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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

cidadão

E agora, confiar em quem?

Por Wanfil em Corrupção

18 de junho de 2016

“Ninguém presta”, “são todos iguais”, “não escapa um”, são constatações que facilmente ouvimos em qualquer roda de conversa, quando o assunto é política.

O delator Sérgio machado afirmou em depoimento que “a Petrobras é a madame mais honesta dos cabarés do Brasil”, se comparada a outros feudos estatais como “Dnit, Cia. Docas, BNB, Funasa ou Dnocs”. Machado apresentou provas contra esses órgãos? Não. Mas diante de tudo o que se vê e ouve nos dias que correm, quem é que duvida?

Certamente existem as exceções, mas é justamente essa condição que confirma a sem-vergonhice como regra geral na política, estendendo a desconfiança geral para as estruturas governamentais de estados e municípios. O diretor de órgão público, o empresário que fornece produtos ou serviços a prefeituras ou governos, o presidente dessa ou daquela estatal ou autarquia, os responsáveis pelos convênios com fundações, todos passam a ser vistos como parte de uma estrutura decadente e apodrecida.

Toda generalização pode trazer em sim a semente da injustiça, todos sabemos. É claro que muitos desses gestores são corretos e profissionais dignos, mas no turbilhão dos escândalos que se multiplicam, eles viram personagens da velha máxima segundo o justo paga pelo pecador. É que para o cidadão que vê o dinheiro de seus impostos sendo roubado aos bilhões, melhor não confiar em ninguém. Pensando bem, quem pode criticá-lo?

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E agora, confiar em quem?

Por Wanfil em Corrupção

18 de junho de 2016

“Ninguém presta”, “são todos iguais”, “não escapa um”, são constatações que facilmente ouvimos em qualquer roda de conversa, quando o assunto é política.

O delator Sérgio machado afirmou em depoimento que “a Petrobras é a madame mais honesta dos cabarés do Brasil”, se comparada a outros feudos estatais como “Dnit, Cia. Docas, BNB, Funasa ou Dnocs”. Machado apresentou provas contra esses órgãos? Não. Mas diante de tudo o que se vê e ouve nos dias que correm, quem é que duvida?

Certamente existem as exceções, mas é justamente essa condição que confirma a sem-vergonhice como regra geral na política, estendendo a desconfiança geral para as estruturas governamentais de estados e municípios. O diretor de órgão público, o empresário que fornece produtos ou serviços a prefeituras ou governos, o presidente dessa ou daquela estatal ou autarquia, os responsáveis pelos convênios com fundações, todos passam a ser vistos como parte de uma estrutura decadente e apodrecida.

Toda generalização pode trazer em sim a semente da injustiça, todos sabemos. É claro que muitos desses gestores são corretos e profissionais dignos, mas no turbilhão dos escândalos que se multiplicam, eles viram personagens da velha máxima segundo o justo paga pelo pecador. É que para o cidadão que vê o dinheiro de seus impostos sendo roubado aos bilhões, melhor não confiar em ninguém. Pensando bem, quem pode criticá-lo?