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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

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E o candidato do Pros é… do PT!

Por Wanfil em Eleições 2014

30 de junho de 2014

Em convenção realizada neste domingo (29), filiados do Pros e aliados finalmente souberam quem foi o candidato escolhido pelo governador Cid Gomes para disputar a sucessão estadual: será Camilo Santana, um nome do… PT! Pois é. Depois de tanto suspense, de uma disputa interna entre dedicados seguidores de Cid no Pros, a decisão acabou contemplando outra sigla.

A ironia é que durante a pré-campanha, lideranças do Pros justificaram o rompimento com o PMDB de Eunício Oliveira com o argumento de que o partido tinha o direito natural a indicação da cabeça de chapa. No fim, o Pros acabou no colo do PT. O objetivo, claro, foi trazer de fato Dilma e Lula para o palanque governista.

Também no domingo o PMDB confirmou o que todos já sabiam: Eunício Oliveira será seu candidato ao governo do Ceará. A convenção do partido contou com a presença de Tasso Jereissati, selando a aliança com o PSDB, que buscava um palanque forte para Aécio Neves no Ceará.

O ânimo nas convenções
Estive rapidamente nos dois eventos para sentir o ânimo das forças comandadas pelos ex-aliados Cid e Eunício. Nos dois eventos, muita gente, caravanas do interior e militantes. Os ginásios onde foram realizados estavam igualmente lotados. Mas havia uma diferença bastante reveladora dos processo políticos que culminaram na formalização das candidaturas.

Pros
Na convenção do Pros, Perguntei aos “militantes” do Pros que balançavam bandeiras na Av. Heráclito Graça quem era o candidato. A maioria ou não sabia, ou ignorava qual o partido de Camilo. Em compensação, havia um clima de confiança no poder da máquina.

No ginásio da Faculdade Farias Brito, faixas alardeavam apoio ao candidato de Cid, sem citar nome algum. Provavelmente haviam sido confeccionadas antes da definição. De qualquer forma, eram significativas: não importa o nome, importa que seja o candidato oficial.

PMDB
Na convenção do PMDB, o clima era de quase euforia com a presença do candidato Eunício, enquanto o som tocava jingles de campanha exaltando seu nome. Ali, todos sabiam quem era o candidato, afinal, não é de hoje que Eunício se apresenta nessa condição.

Além disso, o peemedebista já protagonizou uma disputa majoritária, quando foi eleito senador em 2010.

Nada disso garante vitória ou derrota a ninguém. O jogo está começando e cada um larga com seus trunfos. Camilo se vale do padrinho Cid, Eunício de um projeto trabalhado há mais tempo.

O escolhido de Cid
Camilo é uma aposta que se pode dizer supreendente. Não era o favorito entre os postulantes, até porque não é do Pros e o PT trabalhava para dar a vaga ao Senado para José Guimarães, que acabou, como eu alertei várias vezes, rifado na hora H.

De todos os pré-candidatos que circularam no noticiário nas últimas semanas, Camilo era um dos menos comentados. Além das questões partidárias, o petista está associado ao maior caso de corrupção que atingiu a gestão de Cid Gomes: o escândalo dos banheiros fantasmas, em 2010, revelado pelo Ministério Público. Camilo, ex-secretário da Cidades, foi um dos responsáveis pela liberação dos recursos desviados por falsas associações comunitárias. O caso culminou na queda do então presidente do Tribunal de Contas do Estado, Teodorico Menezes. Camilo não foi condenado, mas sua imagem de gestor está diretamente ligada ao episódio.

Se isso será explorado pelos adversários, aí é outra conversa. Pelo tom dos discursos de Cid e Ciro Gomes, a campanha será agressiva. É aguardar para ver.

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Afinal, Tasso é ou não é candidato?

Por Wanfil em Eleições 2014

23 de Abril de 2014

A respeito de uma possível candidatura de Tasso Jereissati ao Senado, é preciso prestar atenção nas palavras escolhidas pelo ex-governador na reunião da Executiva Nacional do PSDB em Brasília. Tasso afirmou que se fosse “imprescindível”, poderia sair candidato. A chave para compreender esse enigma, portanto, é o adjetivo “imprescindível”, que pode assumir variados sentidos, a depender de como olhamos o cenário.

Seria imprescindível para garantir um palanque ao candidato do partido à Presidência da República, o mineiro Aécio Neves, ou seria imprescindível a presença de um nome forte nesse palanque, capaz de puxar votos? São situações bem diferentes. No primeiro caso, outro candidato que topasse abrir espaço para Aécio eliminaria a necessidade de uma volta de Tasso. No segundo, pelas pesquisas, ele seria indispensável, mesmo com um palanque garantido.

O fato é que se a possível candidatura do ex-senador não é uma realidade, pois está condicionada a circunstâncias externas, ela altera o jogo da sucessão.

Com o Pros do governador Cid Gomes e o PMDB do senador Eunício Oliveira em rota de colisão no Ceará, e com o PT de José Guimarães condicionando seu apoio a quem lhe ceder a candidatura ao Senado, a entrada de um concorrente de peso, de novo segundo as pesquisas, lança mais incertezas nas projeções eleitorais: com Tasso Jereissati na chapa, o PSDB lançaria candidato próprio ao governo estadual ou apoiaria alguém do PR ou do PMDB? Não há definição. E até que ponto essas possibilidades poderiam forçar um segundo turno? Tudo é incógnita.

A forma como essa história vem sendo conduzida por Tasso guarda coerência com o discurso de que uma volta às disputas eleitorais seria concessão a um apelo do PSDB nacional, para dar competitividade ao nome de Aécio no Ceará, contrariando seu desejo pessoal de permanecer afastado da vida pública. Acreditando-se ou não nessa versão, o elemento novo aí é que o líder do PSDB cearense deixou aberta a possibilidade de vir a concorrer em outubro.

Aí você, caro amigo, me pergunta: afinal, Tasso será candidato ou não? E eu respondo: sinceramente, acho que nem ele sabe ainda.

Esse é o texto base de minha coluna desta quarta-feira na Tribuna Band News FM 101,7.

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Afinal, Tasso é ou não é candidato?

Por Wanfil em Eleições 2014

23 de Abril de 2014

A respeito de uma possível candidatura de Tasso Jereissati ao Senado, é preciso prestar atenção nas palavras escolhidas pelo ex-governador na reunião da Executiva Nacional do PSDB em Brasília. Tasso afirmou que se fosse “imprescindível”, poderia sair candidato. A chave para compreender esse enigma, portanto, é o adjetivo “imprescindível”, que pode assumir variados sentidos, a depender de como olhamos o cenário.

Seria imprescindível para garantir um palanque ao candidato do partido à Presidência da República, o mineiro Aécio Neves, ou seria imprescindível a presença de um nome forte nesse palanque, capaz de puxar votos? São situações bem diferentes. No primeiro caso, outro candidato que topasse abrir espaço para Aécio eliminaria a necessidade de uma volta de Tasso. No segundo, pelas pesquisas, ele seria indispensável, mesmo com um palanque garantido.

O fato é que se a possível candidatura do ex-senador não é uma realidade, pois está condicionada a circunstâncias externas, ela altera o jogo da sucessão.

Com o Pros do governador Cid Gomes e o PMDB do senador Eunício Oliveira em rota de colisão no Ceará, e com o PT de José Guimarães condicionando seu apoio a quem lhe ceder a candidatura ao Senado, a entrada de um concorrente de peso, de novo segundo as pesquisas, lança mais incertezas nas projeções eleitorais: com Tasso Jereissati na chapa, o PSDB lançaria candidato próprio ao governo estadual ou apoiaria alguém do PR ou do PMDB? Não há definição. E até que ponto essas possibilidades poderiam forçar um segundo turno? Tudo é incógnita.

A forma como essa história vem sendo conduzida por Tasso guarda coerência com o discurso de que uma volta às disputas eleitorais seria concessão a um apelo do PSDB nacional, para dar competitividade ao nome de Aécio no Ceará, contrariando seu desejo pessoal de permanecer afastado da vida pública. Acreditando-se ou não nessa versão, o elemento novo aí é que o líder do PSDB cearense deixou aberta a possibilidade de vir a concorrer em outubro.

Aí você, caro amigo, me pergunta: afinal, Tasso será candidato ou não? E eu respondo: sinceramente, acho que nem ele sabe ainda.

Esse é o texto base de minha coluna desta quarta-feira na Tribuna Band News FM 101,7.