Copa do Mundo Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Copa do Mundo

O verdadeiro legado da Copa para os cearenses

Por Wanfil em Ceará

23 de junho de 2016

Eles fizeram a festa, mas você ainda paga a conta

O Ceará quer refinanciar empréstimo junto ao BNDES. Eles fizeram a festa, mas é você quem a conta

O governo do Ceará quer refinanciar o empréstimo de R$ 351 milhões de reais feito ao BNDES em 2010 para a reforma do estádio Castelão. Na época, de nada adiantou a oposição reclamar da urgência do empréstimo, aprovado sem maiores discussões na Assembleia Legislativa, afinal, o País sediaria a “Copa das Copas” e o clima era de festa e confiança.

Pois bem. Depois da Copa vieram as pedaladas eleitoreiras de Dilma Rousseff (com o apoio entusiasmado dos governistas locais) e, passadas as eleições, a recessão derrubou os repasses federais para o Estado.

Agora o que resta aos cearenses pagar as parcelas da reformado Castelão. É dinheiro que agora faz falta, como prova o pedido de refinanciamento. Nem reforma do aeroporto, nem VLT ou metrô. Por enquanto, a dívida com o BNDES é o verdadeiro legado da Copa.

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A decepção na Copa pode interferir no jogo eleitoral?

Por Wanfil em Eleições 2014

09 de julho de 2014

A “Copa das copas” fica marcada pela humilhantemente goleada imposta ao Brasil pela seleção da Alemanha. Desde o início o evento foi apresentado como conquista do governo federal, uma oportunidade de alavancar ações de turismo e infraestrutura. E como logo após o seu término tem início uma campanha eleitoral, sua associação com a política foi inevitável.

Durante um bom tempo analistas buscaram compreender se e como essa relação poderia interferir no resultado das eleições. É um exercício complicado, projeção de cenário futuro baseado em premissas incertas.

Propaganda e conjuntura
A história mostra que governos procuram fazer de grandes eventos peças de propaganda oficial disfarçadas, no embalo da comoção geral. Mas para isso acontecer é preciso uma atmosfera favorável, com razoável satisfação com as conjunturas sociais, econômicas e morais no país. Quando a Copa foi anunciada, ainda no governo do ex-presidente Lula, esse era o cenário. No entanto, a insatisfação com o baixo crescimento, obras atrasadas e a corrupção inverteu o cenário.

Por isso políticos evitaram exposição nos jogos. Quando arriscou, Dilma foi duramente vaiada. Governadores e prefeitos foram cuidadosamente evitados pelos telões nos estádios, quase escondidos.

Mas com o avanço da Seleção Brasileira na competição, percebendo a vibração da torcida, o governo viu a oportunidade de faturar e começou a atacar os “pessimistas”. A presidente recuperou um pouco da popularidade perdida. A oposição rapidamente passou a sinalizar que torcia pela vitória brasileira, apesar dos problemas fora do campo.

A impressão era a de que chegando a uma semifinal, ainda que perdesse, o time teria feito bonito. A ordem nas campanhas foi a de buscar alinhamento com o sentimento da torcida. Mas aí veio a maior derrota, a humilhação, o vexame. E a população, que havia sublimado o descontentamento com os atrasos e superfaturamentos das obras para a Copa, acabou decepcionada com seu principal motivo de orgulho: a Seleção. Agora as equipes de comunicação dos candidatos estudam como se comportar.

Inflação goleia salários
Não é possível dizer se isso irá interferir nas eleições. A festa pelo hexa poderia criar uma onda de otimismo capaz de eclipsar a desconfiança com o governo? Talvez. Com a derrota, e com a forma como ela aconteceu, há uma tristeza pungente no ar. Isso beneficia a oposição? É cedo para dizer.

Em minha modesta opinião, o que tem mesmo poder de influenciar com peso as eleições é a inflação. Na mesma terça-feira em que o Brasil foi goleado, outra notícia ruim foi timidamente registrada na imprensa: a alta de preços acumulada nos últimos 12 meses estourou o teto da meta de inflação. A meta é de 4,5% e o teto é de 6,5%. O IPCA está em 6,52%. Todos percebem o impacto desses números quando vão ao supermercado fazer as compras do mês.

Uma vitória poderia amenizar as críticas ao governo, mas ela não veio. De resto, não é de olho em partidas de futebol que o eleitor decidirá em quem votar, mas sentindo o bolso. Quando a carestia goleia os salários, aí sim o jogo eleitoral pode virar.

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Quem ganha mais com a saída de Neymar da Copa?

Por Wanfil em Crônica

06 de julho de 2014

Não especialista em futebol, embora aprecie bons jogos. A paixão pelo esporte nacional é comedida, desde que a seleção de 82 foi eliminada pela Itália. Criança vi ruir todo um conceito dividido em duas convicções: 1) não basta fazer gol, é preciso jogar bonito;  2) não vale ganhar a qualquer custo, mas com ética (sem apelar à violência e uma vez vítima dela, não devolver na mesma moeda, pois o craque responde é com futebol). Assim, como o escritor uruguaio Eduardo Galeano, tornei-me um “mendigo do futebol”, procurando bons jogos para torcer sem grande compromisso emocional.

Pois bem, conversando com o jornalista Rafael Luis Azevedo, colega na Tribuna do Ceará, eu disse que Neymar tinha sorte, pois sai como ídolo e livre da obrigação de fazer a diferença no momento decisivo. Rafael discordou. “O jogador quer jogar. Quem ganha é o Felipão. Se o Brasil ganhar, o mérito de superar a perda do craque é dele, se perder, a culpa terá sido do Zuñiga”, o colombiano que atingiu Neymar. Faz sentido.

A partir daí é lícito concluir que o maior lucro com a saída de Neymar foi mesmo da torcida.  Na Copa de 1950, o culpado (injustamente) pela perda do título foi o goleiro Barbosa. Como o brasileiro, quando o assunto é futebol, tem notória dificuldade de reconhecer méritos nos adversários da seleção, dessa vez pelo menos já temos uma boa desculpa caso o Brasil não conquiste o título: o culpado será um rival (alívio para os demais jogadores). Melhor do que isso, pelo que vejo da crônica esportiva, só se Zuñiga fosse argentino, o que poderia dar ares de complô internacional à agressão, mas aí seria querer demais. Como não sou especialista e não passo de um torcedor amargurado com o fracasso de 1982, fico por aqui.

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Xingamentos, futebol e política: qual a novidade?

Por Wanfil em Brasil

17 de junho de 2014

palavraoA maior emoção da Copa do Mundo até o momento é a discussão nas redes sociais entre militantes, simpatizantes, assessores e inocentes úteis, sobre a natureza dos xingamentos direcionados à presidente da República, Dilma Rousseff, na abertura do evento. Uns querem fazer da candidata à reeleição uma cândida vítima de um ódio injustificado, outros juram que ela apenas colhe o que planta.

No Brasil, futebol, política, vaias e palavrões convivem sem maiores melindres com aplausos. É do jogo. A novidade fica por conta do clima de aversão contra autoridades em geral e, em particular, contra a maior delas: a presidente.

Existe ainda um componente sociológico sobre a liberação de frustrações e instintos primitivos quando indivíduos estão diluídos no anonimato das massas. Fico pensando quantos ali xingariam a presidente olho no olho. Mas esse papo de indivíduo é coisa da direita raivosa, acusam os que dizem amar as massas, constrangidos com a agressividade do povo contra Dilma. Para fugir da contradição, buscam se apegar a uma clivagem de renda, requentando o discurso de Marilena Chauí, que diz odiar a classe média, como se essa não pudesse se manifestar, como se também não fosse povo.

Quando Lula era o líder da oposição, seus recortes de pesquisa mostravam que os mais instruídos e abastados simpatizavam com ele, enquanto os mais pobres formavam o reduto dos governantes. Na época, isso era mostrado como prova de que os governos não melhoravam a educação justamente para melhor poderem manipular a população mais carente. O que mudou de lá pra cá? Só quem está no poder. Quem tem mais estudo continua mais crítico. Mas agora esse descontentamento seria apenas ressentimento por privilégios perdidos. Retórica barata, sempre.

Eu vejo o fenômeno das vaias e xingamentos com naturalidade. Multidões são imprevisíveis e esperar delas somente o consentimento obsequioso é loucura. Por outro lado, é o tipo de pressão que faz acordar quem vive dos sonhos cantados pelas assessorias servis: “Presidenta, a senhora está certa. Genial, presidenta! Que ideia inteligente, doutora Dilma”. Presa na redoma de vidro das adulações, nada como uma pedrada (simbólica) em forma de vaia para arejar o ambiente e despertar a lucidez: abre o olho, que as pessoas estão insatisfeitas.

No mais, um repórter amigo meu disse assim: “Rapaz, política é coisa que interessa a pouca gente. Agora é futebol”. Pensei comigo: “Sabe de nada, inocente!”. Sem o desejo de capitalizar politicamente em ano eleitoral, não haveria Copa do Mundo no Brasil. Pelo mesmo motivo, pouco se fala em esquemas táticos e afins. O grande debate é saber quem é contra ou a favor das vaias e dos xingamentos contra a presidente. Um falso debate, pois foge ao principal: que sentimento é esse? Por que vaiam agora, na festa, se há pouco tempo a presidente era mais popular do que Lula ou FHC? Minha tese é simples e batida: inflação. Mas isso é somente uma hipótese.

Parafraseando Voltaire, encerro: “Posso não concordar com nenhum dos palavrões que você disser, mas defenderei até a morte o seu direito de xingar governantes”. É que a chance de ser uma injustiça é pequena, quase nula.

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Os black blocs amarelaram e os vermelhos esverdearam

Por Wanfil em Brasil

13 de junho de 2014

A Copa do Mundo do começou e dentro de campo a seleção brasileira fez a sua parte, estreando com vitória. Do lado de fora, a expectativa ficou por conta dos protestos organizados pelos chamados black blocs, radicais que atacam prédios, policiais, jornalistas e interditam ruas, em nome de causas anticapitalistas e anti-sistema, essas coisas. E o que se viu, no entanto, foi o yellow da torcida brasileira ofuscar as cores de grupinhos que andavam se achando.

Fora dos estádios foram registrados alguns protestos violentos, inclusive aqui em Fortaleza, mas com muito menos gente e impacto do que nas manifestações ocorridas durante a Copa das Confederações, no ano passado. O povo deixou os radicais patetas sozinhos nas ruas, brincando de revolução. Sem um movimento alheio para se infiltrarem, os black blocs não passam de um refugo ideológico insignificante. Logo eles, que se imaginavam a vanguarda de um novo tempo. É que nas suas cabeças perturbadas, o rabo é que balança o cachorro.

Aplausos e vaias

Isso não significa que os brasileiros tenham esquecido a desconfiança em relação aos seus representantes políticos, deslumbrados com o torneio. Pelo contrário. Como eu disse no post anterior, para desgosto do governo, a Copa se tornou um potente catalisador das insatisfações populares que ensejam um desejo por mudanças, devidamente captado por recentes pesquisas eleitorais. Assim, no estádio Itaquerão (horrível, se comparado ao Castelão, diga-se), a mesma torcida que cantou o Hino Nacional com paixão emocionante, por diversas vezes ecoou uníssona palavrões contra a Fifa e contra a presidente Dilma Rousseff (PT) que disputará a reeleição em outubro próximo. Há, portanto, discernimento nessas manifestações que demarca claramente uma hora para aplaudir e outra para vaiar.

Quebrando a tradição, a presidente da República não discursou, prevendo, com acerto, a monumental vaia que tomaria. Na partida entre Brasil e Croácia, assim como no pronunciamento que fez à nação na terça, Dilma trocou o vermelho característico dos partidos de esquerda pelo verde. Assim como o preto dos radicais, o vermelho das esquerdas anda desbotando nos dias atuais. Quem não se lembra das bandeiras vermelhas sendo expulsas das manifestações de junho do ano passado? Como a eleição está chegando, ele agora dá lugar ao verde (cor utilizada, veja só, pelo matreiro PMDB).

O modo e a hora

Faço aqui um breve desvio. Alguns amigos, sensíveis que são, desaprovaram as ofensas dirigidas à presidente Dilma, por deselegantes e inoportunas. Para eles, nem o modo, nem a hora, foram adequadas, passando uma má impressão para o exterior. Ocorre que esse é um fenômeno sobre o qual não há muito o que se fazer, pois não existe um centro de irradiação. Antes, é um sentimento difuso e generalizado que se manifesta espontaneamente, sem líderes. Nem a oposição ousa tentar conseguir algum proveito direto, sob pena de serem os seus expoentes também vaiados. No fim, vergonha mesmo é roubar, e isso atualmente tem constrangido pouca gente. Ponto. Volto ao tema inicial.

Mais do que uma cor

Nesse jogo de cores e símbolos, sobressaiu-se o amarelo canário da Seleção e da torcida brasileira. Pelo que se viu na abertura da Copa, muito mais do que os tais black blocs ou os vermelhos sustentados com verba pública (tipo MST), serão os torcedores comuns vestidos de amarelo os mais temidos por aqueles que sabem o peso de uma vaia em ano eleitoral. É mais do que uma cor, é um sentimento em evolução.

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Senhores passageiros, com vocês ali no puxadinho, o novo Ceará!

Por Wanfil em Ceará

21 de Janeiro de 2014

A ampliação do Aeroporto Internacional Pinto Martins não será concluída antes da Copa do Mundo, em junho próximo, como previsto inicialmente em seu cronograma. Aliás, poucos aeroportos estarão em condições de receber o fluxo de turistas e passageiros que desembarcarão no Brasil, coitados, para o torneio.

Puxadinho

A situação da unidade de Fortaleza, entretanto, é especial: de todos, é local onde a obra estará mais atrasada. Mas o melhor (pior) ainda está por vir: para cumprir a palavra empenhada e não deixar os usuários do transporte aéreo na mão, o governo federal fará um “puxadinho” para receber a galera. “Brasil, zil, zil,zil…”, ouço em minha mente ufanista.

Tudo bem que o cearense está acostumado a ouvir promessas e deixar por isso mesmo. Mas na Copa é diferente, está todo mundo olhando e a Fifa reclama… Como não dá para prometer para fazer no próximo governo, apresentando a obra em maquete eletrônica na propaganda eleitoral, como nos casos da Refinaria da Petrobras e da Transposição do São Francisco, o jeito é improvisar uma gambiarra e chamar o troço de “criatividade”.

E olha que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou um aumento de 1.973 novos voos durante a Copa do Mundo, – aumento de 40% no tráfego – “com objetivo de reforçar a malha aérea e diminuir os preços das passagens”. É isso aí! Em Fortaleza, serão 205 voos a mais. Ainda bem que, precavidos, teremos o puxadinho.

Uma vez na capital do Ceará, o torcedor animado poderá conhecer a 7ª cidade mais violenta do mundo utilizando um sistema de transporte público que enche de orgulho o pessoal da Esplanada dos Ministérios.

Novo Ceará

Minha sugestão para causar mais impacto ainda é colocar no puxadinho esse trecho do novo jingle do governo do Estado: “é assim que a gente quer, é assim que a gente faz, o novo Ceará”.

“Peraí, Wanfil! A obra é federal, não misture as coisas!”. Eu sei, eu sei. Mas a Copa é um evento nacional e o espírito que anima a política no Ceará há alguns anos é o que apregoa a sinergia entre as administrações locais e nacional, irmanadas em um mesmo projeto administrativo. Por isso, ninguém pode reclamar do atraso da obra no aeroporto ou de qualquer outra, porquanto todos foram e são solidários nas promessas feitas.

Unidos por um legado

Na verdade, a admiração incondicional pela gestão, digamos assim, operosa da presidente Dilma Rousseff, é o elo comum entre Cid Gomes, Eunício Oliveira, José Guimarães e Luizianne Lins, que neste ano, apesar das divergências, pedirão mais quatro anos para ela mostrar como é que se faz.

Uma vez unidos pelas promessas que fizeram, unidos também pelo legado que deixam, entre eles, o puxadinho da Copa no Pinto Martins.

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Senhores passageiros, com vocês ali no puxadinho, o novo Ceará!

Por Wanfil em Ceará

21 de Janeiro de 2014

A ampliação do Aeroporto Internacional Pinto Martins não será concluída antes da Copa do Mundo, em junho próximo, como previsto inicialmente em seu cronograma. Aliás, poucos aeroportos estarão em condições de receber o fluxo de turistas e passageiros que desembarcarão no Brasil, coitados, para o torneio.

Puxadinho

A situação da unidade de Fortaleza, entretanto, é especial: de todos, é local onde a obra estará mais atrasada. Mas o melhor (pior) ainda está por vir: para cumprir a palavra empenhada e não deixar os usuários do transporte aéreo na mão, o governo federal fará um “puxadinho” para receber a galera. “Brasil, zil, zil,zil…”, ouço em minha mente ufanista.

Tudo bem que o cearense está acostumado a ouvir promessas e deixar por isso mesmo. Mas na Copa é diferente, está todo mundo olhando e a Fifa reclama… Como não dá para prometer para fazer no próximo governo, apresentando a obra em maquete eletrônica na propaganda eleitoral, como nos casos da Refinaria da Petrobras e da Transposição do São Francisco, o jeito é improvisar uma gambiarra e chamar o troço de “criatividade”.

E olha que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou um aumento de 1.973 novos voos durante a Copa do Mundo, – aumento de 40% no tráfego – “com objetivo de reforçar a malha aérea e diminuir os preços das passagens”. É isso aí! Em Fortaleza, serão 205 voos a mais. Ainda bem que, precavidos, teremos o puxadinho.

Uma vez na capital do Ceará, o torcedor animado poderá conhecer a 7ª cidade mais violenta do mundo utilizando um sistema de transporte público que enche de orgulho o pessoal da Esplanada dos Ministérios.

Novo Ceará

Minha sugestão para causar mais impacto ainda é colocar no puxadinho esse trecho do novo jingle do governo do Estado: “é assim que a gente quer, é assim que a gente faz, o novo Ceará”.

“Peraí, Wanfil! A obra é federal, não misture as coisas!”. Eu sei, eu sei. Mas a Copa é um evento nacional e o espírito que anima a política no Ceará há alguns anos é o que apregoa a sinergia entre as administrações locais e nacional, irmanadas em um mesmo projeto administrativo. Por isso, ninguém pode reclamar do atraso da obra no aeroporto ou de qualquer outra, porquanto todos foram e são solidários nas promessas feitas.

Unidos por um legado

Na verdade, a admiração incondicional pela gestão, digamos assim, operosa da presidente Dilma Rousseff, é o elo comum entre Cid Gomes, Eunício Oliveira, José Guimarães e Luizianne Lins, que neste ano, apesar das divergências, pedirão mais quatro anos para ela mostrar como é que se faz.

Uma vez unidos pelas promessas que fizeram, unidos também pelo legado que deixam, entre eles, o puxadinho da Copa no Pinto Martins.