Brasília Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Brasília

Cem dias do governo Bolsonaro marcam nova relação entre o Ceará e Brasília

Por Wanfil em Política

11 de Abril de 2019

Adversários políticos no Ceará, juntos em solenidade de entrega de obras do programa Minha Casa, Minha Vida: nos primeiros 100 dias, tudo bem

Os 100 dias de Jair Bolsonaro na Presidência da República permitem visualizar tendências que apontam para mudanças no padrão de relacionamento – ou articulação, como gostam de dizer por aí – entre o governo estadual e o governo federal.

Nas gestões Lula e Dilma Rousseff a convivência entre essas instâncias, aliadas politicamente, foi marcada pela subserviência. O maior símbolo dessa condição foi a promessa não cumprida (porém apresentada em várias campanhas eleitorais e repetida ad nauseam em releases para a imprensa) de uma refina da Petrobras. Ninguém das gestões estaduais à época disse ou fez nada, nem mesmo quando se que a Petrobras foi impiedosamente roubada. Pelo contrário, aplaudiram e defenderam enquanto puderam a dupla que passou a perna nos cearenses.

Na breve gestão de Michel Temer, isso mudou. Os governistas locais batiam publicamente no presidente impopular e sem força, enquanto atuavam para garantir repasses federais junto a aliados do MDB (o mesmo partido de Temer) no Ceará.

Com Bolsonaro, devidamente eleito e com um grupo político afeito ao debate, a relação – nesses primeiros cem dias – finalmente ganhou algum traço de autonomia digna. No início houve o receio de que o Ceará pudesse sofrer retaliações por ter um governo de oposição (o governador Camilo Santana, do PT, não foi à posse de Bolsonaro), mas a parceria para enfrentar o crime organizado no Estado em janeiro foi muito bem conduzida, sem intermediações politiqueiras e com reconhecimento mútuo de respeito entre os envolvidos. Mérito de ambos.

O recente caso de Maracanaú sobre um projeto da Secretaria Nacional de Segurança Pública, se deu mais em função de interesses locais visando as eleições municipais do ano que vem, do que propriamente no processo de diálogo com o Ministério da Justiça.

Imóveis do programa Minha Casa Minha Vida também foram entregues sem problemas, com aliados e adversários do governo federal ocupando o mesmo espaço de forma civilizada.

O fato é que, por enquanto, divergências ideológicas e partidárias à parte, as interações entre Estado e União melhoraram de qualidade, com a temporária substituição da subordinação e do oportunismo por uma saudável noção de interdependência. A continuidade desse tipo de harmonia dependerá de muitos fatores, especialmente, com as pressões do calendário eleitoral, da forma como os programas, ações e obras federais serão trabalhadas pelas forças políticas estaduais. A tendência é que no próximo ano, os ânimos se acirrem.

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Confira como votaram os cearenses na criação do fundo eleitoral – e veja também quem deixou de votar

Por Wanfil em Política

05 de outubro de 2017

Foi aprovado na noite de ontem (quarta-feira) o projeto de lei que criou um fundo público eleitoral para financiar campanhas, estimado em R$ 1,7 bilhão. Daqui pra frente você caro leitor irá oficialmente bancar as eleições. Digo oficialmente porque a conta já era paga na maior parte dos casos, com dinheiro público desviado de contratos com entes públicos e de empresas estatais.

Dos 22 deputados federais do Ceará, oito votaram a favor do fundão, seis contra, um se absteve e sete simplesmente não votaram. Antes de prosseguir, uma observação: a votação não foi nominal. Os votos somente foram revelados por causa de um erro regimental do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na votação de um destaque.

Confira o posicionamento da bancada cearense:

FAVORÁVEIS AO FUNDÃO

André Figueiredo – PDT

Aníbal Gomes – PMDB

Chico Lopes – PCdoB

Danilo Forte – PSB

Domingos Neto – PSD

José Guimarães – PT

Odorico Monteiro – PSB

Vicente Arruda – PDT

CONTRÁRIOS AO FUNDÃO

Ariosto Holanda – PDT

Gorete Pereira – PR

Raimundo Gomes de Matos – PSDB

Ronaldo Martins – PRB

Vaidon Oliveira – PROS

Vitor Valim – PMDB

ABSTENÇÃO

Leônidas Cristino – PDT

DEIXARAM DE VOTAR

Moses Rodrigues – PMDB

Adail Carneiro – PP

Macedo – PP

Cabo Sabino – PR

José Airton Cirilo – PT

Luizianne Lins – PT

Genecias Noronha – SD

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Polícia Federal prende ex-governadores

Por Wanfil em Corrupção

23 de Maio de 2017

Calma, Ceará. Foi em Brasília. A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (23) os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT) na Operação Panatenaico.

A ação investiga corrupção nas obras de reforma do Estádio Mané Garrincha para Copa do Mundo de 2014. As prisões foram determinadas pela Justiça Federal no DF. É que ex-governador não tem foro privilegiado, não custa lembrar.

Nunca se viu algo assim na história brasileira. Políticos poderosos e grandes empresários acuados, investigados, denunciados e… mais cedo ou mais tarde, presos! Não só em Brasília.

Fica o alerta, a quem estiver preocupado: a PF trabalha cedinho.

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Falta combinar com os bielorrussos

Por Wanfil em Ceará

23 de novembro de 2016

Vinte e cinco governadores foram a Brasília pedir dinheiro ao presidente Michel Temer. Alguns estados quebraram, outros estão no limite. Como o governo federal também está em apuros, conseguiram apenas um alívio temporário com a divisão de recursos extras que pingaram no caixa da União. Em contrapartida, os governadores se comprometeram com a reforma previdenciária nos seus estados.

Mas enquanto Camilo Santana continuava sua rotina de peregrinações à Brasília em busca de verbas, o assessor Especial de Assuntos Internacionais do Estado, Antonio Balhmann, estava na Bielorrússia para falar com investidores sobre a conjuntura brasileira e o potencial para negócios internacionais do Ceará.

Com entusiasmo, o site do governo estadual fala sobre a possibilidade de uma fábrica de tratores se instalar no Ceará, embora não exista nada concreto a respeito, a não ser o agendamento de uma visita dos diretores da empresa ao Ceará. Quando? Ninguém diz.

Isso me fez lembrar do famoso episódio em que o jogador Garrincha, após ouvir o técnico da seleção brasileira explanar sobre um esquema perfeito para uma partida contra a seleção soviética, perguntou-lhe: “Tá legal, seu Feola, mas o senhor combinou isso com os russos?”.

A diferença é que a combinação com os bielorrussos é mais difícil ainda, pois estes muito provavelmente ja sabem como está a conjuntura brasileira e a quantas anda o nosso potencial para negócios. Sem contar que Camilo não conta com um secretário que corresponda, para o seu time, a um Garrincha.

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Que dia! Rombo de 120 bi aprovado, peregrinação por verbas e processo de impeachment acatado

Por Wanfil em Brasil

02 de dezembro de 2015

No mesmo dia em que o governador Camilo Santana, do PT, fez uma peregrinação na Esplanada dos Ministérios, em busca de uns trocados para a manutenção de serviços básicos essenciais, o Congresso Nacional aprovou a revisão da meta fiscal de 2015 (perdoando Dilma Rousseff pelo rombo de R$ 120 bilhões nas contas públicas), e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, acolheu o pedido de impeachment contra Dilma, feito com base nas chamadas pedaladas fiscais.

Um dia e tanto. Esses fatos, claro, estão conectados uns aos outros. O pedido de impeachment só foi aceito porque um acordão entre Cunha e o PT fracassou. Cunha pode ser cassado pelo Conselho de Ética da Câmara, por ter mentido sobre contas secretas na Suíça. Dilma corre o risco de perder o mandato por causa das pedaladas fiscais de sua gestão que arruinaram o país. Como não conseguiram se entender, o PT pediu investigação contra Cunha, que retaliou acatando o pedido de impeachment. A base de toda a confusão, note-se, foi o desarranjo na economia. Sem as pedaladas, o governo não poderia ser ameaçado. Sem corrupção na Petrobras, Cunha não teria as tais contas na Suíça.

E a meta fiscal? Ora, a sessão que aprovou a revisão, foi comandada por Renan Calheiros, outro peemedebista enrolado na Lava Jato, que conseguiu fazer seu acordo com o Planalto. Sabe-se lá o que ganhou para ajudar o governo dessa vez. O fato é que isso permitiu que Dilma não faça um corte maior no Orçamento neste final de ano.

Que dias! Crise econômica com recessão brutal, pedido de impeachment aceito, governadores e prefeitos pedindo dinheiro na porta de ministérios. Resta torcer para que esses acontecimentos cumpram o destino do famoso ditado: Deus escreve certo por linhas tortas.

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Saia justa: Camilo Santana e Eduardo Cunha, frente a frente

Por Wanfil em Política

15 de Abril de 2015

Em reunião com governadores do Nordeste, Cunha (na cabeceira) recebe Camilo Santana (o segundo, da esquerda para a direita). (Foto: divulgação no Twitter do deputado José Guimarães - PT).

Brasília: Eduardo Cunha (na cabeceira), algoz de Cid Gomes, recebe Camilo Santana (o segundo da esquerda para a direita), aliado do ex-ministro. (Foto: Twitter/José Guimarães)

É… A vida tem dessas coisas. O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), participou, nesta quarta-feira, em Brasília, de reunião entre governadores do Nordeste e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB. Aquele mesmo, acusado de ser achacador pelo então ministro da Educação Cid Gomes, numa sessão em que Camilo esteve presente, para prestar solidariedade ao ex-governador cearense.

O final da história, todos conhecem: no mesmo instante Eduardo Cunha exigiu a demissão de Cid no ministério e foi prontamente atendido.

É claro que um governador e o presidente da Câmara não precisam ser amigos ou aliados, mas é certo também que, eventualmente, circunstâncias de natureza institucional exijam uma aproximação para cuidar de temas de interesse público. Foi o caso dessa reunião com os governadores, que entre outros assuntos, tratou da polêmica sobre a possível troca do indexador das dívidas dos estados e municípios. Por isso, em razão desse mesmo motivo, é que gestores estaduais devem buscar preservar, como diria José Sarney, a liturgia do cargo, evitando atritos desnecessários.

Como Camilo se fez presente no plenário da Câmara em desagravo a Cid na sessão que custou o cargo do ex-ministro, ficou agora um certo constrangimento no ar, amenizado pelo fato de se tratar de uma pauta coletiva.

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Ministro Cid Gomes é salvo por uma traqueobronquite aguda

Por Wanfil em Política

12 de Março de 2015

Assim como o diretor da escola não acredita que Ferris Bueller estava doente, o deputado Eduardo Cunha desconfia da enfermidade de Cid.

Assim como o diretor da escola não acreditava que Ferris Bueller estava doente, o deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara, desconfia da enfermidade de Cid.

Quando o ministro da Educação, Cid Gomes, disse que a grande dificuldade do governo federal era ter que lidar com uns 300 ou 400 achacadores na Câmara dos Deputados, certamente não imaginou o tamanho da encrenca em que se meteria.

Convocado pelos parlamentares a dar explicações ontem, quarta-feira, dia 11, o ex-governador do Ceará não compareceu por motivos de saúde, estando, inclusive, internado para tratamento de “sinusite, traqueobronquite aguda e pneumopatia”, conforme boletim médico do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Havia uma expectativa sobre a postura de Cid: se confirmasse as declarações em plenário, aumentaria a crise política que abala a gestão Dilma; se pedisse desculpas, vestiria a carapuça de bravateiro. Se confirmasse e não fosse desautorizado pela presidente, o governo estaria ratificando a opinião do ministro; se fosse advertido publicamente pela chefa e ainda assim não se retratasse, a demissão seria inevitável. O impasse não foi resolvido, mas Cid ganhou um tempinho.

Desconfiança
Embora a internação tenha sido confirmada pelo Sírio-Libanês, para os deputados, a coincidência de ser internado justamente na véspera do dia em que falaria aos deputados, deixou no ar a impressão de manobra para não ir ao Congresso. Por isso, em resposta, a Câmara quer criar uma comissão de parlamentares médicos para conferir a veracidade da doença ou exigir um laudo médico para dirimir dúvidas. Um constrangimento desconcertante, como poucas vezes se viu.

Teto de vidro
Muita gente concorda com o que Cid disse sobre os deputados. Particularmente, também não confio na maioria dos congressistas, mas não creio na tese do achacamento, pois assim o governo federal ficaria na condição de vítima impotente de vícios alheios e não de comparsa de seus aliados.

O problema é que ao externar sua opinião, o ministro criou uma saia justa para o governo, que precisa como nunca aprovar o pacote de maldades na economia para cobrir o rombo nas contas públicas. Além do mais, quem tem teto de vidro não joga a primeira pedra: a maioria dos 39 ministérios do governo do qual Cid faz parte foram loteados no balcão de negócios do “toma lá, dá cá” institucionalizado em Brasília.

Dessa lambança toda, o fato mais evidente é que no momento o ministro da educação virou uma dor de cabeça para o Planalto. Se não tomar cuidado, a traqueobronquite aguda que agora ajudou Cid, poderá, logo ali adiante, lhe custar o cargo.

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Mensalão em Fortaleza, mensalão em Brasília… Afinal, o que é o mensalão?

Por Wanfil em Corrupção

04 de Maio de 2012

D. Sebastião, o rei português desaparecido em batalha no séc. 16, que deu origem ao termo sebastianismo: a falsa esperança de que a realidade mude a partir de um evento. Não é assim que funciona.

O Ministério Público pediu ao  Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) uma auditoria nas emendas repassadas pela prefeitura de Fortaleza aos vereadores da capital entre os anos de 2010 e 2011. O objetivo é investigar um suposto mensalão na Câmara de Vereadores de Fortaleza.

Paralelamente, há grande expectativa sobre o desfecho do mensalão original, aquele denunciado por Roberto Jefferson, derrubou José Dirceu, que poderá ser julgado ainda neste semestre no Supremo Tribunal Federal.

Esperança vã

Os mais indignados com a corrupção alimentam a esperança de que esses processos sirvam de lição aos corruptos. Alguns, mais inocentes ainda, anseiam pelo resgate da aura esquerdista carregada por partidos que alardeavam ter o monopólio da ética. Querem voltar a ser especiais, numa espécie de sebastianismo ideológico (Ver definição abaixo ou no link).

Ainda que nos dois casos as acusações sejam comprovadas e todos os envolvidos sejam punidos, é preciso dizer, para o desencanto geral, que  isso não representará nada mais do que um mero arranhão no invólucro da estrutura de poder vigente, que protege o seu núcleo, a hegemonia cultural da esquerda brasileira, patrocinadores dos mensalões em vigor. No mínimo, alguns soldados da infantaria poderão cair; no máximo, um oficial condecorado, como o próprio Dirceu, pode ser abatido, embora permaneça influente nas altas esferas do poder.

Os mensalões da vida serão vistos como pequenas nódoas derivadas de eventuais desvios particulares, crimes levados a efeito por agentes que se desviaram do caminho, nunca como método de conquista e consolidação de poder, de enriquecimento pessoal e partidário.

A verdadeira novidade

É bem verdade que a corrupção e a compra de parlamentares existem no Brasil desde antes da proclamação da República. A novidade é que a revelação destes crimes agora não abala em nada o prestígio moral de seus maiores beneficiários: presidentes, governadores ou prefeitos. Sarney percebeu a mudança de eixo, se mostrou aliado útil, e de vilão nacional foi alçado por Lula à condição de “brasileiro incomum”.

A reputação de partidos de esquerda que cresceram prometendo mudar “tudo o que está aí”, mas que agora se beneficiam dos métodos que antes condenavam, continuará preservada nos ambientes de influência cultural: escolas/universidades, redações e sindicatos. Bandido é o Bolsonaro, não o Romero Jucá ou o João Paulo Cunha.

Mensalão atual e os mensalões do passado

A diferença entre o mensalão atual e os mensalões de sempre está na força política de seus operadores. Leia mais

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Mensalão em Fortaleza, mensalão em Brasília… Afinal, o que é o mensalão?

Por Wanfil em Corrupção

04 de Maio de 2012

D. Sebastião, o rei português desaparecido em batalha no séc. 16, que deu origem ao termo sebastianismo: a falsa esperança de que a realidade mude a partir de um evento. Não é assim que funciona.

O Ministério Público pediu ao  Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) uma auditoria nas emendas repassadas pela prefeitura de Fortaleza aos vereadores da capital entre os anos de 2010 e 2011. O objetivo é investigar um suposto mensalão na Câmara de Vereadores de Fortaleza.

Paralelamente, há grande expectativa sobre o desfecho do mensalão original, aquele denunciado por Roberto Jefferson, derrubou José Dirceu, que poderá ser julgado ainda neste semestre no Supremo Tribunal Federal.

Esperança vã

Os mais indignados com a corrupção alimentam a esperança de que esses processos sirvam de lição aos corruptos. Alguns, mais inocentes ainda, anseiam pelo resgate da aura esquerdista carregada por partidos que alardeavam ter o monopólio da ética. Querem voltar a ser especiais, numa espécie de sebastianismo ideológico (Ver definição abaixo ou no link).

Ainda que nos dois casos as acusações sejam comprovadas e todos os envolvidos sejam punidos, é preciso dizer, para o desencanto geral, que  isso não representará nada mais do que um mero arranhão no invólucro da estrutura de poder vigente, que protege o seu núcleo, a hegemonia cultural da esquerda brasileira, patrocinadores dos mensalões em vigor. No mínimo, alguns soldados da infantaria poderão cair; no máximo, um oficial condecorado, como o próprio Dirceu, pode ser abatido, embora permaneça influente nas altas esferas do poder.

Os mensalões da vida serão vistos como pequenas nódoas derivadas de eventuais desvios particulares, crimes levados a efeito por agentes que se desviaram do caminho, nunca como método de conquista e consolidação de poder, de enriquecimento pessoal e partidário.

A verdadeira novidade

É bem verdade que a corrupção e a compra de parlamentares existem no Brasil desde antes da proclamação da República. A novidade é que a revelação destes crimes agora não abala em nada o prestígio moral de seus maiores beneficiários: presidentes, governadores ou prefeitos. Sarney percebeu a mudança de eixo, se mostrou aliado útil, e de vilão nacional foi alçado por Lula à condição de “brasileiro incomum”.

A reputação de partidos de esquerda que cresceram prometendo mudar “tudo o que está aí”, mas que agora se beneficiam dos métodos que antes condenavam, continuará preservada nos ambientes de influência cultural: escolas/universidades, redações e sindicatos. Bandido é o Bolsonaro, não o Romero Jucá ou o João Paulo Cunha.

Mensalão atual e os mensalões do passado

A diferença entre o mensalão atual e os mensalões de sempre está na força política de seus operadores. (mais…)