Ciro Gomes Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Ciro Gomes

Sobre aliança com PMDB no Ceará Cid diz sim, Ivo diz não e Ciro talvez: parece divergência, mas é método

Por Wanfil em Política

05 de dezembro de 2017

A respeito da possibilidade de subir no mesmo palanque de Eunício Oliveira, do PMDB, a trindade política dos irmãos Cid, Ivo e Ciro Gomes, atualmente no PDT, consegue ao mesmo tempo ser a favor, contra e neutra: um admite, o outro critica e o terceiro lava as mãos. O que pode parecer divergência aos olhos do público é na verdade a velha e boa estratégia de ocupar todos os espaços possíveis para confundir adversários, ludibriar aliados incômodos e aumentar as possibilidades de escolha ao sabor das circunstâncias quando for a hora das convenções estaduais.

Foi assim com Tasso em 2010, Luizianne em 2012, e com o próprio Eunício em 2014: declarações dúbias ou divergentes, hesitações nos bastidores, gestos contraditórios, tudo meticulosamente trabalhado até o momento certo, às vésperas das eleições. É método.

Desse modo, se Ciro estiver bem nas pesquisas no próximo ano a presença de Eunício ao lado de seus aliados no Ceará será um constrangimento para quem se apresenta como o candidato mais crítico ao PMDB. Nesse caso, sem uma aliança formal, Camilo Santana poderá selar um pacto de não agressão com Eunício, porém, a experiência de disputas anteriores mostra que a garantia desses acordos não é lá essas coisas, especialmente se levarmos em conta que a chapa governista teria duas vagas para candidatos ao Senado.

Cid já deu a senha para eventuais mudanças de última hora, lembrando que alianças não podem ser impostas, que precisa ser construída com todos do grupo e por aí vai. Bem entendido o discurso, está dizendo que pode não entregar o que está na vitrine. Assim, quem sonha com ela assume o risco de ficar com as mãos abanando. Mas é claro que Eunício sabe disso. Se aceita participar da encenação, sujeitando-se a nova decepção (nas eleições passada deveria ter sido o candidato governista ao Palácio da Abolição, no que acabou preterido por Camilo, o escolhido do “grupo”) é porque precisa muito e não enxerga na oposição alternativa para suas necessidades. Não há outra explicação.

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Ciro Gomes critica aproximação entre PT e PMDB: abre o olho, Eunício

Por Wanfil em Política

10 de novembro de 2017

O acirramento de ânimos no PSDB nacional acabou reduzindo a repercussão, no Ceará, sobre um episódio importante para as articulações eleitorais por estes lados. Mais precisamente, uma fala de Ciro Gomes, pré-candidato à presidência da república pelo PDT, em Minas Gerais, na última quinta-feira. Reproduzo trecho, segundo relato do Estadão:

“O PT votou no Eunício para a presidência do Senado. Como é que a gente diz pro povo que houve ‘golpe’ e, ato contínuo, pratica a contradição de confraternizar com o chefe dos ‘golpistas’?”.

Opa! Como é que fica então o acordão entre o PT de Camilo e o PMDB de Eunício, costurado com consentimento do PDT de Cid Gomes? Se o PMDB não presta para a candidatura de Ciro, por que então seria aceitável no Ceará?

Imaginem o presidenciável sendo confrontado por adversários na campanha, que o acusariam de operar com dois pesos e duas medidas, de pregar rompimento em âmbito nacional e ao mesmo tempo se aliar em casa com aqueles aos quais critica.

Sem contar que Eunício já havia dito que seu candidato é Lula, evidenciando que não pretende pedir votos para Ciro, ou seja, que o limite para a composição é justamente a indisposição pessoal entre os dois.

Bem observadas as coisas, o possível acordão entre adversários das eleições passadas no Ceará tem um imenso empecilho: as eleições presidenciais. As conversas entre Camilo e Eunício, com Cid se limitando a dizer que não se nega apoio de ninguém, tiveram até agora dois efeitos práticos: dividir a oposição e deixar o governo estadual compartilhar o bônus político da liberação de verbas federais. Enquanto for útil para quem está tirando proveito da situação, isso será mantido. Porém, está muito claro que a presença de Eunício numa coligação com Camilo e de Cid seria uma contradição incontornável para o discurso de Ciro.

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A arte de esperar: Eunício espera por Tasso, que espera por Eunício, que espera por Camilo, que espera por Cid, que espera por Ciro…

Por Wanfil em Política

21 de outubro de 2017

Entre as várias artes da política – falo das habilidades desenvolvidas dentro da legalidade – a de esperar é uma das mais difíceis de administrar. E quanto mais confusos o ambiente e o período, maior a necessidade de saber esperar até o último minuto, para não queimar etapas ou perder oportunidades. E como toda espera gera ansiedade, é comum que os espíritos fiquem mais sensíveis a todo tipo de interpretação, sugestão, indícios e especulações.

Atualmente, descontadas as manchetes que refletem as excitações do momento, o que temos no Ceará é um conjunto de esperas que se misturam. O senador Eunício Oliveira, que disputará uma das duas vagas em jogo para continuar no Senado, precisa de um nome que atue como carro-chefe para ao governo estadual, puxando as demais candidaturas da chapa oposicionista. Assim, espera que o senador Tasso Jereissati concorra ao Executivo: é conhecido e tem mandato garantido no Senado por mais quatro anos após as eleições.

Tasso, por sua vez, espera que Eunício feche antes com a oposição para depois escolher alguém para disputar o executivo no Estado. A estrutura de campanha e o recall de ambos fariam alavancar a candidatura oposicionista ao Palácio da Abolição.

Camilo espera que Eunício feche com o governo para enfraquecer a oposição. Eunício espera que esse flerte pressione Tasso a concorrer ao governo. Se isso não acontecer, Eunício espera que Camilo possa convencer Cid Gomes, também candidato ao Senado, por uma aliança com o ex-aliado. Cid não veta por antecipação porque espera ver como a candidatura de Ciro à Presidência da República se encaminha para então decidir o que fazer.

Nesse jogo, qualquer declaração definitiva, no estilo ou vai ou racha, será precipitação.

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Ciro mira Tasso, mas acerta Camilo

Por Wanfil em Política

16 de outubro de 2017

Com tantos alvos na mira, fica difícil manter a pontaria

Ciro Gomes afirmou, durante a convenção estadual do PDT, que uma possível candidatura do senador Tasso Jereissati ao governo do Ceará seria traição ao petista Camilo Santana. A lógica é a seguinte: o atual secretário de Planejamento, Maia Júnior, é filiado ao PSDB. Uma candidatura do partido representaria, por essa ótica, deslealdade, em razão do cargo.

Pois é. A cautela recomenda evitar comentários sobre especulações, para não passar recibo de preocupação e não produzir efeitos indesejados. É o que tem feito, por exemplo, o governador Camilo. Como Ciro é mais impulsivo, ao antecipar juízo de valor sobre o que ainda não passa de boato, acabou atingindo, involuntariamente, seu aliado. Façamos uma leitura mais atenta das implicações desse caso, por partes:

1) A nomeação de Maia Júnior não se deu por acordo fisiológico para cooptação do PSDB. Foi antes uma escolha de viés técnico, como sempre pontuaram governador e secretário. A cobrança de alinhamento eleitoral em troca da secretaria, como fez Ciro, depõe contra a postura ética do governo na formação de seu secretariado;

2) ao reclamar publicamente da possibilidade eleitoral, Ciro deixou a impressão de que não confia no potencial eleitoral do governador frente a oponentes fortes. No futebol, o treinador sempre diz que adversário não se escolhe, justamente para mostrar que não teme ninguém e que aposta mais no trabalho do seu time;

3) a necessidade “proteger” o governador reforça a velha desconfiança que acompanha toda gestão de continuidade, qual seja, a de que seus fiadores tutelam o escolhido, condição que fragiliza a imagem de independência e de liderança que se espera de um chefe do Executivo;

4) a reação desproporcional serviu para criar mais expectativas sobre uma eventual candidatura de Tasso ao governo, o que pelo menos aumenta seu papel como apoiador de outra candidatura.

Sobre o outro boato do momento, que diz respeito a um possível acordão entre governistas no Ceará e o PMDB de Eunício Oliveira, inimigos de Ciro, nada se disse. Silêncio que acabou percebido como uma autorização tácita para negociações. Nesse caso, vejam só que conveniente para o PDT, qualquer acerto será debitado na conta do governador e do PT.

Com aliados assim, quem precisa de oposição?

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Doria manda recado a Ciro em Fortaleza: “procure um psiquiatra”

Por Wanfil em Política

18 de agosto de 2017

João Doria, prefeito de São Paulo, posa para a imprensa em Fortaleza. Pode não ser candidato, mas que parece, parece. (Foto: Jéssica Welma/TBN)

O prefeito de São Paulo, João Doria, em passagem por Fortaleza nesta sexta-feira para evento com empresários, disse a jornalistas que não é candidato à Presidência da República, mas lembrou que está capacitado para administrar o País, defendeu a redução do Estado como forma de combate à corrupção, atacou Lula e criticou o populismo, classificou políticas assistencialistas de cabresto eleitoral e afirmou que o Nordeste precisa é de empregos e empreendedorismo, apontando o Ceará como referência para a região.

Ao ser indagado sobre os recorrentes ataques de Ciro Gomes, pré-candidato do PDT na disputa presidencial, Doria respondeu: “Porque ele me teme, assim como o Lula e o petismo me temem também. Aliás, ao Ciro Gomes, um recado para ele: que ele intensifique mais a sua frequência nas consultas ao psiquiatra, ele está precisando”.

 

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Como eu avisei, aliados no Ceará não botam a mão no fogo por Lula

Por Wanfil em Política

13 de julho de 2017

Quem brinca com fogo pode se queimar

Eu não disse? A repercussão no Ceará da condenação de Lula por corrupção mobilizou, no meio político, protestos somente de nomes do PT, que acusaram uma grande armação contra o inocente ex-presidente.

Os adversários optaram por não tripudiar da situação, para não soarem antipáticos.

Já os aliados, vejam que coisa, preferiram não colocar a mão no fogo pelo ex-presidente, tudo conforme o roteiro que antecipei no post anterior: Quem ganha e quem perde no Ceará com a condenação de Lula?

Importante também destacar a posição do governador Camilo Santana, que é do PT, mas que também é Ciro para 2018, elogiou Lula, mas não contestou a decisão de Moro. Disse, sobre o ex-presidente, que nada poderá tirar-lhe “o brilho de sua história”.

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), não tocou no assunto e cumpriu agenda em Brasília junto ao Ministério da Saúde. Foco na gestão. O resto é o resto. Ivo Gomes (PDT), prefeito de Sobral, foi mais além e afirmou que “tudo o que o Brasil não precisa” é a volta de Lula, que “prestigiou a alta bandidagem brasileira”. Cid não se pronunciou ainda.

Ciro Gomes (PDT), em nota, disse “torcer” para que Lula prove sua inocência. Torce porque não tem certeza, é o recado. Como escrevi antes, o PDT conta com a saída de Lula do páreo para fazer de Ciro o candidato das esquerdas, herdando de quebra parte de seus votos. Postura devidamente copiada pelos liderados do pedetista.

O problema para o PT, e em especial para o PT cearense, é que se o partido quiser usar os palanques estaduais para defender Lula é ficar atento para ver se conta com nomes realmente dispostos a queimar a mão no fogo.

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Quem ganha e quem perde no Ceará com a condenação de Lula?

Por Wanfil em Política

12 de julho de 2017

Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão pelo juiz Sérgio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex. Cabe recurso. Se a decisão for confirmada em segunda instância, o ex-presidente fica inelegível.

De todo modo, existem implicações políticas que interferem desde logo no processo eleitoral. Especialmente para seus aliados. E por incrível que pareça, no Ceará, alguns desses são os que mais podem lucrar com a condenação de Lula.

O principal adversário de Lula no Estado sempre foi o senador Tasso Jereissati, que não concorre ano que vem. E mesmo assim, sua votação se deu mais em função de méritos próprios que por contraposição a outros nomes. Nesse caso, a condenação é eleitoralmente indiferente para o tucano.

Eunício Oliveira sempre foi próximo a Lula. Foi eleito, inclusive, com seu apoio. Mas após romper com o PT do Ceará e com o impeachment de Dilma, o senador naturalmente se afastou do petista. Não é aliado, mas também não é adversário.

Ciro Gomes, ex-ministro de Lula, é quem pode se beneficiar com a condenação de Lula. Mal nas pesquisas, o pedetista pode herdar parte dos votos do ex-presidente, se este sair do páreo. A ruína de um viabiliza a candidatura do outro à Presidência. Assim, o PDT defenderá Lula, mas sem exagero. Sem contar que um bom desempenho de Ciro ajuda a puxar votos para seu grupo no Estado.

Por falar nisso, o governador Camilo Santana, por sua vez, mesmo ainda estando no PT, não tem muito a perder, afinal, sua imagem é mais atrelada a Cid Gomes, de quem foi secretário, do que propriamente de Lula.

Assim, quem mais perde mesmo são as lideranças locais do PT. O partido foi rejeitado nas eleições municipais, quando perdeu metade das prefeituras que tinha. Resta-lhes a figura de Lula, que paira acima do próprio petismo. Por isso mesmo falam em complô. É questão de sobrevivência política.

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Pesquisa Datafolha: Lula na frente, Bolsonaro empatado com Marina e Ciro Gomes muito atrás

Por Wanfil em Pesquisa

26 de junho de 2017

Lula, Marina e Bolsonaro se distanciam de Ciro. Ainda falta muito, as imagens do futuro ainda estão sem foco, mas expectativas fazem parte do jogo

A pesquisa Datafolha publicada nesta segunda pelo jornal Folha de São Paulo mostra os seguintes números para o primeiro turno da disputa presidencial do próximo ano:

30% – Lula (PT) – (tinha 22% em dezembro/2016)
16% – Bolsonaro (PSC) – (tinha 5%, subiu 11 pontos)
15% – Marina (Rede) – (liderava com 24% no mesmo período)
8%  – Geraldo Alckmin (PSDB) – (tinha 14%)
5%  – Ciro Gomes (PDT) – (com 7%, estava à frente de Bolsonaro)
2%  – Luciana Genro (PSOL) – (manteve os 2%)

Com João Doria
Em outro cenário, com João Doria como candidato do PSDB, as coisas não mudam muito. O prefeito paulistano, menos conhecido e sem recall de outras eleições presidenciais, aparece com 10%.

Sem Lula
Se a disputa se der apenas entre nomes não citados na Lava Jato, Marina assume a dianteira com 27%, seguida por Bolsonaro (18%), Doria (14%) e Ciro (12%).

Observações
Pesquisas feitas a mais de um ano para as eleições falam mais do presente do que do futuro. Outros nomes e fatos poderão surgir e a dinâmica típica dos processos eleitorais ainda não interfere nas decisões. De todo modo, é possível perceber algumas tendências:

1 – O PT não tem nome alternativo a Lula. Outro problema para o ex-presidente – além da possibilidade de ser preso – é a alta rejeição de 46% dos eleitores;

2 – Sem Lula e o PT, Marina surge como opção de esquerda mais conhecida. Ciro cresce, mas ainda fica longe dela. No entanto, pelo menos entraria na briga;

3 – Doria mostra potencial de crescimento muito superior ao de Alckmin;

4 – Bolsonaro já se consolida como fenômeno pré-eleitoral. Ciro já disse que o deputado divide os votos anti-PT, o que seria bom para candidatos de esquerda. Faz sentido;

5 – a candidatura de Ciro ainda não decolou, apesar de seus esforços midiáticos, com declarações fortes e críticas direcionadas, por exemplo, a Doria. Não funcionou. Como já foi candidato outras vezes, é adversário de um governo impopular e tem recall, era de se esperar melhor desempenho do ex-governador;

6 – no que diz respeito ao Ceará, a candidatura de Ciro é fundamental para manter aliados locais em torno de um projeto de poder viável e com a possibilidade de transferência de votos. Mas, para isso acontecer, é preciso que sua candidatura tenha o mínimo de competitividade, pois a maioria dos eleitores, por pragmatismo, tende a restringir suas opções entre aqueles que têm reais chances de vitória.

No momento, as expectativas não parecem promissoras, mas, como diz o clichê, ainda é muito cedo e tudo pode acontecer.

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Lula x Moro: onde estão os aliados do ex-presidente no Ceará?

Por Wanfil em Política

11 de Maio de 2017

Lula fala a Moro e aliados no Ceará silenciam…

O depoimento do réu Lula ao juiz Sérgio Moro dominou o noticiário e as redes sociais. Via de regra, as opiniões sobre a suposta culpa ou inocência do ex-presidente já estão formadas, independente do resultado do processo. É que para o grande público, política é mais paixão do que razão. Diferente dos profissionais da política, que costumam calcular suas posições, geralmente de olho nas próximas eleições.

Assim, é muito interessante observar as reações daqueles que foram os principais aliados locais do ex-presidente durante os seus mandatos.

Deputados do PT, por dever de ofício e senso de autopreservação, defenderam o ex-presidente na Assembleia Legislativa, antes e depois do interrogatório. Lideranças do partido também se manifestaram nesse sentido. Era de se esperar.

Curioso foi o silêncio do PDT e até do PCdoB. Seus parlamentares, lideranças, prefeitos, ex-ministros, ex-senadores (os do PMDB não contam, já que pularam fora antes com o impeachment, embora fossem muito próximos, lembram?). Ninguém publicou nada, deu entrevista ou discursou prestando solidariedade ou em desagravo ao petista, muito menos criticando Moro.

Parece que, no Ceará, esses “companheiros” (alguns ainda no PT) preferem não botar a mão no fogo por Lula. Ou então não podem, ou não devem, na medida em que estão mais integrados hoje ao projeto eleitoral de Ciro Gomes. Sem Lula no páreo, o ex-governador – que patina nas mais recentes pesquisas – poderia liderar uma frente de esquerda na corrida ao Palácio do Planalto, herdando ainda parte dos votos do petista, que atualmente lidera essas mesmas pesquisas.

Com aliados assim, quem precisa de adversários?

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Quem ganha com a troca ofensas entre Ciro e Eunício?

Por Wanfil em Política

11 de Abril de 2017

O senador Eunício Oliveira chamou Ciro Gomes de “batedor de carteira” durante evento do PMDB no Ceará. É mais uma resposta as acusações que Ciro vez por outra faz contra Eunício.

Ao permitir que animosidades extrapolem a crítica política e descambem para o ataque pessoal, Eunício busca revidar na mesma moeda de Ciro, o que é um risco óbvio, em razão famosa capacidade retórica do ex-governador.

Como política é estratégia, a pergunta a ser feita é: quem ganha com isso? E a resposta é fácil. O governo Camilo sai no lucro quando um de seus principais adversários se enreda nesse jogo onde a ofensa acaba ofuscando o debate sobre tantos problemas que pedem a atenção no Ceará.

No mesmo encontro, Eunício censurou ações do Governo do Estado nas áreas da saúde e da economia, mas tudo ficou em segundo plano, encoberto por mais um round contra Ciro. Camilo, candidato à reeleição, agradece.

A tática diversionista com base no argumentum ad hominem (argumento contra a pessoa) que funcionou nas últimas três ou quatro eleições no Ceará, continua a dar resultados.

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Quem ganha com a troca ofensas entre Ciro e Eunício?

Por Wanfil em Política

11 de Abril de 2017

O senador Eunício Oliveira chamou Ciro Gomes de “batedor de carteira” durante evento do PMDB no Ceará. É mais uma resposta as acusações que Ciro vez por outra faz contra Eunício.

Ao permitir que animosidades extrapolem a crítica política e descambem para o ataque pessoal, Eunício busca revidar na mesma moeda de Ciro, o que é um risco óbvio, em razão famosa capacidade retórica do ex-governador.

Como política é estratégia, a pergunta a ser feita é: quem ganha com isso? E a resposta é fácil. O governo Camilo sai no lucro quando um de seus principais adversários se enreda nesse jogo onde a ofensa acaba ofuscando o debate sobre tantos problemas que pedem a atenção no Ceará.

No mesmo encontro, Eunício censurou ações do Governo do Estado nas áreas da saúde e da economia, mas tudo ficou em segundo plano, encoberto por mais um round contra Ciro. Camilo, candidato à reeleição, agradece.

A tática diversionista com base no argumentum ad hominem (argumento contra a pessoa) que funcionou nas últimas três ou quatro eleições no Ceará, continua a dar resultados.