Ceará Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Ceará

“Tenho sido alvo do PT”, diz Ciro na véspera de encontro petista no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

27 de julho de 2018

“Sou candidato contra o candidato do PT e tenho sido alvo do PT” palavras de Ciro Gomes a jornalistas em convenção do PDT de São Paulo, quinta-feira passada (26). Para contextualizar, a declaração busca rebater a repercussão negativa causada por uma fala anterior, quando o candidato havia dito que sua eleição seria a melhor chance de tirar Lula da cadeia.

Está certíssimo. Eu mesmo já escrevi que o maior inimigo de Ciro é o PT. Acontece que ressaltar esse antagonismo justamente na véspera do encontro em que o PT definirá se terá ou não candidatura própria ao Senado – tese que contraria o acordo com o PDT de Cid Gomes, dono de uma das vagas na chapa de Camilo Santana – é uma forma de alimentar divergências internas no partido do governador bem no início da campanha.

Tudo o que um governador não precisa, mesmo tendo uma coligação gigantesca, é de uma base dividida. Por enquanto, nada grave, desde que a disputa siga sem sobressaltos, com algum adversário crescendo nas pesquisas.

De toda forma, apesar das divisões no PT do Ceará, tudo continua sob o controle do PDT de Ciro e Cid. Por outro lado, talvez esse talvez seja o problema. O costume de controlar aliados subservientes em casa pode ter criado uma expectativa falsa em relação as lideranças de outros estados na hora de costurar apoios.

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Atenção candidatos! FIEC realiza encontro sobre segurança pública no Ceará

Por Wanfil em Ceará

24 de julho de 2018

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) promove, nos dias 24 e 25 de julho, encontro com especialistas para discutir uma “Rota Estratégica da Segurança Pública”. A iniciativa faz parte do projeto Rotas Estratégicas Setoriais, que trata dos temas mais importantes para a indústria cearense, de olho no futuro, mais precisamente, no direcionamento de ações até 2025.

Com efeito, além dos riscos à vida de todos e das implicações psicológicas decorrentes do constante estado de alerta que vivemos, os altos níveis de insegurança têm impacto direto na economia e nos custos de produção. Segurança privada, monitoramento de cargas, limitação de investimentos em áreas perigosas, e por aí vai.

Idealizado pelo presidente da entidade, o empresário Beto Studart, o projeto já traçou cenários sobre questões como água, meio-ambiente e energia, entre outros. E o momento para falar de segurança não poderia ser mais apropriado, às vésperas do início da campanha eleitoral de 2018.

Desse modo, não apenas o governo, que vem amargando recordes negativos na área, mas também os candidatos para a disputa deste ano poderão ter em mãos uma valiosa contribuição apartidária. No encontro, especialistas debaterão “ações em diversos eixos, tais como prevenção à violência, sistema de segurança e defesa social, sistema prisional, sistema socioeducativo e governança”.

Somente a lembrança de discutir o sistema prisional, tema que sempre passa batido nas campanhas, mas que nesses tempos de facções é central na atual crise de segurança, já vale a iniciativa.

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O Centrão do Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

23 de julho de 2018

Segue abaixo trecho do meu artigo para a página Focus Jangadeiro Eleições 2018.

“O vai e vem do Centrão – o amontoado de partidos liderado por PR, PP, SD, PSD, PTB e PRB – em busca de um candidato à Presidência que possa garantir ao grupo as melhores vantagens em troca de apoio eleitoral mostrou ao País como a prática do fisiologismo resiste aos escândalos, prisões e, sobretudo, à rejeição da opinião pública.

Ensaiaram uma aliança com Bolsonaro, depois pareciam firmes com Ciro Gomes e agora, até o momento, indicam acordo com Geraldo Alckmin. A depender da oferta, podem mudar de novo.

A presença forte dessa prática no cenário nacional para as eleições de 2018 nos permite perguntar: E, no Ceará, quem faz o papel do Centrão?”

Leia mais aqui.

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Ciro perde o Centrão. Veja como isso afeta as eleições no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

20 de julho de 2018

A imprensa nacional destaca nesta sexta-feira que o apoio do Centrão (o bloco partidário formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade), depois de quase ter fechado com Ciro Gomes (PDT), vai mesmo para Geraldo Alckmin (PSDB).

O PDT oficializa, também nesta sexta, o nome de Ciro na disputa presidencial e ainda tenta costurar alianças com o PSB e o PCdoB, siglas que, por outro lado, sofrem pressão do PT – leia-se Lula – para não apoiar o pedetista.

Como essas movimentações interferem na política cearenses. Olhando de cima, nada muda na gigantesca aliança que reúne PDT, PSB, DEM e MDB para tentar a reeleição de Camilo Santana (PT), mas se observarmos mais de perto, o balanço interno dos pesos de cada um muda.

Leia mais aqui.

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Focus Jangadeiro: mais que um projeto, um compromisso

Por Wanfil em Ao leitor

19 de julho de 2018

O Sistema Jangadeiro e o site Focus.Jor, do jornalista Fábio Campos, referência na análise política no impresso cearense e agora empreendedor digital, deram início a um projeto para a cobertura da eleições deste ano. Nessa parceria, como colunista político da Jangadeiro, represento os veículos do grupo. Não escrevi a respeito antes porque estava justamente imerso nos preparativos para as novidades.

O projeto vai muito além do programa Focus Jangadeiro, que estreou ontem na Tribuna Band News (101.7) e Rede Jangadeiro FM (para o interior). A experiência de convergência entre as plataformas Jangadeiro agora se expande para o compartilhamento de conteúdo e audiência com um site especializado em cobertura política, jurídica e econômica. Portal, site, redes sociais, rádios e televisão integrados para levar ao público informação e análise de qualidade.

Para mim, particularmente, uma dupla satisfação, pela responsabilidade confiada e pela oportunidade de trabalhar novos horizontes com pessoas que admiro na Focus e na Jangadeiro. Mais que um projeto inovador, é um compromisso. E isso é o principal. Compromisso com o bom jornalismo, com valores anunciados, entre os quais, as liberdades individuais e o empreendedorismo.

Não existe assunto tabu ou veto a convidados. Tudo e todos podem ser abordados, mas sempre a partir de uma premissa inegociável: o equilíbrio ao colocar os temas que tanto despertam paixões nos dias de hoje. Para falar – e até criticar – com proveito para leitores, ouvintes e telespectadores, é preciso ouvir com respeito.

O projeto está aberto, em construção. Sugestões serão lidas com carinho. Críticas também. O nosso compromisso, afinal, também – e principalmente – é com você.

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Nota do PT coloca governadores contra o Judiciário na confusão sobre prisão de Lula

Por Wanfil em Partidos

10 de julho de 2018

O Partido dos Trabalhadores divulgou que 11 governadores, incluindo o cearense Camilo Santana, assinaram nota criticando a Justiça e em particular o juiz Sérgio Moro, por causa da confusão armada após decisão de um desembargador aliado do Tribunal Federal da 4ª Região para soltar Lula, preso em Curitiba, no escurinho de um plantão judiciário, domingo passado. Decisão revertida no mesmo dia pelo próprio TRF-4.

A nota afirma que “a condenação do Presidente Lula se deu de forma contrária às leis brasileiras e à jurisprudência de nossas cortes superiores”.

Em bom português, o trecho considera ilegal a prisão do ex-presidente pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Quando menos, é o mesmo que acusar de fraude processual instituições como PF, MP, PGR, TRF-4, STJ e STF, que fizeram parte do trâmite das investigações, da condenação e dos pedidos de Habeas Corpus para Lula.

Nada impede que governadores tenham opinião pessoal sobre o caso, porém, produzir notas públicas questionando a lisura do Judiciário certamente não é de interesse dos seus estados e cidadãos, muitos dos quais concordam com a manutenção da prisão de Lula. Confundir o cargo impessoal que ocupam com a militância que deles se espera, ou se cobra, é confundir o público com o privado.

Por isso, para quem acompanha a política no Ceará, fica evidente que a nota nem sequer combina com o estilo apaziguador e respeitoso de Camilo Santana, tanto que nada foi divulgado em suas redes sociais. Por outro lado, é perfeitamente compreensível que ele a tenha subscrito. Se não o fizesse, imagine a reação dos petistas que o acusam de ser menos leal a Lula do que a Ciro Gomes, do PDT.

Pelo constrangimento causado em relação a um dos poderes da República, o PT mesmo deveria poupar seus governadores e governadores aliados de uma exposição tão desnecessária, que não muda em nada a decisão dos tribunais. Ademais, o cargo de governador não pertence às instâncias partidárias.

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Deputados cearenses estão entre os autores do requerimento para a CPI da Lava Jato

Por Wanfil em Política

19 de junho de 2018

O pedido para a instalação de uma CPI na Câmara Federal para investigar suposta manipulação de delações premiadas por um escritório de advocacia, gerou uma grande confusão no meio político.

Para ser aprovado, o requerimento 43/2018 precisava de 171 assinaturas. Ao todo, 190 foram colhidas, mas quando a notícia de que o alvo da CPI são juízes e procuradores da Operação Lava Jato se espalhou, pelo menos 35 deputados pediram para retirar seus nomes da lista, alegando que terem sido enganados.

Diante da repercussão, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já trabalhava para indicar o presidente e o relator da comissão, deverá indeferir o pedido.

No requerimento original, 16 deputados aparecem como autores; destes, três são do Ceará: Domingos Neto, líder do PSD na Câmara – o mesmo que pretende mudar o nome oficial do açude Castanhão de Padre Cícero para Paes de Andrade; André Figueiredo, líder do PDT – aliado de Cid Gomes e Antonio Balhmann, dois citados na delação da JBS; e José Guimarães, do PT, líder da Oposição, que dispensa apresentações.

Juízes e procuradores devem ser fiscalizados, eventuais abusos precisam ser corrigidos. Isso ninguém discute. A questão é que essa CPI da Lava Jato, em ano eleitoral, proposta por partidos investigados pela Lava Jato – MDB, PT, PP; apoiados por PSOL, PCdoB, PDT e PSB – levanta dúvidas sobre o uso de um dos poderes da República para retaliar e intimidar seus investigadores. Todos negam, mas que parece, parece.

Ainda que as razões tenham sido as mais sublimes e desinteressadas possíveis, a imagem do corporativismo que visa a impunidade é tudo que o eleitor cansado de corrupção mais condena.

Confira aqui a íntegra do requerimento.

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A aliança envergonhada de Eunício e Cid

Por Wanfil em Eleições 2018

05 de junho de 2018

O acordo eleitoral entre PDT, PT e MDB no Ceará segue em busca de uma forma ideal para acomodar os interesses de cada partido. É que a união sofre a interferência das eleições nacionais.

Cid Gomes defendeu publicamente no último domingo que a parceria com o MDB seja clandestina: “Eu defendo aqui que a gente lance só um candidato ao Senado e não faça coligação com o MDB”. E qual a razão? Segundo o ex-governador, isso poderia prejudicar o discurso de Ciro Gomes, crítico do MDB, à Presidência da República.

Ciro e o PDT afirmam que parte do MDB é uma quadrilha, incluindo o nome do senador cearense na lista. Eunício já chamou Ciro de batedor de carteira e de desocupado. Pela lógica do respeito próprio, o natural seria que ambos rejeitassem qualquer aproximação, mas a lógica eleitoral é diferente. Camilo Santana, do PT, partido que acusa o MDB de golpista, defende a aliança por razões óbvias: o senador, em busca de um lugar na chapa oficial, tem ajudado o governo a conseguir recursos nos ministérios.

Sendo assim, pela sugestão de Cid, a aliança não se formalizaria no papel, porém, seria mantida por fora. Com apenas um candidato, o governismo abriria caminho para Eunício se reeleger. Seria uma espécie de aliança envergonhada (ou desavergonhada, se é que me entendem).

A ideia tem dois problemas. Primeiro, se Eunício for confirmado como aliado em convenção do PT, Cid sairá como derrotado. Se for barrado, Camilo será visto como perdedor. Segundo, é inconveniente do ponto de vista ético, para dizer o mínimo. No fundo, propõe iludir eleitores, fingindo incompatibilidade moral com o MDB, mas informalmente conciliando projetos com o mesmo MDB no Ceará.

Se vai dar certo, ninguém sabe. O fato é que as acusações mútuas de corrupção, de incompetência, as críticas e ataques pessoais, as objeções supostamente incontornáveis de um passado recente, tudo isso já foi superado em nome de um pragmatismo segundo o qual feio mesmo é perder eleição. O resto vale.

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Por que (quase) todos querem subir no palanque de Camilo?

Por Wanfil em Eleições 2018

23 de Maio de 2018

Palanque recorde no Ceará? Nelson Rodrigues explica: “As unanimidades decidem por nós”

Com a volta de Domingos Filho (PSD) para a base aliada de Camilo Santana (PT), já são 24 partidos no palanque governista.

Alianças eleitorais num sistema pluripartidário são normais, especialmente se resultam de afinidades programáticas e ideológicas. Eventualmente, partidos com orientações diferentes podem encontrar pontos em comum para firmar parcerias estratégicas. Raramente, partidos com mais diferenças que semelhanças se juntam por força das circunstâncias, como a necessidade de reformas diante de uma crise econômica, uma ameaça externa ou mesmo um adversário político comum.

Agora, quando partidos teoricamente incompatíveis celebram alianças, é sinal de que valores, ideias e programas foram subjugados por outros interesses. Quando esse tipo de anomalia contamina praticamente todo o sistema de representação, como ocorre no Ceará, quando a hegemonia governista é quase absoluta, é sinal de que além de interesses fisiológicos, outras questões se impuseram a esse cenário.

As perguntas que se impõem são óbvias e naturais: Como é que  o governo consegue seduzir tantos partidos? O que explica tamanha força de atração? A distribuição de cargos explica apenas parte das adesões. Ter cargos e verbas não basta para comprar apoio incondicional, como bem sabem Dilma e Temer. E se pensarmos bem, o inchaço governista no Ceará chegou a um estágio em que fica evidente que temos pouco Estado para tantos clientes (sim, de clientelismo).

E o qual seria então o amálgama capaz de reunir um grupo tão diverso de demandas e interesses? Talvez a melhor explicação esteja no mais básico instinto de autopreservação política.

Em um cenário de rejeição generalizada aos políticos tradicionais, a melhor forma de reduzir o perigo de não ser eleito é juntar forças e deixar o eleitor com menos opções para dar vazão a um possível desejo de mudança. O empenho em busca da quase unanimidade partidária é tão grande que, do alto do seu favoritismo eleitoral, deixa escapar uma pontinha de insegurança.

Por falar nisso, Nelson Rodrigues dizia que toda unanimidade é burra, mas nesse caso, ela tenta ser mesmo é ser esperta. Esquerda, direita e centro misturados. Diferenças ideológicas e programáticas, traições, ofensas e humilhações são esquecidas em nome do maior acordão da história cearense em busca de um lugar no palanque governista.

Citando novamente Nelson, “as unanimidades decidem por nós”.  É isso. Querem decidir no lugar do eleitor.

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A voz de Ciro no PT

Por Wanfil em Eleições 2018

17 de Maio de 2018

A velha lição de Júlio César: “Divide et impera”

Camilo Santana disse, em entrevista ao Estadão, que a insistência do PT na candidatura de Lula é suicida. Defendeu que a melhor opção é embarcar agora na campanha de Ciro Gomes, do PDT, à presidência.

Em sentido contrário, a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, declarou no início do mês que “Ciro não passa no PT nem com reza brava”. A senadora, que visita o ex-presidente regularmente na cadeia, hoje é a voz de Lula no PT.

Camilo nunca foi uma liderança proeminente dentro do petismo, mas a força do cargo empresta peso às suas palavras. Seu maior ativo eleitoral foi a legítima relação política com Cid e Ciro Gomes. Combinadas as circunstâncias, o governador cearense hoje é a voz de Ciro no PT.

Sem Lula para garantir a unidade do PT, as divisões internas tendem a se acirrar. É a oportunidade para os estrategistas de Ciro buscarem, quando menos, o apoio informal de lideranças regionais petistas já no primeiro turno, sobretudo no Nordeste, reeditando a histórica estratégia – pregada desde César até Maquiavel – de dividir para conquistar.

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A voz de Ciro no PT

Por Wanfil em Eleições 2018

17 de Maio de 2018

A velha lição de Júlio César: “Divide et impera”

Camilo Santana disse, em entrevista ao Estadão, que a insistência do PT na candidatura de Lula é suicida. Defendeu que a melhor opção é embarcar agora na campanha de Ciro Gomes, do PDT, à presidência.

Em sentido contrário, a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, declarou no início do mês que “Ciro não passa no PT nem com reza brava”. A senadora, que visita o ex-presidente regularmente na cadeia, hoje é a voz de Lula no PT.

Camilo nunca foi uma liderança proeminente dentro do petismo, mas a força do cargo empresta peso às suas palavras. Seu maior ativo eleitoral foi a legítima relação política com Cid e Ciro Gomes. Combinadas as circunstâncias, o governador cearense hoje é a voz de Ciro no PT.

Sem Lula para garantir a unidade do PT, as divisões internas tendem a se acirrar. É a oportunidade para os estrategistas de Ciro buscarem, quando menos, o apoio informal de lideranças regionais petistas já no primeiro turno, sobretudo no Nordeste, reeditando a histórica estratégia – pregada desde César até Maquiavel – de dividir para conquistar.