pois o embate entre situação e oposição é de natureza política, e quer investigar, conforme direito assegurado pela Constituição e de acordo com as exigências do Regimento Interno da Assembleia. Já o governo não quer politizar para não se desgastar (preocupação que deixa transparecer insegurança), muito menos investigar nada.

Nota

Decifra-me ou devoro-te: a esfinge da mitologia grega perguntava aos desafiantes: “Que criatura pela manhã tem quatro pés, ao meio-dia tem dois, e à tarde tem três?” Édipo acertou: “O homem: engatinha como bebê, anda sobre dois pés na idade adulta e usa bengala quando é ancião”. Esse, claro, era um enigma realmente difícil.

Representação da esfinge da mitologia grega, no Museu do Templo de Apolo, em Delfos. Essa mandava bem.

Representação da esfinge da mitologia grega, no Museu do Templo de Apolo, em Delfos. Essa mandava bem.

 

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Deputado Cabo Sabino fala ao blog sobre ausência de assinatura na CPI da Petrobras

Por Wanfil em Política

09 de Fevereiro de 2015

O deputado federal Cabo Sabino, do PR cearense, entrou em contato com o Blog do Wanfil para explicar aos leitores o motivo de ausência de sua assinatura no requerimento que instalou a CPI da Petrobras. Segue trecho do email e em seguida volto a comentar.

“O fato do meu nome não constar na relação dos que assinaram não significa dizer que me recusei a assinar ou que sou contra a instalação de tal CPI. Pelo contrário, na tarde da segunda-feira [2 de fevereiro] cobrei da bancada cearense atitudes enérgicas acerca da não escalação da refinaria no Ceará. Afirmo (…) que não fui procurado por nenhum parlamentar para assinar tal pedido de CPI e que quando o número mínimo de assinaturas necessárias é colhida, o documento é protocolado sem a necessidade de mais assinaturas”.

Até o momento o deputado Sabino foi o único a se pronunciar sobre o post anterior: Confira quais deputados do Ceará pediram a CPI da Petrobras (e os que não pediram).

É possível sim que, em casos isolados, parlamentares não tenham assinado o requerimento por falta de oportunidade. O problema é separar quem não votou em razão de algum desencontro, daqueles que intencionalmente deixaram de endossar o pedido com o objetivo de impedir a investigação, já que só o que pode ser comprovado são as assinaturas que estão na lista.

De todo modo, em que pese o benefício da dúvida aos recém-eleitos, o conjunto da obra se mantém: a postura da bancada federal do Ceará no Congresso Nacional, com raras exceções, é de uma subserviência constrangedora. Tomar posição favorável à CPI seria uma sinalização inequívoca de indignação com o golpe da refinaria, além de um dever moral. Mas não é o caso de desanimar. Aprovada a comissão parlamentar, é preciso agora acompanhar o seu desenrolar. Não faltarão oportunidades para que os deputados mostrem de que lado estão.

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Confira quais deputados do Ceará pediram a CPI da Petrobras (e os que não pediram)

Por Wanfil em Política

09 de Fevereiro de 2015

O deputado federal cearense Tiririca, (PR-SP) apoiou a CPI, ao contrário da maior parte da bancada do Ceará. Quem é o abestado?

O deputado federal Tiririca, cearense eleito por São Paulo, apoiou a CPI da Petrobras, ao contrário da maior parte da bancada do Ceará. Quem é o abestado?

A Câmara dos Deputados do Congresso Nacional aprovou na semana passada a criação da CPI da Petrobras, com 182 assinaturas, nove a mais do que o mínimo necessário.

Da bancada federal do Ceará, composta por 22 parlamentares, apenas seis assinaram o requerimento que pedia a investigação.

Seguem abaixo, em ordem alfabética, os nomes dos representantes cearenses que se posicionaram a favor da CPI. Em seguida, estão os que oficialmente não se manifestaram a respeito do caso.

A FAVOR DA CPI
1. André Figueiredo – PDT
2. Danilo Forte – PMDB
3. Genecias Noronha – SD
4. Moses Rodrigues – PPS
5. Raimundo Gomes de Matos – PSDB
6. Moroni Torgan – DEM

A assinatura do deputado federal Vítor Valim, do PMDB, consta na lista, mas não foi reconhecida pela Mesa Diretora da Câmara.

NÃO PEDIRAM CPI
1. Adail Carneiro – PHS
2. Aníbal Gomes – PMDB
3. Antonio Balhmann – PROS
4. Arnon Bezerra – PTB
5. Cabo Sabino – PR
6. Chico Lopes – PCdoB
7. Domingos Neto – PROS
8. Gorete Pereira – PR
9. José Airton Cirilo – PT
10. José Guimarães – PT
11. Leônidas Cristino – PROS
12. Luizianne Lins – PT
13. José Maria Macedo – PSL
14. Odorico Monteiro – PT
15. Ronaldo Martins – PRB

Omissão ou conivência
A maioria dos parlamentares da bancada federal do Ceará na Câmara não quer a CPI, não obstante as graves denúncias e revelações diárias sobre um colossal esquema de corrupção na estatal. Quaisquer que sejam os motivos que venham a alegar, tenham agido por omissão ou conivência, não importa, o fato é que o grupo baixou a cabeça em favor dos corruptos que acabaram por inviabilizar a refinaria prometida aos cearenses.

Por isso, quando você ler, ouvir ou assistir por aí que a bancada federal do Ceará está disposta a reagir e a cobrar satisfações pelo golpe da refinaria, saiba que, com exceção dos seis deputados que assinaram a CPI, a conversa não passa de demagogia.

Confira a seguir a lista completa que consta no requerimento aprovado.

Lista de deputados da CPI da Petrobras

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De onde menos se espera…

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

24 de setembro de 2013

Férias do Ceará: Apesar do cartaz, não foi de graça. O MP quer investigar, a AL quer blindar o governo para garantir o "festival de alegria".

Férias do Ceará:  Gratuito no nome, caríssimo para os cofres públicos. O MP quer investigar, a AL quer blindar o governo para garantir o “festival de alegria”.

O jornalista Apparício Torelly, mais conhecido como Barão de Itararé, frasista de primeira, cunhou uma tirada que serve para ilustrar com perfeição a conjuntura política no Ceará: De onde menos se espera, daí é que não sai nada. É exatamente essa a sensação, ou melhor, a certeza, diante do pedido de criação de uma CPI para investigar contratações de artistas com cachês supostamente superfaturados para festival “Férias no Ceará”, ocorrido em 2011, não dará em nada.

CPI para quem precisa

Os indícios de irregularidades apontados pelo Ministério Público de Contas são pertinentes, o que não significa que a presunção de inocência não deva ser observado. Mas alguns artistas negam publicamente ter recebido os valores publicados no Diário Oficial, deixando a suspeita de que a diferença, se existir, foi embolsada por alguém.

O autor da proposta de CPI, o deputado estadual Heitor Férrer, argumenta que é dever da Assembleia Legislativa fiscalizar os gastos do governo do Ceará, ressaltando com um pitada de ironia que a descoberta de eventuais desvios interessa ao próprio governador Cid Gomes. Digo ironia porque todos sabem que a Assembleia é absolutamente controlada pelo Executivo. A situação é tão esdrúxula, que até a Câmara de Fortaleza vira exemplo de altivez se comparada ao parlamento estadual.

Tudo bem que governos sempre tentam evitar CPIs alegando que esse instrumento poderá servir de palco político para os seus adversários. A não ser que seja de fachada, como é o caso da CPI da Telefonia, área que nem mesmo é de competência estadual. Mas essa desculpa não serve no caso cearense, uma vez que os mais simples pedidos de prestação de contas do governo são prontamente negados. Agora a mesmo a Assembleia Legislativa rejeitou três requerimentos que solicitavam informações sobre gastos com uma viagem de Cid Gomes à Europa, a compra de helicópteros sem licitação e a construção de um anexo milionário no Palácio da Abolição.

Somente cinco deputados votaram a favor dos requerimentos: Heitor Férrer (PDT), Roberto Mesquita (PV), Fernando Hugo (PSDB), Eliane Novais (psb) e Antônio Carlos (PT).

Blindagem pra quê?

O governo pode até ter razão nesses casos, mas se tem, fica estranho não fazer questão de mostrar total transparência. Afinal, qual o problema em explicar como é usado o dinheiro público?

Essa postura fechada acaba mesmo é reforçando suspeitas renovadas a cada nova acusação de irregularidades, pois, como diz o ditado, quem não deve não teme.

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A CPI do Bolsa Família e o Código de Ética da Câmara de Fortaleza: a ordem dos fatores altera o produto

Por Wanfil em Câmara dos Vereadores

28 de agosto de 2012

Não por acaso as Comissões Parlamentares de Inquérito são comumente associadas a pizzas. É festa.

Leio no blog Polítika, da jornalista Kézya Diniz, que a Câmara Municipal de Fortaleza anunciou a instalação da CPI do Bolsa Família para investigar “a fragilidade do programa de transferência de renda” na capital cearense, depois da revelação de que a esposa do vereador Leonelzinho Alencar (PTdoB) recebia dinheiro do programa.

Não acredito mais em Comissões Parlamentares de Inquérito. Aliás, não acredito que ainda exista quem acredite nelas, principalmente depois que virou moda a recusa dos investigados em responder quaisquer perguntas que lhes sejam feitas nessas comissões. Assim, seria necessário árduo trabalho investigativo e sobretudo muita vontade para compensar a ausência de depoimentos reveladores, com a coleta de dados técnicos como provas. Portanto, agora, quem tem medo de CPI?

Tradição

Na verdade, se não houver uma intensa disputa política como força propulsora da CPI, muito provavelmente nada acontecerá, nada será apurado, ninguém será punido. De resto, como bem mostram os livros de história, nossa tradição política mais antiga é a da conciliação, que celebra o pragmatismo amoral como estratégia de perpetuação no poder, em detrimento da preservação de valores morais. (Ver A Consciência Conservadora no Brasil, Paulo Mercadante, 1965).

Veja mais:
Vereador Leonelzinho chora e diz que não sabia que esposa recebia verba do Bolsa Família

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Mensalão do Dnit no Ceará pode virar alvo na CPI do Cachoeira

Por Wanfil em Corrupção

23 de Abril de 2012

O blog Polítika, do Jangadeiro Online, mostra que o Ministério Público Federal no Ceará ajuizou, na última sexta-feira (20), ação penal contra servidores da superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado e a Delta Construções, empresa responsável por obras licitadas pelo órgão. A denúncia afirma que dirigentes da repartição recebiam “propinas e uma espécie de mensalão” da construtora.

A Delta ganhou notoriedade mais recentemente pelo envolvimento em licitações que teriam sido manipuladas pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal e flagrado em conversas suspeitas com o senador Demóstenes Torres, de Goiás, ex-Democratas.

De 2007 a 2012 foram empenhados a favor da Delta obras que somam mais de 4 bilhões de reais, sendo que 90% desse total teve o Dnit como origem, de acordo com informações do SIAF.

O MPF baseia-se em inquérito resultante da ‘Operação Mão Dupla’, deflagrada pela Polícia Federal em 2010. Na época, foram presas 25 pessoas. Entre elas o então superintendente do Dnit, Guedes Neto.

A denúncia serviu de justificativa, junto com outros casos em Goiás e no Rio de Janeiro, para a criação da CPI do Cachoeira, que será instalada nesta terça (24).

Coincidência

No Ceará, o PMDB já exerceu grande influência nas nomeações para o  Dnit no Estado, e sonha em recuperá-lo. Mais recentemente, o PR passou a fazer indicações no órgão. ,as a sigla ficou enfraquecida com a queda do ex-ministro Alfredo Nascimento. Se a área de esportes é feudo disputado entre PC do B e PT, a de estradas objeto de cobiça de PMDB e PR. Trata-se, naturalmente, de uma questão ideológica. O esporte é revolucionário e não distingue classes sociais, e as estradas pavimentam o futuro do País.

Coincidentemente, por essas obras do acaso, o PMDB foi o partido da bancada federal cearense com maior número de parlamentares que não assinaram pela criação da CPI do Cachoeira. Dos oito que não assinaram o pedido, três pertencem a sigla: o senador Eunício Oliveira e os deputados federais Aníbal Gomes e Mauro Benevides. Pelo PR, Vicente Arrudaconsta da lista.

Aviso aos assessores de plantão que não faço aqui acusação alguma. Tenho a doce esperança de que o PMDB do Ceará queira mesmo investigar a fundo como o Dnit e a Delta utilizaram o dinheiro público.

Em tempo

A Controladoria-Geral da União (CGU) deve publicar nesta terça-feira (24), portaria abrindo processo administrativo disciplinar para investigar contratos da construtora Delta com órgãos públicos em nove estados. A empresa corre o risco de ser considerada inidônea, ficando proibida de firmar contratos com o governo. Os contratos já assinado poderão ser rescindidos.

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Mensalão do Dnit no Ceará pode virar alvo na CPI do Cachoeira

Por Wanfil em Corrupção

23 de Abril de 2012

O blog Polítika, do Jangadeiro Online, mostra que o Ministério Público Federal no Ceará ajuizou, na última sexta-feira (20), ação penal contra servidores da superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado e a Delta Construções, empresa responsável por obras licitadas pelo órgão. A denúncia afirma que dirigentes da repartição recebiam “propinas e uma espécie de mensalão” da construtora.

A Delta ganhou notoriedade mais recentemente pelo envolvimento em licitações que teriam sido manipuladas pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal e flagrado em conversas suspeitas com o senador Demóstenes Torres, de Goiás, ex-Democratas.

De 2007 a 2012 foram empenhados a favor da Delta obras que somam mais de 4 bilhões de reais, sendo que 90% desse total teve o Dnit como origem, de acordo com informações do SIAF.

O MPF baseia-se em inquérito resultante da ‘Operação Mão Dupla’, deflagrada pela Polícia Federal em 2010. Na época, foram presas 25 pessoas. Entre elas o então superintendente do Dnit, Guedes Neto.

A denúncia serviu de justificativa, junto com outros casos em Goiás e no Rio de Janeiro, para a criação da CPI do Cachoeira, que será instalada nesta terça (24).

Coincidência

No Ceará, o PMDB já exerceu grande influência nas nomeações para o  Dnit no Estado, e sonha em recuperá-lo. Mais recentemente, o PR passou a fazer indicações no órgão. ,as a sigla ficou enfraquecida com a queda do ex-ministro Alfredo Nascimento. Se a área de esportes é feudo disputado entre PC do B e PT, a de estradas objeto de cobiça de PMDB e PR. Trata-se, naturalmente, de uma questão ideológica. O esporte é revolucionário e não distingue classes sociais, e as estradas pavimentam o futuro do País.

Coincidentemente, por essas obras do acaso, o PMDB foi o partido da bancada federal cearense com maior número de parlamentares que não assinaram pela criação da CPI do Cachoeira. Dos oito que não assinaram o pedido, três pertencem a sigla: o senador Eunício Oliveira e os deputados federais Aníbal Gomes e Mauro Benevides. Pelo PR, Vicente Arrudaconsta da lista.

Aviso aos assessores de plantão que não faço aqui acusação alguma. Tenho a doce esperança de que o PMDB do Ceará queira mesmo investigar a fundo como o Dnit e a Delta utilizaram o dinheiro público.

Em tempo

A Controladoria-Geral da União (CGU) deve publicar nesta terça-feira (24), portaria abrindo processo administrativo disciplinar para investigar contratos da construtora Delta com órgãos públicos em nove estados. A empresa corre o risco de ser considerada inidônea, ficando proibida de firmar contratos com o governo. Os contratos já assinado poderão ser rescindidos.