Ciro Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Ciro

Pesquisa mostra Ciro Gomes como alvo de concorrentes na disputa por vaga no 2º turno

Por Wanfil em Pesquisa

10 de setembro de 2018

O levantamento FSB/BTG Pactual mostra Jair Bolsonaro (PSL) com 30% (tinha 26% antes do atentado) e Ciro Gomes (PDT)  isolado na segunda posição com 12% (mesmo percentual da pesquisa divulgada semana passada). Na disputa pelo terceiro lugar estão Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), empatados com 8%.

Os números mostram que a briga nesse momento é por uma vaga no segundo turno contra Bolsonaro. Com a saída de Lula do páreo, Ciro subiu. Em situações assim, com muitos candidatos dividindo o eleitorado, a tendência é que as atenções dos que estão em terceiro se voltem contra Ciro para impedir que ele cresça mais e, se possível, reduzir seu índice. É o que chamam de desconstrução.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com Antônio Cambraia, então no PSDB, e Inácio Arruda (PCdoB) nas eleições para a prefeitura de Fortaleza em 2004, que acabaram atropelado por Luizianne Lins (PT), que não estava entre os favoritos.

As circunstâncias e as dimensões são bem diferentes, é claro, mas conversando com estrategistas à época, todos foram unanimes em avaliar que Cambraia subiu cedo demais nas pesquisas, virando alvo dos concorrentes. Foi também o que aconteceu com Marina, em 2014, duramente atacada pelo PT após subir nas pesquisas.

Agora, no domingo (9), durante o primeiro debate depois do atentado contra Bolsonaro, realizado pela TV Gazeta, Jovem Pan e pelo Jornal o Estado de São Paulo, Ciro foi indagado pela mesma Marina sobre os péssimos índices de segurança no Ceará. Não foi por acaso. Os adversários sabem que esse é um ponto fraco a ser explorado. Ciro foi consultor informal na secretaria de Segurança na gestão de Cid.

É só o começo.

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Luizianne pressiona Camilo a decidir entre Lula e Ciro

Por Wanfil em Eleições 2018

25 de julho de 2018

(FOTO: Iago Monteiro/Tribuna do Ceará)

No programa Focus Jangadeiro desta quarta-feira, um ouvinte perguntou para a deputada federal Luizianne Lins: “Você vota no governador Camilo Santana?”

Ela não pestanejou: “Se o Camilo se comprometer a apoiar o Lula ou o candidato do PT, eu votarei. Até porque, se não fizer isso, eu já coloquei que vou disputar essa posição [de candidato ao governo estadual], caso ele não saia do encontro [próximo sábado, dia 28] dizendo categoricamente – que até agora ele não disse – que vai apoiar o Lula ou o candidato do PT”.

Mais do que uma ameaça vazia, a fala de Luizianne, cirurgicamente dirigida à militância, é uma cobrança de engajamento partidário, de uma definição que deixe claro, de uma vez por todas, que entre Lula (ou um preposto) e Ciro Gomes, do PDT, Camilo escolhe o petista.

Não há sinais de que o movimento da deputada tenha apoio do comando estadual para impor um constrangimento desses a Camilo e dificilmente ela conseguiria uma indicação ao governo estadual. O objetivo, portanto, é mesmo pressionar Camilo em nome de uma estratégia nacional e conseguir, de quebra, aprovar uma candidatura petista ao Senado.

De todo modo, convém ao governador não subestimar a situação. O petismo é conhecido por suas disputas internas. Se evitar o problema, silenciando ou tergiversando, dando a entender que prefere Ciro, o governador perde algum prestígio dentro do próprio partido; se optar pelo petismo, pedindo votos para o candidato do partido, corre o risco de colidir com os Ferreira Gomes, que controlam o PDT.

Às vésperas da eleição, não é uma situação confortável.

E vocês, acham que Camilo prefere quem? Lula ou Ciro?

(Esse texto foi publicado originalmente no portal Tribuna do Ceará).

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O maior inimigo de Ciro é o PT

Por Wanfil em Eleições 2018

23 de julho de 2018

Quis o destino, essa entidade irônica quando o assunto é política, que o PT do Ceará chegasse ao poder no Ceará graças ao apoio do ex-governador Cid Gomes, hoje no PDT, que na véspera das convenções em 2014 escolheu Camilo Santana para concorrer à sucessão.

É que durante muitos anos o petismo cearense viu na figura de Ciro, o irmão mais velho dos Ferreira Gomes, o seu maior inimigo, especialmente quando este, ainda no PSDB de Tasso Jereissati, ocupou os cargos de prefeito, governador e ministro da Fazenda.

É bem verdade que em Sobral a parceria já rendia frutos, mas nada que indicasse uma afinidade ideológica, digamos assim, mais profunda. De todo modo, a condição de aliado dos governos de Lula possibilitou uma maior aproximação entre ciristas e petistas que, em contrapartida, aderiram ao governo Cid.

Tudo ia bem até que em 2009 Ciro – então no PSB – a pedido de Lula, mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo e acabou sem legenda para disputar a Presidência no ano seguinte, quando Dilma foi eleita.

Agora, pela primeira vez, Ciro é candidato sem que o PT tenha um nome viável. Preso e impedido de concorrer, Lula no máximo poderá indicar um substituto que, mesmo assim, terá dificuldades, como apontam as pesquisas. Pela lógica, se apoiasse Ciro, a esquerda teria maiores chances, dado o cenário fragmentado da disputa.

Assim, o PT mais uma vez se faz obstáculo para Ciro. Impediu que PSB e PCdoB o apoiassem. O maior inimigo hoje do projeto presidencial dos ciristas, por incrível que pareça, não é o PSDB ou Bolsonaro (adversários naturais, portanto, de onde se espera o combate), mas o PT.

Por isso, ironia do destino é que seja o PT, no Ceará, de longe o maior beneficiado na aliança com o PDT de Ciro e Cid Gomes. Tem o governo do Estado, ainda que seja como inquilino, e fecha as portas do Planalto para os parceiros.

(Esse texto foi publicado originalmente no portal Tribuna do Ceará).

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Ciro perde o Centrão. Veja como isso afeta as eleições no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

20 de julho de 2018

A imprensa nacional destaca nesta sexta-feira que o apoio do Centrão (o bloco partidário formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade), depois de quase ter fechado com Ciro Gomes (PDT), vai mesmo para Geraldo Alckmin (PSDB).

O PDT oficializa, também nesta sexta, o nome de Ciro na disputa presidencial e ainda tenta costurar alianças com o PSB e o PCdoB, siglas que, por outro lado, sofrem pressão do PT – leia-se Lula – para não apoiar o pedetista.

Como essas movimentações interferem na política cearenses. Olhando de cima, nada muda na gigantesca aliança que reúne PDT, PSB, DEM e MDB para tentar a reeleição de Camilo Santana (PT), mas se observarmos mais de perto, o balanço interno dos pesos de cada um muda.

Leia mais aqui.

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Datafolha 2018: brancos, nulos e indecisos lideram; Bolsonaro bate Ciro

Por Wanfil em Pesquisa

18 de julho de 2016

Pesquisa Datafolha divulgada no final de semana para o jornal Folha de São Paulo mostra que a soma das intenções para votos brancos, nulos e indecisos, variando entre 25% e 27% a depender do cenário, supera os percentuais alcançados pelos principais nomes que aprecem como possíveis candidatos para a disputa presidencial de 2018.

Lula e Aécio
Em seguida, no cenário com Marina (17%) e Aécio (14%), Lula aparece com até 22% das intenções. No entanto, o ex-presidente tem a maior rejeição (46%) e perde em todas as simulações de 2º turno (até para Geraldo Alckmin). Aécio é o segundo mais rejeitado, com 29%, índice alto, porém bem abaixo do petista.

Ciro e Bolsonaro
A surpresa é ver Ciro Gomes (PDT), aparecer com 6%, atrás de Jair Bolsonaro (PSC), que 7%. Como a margem de erro é de 2%, os dois estão tecnicamente empatados. Surpresa porque Ciro já é conhecido do eleitorado de outras disputas. Por outro lado, sua rejeição é baixa, de 13%, contra 19% de Bolsonaro.

Conclusão
Os brasileiros estão à procura de um candidato novo. Conjuntura ideal para surpresas, boas ou ruins.

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Os Ferreira Gomes no teatro presidencial de 2014

Por Wanfil em Eleições 2014

28 de Fevereiro de 2013

As forças políticas que pretendem disputar a Presidência da República em 2014 já começaram a encenar publicamente o que foi ensaiado nos bastidores dos seus interesses de grupo. Abrem-se as cortinas para o teatro eleitoral. Os primeiros cenários, figurinos e diálogos começam a ser apresentados ao distinto público, mais especificamente, nesse início, aos distintos aliados e financiadores de campanha.

O drama (ou seria comédia? ) que se desenrola é protagonizado por  Marina Silva (Rede Sustentabilidade), Eduardo Campos (PSB), Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Mas existe o elenco de apoio. É nesse grupo que o governador Cid Ferreira Gomes e o ex-ministro Ciro Ferreira Gomes atuam. E apesar de serem do PSB, ao que tudo indica, atuam para fazer brilhar o roteiro da  presidente Dilma Rousseff, que disputa a reeleição. Trata-se de uma aposta, pois política (e eleição), além da arte de representar, também é jogo. Vejamos os atos apresentados recentemente nos palcos da política:

ATO I – A DISSIDÊNCIA
Eduardo Campos como alvo

No dia 24 de fevereiro Ciro Gomes diz em entrevista que o governador de Pernambuco e seu correligionário, Eduardo Campos, assim como Marina Silva e Aécio Neves, não estaria preparado para governar o Brasil. No dia seguinte, Campos rebate dizendo que Ciro é voz isolada no PSB.

Está em curso a construção de um discurso de apoio para a candidata Dilma e a tentativa de fragilizar a candidatura do PSB. Só ela, por dedução lógica a partir do raciocínio de Ciro, estaria preparada para o cargo. Cid, por sua vez, respondea Eduardo Campos dizendo que pode sair do PSB caso haja imposição de uma candidatura própria. Campos, que em 2010 atuou para impedir a candidatura de Ciro, fica na delicada situação de ter que tratar de uma dissidência interna em sua sigla, posição que sugere fragilidade perante financiadores. Para o público, se ele não consegue unir o próprio partido, dificilmente terá força para vencer.

ATO II – A PROMESSA
A volta da refinaria

Dois dias após as declarações de Ciro, o governador Cid Gomes é recebido pela presidente/candidata Dilma. Em seguida, Cid resgata a antiga promessa de construção de uma refinaria da Petrobras no Ceará, apesar de todas as dificuldades financeiras da empresa. Segundo o governador, uma parceria com chineses ou coreanos (falta combinar com eles?) possibilitaria o empreendimento. Se Cid e Ciro, no fundo do coração, realmente acreditam nisso, só eles podem dizer. É mais plausível acreditar que a dupla atua pensando na sobrevivência política de seu próprio grupo, historicamente pouco afeito a compromissos partidários.

De todo modo, a sincronia entre as datas e o apelo eleitoral de uma promessa que há anos gera expectativas concorrem para reforçar a percepção de que há nesses acontecimentos muito mais do que mera coincidência. No plano simbólico, reforça a posição de Cid Gomes como interlocutor preferido de Dilma junto ao PSB. Os demais governadores da sigla percebem que essa é a postura mais adequada para encaminhar seus pleitos junto ao governo federal.

ATO III – O CHEFE
Lula entra em cena

Quatro dias após as declarações de Ciro e 48 horas depois do encontro de Cid e Dilma, o PT realiza em Fortaleza um seminário com a presença do ex-presidente Lula, cujo título denota notório sentido eleitoral: “O Decênio que mudou o Brasil”. A ideia subjacente é comparar o governo petista com o governo tucano, reforçando a estratégia utilizada nas duas eleições de Lula e na de Dilma, que é a de polarizar a disputa entre dois candidatos já no primeiro turno.

Mais uma vez é possível ver que a peça apresenta alegorias de valor simbólico. A escolha da capital cearense como a primeira das dez onde o seminário será realizado, logo após a sucessão de notícias que mostram o engajamento de Ciro e Cid com o projeto nacional do PT, é mais um recado aos adversários que desejam polarizar a campanha: a prioridade agora são os aliados de 2014.

FINAL – …
Reticências para 2014

“As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho”, já dizia Mário Quintana. É isso aí. Não dá para prever o final desse teatro, afinal, muita coisa pode mudar. A crítica, nesse caso, pode avaliar apenas o momento, pois esse é um roteiro que ainda está sendo escrito a muitas mãos. Antecipar o resultado é torcida. Esse é um capítulo que será concluído apenas em 2014.

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Justiça entende que acusar policiais de marginais fardados, no plural, não é ofensa. O mesmo vale para judeus e negros?

Por Wanfil em Judiciário

24 de Janeiro de 2013

Durante a greve de policiais militares ocorrida em Fortaleza em janeiro de 2012, o ex-ministro Ciro Gomes, fiel ao próprio estilo, classificou o movimento de “conchavo de marginais fardados com  marginais da quadrilha da droga que colocou toda a sociedade refém”. Em março do mesmo ano, a policial militar Ana Paula Brandão da Silva apresentou queixa-crime por injúria e difamação.

De acordo com o desembargador Francisco Gomes de Moura, 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), o processo não procede, pois ficou “evidente que declarações não foram dirigidas à pessoa da soldado Ana Paula, havendo, portanto, a ausência do animus específico e dirigido de ofender, exigido para a caracterização dos crimes contra a honra”.

Não sou jurista, mas tenho certo apreço pela lógica, enquanto elemento filosófico de examinação de um problema. Pelo que entendi, ao classificar todos os membros de uma entidade de marginais, sem exceção, os indivíduos que a compõem não estão automaticamente implicados nessa condição.

Recentemente, a ministra Eliana Calmon, do Conselho Nacional de Justiça, disse que existem “bandidos de toga” no Judiciário. Foi uma celeuma. No entanto, ela não afirmou que todos eram bandidos, mas alguns. Nesse caso, a falta de especificação não atinge os magistrados honestos. Eis a diferença. A acusação de Ciro foi ampla e irrestrita, de forma a atingir a totalidade dos policiais militares. Leia mais

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Justiça entende que acusar policiais de marginais fardados, no plural, não é ofensa. O mesmo vale para judeus e negros?

Por Wanfil em Judiciário

24 de Janeiro de 2013

Durante a greve de policiais militares ocorrida em Fortaleza em janeiro de 2012, o ex-ministro Ciro Gomes, fiel ao próprio estilo, classificou o movimento de “conchavo de marginais fardados com  marginais da quadrilha da droga que colocou toda a sociedade refém”. Em março do mesmo ano, a policial militar Ana Paula Brandão da Silva apresentou queixa-crime por injúria e difamação.

De acordo com o desembargador Francisco Gomes de Moura, 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), o processo não procede, pois ficou “evidente que declarações não foram dirigidas à pessoa da soldado Ana Paula, havendo, portanto, a ausência do animus específico e dirigido de ofender, exigido para a caracterização dos crimes contra a honra”.

Não sou jurista, mas tenho certo apreço pela lógica, enquanto elemento filosófico de examinação de um problema. Pelo que entendi, ao classificar todos os membros de uma entidade de marginais, sem exceção, os indivíduos que a compõem não estão automaticamente implicados nessa condição.

Recentemente, a ministra Eliana Calmon, do Conselho Nacional de Justiça, disse que existem “bandidos de toga” no Judiciário. Foi uma celeuma. No entanto, ela não afirmou que todos eram bandidos, mas alguns. Nesse caso, a falta de especificação não atinge os magistrados honestos. Eis a diferença. A acusação de Ciro foi ampla e irrestrita, de forma a atingir a totalidade dos policiais militares. (mais…)