Correios Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Correios

Servidores acusam PDT de transformar Correios em cabide de empregos. E agora, como ficam as críticas de Ciro ao PMDB?

Por Wanfil em Partidos

22 de dezembro de 2015

Na coluna Expresso, da revista Época, e no site da Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP):

Funcionários dos Correios promoverão nesta terça-feira (22) uma manifestação em frente à sede da estatal em Brasília durante a posse de seis novos vice-presidentes. Os principais beneficiários (terão salários de R$ 24 mil) das mexidas na cúpula da empresa são ligados ao PDT. A presidência dos Correios está sob o comando de Giovanni Queiroz, também do partido, há pouco mais de um mês.

O protesto, segundo informe que circula nas redes sociais, será contra  o ” aparelhamento da empresa”.  Outro trecho do informe diz que “a intenção é tentar salvar a empresa que, por conta de ter se tornado um cabide de empregos, tem apresentado déficit em suas contas”. Os servidores deverão estar vestidos de preto.

Casa de ferreiro, espeto de pau
Quando a crise política se intensificou, o líder do PDT na Câmara, deputado federal André Figueiredo, do Ceará, anunciou que sua bancada adotaria postura independente. Para segurar o PDT na base, a presidente Dilma entregou os Correios ao partido e o Ministério das Comunicações para Figueiredo, agrados que transformaram a “independência” em “convicção governista”. Tamanha convicção que Carlos Lupi, presidente do partido, junto com o neopedetista Ciro Gomes, criaram o “movimento pela legalidade”, contra o impeachment de Dilma.

Lupi, só para lembrar, foi ministro do Trabalho na gestão da petista, mas saiu a pedido da Comissão de Ética da Presidência da República, após denúncias de corrupção.

Ciro Gomes voltou a aparecer no cenário nacional criticando duramente o PMDB e suas práticas fisiologistas. Nesse caso, é severo nas adjetivações. Resta saber o que ele acha quando o fisiologismo é usado para comprar o apoio do PDT, seu atual partido. Ou os Correios não deveriam ser geridos por seus funcionários de carreira?

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Em véspera de eleição, “mudar tudo para que tudo fique como está”

Por Wanfil em Política

12 de novembro de 2015

Lampedusa desnudou a natureza de certas mudanças políticas

A intenção final de certas mudanças políticas é iludir para conservar o poder

A justiça eleitoral divulgou o calendário para as eleições municipais em 2016. No geral, as mudanças mais impactantes foram a redução do prazo de mudança de partido para candidatos de um ano para seis meses e a diminuição do tempo de campanha, com destaque para a propaganda obrigatória de 45 para 35 dias.

Na verdade, são pequenos ajustes decorrentes da mini reforma eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional em setembro passado, que por serem superficiais, em nada alteram a natureza do jogo, seguindo a máxima do príncipe de Falconeri, personagem de Lampedusa em O Leopardo: “tudo deve mudar para que tudo fique como está”.

Assim, a velha prática de ofertar cargos nas máquinas governamentais (e suas verbas, muito cobiçadas em períodos eleitorais), em troca de apoio político, continua intocada.

O governo federal, por exemplo, entregou o a presidência dos Correios ao médico Giovanni Queiroz, ex-deputado do PDT, ligado à Frente Parlamentar da Agropecuária. Pelo currículo, o sujeito não tem nada a ver com os Correios. A indicação coube ao ministro das Comunicações, André Figueiredo, do PDT do Ceará.

Em outro caso, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, também do PDT e candidato à reeleição, chegou a cogitar a criação de uma nova secretaria apenas para abrigar o deputado federal Adail Carneiro, do PHS, de modo a abrir vaga na Câmara o suplente Paulo Henrique Lustosa, garantindo assim o apoio do PP nas próximas eleições.

Como a proposta de criar uma estrutura em tempos de crise apenas por conveniência eleitoral pegou mal, o governador Camilo Santana, do PT, entrou em campo para terceirizar a manobra, nomeando o deputado federal como assessor para articulação política.

Esses são exemplos colhidos na ordem do dia, mas a prática é antiga e disseminada na política nacional, independente de partidos ou ideologias. E assim, apesar das decepções da população, dos escândalos, das denúncias e do descrédito da classe política em razão justamente dessas maquinações, os velhos vícios continuam e as mudanças apresentadas como se fossem reformas, não passam de perfumaria barata “para que tudo fique como está”.

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Em véspera de eleição, “mudar tudo para que tudo fique como está”

Por Wanfil em Política

12 de novembro de 2015

Lampedusa desnudou a natureza de certas mudanças políticas

A intenção final de certas mudanças políticas é iludir para conservar o poder

A justiça eleitoral divulgou o calendário para as eleições municipais em 2016. No geral, as mudanças mais impactantes foram a redução do prazo de mudança de partido para candidatos de um ano para seis meses e a diminuição do tempo de campanha, com destaque para a propaganda obrigatória de 45 para 35 dias.

Na verdade, são pequenos ajustes decorrentes da mini reforma eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional em setembro passado, que por serem superficiais, em nada alteram a natureza do jogo, seguindo a máxima do príncipe de Falconeri, personagem de Lampedusa em O Leopardo: “tudo deve mudar para que tudo fique como está”.

Assim, a velha prática de ofertar cargos nas máquinas governamentais (e suas verbas, muito cobiçadas em períodos eleitorais), em troca de apoio político, continua intocada.

O governo federal, por exemplo, entregou o a presidência dos Correios ao médico Giovanni Queiroz, ex-deputado do PDT, ligado à Frente Parlamentar da Agropecuária. Pelo currículo, o sujeito não tem nada a ver com os Correios. A indicação coube ao ministro das Comunicações, André Figueiredo, do PDT do Ceará.

Em outro caso, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, também do PDT e candidato à reeleição, chegou a cogitar a criação de uma nova secretaria apenas para abrigar o deputado federal Adail Carneiro, do PHS, de modo a abrir vaga na Câmara o suplente Paulo Henrique Lustosa, garantindo assim o apoio do PP nas próximas eleições.

Como a proposta de criar uma estrutura em tempos de crise apenas por conveniência eleitoral pegou mal, o governador Camilo Santana, do PT, entrou em campo para terceirizar a manobra, nomeando o deputado federal como assessor para articulação política.

Esses são exemplos colhidos na ordem do dia, mas a prática é antiga e disseminada na política nacional, independente de partidos ou ideologias. E assim, apesar das decepções da população, dos escândalos, das denúncias e do descrédito da classe política em razão justamente dessas maquinações, os velhos vícios continuam e as mudanças apresentadas como se fossem reformas, não passam de perfumaria barata “para que tudo fique como está”.