cassação Archives - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

cassação

Dilma e Cunha estão na marca do pênalti. Ainda falta Renan

Por Wanfil em Brasil

14 de junho de 2016

O parecer pela cassação do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi aprovado nesta terça-feira. Todos apostam agora que o plenário confirme a decisão. Assim como aconteceu com Dilma, a maioria dos deputados não irá contra a opinião pública.

Afastados, que sejam riscados da cena pública pelos próximos anos. Tudo feito como manda a Constituição. Nada de golpe. Falta ainda o presidente do Senado, Renan Calheiros, tão enrolado com denúncias, grampos e delações, quanto os outros dois.

A esperança agora é que a queda dos chefes dos poderes executivo e legislativo se consolide como uma quebra de paradigma. Como disse o filósofo Clóvis de Barros Filho em palestra recente na FIEC, é preciso que os poderosos tenham pelo menos algum medo de cometer crimes, que não confiem tão cegamente na impunidade, que pensem duas vezes antes de aceitar correr esse tipo de risco. Se isso acontecer, convenhamos, já será um avanço e tanto.

Publicidade

Dilma e Cunha tentam acordo: é a República do Rabo Preso!

Por Wanfil em Brasil

14 de outubro de 2015

Na sombra escura, executivo e legislativo são pardos.

Na sombra escura, Executivo e Legislativo são pardos

Dilma Rousseff e Eduardo Cunha, presidente do Brasil e presidente da Câmara dos Deputados, respectivamente, protagonizam um roteiro de brigas, reviravoltas, escândalos, traições, acusações mútuas, mentiras, ações judiciais, ameaças, suspense policial e intensa movimentação de bastidores. Melhor que novela. O problema é que, nesse caso, o distinto público é quem pagará a conta pelas lambanças da trama política que se desenrola em meio a uma crise econômica.

Nesse momento – e isso pode mudar a qualquer instante – Dilma e Cunha ensaiam uma trégua que pode ser resumida assim: Cunha não acolhe o pedido de impeachment contra Dilma e Dilma segura o PT no Conselho de Ética da Câmara para evitar a cassação de Cunha. Eis o padrão ético que norteia os líderes dos poderes executivo e legislativo no Brasil. É a institucionalização da política do rabo preso.

A possibilidade de um acordo, ainda que remota, mas não impossível, faz silenciar momentaneamente os que criticam Cunha por simpatizarem com Dilma e frustra, por outro lado, os que simpatizam com Cunha por torcerem pela queda de Dilma. A guerra de torcidas espera as cenas do próximo capítulo.

Antes de continuar, uma ressalva: nem todos os que desejam o impeachment de Dilma são partidários de Cunha, assim como nem todos os que pedem a saída de Cunha são governistas. Isso não impede, nem mesmo inibe, políticas organizadas atuem nesse jogo, cada um com sua bandeira.

De todo modo, torcer por Cunha ou por Dilma, a essa altura, é inútil para o Brasil. Ainda que mantenham seus cargos, estão desde já destituídos de autoridade moral para exercerem a liderança dos postos que ocupam. Podem garantir, na base do medo, seus funções de direito, mas não de fato. E assim, serão incapazes de conduzir o país para reformas constitucionais ou ações anticrise. São cadáveres adiados, para usar uma expressão do poeta Fernando Pessoa.

Na briga entre Cunha e Dilma, torço, particularmente, pelo Ministério Público Federal, pela Procuradoria Geral da República, pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal. Que sigam o exemplo do Tribunal de Contas da União, que rejeitou as contas do governo federal. Diante da bagunça generalizada, a única forma de não se deixar contaminar pelo clima de vale tudo irresponsável que domina o Congresso e o Executivo, é ver essas instituições se aterem ao papel institucional que lhes cabe, fazendo cumprir as leis.

Publicidade

Fica, Leonelzinho!

Por Wanfil em Política

19 de junho de 2015

Enrolado com a lei, protagonista de vários escândalos e afastado do cargo por decisão judicial, o vereador de Fortaleza Leonelzinho Alencar, do PT do B, renunciou ao cargo.

Não há mais como voltar a atrás, pois a decisão foi consumada. No entanto, se eu pudesse, se tivesse sido, por algum motivo qualquer, consultado a respeito, diria assim: fica, Leonelzinho! Suponho, entretanto, que o vereador não acataria meu conselho fraterno. É que assim, o parlamentar poderia ser cassado, ficando inelegível por oito anos. Não por acaso, foi o mesmo desfecho do caso envolvendo o vereador ‘Aonde É’, que renunciou no mês passado.

A renúncia não deixa de ser uma espécie de confissão, mas isso pouco importa para os envolvidos. Em casos assim não é a honra dos acusados que está em jogo, o que vale é garantir a possibilidade de uma candidatura nas próximas eleições. São vários os exemplos de políticos que renunciaram para depois voltar ao parlamento, sendo o mais notório o caso de Renan Calheiros, que não só foi eleito novamente, como ainda se tornou presidente do Senado.

Legião
Naquela que considero uma das melhores passagens bíblicas, Jesus pergunta ao demônio que dominava um homem: “Qual é o teu nome?” E o espírito maligno lhe responde: “Legião é o meu nome, porque somos muitos”.

Leonelzinho e ‘Aonde É’ não assombram sozinhos a Câmara de Fortaleza ou a política cearense. Na verdade, eles são muitos. Em todo o país políticos usam desse artifício para escapar de uma punição maior. E ninguém elimina essas brechas porque elas existem para atender a legião. Por que ninguém apresenta um projeto tornando inelegíveis parlamentares investigados por irregularidades no exercício do mandato que renunciam? Porque não lhes interessa, claro.

De resto, os renunciantes sempre contam com a conivência, a displicência e também com a memória curta de seus eleitores.

Publicidade

Fica, Leonelzinho!

Por Wanfil em Política

19 de junho de 2015

Enrolado com a lei, protagonista de vários escândalos e afastado do cargo por decisão judicial, o vereador de Fortaleza Leonelzinho Alencar, do PT do B, renunciou ao cargo.

Não há mais como voltar a atrás, pois a decisão foi consumada. No entanto, se eu pudesse, se tivesse sido, por algum motivo qualquer, consultado a respeito, diria assim: fica, Leonelzinho! Suponho, entretanto, que o vereador não acataria meu conselho fraterno. É que assim, o parlamentar poderia ser cassado, ficando inelegível por oito anos. Não por acaso, foi o mesmo desfecho do caso envolvendo o vereador ‘Aonde É’, que renunciou no mês passado.

A renúncia não deixa de ser uma espécie de confissão, mas isso pouco importa para os envolvidos. Em casos assim não é a honra dos acusados que está em jogo, o que vale é garantir a possibilidade de uma candidatura nas próximas eleições. São vários os exemplos de políticos que renunciaram para depois voltar ao parlamento, sendo o mais notório o caso de Renan Calheiros, que não só foi eleito novamente, como ainda se tornou presidente do Senado.

Legião
Naquela que considero uma das melhores passagens bíblicas, Jesus pergunta ao demônio que dominava um homem: “Qual é o teu nome?” E o espírito maligno lhe responde: “Legião é o meu nome, porque somos muitos”.

Leonelzinho e ‘Aonde É’ não assombram sozinhos a Câmara de Fortaleza ou a política cearense. Na verdade, eles são muitos. Em todo o país políticos usam desse artifício para escapar de uma punição maior. E ninguém elimina essas brechas porque elas existem para atender a legião. Por que ninguém apresenta um projeto tornando inelegíveis parlamentares investigados por irregularidades no exercício do mandato que renunciam? Porque não lhes interessa, claro.

De resto, os renunciantes sempre contam com a conivência, a displicência e também com a memória curta de seus eleitores.