Cariri Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Cariri

Agenda de governo ou agenda de campanha?

Por Wanfil em Eleições 2016

22 de setembro de 2016

Quarta-feira, 21 de setembro de 2016. Ceará. Acontecimentos do dia:

– Policiais civis anunciam que entrarão em greve.
– Médicos marcam protesto contra o fechamento da emergência obstétrica do HGF.
– O ex-presidente e agora réu em ação de corrupção Lula chega ao Ceará, de jatinho, para eventos eleitorais no interior e na capital, Fortaleza.
– O Governo do Ceará informa em seu site agenda para o mesmo dia, sem maiores detalhes.


– Detalhe não previsto na agenda do governador, mas que pelo visto, coincidiu com ela: comício eleitoral com Lula e candidato do PT em Barbalha, no Cariri, registrado em fotos como essa:

Foto: divulgação no Twitter @MandatoGuimarães

Foto: divulgação no Twitter @MandatoGuimarães

Pois é… Agenda oficial, horário de expediente, evento de campanha, agenda agitada.

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Bolsa Família e eleições: tudo a ver

Por Wanfil em Eleições 2014

21 de julho de 2014

Os presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) marcaram presença na região do Cariri, sul do Ceará, no final de semana. Visitaram, separados, é  claro, a ExpoCrato, famoso evento de agropecuária. Aécio depois foi a Juazeiro do Norte, acompanhado do ex-governador e candidato ao Senado Tasso Jereissati, onde participou de uma missa em memória aos 80 anos da morte do Padre Cícero.

Lideranças locais e candidatos ao governo estadual também estiveram pelos municípios da região. Eunício Oliveira (PMDB), Eliane Novais (PSB), Camilo Santana (PT), este acompanhado do notório deputado José Guimarães (PT), e Ailton Lopes (Psol), marcaram presença.

Geopolítica eleitoral
Se por um lado o Cariri conseguiu atrair os principais nomes da oposição ao governo federal para os mesmos eventos, por outro, não seduziu os estrategistas da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Por quê? Ora, não é difícil deduzir a resposta. Existe nisso, como em tudo o mais numa eleição, logica e cálculo. É que se no Sul e Sudeste do Brasil Dilma tem seu pior desempenho nas pesquisas, é no Norte e no Nordeste que tem alguma folga. O corolário é óbvio: cada um precisa manter o que conquistou e avançar onde o adversário é mais forte.

No caso das oposições, reduzir a diferença de intenção de votos no Nordeste, que tem mais densidade populacional do que o Norte, é fundamental para levar a disputa para o segundo turno.

De resto, aliás, isso é coisa antiga: presidentes costumam a ter mais popularidade justamente nas regiões mais pobres do país, onde a população depende mais da assistência do governo.

Bolsa Família
Além da convergência de agenda, Campos e Aécio também coincidiram na estratégia de discurso, que focou o compromisso de manter o Bolsa Família. Segundo o tucano, o PT faz terrorismo eleitoral quando diz que a oposição pretende acabar com o programa, o que seria, a seu ver, sinal de que governistas estariam à beira de um ataque de nervos com a queda de Dilma nas pesquisas. De fato, a tática de anunciar a manutenção do programa é uma manobra de defesa.

Isso tudo faz parte do jogo. Agora, a verdade é que, independente das pesquisas, o uso eleitoreiro do Bolsa Família tem sido recorrente, o que é ruim não apenas do ponto de vista ético, mas também é preocupante pelos aspectos econômico e social. Afinal, após dez anos do seu lançamento, com a promessa de reduzir a miséria, seu evidente peso no debate eleitoral é sinal de que a pobreza e a falta de educação ainda falam alto na nossa democracia.

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Bolsa Família e eleições: tudo a ver

Por Wanfil em Eleições 2014

21 de julho de 2014

Os presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) marcaram presença na região do Cariri, sul do Ceará, no final de semana. Visitaram, separados, é  claro, a ExpoCrato, famoso evento de agropecuária. Aécio depois foi a Juazeiro do Norte, acompanhado do ex-governador e candidato ao Senado Tasso Jereissati, onde participou de uma missa em memória aos 80 anos da morte do Padre Cícero.

Lideranças locais e candidatos ao governo estadual também estiveram pelos municípios da região. Eunício Oliveira (PMDB), Eliane Novais (PSB), Camilo Santana (PT), este acompanhado do notório deputado José Guimarães (PT), e Ailton Lopes (Psol), marcaram presença.

Geopolítica eleitoral
Se por um lado o Cariri conseguiu atrair os principais nomes da oposição ao governo federal para os mesmos eventos, por outro, não seduziu os estrategistas da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Por quê? Ora, não é difícil deduzir a resposta. Existe nisso, como em tudo o mais numa eleição, logica e cálculo. É que se no Sul e Sudeste do Brasil Dilma tem seu pior desempenho nas pesquisas, é no Norte e no Nordeste que tem alguma folga. O corolário é óbvio: cada um precisa manter o que conquistou e avançar onde o adversário é mais forte.

No caso das oposições, reduzir a diferença de intenção de votos no Nordeste, que tem mais densidade populacional do que o Norte, é fundamental para levar a disputa para o segundo turno.

De resto, aliás, isso é coisa antiga: presidentes costumam a ter mais popularidade justamente nas regiões mais pobres do país, onde a população depende mais da assistência do governo.

Bolsa Família
Além da convergência de agenda, Campos e Aécio também coincidiram na estratégia de discurso, que focou o compromisso de manter o Bolsa Família. Segundo o tucano, o PT faz terrorismo eleitoral quando diz que a oposição pretende acabar com o programa, o que seria, a seu ver, sinal de que governistas estariam à beira de um ataque de nervos com a queda de Dilma nas pesquisas. De fato, a tática de anunciar a manutenção do programa é uma manobra de defesa.

Isso tudo faz parte do jogo. Agora, a verdade é que, independente das pesquisas, o uso eleitoreiro do Bolsa Família tem sido recorrente, o que é ruim não apenas do ponto de vista ético, mas também é preocupante pelos aspectos econômico e social. Afinal, após dez anos do seu lançamento, com a promessa de reduzir a miséria, seu evidente peso no debate eleitoral é sinal de que a pobreza e a falta de educação ainda falam alto na nossa democracia.