Corrupção Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Corrupção

Os possíveis efeitos da condenação de Lula para as eleições no Ceará

Por Wanfil em Política

24 de Janeiro de 2018

Quais os efeitos políticos da condenação de Lula pelo TRF-4 para as eleições no Ceará? Difícil dizer. Na verdade, é impossível prever algo agora. O que sobram do calor de fatos juridicamente amparados por provas, segundo entendimento da Justiça Federal, são dúvidas para partidos e candidatos. E a principal, para esses, é a seguinte: caso dispute a Presidência com base em liminares ou se confirme seu impedimento em razão da Lei da Ficha Limpa, Lula ainda seria um bom cabo eleitoral? Que personagem os eleitores enxergariam nas propagandas de campanha: o operário que venceu ou o ex-presidente que traiu a própria história?

Vai depender muito da forma como as forças políticas irão trabalhar esse carimbo de condenado por corrupção. E conforme as coisas se desenrolem, o que hoje parece vantagem para uns, amanhã poderá se revelar um baita constrangimento.

Por exemplo: um candidato ao Senado que posar para fotos ao lado do presidente do Bolsa-família, correrá o risco de vincular sua imagem a do chefe do maior esquema de corrupção já revelado.

Essa incerteza, aliás, já produz resultados. Camilo Santana, Ciro Gomes e Eunício Oliveira manifestaram nos últimos dias solidariedade ao ex-presidente, mas evitaram, por razões distintas, porém sintomáticas, endossar as críticas que seus apoiadores fazem ao judiciário. Defendem o Lula do passado, sem firmar compromisso com o Lula condenado por dois tribunais, pois isso poderá ser interpretado como apoio à corrupção. Se o petista conseguir virar o jogo da imagem pública, todos voltam a brigar por sua companhia.

Partidos e candidatos não esperam mais, portanto, pela próxima manifestação da Justiça, mas pelas repercussões de sua aplicação junto aos eleitores.

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A impopularidade de Temer como salvação dos que acabam esquecidos

Por Wanfil em Política

29 de setembro de 2017

Michel Temer voltou a bater recorde de impopularidade: 77% dos brasileiros o reprovam, segundo o Ibope. Nem sua companheira de chapa Dilma Rousseff, no auge da recessão, com índices de desemprego, juros e inflação maiores que os atuais, conseguiu ser assim rejeitada.

Evolução que desafia a clássica associação entre desempenho econômico e popularidade. Um efeito colateral desse cenário é a percepção de que os escândalos no entorno presidencial, revelados em proporção endêmica, acabam por ofuscar os casos locais, com a exceção talvez do Rio de Janeiro. Não há pesquisas, mas parece que lideranças políticas regionais não se desgastaram na mesma proporção.

Basta ver como no Ceará casos de considerável potencial para abalar qualquer popularidade não passaram de incômodos sem grandes consequências para seus beneficiários. Compra de votos nas eleições passadas, fichas sujas ocupando cargos importantes na administração estadual, políticos graduados citados em delações com riqueza de detalhes, autoridades investigadas ou até condenadas, nada disso perturba o doce exercício de poder no Estado. Aliás, todos esses andam por aí a desfilar tranquilamente, sem a menor preocupação com vaias, quando não dão lições de moral em nome da ética e da honestidade.

Ninguém os perturba, muito pelo contrário: são tratados com toda a deferência que seus cargos exigem. É que é mais fácil ficar indignado com quem está longe, distante, do que com quem está aqui ao alcance do nosso repúdio.

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Lula x Moro: onde estão os aliados do ex-presidente no Ceará?

Por Wanfil em Política

11 de Maio de 2017

Lula fala a Moro e aliados no Ceará silenciam…

O depoimento do réu Lula ao juiz Sérgio Moro dominou o noticiário e as redes sociais. Via de regra, as opiniões sobre a suposta culpa ou inocência do ex-presidente já estão formadas, independente do resultado do processo. É que para o grande público, política é mais paixão do que razão. Diferente dos profissionais da política, que costumam calcular suas posições, geralmente de olho nas próximas eleições.

Assim, é muito interessante observar as reações daqueles que foram os principais aliados locais do ex-presidente durante os seus mandatos.

Deputados do PT, por dever de ofício e senso de autopreservação, defenderam o ex-presidente na Assembleia Legislativa, antes e depois do interrogatório. Lideranças do partido também se manifestaram nesse sentido. Era de se esperar.

Curioso foi o silêncio do PDT e até do PCdoB. Seus parlamentares, lideranças, prefeitos, ex-ministros, ex-senadores (os do PMDB não contam, já que pularam fora antes com o impeachment, embora fossem muito próximos, lembram?). Ninguém publicou nada, deu entrevista ou discursou prestando solidariedade ou em desagravo ao petista, muito menos criticando Moro.

Parece que, no Ceará, esses “companheiros” (alguns ainda no PT) preferem não botar a mão no fogo por Lula. Ou então não podem, ou não devem, na medida em que estão mais integrados hoje ao projeto eleitoral de Ciro Gomes. Sem Lula no páreo, o ex-governador – que patina nas mais recentes pesquisas – poderia liderar uma frente de esquerda na corrida ao Palácio do Planalto, herdando ainda parte dos votos do petista, que atualmente lidera essas mesmas pesquisas.

Com aliados assim, quem precisa de adversários?

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Páscoa de escândalos

Por Wanfil em Crônica

14 de Abril de 2017

A Última Ceia, de Leonardo Da Vinci: Jesus e o escândalo como instrumento de depuração

A Semana Santa, período em que os cristãos recordam a crucificação e a ressurreição de Jesus, foi marcada também neste ano pela divulgação dos estarrecedores depoimentos de Emílio e Marcelo Odebrecht, no maior escândalo de corrupção de que se tem notícia no Brasil.

Símbolos, alegorias e personagens religiosos, com sua lições e exemplos, são importantes instrumentos de reflexão que servem às mais diversas circunstâncias, da vida privada ao convívio social, das questões familiares à política.

Nada mais apropriado, portanto, do que buscar na figura de Jesus um alento para as turbulências do presente. Em uma de suas passagens mais famosas e polêmicas, Cristo disse : “Ai do mundo por causa dos escândalos; porque é necessário que venham escândalos; mas ai do homem por quem o escândalo venha”. Faz sentido. Sendo o erro ou o crime inevitáveis, porque somos falíveis, ele pode e deve servir de aprendizado pela dor.

A corrupção é a maior chaga na política brasileira e a revelação de sua extensão causa justa indignação. É preciso, pois, punir quem traz o escândalo; é necessário punir os corruptos na Justiça com condenações e na política, não mais os elegendo. Mas também precisamos refletir em como chegamos até aqui, com todos – indivíduos e instituições – revendo com sinceridade nossos papéis e condutas, de modo que possamos ressuscitar a política como atividade voltada para o bem comum, para o debate saudável, para o crescimento do Ceará e do Brasil.

Feliz Páscoa a todos.

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Odebrecht mostra que o PT não inventou a corrupção? Certo. Mas questão não é bem essa…

Por Wanfil em Ideologia

13 de Abril de 2017

Os depoimentos de executivos da Odebrecht e especialmente de seus donos, Emílio e Marcelo, revelam que a corrupção é prática disseminada que atinge instâncias de poder, partidos políticos e ideologias distintas. Uma amiga, pessoa honesta e trabalhadora, me disse que é a comprovação de que a corrupção não começou com o PT, como, segundo ela, insinuam os grandes veículos de comunicação.

Com todo respeito, trata-se, com efeito, de um sofisma, uma vez que não há quem diga que a corrupção tenha começado com o PT. Seria ingenuidade demais até para o mais ferrenho antipetista.

Na verdade, esse argumento é uma fuga para muitos que acreditaram (ou que ainda acreditam) na ideia de que a ética fosse monopólio do PT em particular e da esquerda em geral. Hoje isso parece absurdo, mas basta ver como militantes e políticos do PSOL do do PCdoB falam, embora nunca tenham denunciado coisa alguma.

Muitos esquerdistas comuns, sem filiação, para não dar o braço a torcer ao fatos, com o orgulho ferido, olham para a queda do PT e afirmam que a sigla cedeu a práticas da direita (transferindo o pecado para o adversário) ou que, no máximo, por pragmatismo, lideranças do partido usaram as armas do inimigo para vencer a luta eleitoral e aí poder fazer as mudanças, no que foram impedidos pelas elites e tal.

Para esses, reconhecer que ser de esquerda não significa uma elevação moral, um desprendimento atávico do mundo material, uma condição natural de solidariedade e inteligência ou um estado de pureza ética, corresponde a declarar que estiveram enganados todo esse tempo, que depositaram esperanças num pensamento pueril, e isso é difícil demais para quem se via como refinado crítico da realidade.

Confessar ter acreditado no discurso de que o PT representaria a negação da corrupção por causa de rótulos ideológicos é admitir o próprio erro. Daí que acabem usando a prova de que o sonho era uma frágil ilusão como argumento de superioridade analítica, alardeando: “viram, a corrupção não começou com o PT”, para assim disfarçar o que antes pregavam com a certeza dos profetas: “o PT e a esquerda mudarão tudo isso o que está aí”.

Dizer que o PT não é pior do que os outros é o consolo de quem aceitou a farsa do monopólio da ética por uma ideologia que, não obstante, foi responsável pelos maiores crimes e ditaduras do século XX.

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FHC lembra que caixa 2 e corrupção são crimes diferentes, mas o problema é outro: ambos são trapaças

Por Wanfil em Corrupção

08 de Março de 2017

Delatores da Lava-Jato afirmam que praticamente todos os partidos receberam doações de empreiteiras pelo caixa 2. Não é, convenhamos, novidade. O que pode complicar a situação de um ou de outro é a origem do dinheiro: se for de corrupção, com desvio de verbas públicas, as penas endurecem bastante.

Como no escuro da noite todos os gatos são pardos, acusados sem saída optam pelo mal menor, confessando o caixa 2, mas negando envolvimento com propinas. A grande dúvida agora é saber quem montou seu caixa 2 prometendo influência aos doadores (uma espécie de preliminar para futuras negociatas) e quem o fez com dinheiro roubado da Petrobras e de contratos fraudulentos com governos. Todos já temos uma ideia a respeito, mas é preciso esperar as provas.

Sobre essa dificuldade de separar o crime menor do crime maior após um delator citar um pedido de dinheiro supostamente feito por Aécio Neves, o ex-presidente FHC divulgou nota. Reproduzo aqui um trecho:

“Há uma diferença entre quem recebeu recursos de caixa dois para financiamento de atividades político-eleitorais, erro que precisa ser reconhecido, reparado ou punido, daquele que obteve recursos para enriquecimento pessoal, crime puro e simples de corrupção. Divulgações apressadas e equivocadas agridem a verdade, e confundem os dois atos, cuja natureza penal há de ser distinguida pelos tribunais” .

Do ponto de vista jurídico, está certíssimo. Que cada um pague conforme seus atos, ora bolas. Mas existe algo que FHC parece não querer entender. É que do ponto de vista moral e político, caixa 2 e propina não se diferenciam tanto, pois além de crimes, são essencialmente trapaças. E ninguém aguenta mais trapaceiros. A desconfiança generalizada não é criação da imprensa, mas resultado de imposturas protagonizadas há décadas por partidos e políticos de todas as ideologias, com exceções que apenas confirmam a regra.

Se as delações não forem passadas a limpo antes das eleições – e tudo indica que não serão -, candidatos mencionados, se insistirem em disputar, terão que arcar com o peso delas.

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Veja como votaram os deputados cearenses nos principais destaques do pacote “anticorrupção”

Por Wanfil em Corrupção

30 de novembro de 2016

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada da quarta-feira o pacote anticorrupção, iniciativa do Ministério Público Federal. Como todos sabem, 13 medidas alteraram o projeto, descaracterizando seu objetivo original.

Pela bancada do Ceará, todos votaram pela aprovação do projeto, claro, acompanhando os demais. Mas, e nos destaques? Vejamos como se posicionaram em três propostas que causaram polêmica.

1 – Retirada da tipificação do crime de enriquecimento ilícito e da previsão de confisco dos bens relacionados ao crime. Autores: PP, PTB e PSC.

Contra a retirada:
Moses Rodrigues (PMDB)
Vitor Valim (PMDB)
Cabo Sabino (PR)
Ronaldo Martins (PRB)
Raimundo Gomes de Matos (PSDB)

A favor da retirada:
Chico Lopes (PCdoB)
André Figueiredo (PDT)
Leônidas Cristino (PDT)
Aníbal Gomes (PMDB)
Macedo (PP)
Gorete Pereira (PR)
Domingos Neto (PSD)
José Guimarães (PT)
Arnon Bezerra (PTB)
Genecias Noronha (SD)

2 – Retirada do trecho que condicionava a progressão do regime de cumprimento de pena ao ressarcimento de danos causados por crime contra a administração pública. Autor: PT

Contra a retirada:
Ronaldo Martins (PRB)
Domingos Neto (PSD)
Raimundo Gomes de Matos (PSDB).

A favor da retirada:
Chico Lopes (PCdoB),
André Figueiredo (PDT)
Leônidas Cristino (PDT)
Aníbal Gomes (PMDB)
Moses Rodrigues (PMDB)
Macedo (PP)
Cabo Sabino (PR)
Gorete Pereira (PR)
José Guimarães (PT)
Luizianne Lins (PT)
Arnon Bezerra (PTB).

3 – Cria a punição para juízes e membros do Ministério Público Federal por abuso de autoridade. Autor PDT

Contra a medida: NENHUM

A favor da medida:
Chico Lopes (PCdoB)
André Figueiredo (PDT)
Leônidas Cristino (PDT)
Aníbal Gomes (PMDB)
Moses Rodrigues (PMDB)
Vitor Valim (PMDB)
Macedo (PP)
Cabo Sabino (PR)
Gorete Pereira (PR)
Ronaldo Martins (PRB)
Danilo Forte (PSB)
Domingos Neto (PSD)
Raimundo Gomes de Matos (PSDB)
José Airton Cirilo (PT)
José Guimarães (PT)
Luizianne Lins (PT)
Arnon Bezerra (PTB)
Genecias Noronha (SD).

PS. A Força-tarefa da Operação Lava Jato chamou essa última medida de Lei da Intimidação. Segundo os procuradores, trata-se de uma retaliação às investigações contra corruptos. Os deputados, alguns deles investigados, negam. Pois é. A questão é saber em quem você confia.

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Lula é denunciado na Lava Jato um dia após aparecer em vídeo com Luizianne

Por Wanfil em Eleições 2016

14 de setembro de 2016

Lula, réu por corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça, pede votos em Fortaleza

Lula, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, e réu por obstrução da justiça, pede votos em Fortaleza

O ex-presidente Lula anda mais enrolado do que nunca com a Justiça. O Ministério Público Federal no Paraná o denunciou  nesta quarta por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, relativas ao caso do triplex no Guarujá, no âmbito da Operação Lava Jato.

E quem irá decidir se Lula vira ou não réu? O juiz Sérgio Moro, terror dos “companheiros” delatores.

O ex-presidente já é réu em outra ação, movida pelo MP do Distrito Federal, acusado de obstruir a Lava Jato.

Curiosamente, um dia antes Lula apareceu na propaganda da candidata petista à prefeitura de Fortaleza, Luizianne Lins, fazendo elogios para a correligionária. Houve uma época, não faz tanto tempo, em que a imagem de Lula era disputada na Justiça Eleitoral até por opositores. Agora, por bons motivos, poucos arriscam a fazer como a ex-prefeita.

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‘Fora Temer’ inova com possibilidade de dinheiro honesto

Por Wanfil em Brasil

08 de setembro de 2016

O ‘Fora Temer’ em Fortaleza, neste de Sete de Setembro, mostrou que o momento político nacional já está produzindo frutos. Militantes de esquerda já podem voltar a falar contra a corrupção, embora não façam a defesa da Operação Lava Jato, nem portem cartazes de apoio ao juiz Sérgio Moro, o que é sintomático, convenhamos.

Outra novidade é a possibilidade de ganhar dinheiro longe das verbas ministeriais ou sinecuras políticas, como mostra o portal Tribuna do Ceará:

“A escolha da Praia de Iracema para ser o palco da manifestação, segundo os participantes, teve o intuito de mostrar aos moradores da região e turistas a quantidade de pessoas insatisfeitas e contrárias ao governo de Michel Temer. O vendedor ambulante Deoclécio Ferreira, que trabalha há 1 ano na Beira-Mar, disse apoiar o protesto e ainda conseguir tirar lucro nas vendas de água e refrigerante. ‘Estou vendendo mais, faturando’, comemora.”

É isso aí. Faturar sem cobrar propina em licitações viciadas é a melhor forma de evitar as prisões preventivas, as delações premiadas, as condenações por corrupção, a PF, o MP, a Lava Jato e o juiz Sério Moro.

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Caso dos “banheiros fantasmas” continua a feder

Por Wanfil em Corrupção

11 de julho de 2016

O Ministério Público do Ceará apresentou nova denúncia sobre o caso dos “banheiros fantasmas”, denunciado em 2011 pela Procuradoria de Justiça dos Crimes contra a Administração Pública. É o que informa jornal O Povo desta segunda-feira. Os procuradores pedem a inclusão dos nomes do ex-deputado estadual Téo Menezes e de Sérgio Barbosa de Sousa, ex-funcionário da Secretaria das Cidades entre os responsáveis pelas irregularidades.

O caso é famoso. Sobram provas de que os banheiros não foram construídos e de que associações conveniadas junto à secretaria eram de fachada, embora o dinheiro fosse liberado. O esquema atendia, segundo a acusação, ao grupo político de Teodorico Menezes, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado e ex-deputado, pai de Téo.

Para o Ministério Público está claro quem fazia parte do grupo que usou os falsos banheiros populares para dar descarga no dinheiro público. Como todos sabem, para haver corrompidos é necessário a ação do corruptor. A questão, portanto, é saber quem deu as chaves dos banheiros fantasmas para essa turma, ou seja, como eles conseguiram se entocar na estrutura do governo para operar o esquema. Quem os deixou entrar e ficar tão à vontade?

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Caso dos “banheiros fantasmas” continua a feder

Por Wanfil em Corrupção

11 de julho de 2016

O Ministério Público do Ceará apresentou nova denúncia sobre o caso dos “banheiros fantasmas”, denunciado em 2011 pela Procuradoria de Justiça dos Crimes contra a Administração Pública. É o que informa jornal O Povo desta segunda-feira. Os procuradores pedem a inclusão dos nomes do ex-deputado estadual Téo Menezes e de Sérgio Barbosa de Sousa, ex-funcionário da Secretaria das Cidades entre os responsáveis pelas irregularidades.

O caso é famoso. Sobram provas de que os banheiros não foram construídos e de que associações conveniadas junto à secretaria eram de fachada, embora o dinheiro fosse liberado. O esquema atendia, segundo a acusação, ao grupo político de Teodorico Menezes, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado e ex-deputado, pai de Téo.

Para o Ministério Público está claro quem fazia parte do grupo que usou os falsos banheiros populares para dar descarga no dinheiro público. Como todos sabem, para haver corrompidos é necessário a ação do corruptor. A questão, portanto, é saber quem deu as chaves dos banheiros fantasmas para essa turma, ou seja, como eles conseguiram se entocar na estrutura do governo para operar o esquema. Quem os deixou entrar e ficar tão à vontade?