Câmara Federal Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Câmara Federal

Alex Gardenal para deputado federal! Fernandinho Beira-Mar para senador!

Por Wanfil em Brasil, Corrupção

30 de agosto de 2013

O título do post pode parecer um tanto exagerado, eu sei, algo que acena para uma situação ao estilo “realismo fantástico”, misturando  nomes de personagens reais com fatos impossíveis ou malucos. Mas quantas vezes a realidade não surpreende a fantasia? Quem imaginaria um país onde criminosos condenados em tribunal de última instância pudessem manter seus cargos no parlamento, a Casa da Democracia? Nata mais natural, portanto, do que conjecturar sobre as consequências dessa novidade. Qual seria o próximo passo dessa experiência inclusiva? Ora, permitir que criaturas com essas prerrogativas possam disputar eleições.

Cada partido, para demonstrar que não tem preconceito contra a classe presidiária e que reza pela cartilha politicamente correta, escolheria um bandido para oferecer-lhe uma candidatura (melhor ainda se for com financiamento público, como querem os nossos políticos). Seria uma aposta no potencial humano, na recuperação social desse excluído pelo sistema, colocado em situação provisória de privação de liberdade, como dizem os defensores da bandidagem em geral.

Parece fantasioso demais? Bom, os deputados da Câmara Federal entendem que a condição de presidiário não é relevante para cassar o mandato do tal deputado Natan Donadon, de Rondônia. Então, sendo assim, como dizer a um Alex Gardenal ou a Fernandinho Beira-Mar que eles não podem aspirar a uma carreira na política? O que argumentaríamos? Que eles são criminosos? Que foram condenados? Que estão presos? Pois é.

O Brasil é uma loucura. Políticos, como toda categoria, ou coletivo (outra expressão bem ao gosto do pensamento influente do momento), são corporativistas. Vamos, portanto, direto ao ponto. Por que não cassaram o tal Donadon? Simples. Por dois motivos: 1) para não abrir precedente, de forma a livrar a cara, mais adiante, de dois parlamentares condenados no caso do mensalão: José Genoino e João Paulo Cunha, ambos do PT; 2) por cumplicidade, pois Suas Excelências nunca sabem o dia de amanhã. Vai que alguém é condenado por uma pequena corrupção aí e depois querem lhe tirar o mandato? Melhor acabar com essa história de uma vez.

Antes se dizia que lugar de bandido é na cadeia, agora, não é errado dizer que lugar de bandido é no Congresso Nacional. Pensando bem, faz sentido.

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Joga pedra no Feliciano, ele é feito pra apanhar, ele é bom de cuspir!

Por Wanfil em Brasil

14 de Março de 2013

Todos querem jogar pedra em quem é fraco:

O irrelevante Feliciano Maia virou a Geni do momento: está aí para apanhar de todos, inclusive dos que não têm moral para isso, mas querem parecer dignos. Imagem: Internet

A unanimidade do momento no Brasil é o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), eleito recentemente para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Pastor de alguma igreja pentecostal qualquer, Feliciano é autor de críticas rasas ao homossexualismo e adepto de uma, digamos assim, teologia segundo a qual africanos foram amaldiçoados por Noé.

A patrulha politicamente correta, capitaneada pelo deputado Jean Wyllis (PSOL-RJ), que faz da própria opção sexual uma bandeira pública, não perdeu tempo e sentenciou: um parlamentar racista e homofóbico não pode comandar a Comissão de Direitos Humanos. (Declarações idiotas não devem ser confundidas com o crime de racismo, nem a crítica de cunho comportamental, mesmo que tola, a homofobia).

De todo modo, um onda de indignação correu o país e até os vereadores de Fortaleza, por iniciativa de Ronivaldo Maia (PT), aprovaram uma moção de repúdio contra o congressista.

Aparências

Feliciano Maia virou a Geni do momento, numa alusão à famosa canção de Chico Buarque. Está aí para apanhar de todos, inclusive dos que não têm moral para isso. Alguns ficaram indignados por não compreenderem que nos parlamentos de uma democracia, os contrários são obrigados a conviver com iguais direitos e deveres; outros, no entanto, viram no episódio a oportunidade ideal de parecerem, aos olhos do público, pessoas vigilantes e defensoras das melhores práticas.

Sobre tudo isso, faço três observações:

1) Parlamentares como Feliciano Maia e Jean Wyllis expressam a decadência da atual legislatura brasileira e do próprio processo político no país. São figuras carentes de formação intelectual e de realizações concretas, que apenas ocupam cotas destinadas a seus partidos. Longe de serem causa de problema, são sintomas de uma doença grave, que afasta da política as melhores cabeças e as lideranças morais da sociedade;

2) Será os vereadores de Fortaleza não têm nada melhor a fazer? Que tal se todos divulgassem, espontaneamente, quanto gastaram até o momento com passagens aéreas, hospedagem e aluguel de automóveis?

3) Não vi, aqui no Ceará, ninguém propor moção de repúdio ao fato de José Genoíno e João Paulo Cunha, ambos do PT e mensaleiros condenados pela Justiça, integrarem a poderosa Comissão de Constituição e Justiça da mesma Câmara Federal. Quantos desses defensores da decência protestaram contra a eleição de Renan Calheiros à presidência do Senado? Muitos dos que jogam pedra em Feliciano são solidários a José Dirceu, outro condenado por corrupção.

Conclusão

Como eu disse nessa semana em minha coluna na Tribuna Bandnews FM (101.7), boa parte dos críticos do tal Feliciano, um deputado de gritante irrelevância, trabalha com dois pesos e duas medidas, conforme a conveniência do momento, apenas para posar de moralistas impolutos. A melhor forma de identificá-los é lembrando do máxima kantiana: Só é ético aquilo que pode ser universal.

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Joga pedra no Feliciano, ele é feito pra apanhar, ele é bom de cuspir!

Por Wanfil em Brasil

14 de Março de 2013

Todos querem jogar pedra em quem é fraco:

O irrelevante Feliciano Maia virou a Geni do momento: está aí para apanhar de todos, inclusive dos que não têm moral para isso, mas querem parecer dignos. Imagem: Internet

A unanimidade do momento no Brasil é o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), eleito recentemente para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Pastor de alguma igreja pentecostal qualquer, Feliciano é autor de críticas rasas ao homossexualismo e adepto de uma, digamos assim, teologia segundo a qual africanos foram amaldiçoados por Noé.

A patrulha politicamente correta, capitaneada pelo deputado Jean Wyllis (PSOL-RJ), que faz da própria opção sexual uma bandeira pública, não perdeu tempo e sentenciou: um parlamentar racista e homofóbico não pode comandar a Comissão de Direitos Humanos. (Declarações idiotas não devem ser confundidas com o crime de racismo, nem a crítica de cunho comportamental, mesmo que tola, a homofobia).

De todo modo, um onda de indignação correu o país e até os vereadores de Fortaleza, por iniciativa de Ronivaldo Maia (PT), aprovaram uma moção de repúdio contra o congressista.

Aparências

Feliciano Maia virou a Geni do momento, numa alusão à famosa canção de Chico Buarque. Está aí para apanhar de todos, inclusive dos que não têm moral para isso. Alguns ficaram indignados por não compreenderem que nos parlamentos de uma democracia, os contrários são obrigados a conviver com iguais direitos e deveres; outros, no entanto, viram no episódio a oportunidade ideal de parecerem, aos olhos do público, pessoas vigilantes e defensoras das melhores práticas.

Sobre tudo isso, faço três observações:

1) Parlamentares como Feliciano Maia e Jean Wyllis expressam a decadência da atual legislatura brasileira e do próprio processo político no país. São figuras carentes de formação intelectual e de realizações concretas, que apenas ocupam cotas destinadas a seus partidos. Longe de serem causa de problema, são sintomas de uma doença grave, que afasta da política as melhores cabeças e as lideranças morais da sociedade;

2) Será os vereadores de Fortaleza não têm nada melhor a fazer? Que tal se todos divulgassem, espontaneamente, quanto gastaram até o momento com passagens aéreas, hospedagem e aluguel de automóveis?

3) Não vi, aqui no Ceará, ninguém propor moção de repúdio ao fato de José Genoíno e João Paulo Cunha, ambos do PT e mensaleiros condenados pela Justiça, integrarem a poderosa Comissão de Constituição e Justiça da mesma Câmara Federal. Quantos desses defensores da decência protestaram contra a eleição de Renan Calheiros à presidência do Senado? Muitos dos que jogam pedra em Feliciano são solidários a José Dirceu, outro condenado por corrupção.

Conclusão

Como eu disse nessa semana em minha coluna na Tribuna Bandnews FM (101.7), boa parte dos críticos do tal Feliciano, um deputado de gritante irrelevância, trabalha com dois pesos e duas medidas, conforme a conveniência do momento, apenas para posar de moralistas impolutos. A melhor forma de identificá-los é lembrando do máxima kantiana: Só é ético aquilo que pode ser universal.