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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

campanha eleitoral

Futebol e política: Eunício e Camilo inauguram campinho no mesmo time

Por Wanfil em Eleições 2018

25 de junho de 2018

Foto: divulgação/Instragam/Eunício Oliveira

O site Focus.Jor noticiou a divulgação, nas redes do senador Eunício Oliveira, de uma partida de inauguração na entrega da Areninha de Limoeiro do Norte, com destaque para a participação do governador Camilo Santana.

Para quem não sabe, no Ceará Areninha é o nome gourmet para campinho de futebol, e PT e MDB jogam juntos no mesmo time.

É verdade que parece campanha eleitoral, com direito a equipes de filmagem, uso de equipamento público, gol de pré-candidato e ao tradicionais beijos em criancinhas; mas como dizem todos os jogadores nas entrevistas, ninguém nem sequer pensa em eleição, somente em trabalhar pela população.

No futebol, assim como na política, o adversário de ontem pode ser o parceiro de hoje. Assim, Eunício e Camilo, que no campeonato passado enfrentaram-se em final acirrada, com acusações recíprocas de supostas tentativas de comprar o juiz, agora, na Copa do Acordão, trocam passes com desenvoltura, apesar das críticas constantes de Ciro Gomes, que disputa outra competição pelo PDT.

Na política, assim como no futebol, escândalos, denúncias e investigações comprometem a credibilidade de cada atividade. Desse modo, a metáfora é mesmo bem apropriada.

Ainda é cedo para dizer se o time para as eleições será mesmo esse que jogou em Limoeiro. Como diz Lula, comentando da cadeia os jogos da Seleção para José Trajano, “treino é treino, jogo é jogo”.

Confira o vídeo promocional da partida:

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Abre o olho Arialdo, fica ligado Balhmann

Por Wanfil em Corrupção, Sem categoria

24 de Maio de 2017

Arialdo e Balhmann: únicos responsáveis por arrecadar junto a JBS, segundo Cid

O escritor Mário Quintana dizia que “as reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria”.

Na coletiva em que buscou rebater a delação de Wesley Batista, o ex-governador Cid Gomes falou sobre o dinheiro recebido da JBS para a campanha de 2014, enfatizando os nomes dos atuais secretários estaduais do Turismo, Arialdo pinho, e de Assuntos Internacionais, Antonio Balhmann. Ênfase carregada de reticências nas entrelinhas.

Confira esses três momentos (grifos meus):

1 – Os responsáveis

“Realmente o Balhmann e o Arialdo, licenciado do cargo, e mais algumas outras pessoas, cumpriram a tarefa de buscar financiamento para a campanha, coisa que é legal.”

2 – Cid não autorizou

“Em nenhum momento, em tempo algum, em nenhuma campanha, eu sugeri, eu permiti que alguém fizesse vínculo de doações para campanha a qualquer tipo de benefício por parte do estado. Quero afirmar isso categoricamente: nem eu, nem ninguém com minha autorização ou conhecimento, e com a minha recomendação explícita, de que não vinculasse, não fizesse qualquer tipo de vinculação a qualquer doação que possa ter sido feita em alguma campanha.”

3 – Wesley não fala de Cid

“Repito, se for ler o depoimento, ele [Wesley] não fala de mim não, depois ele fala, atribui ao Balhmann e ao Arialdo, que não são ocupantes de cargos públicos, o Balhmann deputado, isso não é impedimento, o Arialdo licenciado da secretaria, cumpriam uma missão, legal, de procurar financiamento legítimo para uma campanha eleitoral.”

Resumindo: Cid nega; Cid não tinha responsabilidade pelos pedidos de doações; Cid acredita que seus aliados agiram corretamente; Cid não autorizou ninguém a vender facilidades no governo para conseguir dinheiro. Por essa versão, a JBS doou nada menos que R$ 20 milhões para seu candidato em 2014 em troca de nada, apenas atendendo aos pedidos de inocentes arrecadadores.

Para bom entendedor, meia palavra basta. As reticências na fala de Cid deixam o caminho aberto para responsabilizar apenas seus emissários, caso as coisas se compliquem. Abre o olho Arialdo, fica ligado Balhmann.

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Quem confia em declaração de patrimônio de candidato?

Por Wanfil em Eleições 2014

13 de julho de 2014

Nos últimos dias muito se falou sobre o patrimônio dos candidatos e sobre a previsão de gastos de campanha declarados na Justiça Eleitoral. São informações que podem até atiçar a curiosidade das pessoas, mas sobre as quais é preciso ter cuidado, por não serem assim muito confiáveis, pois nem tudo o que está no papel corresponde à realidade.

Basta conferir o site do TRE. Não são poucos os casos de candidatos aos mais diversos cargos que, mesmo conhecidos pela riqueza, aparecem com patrimônios bem modestos. Outros, que nunca tiveram empresas nem atuaram no setor privado, vivendo somente como políticos profissionais, aparecem como pessoas de poucas posses, embora ostentem hábitos bem caros, como viagens recorrentes ao exterior (inclusive em jatinhos), carrões importados, lanchas, casas ou apartamentos suntuosos, roupas e acessórios de grife, essas coisas…

Declara tudo mesmo?
Os tribunais eleitorais, é bom dizer, não fiscalizam o patrimônio de ninguém. A veracidade das informações fica por conta do candidato. Mesmo assim, é interessante observar como existe uma preocupação maior nos jornais em saber quem é o candidato mais rico, do que propriamente em saber quem está dizendo a verdade sobre sua condição financeira, como se o sucesso financeiro na área privada fosse algo desabonador e não um certificado de prosperidade que pode, sem prova em contrário, ser sinal de competência. Quem votaria num advogado sem clientes, num médico desempregado ou em um empresário falido?

A ideia subjacente que espertalhões vendem é a de que a pobreza é sinal de honestidade, especialmente os que não possuem outra fonte de renda. Sem uma análise mais profunda (patrimônio de cônjuge, filhos, parentes), isso mais confunde do que esclarece.

Previsões de gastos parecideas
No Ceará a estimativa de gastos do petista Camilo Santana é de R$ 64 milhões, e a de Eunício Oliveira, do PMDB, é de R$ 67 milhões. São valores bem próximos, não obstante o fato de Eunício ser um empresário rico e Camilo declarar um patrimônio bem acanhado para um deputado estadual (confira aqui).

Por isso, desconfie de candidato que posa de humilde, de abnegado trabalhador de classe média, dizendo que luta contra os poderosos. Aliás, quem diz isso, fica na difícil situação de ter que explicar como sendo um coitadinho, consegue tanto dinheiro para uma campanha.

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Governo brasileiro mostra como subir na vida com pouco dinheiro – Ou: A arte de iludir

Por Wanfil em Brasil

03 de Maio de 2013

Focalize o ponto no centro da imagem e mova a cbeça para a frete e para atrás. Tudo parece se mover, mas na realidade nada sai do lugar. É ilusionismo, truque comum entre os nossos governantes.

Focalize o ponto no centro e mova a cabeça para a frente e para trás. Tudo parece se mover, mas na verdade nada sai do lugar. É ilusionismo, truque comum entre os nossos governantes.

Como não resolver um problema e ainda assim parecer eficaz? E como elevar a condição social de milhões sem promover o crescimento da economia? A resposta é simples: com ilusionismo retórico. E o melhor exemplo é o alardeado combate a miséria promovido pelo governo Dilma Rousseff.

De acordo com recente pesquisa divulgada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, o sujeito com renda de aproximadamente 500 dólares mensais é oficialmente classificado de “alta classe média”. Com 441 reais por mês no bolso, a pessoa passa a ser considerada, mui graciosamente, membro da “baixa classe média”. Com sorte, com mais 200 reais, perfazendo quase um salário mínimo, ascende para a categoria de “média classe média”.

Truque eleitoral

As autoridades brasileiras estão se especializando na arte de substituir feitos por slogans repletos de termos pomposos, no intuito de esconder o contraste, cada vez mais evidente, entre a magnificência daquilo o que é anunciado e a escassez do que é realizado. É a arte de falar muito para não dizer nada.

Não é preciso ser economista, técnico ou possuir qualquer formação acadêmica para saber que essas estratificações de classe não passam de truque que, somados a outros mais, servirá de estofo para a propaganda para a reeleição de Dilma: “A presidente que acabou com a miséria”.

Autoengano de massas

É comum governos e pessoas superestimarem a si mesmos, destacando exageradamente o que consideram ser aspectos positivos de suas ações, ao mesmo tempo em que minimizam eventuais erros ou fracassos. O problema é cair na tentação esquizofrênica de confundir a realidade com desculpas nascidas para disfarçar a ausência de competência.

No plano individual, qualquer um que fuja do mundo real para buscar abrigo no mundo dos desejos acaba por prejudicar  a si mesmo, quando muito, aos seus familiares. No entanto, numa inversão psicótica da relação entre causa e efeito, quando o engodo é praticado por governos no Brasil, no lugar do natural descrédito, os responsáveis são agraciados com altos índices de popularidade, num fenômeno que demonstra no Brasil um desejo generalizado pelo autoengano.

Por isso, vemos prosperar por aí a ideia de que há autossuficiente de petróleo, ou que a energia é barata, que o Brasil é mais rico que a Inglaterra, que a miséria está em vias de acabar, que a classe média não para de crescer alucinadamente, etc., etc.

E assim, descobrimos que um cidadão, trocando o desemprego (nunca tantos empregos foram criados, diz a propaganda), por uma vaga de gari ou de motorista de ônibus, salta instantaneamente da condição de miserável para a de classe média, enquanto o PIB continua, estranhamente, estagnado.

Discernimento torto

Para encerrar, uma frase do poeta Henry W. Longfellow, seguida de uma reflexão minha:

Julgamos a nós mesmos pelo que nos sentimos capazes de fazer, enquanto os outros nos julgam pelo que já fizemos.

Por aqui, na ânsia de ser o que ainda não somos, julgamos os governos pelo que eles dizem ser capazes de fazer e não pelo que eles fazem, ou deixam de fazer.

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Gestão Roberto Cláudio em Fortaleza: governar é diferente de fazer campanha

Por Wanfil em Fortaleza

23 de Março de 2013

Hora de guardar o megafone - O marketing eleitoral não deve contaminar a comunicação governamental: a realidade agora é outra

Hora de guardar o megafone – O marketing eleitoral não deve contaminar a comunicação governamental: a realidade agora é outra.

Faltando praticamente uma semana para o prefeito Roberto Cláudio (PSB) completar três meses de governo em Fortaleza, já possível dizer que o ímpeto midiático dos primeiros dias da nova gestão arrefeceu.

Contraste de estilos

Ao ser empossad0, o novo prefeito fez uma série de visitas a postos de saúde, com ampla cobertura da imprensa, para ver a situação dos pacientes que buscam atendimento no serviço municipal.

A postura contrastava com o estilo da ex-prefeita Luizianne Lins, que nos últimos anos se caracterizou pelo isolamento dos gabinetes, talvez por causa da baixa popularidade. Enfim, a construção da imagem de gestor ativo que vai ao encontro das pessoas e não tem medo de encarar problemas parecia a todo vapor.

Ainda na área da saúde, o começo da gestão deu sinais de caminhar para um corajoso acerto de contas: a secretária Socorro martins acusou o desvio de aproximadamente 30 milhões de reais no repasse de recursos do Ministério da Saúde na gestão anterior. Esse seria outro ponto da imagem a ser destacado: a honestidade do líder refletida numa gestão transparente e sem rabo preso.

No entanto, passados mais alguns dias, esse furor midiático e voluntarista do início foi cedendo espaço para a cautela. O prefeito não visita mais postos com seu séquito de vereadores ávidos por fotografias. A secretária não tocou mais no assunto do suposto desvio, como se nada houvesse acontecido.

Nem tudo é imagem

Gestores públicos de primeira viagem, via de regra, assumem mandatos no Poder Executivo preocupados em criar uma marca administrativa que os singularize, especialmente nos casos em que paira no ar a sombra de um padrinho político. MAis do que uma marca, é preciso provar que o gestor tem uma identidade própria.

O perigo é deixar o clima do marketing eleitoral, onde a regra é prometer fervorosamente novos amanhãs, contaminar a rotina administrativa. Se a disputa nas urnas tiver sido dura, como foi em Fortaleza, há o risco de incorrer em contradição na mensagem que se quer passar ao público, como a manutenção de um discurso de ruptura facilmente desmentido pela cooptação da base parlamentar que serviu a gestão anterior.

O risco de cair nessas armadilhas é justamente o de gerar mais expectativas, quando o momento é o de baixá-las, mostrando que as promessas demandam tempo para serem cumpridas. Estrategicamente, eventuais dados podem ser divulgados, sem alarde justiceiro, como prova de que o desafio exigirá grandes sacrifícios e tal, mas nada que comprometa alianças ou que exija ações imediatas de reparação.

Choque de realidade

Tudo ainda é muito novo em relação ao governo Roberto Cláudio. A mudança de postura verificada não significa necessariamente um recuo, mas pode ser um ajuste. O choque de realidade, onde as contas não fecham, o caixa é insuficiente, os custos são elevados e os problemas se multiplicam em velocidade alucinante, parece ter sido o suficiente para conter qualquer propensão ao discurso fácil.

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Vale-tudo eleitoral: entre a urna, a rinha e o octógono

Por Wanfil em Política

19 de julho de 2012

Duda Mendonça – Das criminosas rinhas de galo para as eleições, um só jeito de ver o mundo. É o vale tudo como filosofia de vida – Foto: Valter Campanato/ABr

Apesar de serem conhecidas como vale-tudo, as competições entre lutadores versados em diferentes artes marciais, muito na moda atualmente, possuem um mínimo de regras com o objetivo de garantir simultaneamente o espetáculo da violência e a preservação de seus protagonistas. Para conseguir sucesso em certas atividades, as regras devem se restringir ao básico. Em outras, o negócio é evitar regras. Para um terceiro tipo, o que vale é ignorar solenemente as regras.

Regras do jogo

Se no octógono só não vale dedo no olho e golpes nas partes íntimas, em outra competição – a “briga de galo” – não há limite algum. Os animais lutam até que um morra. Por isso sua prática é ilegal, definida como crime ambiental. Temos então dois tipos de competições, uma com poucas normas e outra sem qualquer normatização.

No plano simbólico, as disputas eleitorais guardam semelhanças com os octógonos e com as rinhas. No ringue eleitoral existem até algumas regras, mas na prática, poucos as seguem. É a competição com regras de aparência. Caixa dois, por exemplo, é proibido, mas todos sabem que o artifício é amplamente disseminado e tolerado. É um híbrido de vale-tudo com rinha de galo. Ao final, o que importa é vencer a qualquer custo, sem afetação de remorso ou piedade: difamação, promessas impossíveis, traições e calúnias são golpes comuns. Por isso, para quem gosta mesmo de perversidade, nada melhor do que o horário eleitoral gratuito.

A ética do hobby

A figura que melhor encarna e sintetiza a transposição da “ética” das rinhas e das lutas de vale-tudo para as campanhas eleitorais é o Sr. Duda Mendonça, renomado publicitário que chegou a ser preso em 2004 justamente por participação em “brigas de galo”. O baiano trabalhou em várias eleições com Paulo Maluf e depois com Lula da Silva, antecipando, em mais de uma década, a revelação de que entre os dois havia mais em comum – e menos limites – do que supõe nossa vã filosofia.

O Duda dos galos e da dupla Maluf/Lula conhece de perto os golpes baixos das campanhas. Para ele, literalmente, vale tudo. Em depoimento no Congresso Nacional, durante o caso do mensalão, confessou crimes financeiros ao confirmar o recebimento em paraísos fiscais de pagamentos feitos pelo Partido dos Trabalhadores. Não deu em nada, pois como eu disse, essa é uma regra tácita disseminada no vale-tudo eleitoral. E as regras? Para o publicitário, isso é detalhe: “O Brasil todo sabe que eu gosto de rinha de galo e sabe que esse é o meu hobby”. Leia mais

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Vale-tudo eleitoral: entre a urna, a rinha e o octógono

Por Wanfil em Política

19 de julho de 2012

Duda Mendonça – Das criminosas rinhas de galo para as eleições, um só jeito de ver o mundo. É o vale tudo como filosofia de vida – Foto: Valter Campanato/ABr

Apesar de serem conhecidas como vale-tudo, as competições entre lutadores versados em diferentes artes marciais, muito na moda atualmente, possuem um mínimo de regras com o objetivo de garantir simultaneamente o espetáculo da violência e a preservação de seus protagonistas. Para conseguir sucesso em certas atividades, as regras devem se restringir ao básico. Em outras, o negócio é evitar regras. Para um terceiro tipo, o que vale é ignorar solenemente as regras.

Regras do jogo

Se no octógono só não vale dedo no olho e golpes nas partes íntimas, em outra competição – a “briga de galo” – não há limite algum. Os animais lutam até que um morra. Por isso sua prática é ilegal, definida como crime ambiental. Temos então dois tipos de competições, uma com poucas normas e outra sem qualquer normatização.

No plano simbólico, as disputas eleitorais guardam semelhanças com os octógonos e com as rinhas. No ringue eleitoral existem até algumas regras, mas na prática, poucos as seguem. É a competição com regras de aparência. Caixa dois, por exemplo, é proibido, mas todos sabem que o artifício é amplamente disseminado e tolerado. É um híbrido de vale-tudo com rinha de galo. Ao final, o que importa é vencer a qualquer custo, sem afetação de remorso ou piedade: difamação, promessas impossíveis, traições e calúnias são golpes comuns. Por isso, para quem gosta mesmo de perversidade, nada melhor do que o horário eleitoral gratuito.

A ética do hobby

A figura que melhor encarna e sintetiza a transposição da “ética” das rinhas e das lutas de vale-tudo para as campanhas eleitorais é o Sr. Duda Mendonça, renomado publicitário que chegou a ser preso em 2004 justamente por participação em “brigas de galo”. O baiano trabalhou em várias eleições com Paulo Maluf e depois com Lula da Silva, antecipando, em mais de uma década, a revelação de que entre os dois havia mais em comum – e menos limites – do que supõe nossa vã filosofia.

O Duda dos galos e da dupla Maluf/Lula conhece de perto os golpes baixos das campanhas. Para ele, literalmente, vale tudo. Em depoimento no Congresso Nacional, durante o caso do mensalão, confessou crimes financeiros ao confirmar o recebimento em paraísos fiscais de pagamentos feitos pelo Partido dos Trabalhadores. Não deu em nada, pois como eu disse, essa é uma regra tácita disseminada no vale-tudo eleitoral. E as regras? Para o publicitário, isso é detalhe: “O Brasil todo sabe que eu gosto de rinha de galo e sabe que esse é o meu hobby”. (mais…)