Bolsonaro Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Bolsonaro

Camilo Santana divide palanque com bolsonaristas em evento no Ceará

Por Wanfil em Política

20 de Março de 2019

Gustavo Canuto ladeado por Camilo Santana (PT) e André Fernandes (PSL). (Foto: Min. do Desenvolvimento Regional)

Os tempos realmente são outros. O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e o governador Camilo Santana (PT), entregaram nesta quarta-feira obras do programa Minha Casa Minha Vida em Fortaleza.

Em passado recente, deputados e vereadores da base aliada no Ceará disputavam cada centímetro de palanques armados para a solenidades dessa natureza. Agora é diferente. Pelo PT, apenas Camilo Santana. E pelo PDT compareceram, representando instituições, o prefeito Roberto Cláudio; o presidente da Assembleia Legislativa, José Sarto; o presidente da Câmara de Vereadores, Antônio Henrique; e o secretário estadual das Cidades, Zezinho Albuquerque.

O líder da bancada cearense na Câmara dos Deputados, Domingos Neto (PSD), também esteve no local, mas é figura neutra, já que sai governo, entra governo, é sempre governista. Nesse caso, o critério de convicções partidárias ou programáticas não conta.

Por falar em posicionamento político, outra parte do palanque estava ocupado por adversários dos Ferreira Gomes e do PT. O deputado federal Heitor Freire e pelos deputados estaduais André Fernandes e Delegado Cavalcante, todos do PSL, partido de Jair Bolsonaro, acompanharam o ministro. Aliás, uma imagem ilustrativa desse novo momento é ver Fernandes (que “viralizou” nas redes com um vídeo em que chamou o governador de frouxo) praticamente ao lado de Camilo.

O compartilhamento de palanques entre governistas e parlamentares opositores no Ceará não acontecia desde o governo de Lúcio Alcântara, então no PSDB, enquanto o governo federal estava com o PT. Por enquanto, o PSL trabalha para mostrar protagonismo. É preciso ver se eventuais alianças para as eleições do ano que vem podem levar outros partidos para as inaugurações e entregas federais.

De resto, apesar das diferenças políticas, tanto o governador Camilo Santana como o ministro Gustavo Canuto mostraram jogo de cintura, evitando constrangimentos e preservando a institucionalidade. É o que se espera de autoridades, sem que isso deixe de representar um importante sinal de alteração na correlação de forças partidárias no Ceará.

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Pornografia política explícita

Por Wanfil em Crônica

07 de Março de 2019

Muito debate, pouca serventia

A polêmica sobre o vídeo compartilhado pelo presidente Jair Bolsonaro, com três pessoas expondo nudez e mau gosto estético em via pública, com direito a um escatológico e grotesco banho de urina, mostra que até a pornografia na política brasileira também está a degenerar. O governo soltou nota com explicações, lideranças da oposição afetaram indignação.

Antes, desde tempos imemoriais, a variante política da pornografia na política era produzida como segredo como instrumento de chantagem, sedução, intriga, aliança ou manipulação. Agora é objeto de debates abertos. O que digo aqui é que pelo menos o distinto público era, no passado, poupado do conteúdo explícito desses espetáculos. A pornografia na política se limitava, para os de fora, ao seu caráter metafórico, aquela licenciosidade grupal de políticos e apaniguados com as indecências do poder.

Pois bem, obsessões que deveriam estar confinadas a espaços reservados, secretos, íntimos, agora estão nas ruas e nas redes sociais. “Tanto melhor”, dirão alguns, “que sejam desmascaradas”. Não sei, não. Algo me diz que tanta exposição pode atiçar os piores instintos da política nacional. Receio ter pesadelos com o Brasil inundado por uma ininterrupta e degradante golden shower.

Nada contra criticar ou defender certas práticas. O que impressiona é a dimensão que o assunto – convenhamos, sem importância real – tomou. E mais: no vídeo que agora centraliza o debate público no Brasil, curiosamente, há uma sintomática inversão de papéis. A direita cuidou de divulgar a imoralidade abjeta que condena e a esquerda se pôs a criticar algo que fere os bons costumes. Os reacionários não resistem a um vídeo pornográfico e nossos progressistas, que adoram cantar as glórias das liberdades sexuais e denunciam a suposta hipocrisia dos padrões normativos celebrados pelo conservadorismo, pedem o impeachment do presidente por quebra de decoro. Decoro!

Antes que me apedrejem, não generalizo direita e esquerda, mas é impossível particularizar, uma vez que os mais engajados na discussão formam verdadeiras legiões cuja ansiedade de expor o adversário é capaz de agredir até mesmo a lógica dos princípios que juram, cada uma, defender.

Há nisso boa dose de alucinação de parte a parte, afinal, se pensarmos bem, quem é que ainda se escandaliza com o uso da pornografia ou da nudez com a intenção de chocar o espírito conservador do brasileiro? De tão comuns de serem expostos, o escândalo, o sexo, a corrupção (variante pornográfica muito praticada ainda) e a sujeira política perderam o impacto no Brasil.

Por isso tudo é que o obsceno esforço de governistas e opositores, na falta de ideias melhores e de intimidade com soluções para os problemas reais e urgentes da nação, não passa de uma espécie de orgia acusatória onde os participantes se esbaldam com a voracidade típica das taras mais arraigadas.

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Ciro Gomes ocupa vazio deixado por Fernando Haddad

Por Wanfil em Política

25 de Fevereiro de 2019

Ciro Gomes na Tribuna Bandnews: a polêmica como estratégia – (Foto – divulgação)

Entrevista com Ciro Gomes é garantia de boas manchetes e de audiência. Não tem mistério. Claro que nesta segunda (25), na Tribuna Bandnews e com minha singela participação (de branco na foto), não foi diferente.

Como quase sempre também a repercussão na internet destacou sobretudo o estilo polêmico do entrevistado, pródigo em criar frases de efeito. Por causa disso, muitas vezes, a estratégia que orienta o discurso fica em segundo plano ou acaba ignorada nas avaliações feitas sobre o que foi dito.

Críticas disparadas contra a gestão do presidente Jair Bolsonaro e suas disputas internas, o vice Hamilton Mourão, a reforma da Previdência, a crise na Venezuela e o Partido dos Trabalhadores, formam uma superfície agitada que encobre objetivos mais profundos. Se repararmos bem, aos poucos Ciro vai ocupando – na imprensa e na opinião pública – o espaço que naturalmente deveria ser do petista Fernando Haddad, adversário de Bolsonaro no segundo turno.

Tudo isso, não se enganem, é feito, de forma legítima, com método. Ciro procura discordar do governo a partir de ações ou medidas específicas e potencialmente desgastantes, evitando assim o campo retórico de discussões como as que tratam do aborto ou da educação sexual nas escolas. E ao insistir nos ataques ao PT, reforça junto a uma grande parte do eleitorado de esquerda que o partido perdeu as condições de ser a referência desse campo ideológico.

Concordando ou discordando das leituras colocadas por Ciro – e isso é o de menos agora -, o fato há um imenso vazio de voz na oposição que ele procura preencher. Se vai conseguir é outra conversa, mas até o momento parece ser o único se movimentando nesse sentido. Na política, como todos sabem, não existe vácuo.

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Reunião dos governadores do NE e condenação de Lula no mesmo dia: coincidência ilustrativa

Por Wanfil em Política

06 de Fevereiro de 2019

Governadores do NE reunidos em Brasília: do passado lulista, restou apenas a parede vermelha – Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Existem coincidências que ilustram melhor alguns movimentos políticos do que até mesmo a melhor das propagandas.

Nesta quarta-feira, dia em que Lula foi condenado outra vez, agora pelo caso do sítio em Atibaia, os governadores do Nordeste, lulistas e de esquerda, se reuniram na sede do escritório da representação do governo do Ceará, em Brasília, para criar estratégias conjuntas de desenvolvimento econômico e para avaliarem as propostas de reforma da Previdência e de combate ao crime anunciadas pelo governo federal.

O grupo se notabilizou no ano passado por cartas e declarações em apoio a Lula e com críticas aos tribunais que o condenaram. Chegaram a ser barrados quando tentaram visitar o líder na cadeia, em episódio desnecessário e constrangedor, porém, compreensível. A convergência entre o apelo eleitoral do lulismo na região e os vínculos políticos justificavam o posicionamento, a despeito dos escândalos e das condenações por corrupção.

Agora as circunstâncias são outras. Lula está definitivamente fora do jogo. PT e MDB perderam espaços. Moro é ministro e Bolsonaro presidente. A reunião foi de manhã e a nova condenação foi divulgada à tarde. Mas Lula já tem a condição de preso. Não houve, antes, durante ou após o encontro, protestos, notas em desagravo ou vídeos de indignação. É que um novo sentido de sobrevivência mantém o grupo unido: opositores a atual gestão, mas dependentes do governo federal, a ação conjunta é a melhor estratégia para ganhar evidência e ter algum peso de interlocução.

É vida que segue e daquele passado recente que animava as ações do fórum de governadores nordestinos restou apenas a parede vermelha da foto. Sai o ativismo partidário-ideológico-eleitoral, entra o pragmatismo administrativo.

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Saiba quem não é Olavo de Carvalho

Por Wanfil em convidado

28 de novembro de 2018

Texto do jornalista e amigo Bruno Pontes especialmente para o blog, que aborda o recente interesse da imprensa brasileira sobre a figura do filósofo Olavo de Carvalho, uma das referências intelectuais influentes na futura gestão Jair Bolsonaro. Boa leitura.

Olavo de Carvalho: conhecido por quem leu seus livros e mais ainda pelos que nunca os leram (Foto: divulgação)

Saiba quem não é Olavo de Carvalho

Li artigos recentes, inclusive na imprensa cearense, alguns assinados e outros anônimos, apresentando Olavo de Carvalho ao público. Se eu já não conhecesse o filósofo, o máximo que conseguiria, ao sair da leitura desses artigos, seria não uma introdução ao Olavo real, mas àquele fantasiado na imaginação dos articulistas, que, a julgar pelo que escrevem, querem apresentar um autor do qual não leram os livros.

Uma norma de redação no jornalismo de esquerda é introduzir Olavo com os rótulos de “ex-astrólogo” e filósofo “autodenominado”. O primeiro busca explorar a imagem popular da astrologia como ocupação de lunáticos e/ou trapaceiros (algo como “Olavo de Carvalho traz o seu amor de volta em sete dias”). Olavo estudou o assunto por vinte anos. Segundo ele:

“A astrologia não é nem uma ciência nem uma pseudociência. É um PROBLEMA CIENTÍFICO atemorizante e fascinante, que ainda mal chegou a ser formulado, quanto mais estudado. Tudo quanto escrevi a respeito é uma tentativa de formulá-lo. Pessoas que não são capazes nem mesmo de imaginar que há um problema a formular são as que mais têm opiniões definitivas a respeito.” (https://olavodecarvalhofb. wordpress.com/2016/11/24/a- astrologia/)

É um assunto que atraiu a curiosidade e o estudo de gente como Giordano Bruno, Fernando Pessoa, Carl Jung e Renato Janine Ribeiro, que nunca serão tratados com deboche por causa disso nem terão seus currículos nos jornais iniciados com o carimbo de “ex-astrólogos”.

Platão: filósofo autodenominado?

O segundo rótulo, filósofo “autodenominado”, denuncia uma mancha terrível no caráter do Olavo: falta a ele um diploma de filosofia expedido pelo MEC, esse instrumento essencial na busca do conhecimento, sem o qual nada vale uma obra escrita que se estende por trinta anos e é reconhecida por gente adulta da filosofia no mundo, dentre a qual, para ficar num exemplo mais recente, Wolfgang Smith, autor de O Enigma Quântico.

Mas a imprensa trata Márcia Tiburi como filósofa sem aspas, já que além de ter diploma ela vota no PT.

(Enquanto isso, lá no outro mundo, as almas de Sócrates e Platão se queixam entre si: “Foi muito azar nosso nascer antes do advento das universidades, não foi não? Poderíamos ter virado filósofos de verdade…”)

Se não sai no jornal, não existe

Outra atitude comum na imprensa esquerdista é tratar como insignificâncias risíveis as realidades palpáveis analisadas pelo Olavo. Por exemplo: o globalismo. Um fato da vida promovido, denunciado, estudado, discutido e reconhecido como tal por intelectuais e agentes políticos em todo o mundo, desde há vários anos. Mas os jornalistas que não conhecem o assunto nem na superfície resolvem o problema dando aquele sorrisinho sarcástico de quem manja das coisas.

As idéias que estão fora do repertório de assuntos dos jornalistas contemporâneos são tratadas por eles como esquisitices cômicas ou indícios de malignidade. É aquele velho pressuposto já tantas vezes observado pelo Olavo: a ignorância como fonte de autoridade intelectual. Se eu nunca ouvi falar de uma coisa, se meus amigos nunca falaram dessa coisa, e se essa coisa nunca apareceu no jornal, é porque essa coisa não existe.

Todos os textos na imprensa que pretendem apresentar Olavo de Carvalho não têm uma coisa em comum: uma avaliação de sua obra. Um confronto com as teses. Apenas mentiras, distorções maliciosas, truques infantis à base de jargões. “Ex-astrólogo” pra cá, “ex-astrólogo” pra lá. “Ultra” isso e “ultra” aquilo. Existe algum jornalista de esquerda que tenha lido um livro do Olavo e se disponha a julgá-lo com a consciência honesta? Talvez seja pedir demais. Um dos artigos que li conseguiu errar até a ordem cronológica das obras.

Bruno Pontes, jornalista

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Governadores do NE cobram Bolsonaro por atrasos e omissões de governos anteriores

Por Wanfil em Política

21 de novembro de 2018

Governadores do NE reunidos em Brasília. Foto: Facebook / Camilo Santana

Governadores eleitos e reeleitos do Nordeste estiveram em Brasília nesta quarta-feira para combinar um pauta regional a ser apresentada ao presidente eleito Jair Bolsonaro, provavelmente em dezembro. Participou ainda do encontro o presidente do Senado, Eunício Oliveira.

Depois da reunião divulgaram uma carta em que cobram da próxima gestão algumas pendências deixadas por governos anteriores, como a “retomada urgente de obras”, “um Pacto Nacional pela Segurança Pública” em que o governo federal assuma ações contra “assaltos a bancos, tráfico de armas e explosivos, atuação de facções criminosas” e ” a viabilização de fontes financeiras para reequilíbrio do pacto federativo, uma vez que Estados e Municípios sofreram drasticamente com a recessão econômica”.

São pedidos pertinentes, e quem assume um governo tem que ser chamado à responsabilidade, mas ainda carecem de contrapartidas para ganhar consistência política. Sinalizar por exemplo, com o apoio das bancadas dos seus estados à reforma da Previdência, prioridade para a nova gestão que herda uma grave situação fiscal, seria interessante para iniciar o diálogo. Eis um trunfo que pode ser bem trabalhado. Caso contrário, fica parecendo jogo de cena.

Além do mais, não é de hoje que os governadores do Nordeste atuam POLITICAMENTE em conjunto. Já repudiaram, em nota, o impeachment de Dilma Rousseff, em desapreço a uma decisão do legislativo, e criticaram setores do judiciário por causa da condenação de Lula, a quem desejaram, sem sucesso, visitar na cadeia. Coincidentemente, durante as gestões de Lula e Dilma, os governadores nunca assinaram cartas ou notas, nem mesmo se reuniram, para protestar contra atrasos de obras ou contra o avanço da criminalidade na região.

Tentam agora compensar o tempo perdido e mesmo assim continuam a perder tempo. Bolsonaro poderia ter recebido pessoalmente os pedidos na semana passada quando se reuniu com governadores eleitos e reeleitos de outras regiões, evento boicotado justamente pelos governadores do Nordeste, com exceção do Piauí. Sem contar que Eunício Oliveira andou se estranhando com o novo governo por causa de pautas bombas.

Dessa forma, o risco de prejudicar articulações junto aos ministérios por causa de conveniências partidárias é grande. É preciso entender que a eleição acabou e que ações sem objetividade representam, nesse instante, desgaste desnecessário.

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Cid mostra como fazer oposição

Por Wanfil em Política

19 de novembro de 2018

Cid Gomes – (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)

Em entrevista ao jornal o Estado de São Paulo, o senador eleito Cid Gomes (PDT) falou sobre a formação de uma frente de partidos que não sejam “nem oposição sistemática nem situação automática”.

Por oposição sistemática, entenda-se PT, que de acordo com Cid, tem “posição histórica” nesse sentido “quando não são eles no governo”. A proposta, resumindo, é criar um centro de oposição responsável, programática e suprapartidária, para fiscalizar e analisar as propostas e projetos do novo governo.

Sobre isso, dois pontos a observar. Primeiro, o PDT continua a bater mais no PT do que em Bolsonaro; segundo, a ideia deveria ser vir de inspiração para a oposição no Ceará, esvaziada na última legislatura pela cooptação descarada promovida pelos aliados PT e PDT (ainda parceiros no estado). De 14 deputados estaduais opositores eleitos na primeira gestão de Camilo Santana (PT), restaram apenas seis nessa condição ao final do mandato. MDB, PR e SD mudaram de lado. Agora, para a segunda gestão, foram eleitos oito para a oposição.

É isso. Sem uma estratégia para sobreviver, sem um plano de atuação que mantenha vivo o debate político, a oposição tende a ser engolida pela agenda oficial. Cid Gomes aponta um caminho para mobilizar atenções no Congresso. Por aqui, a oposição pode propor uma frente parlamentar que não seja “oposição sistemática” e que possa contar, eventualmente, com nomes que não sejam “situação automática”.

Se isso é bom para o Brasil, por que não seria para o Ceará?

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Pesquisa mostra Ciro Gomes como alvo de concorrentes na disputa por vaga no 2º turno

Por Wanfil em Pesquisa

10 de setembro de 2018

O levantamento FSB/BTG Pactual mostra Jair Bolsonaro (PSL) com 30% (tinha 26% antes do atentado) e Ciro Gomes (PDT)  isolado na segunda posição com 12% (mesmo percentual da pesquisa divulgada semana passada). Na disputa pelo terceiro lugar estão Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), empatados com 8%.

Os números mostram que a briga nesse momento é por uma vaga no segundo turno contra Bolsonaro. Com a saída de Lula do páreo, Ciro subiu. Em situações assim, com muitos candidatos dividindo o eleitorado, a tendência é que as atenções dos que estão em terceiro se voltem contra Ciro para impedir que ele cresça mais e, se possível, reduzir seu índice. É o que chamam de desconstrução.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com Antônio Cambraia, então no PSDB, e Inácio Arruda (PCdoB) nas eleições para a prefeitura de Fortaleza em 2004, que acabaram atropelado por Luizianne Lins (PT), que não estava entre os favoritos.

As circunstâncias e as dimensões são bem diferentes, é claro, mas conversando com estrategistas à época, todos foram unanimes em avaliar que Cambraia subiu cedo demais nas pesquisas, virando alvo dos concorrentes. Foi também o que aconteceu com Marina, em 2014, duramente atacada pelo PT após subir nas pesquisas.

Agora, no domingo (9), durante o primeiro debate depois do atentado contra Bolsonaro, realizado pela TV Gazeta, Jovem Pan e pelo Jornal o Estado de São Paulo, Ciro foi indagado pela mesma Marina sobre os péssimos índices de segurança no Ceará. Não foi por acaso. Os adversários sabem que esse é um ponto fraco a ser explorado. Ciro foi consultor informal na secretaria de Segurança na gestão de Cid.

É só o começo.

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Ibope: Marina lidera no Nordeste, seguida de perto por Ciro e Bolsonaro

Por Wanfil em Pesquisa

28 de junho de 2018

Ibope: Marina Silva surpreende no NE (Foto: José Cruz/ Agência Brasil)

Na pesquisa Ibope/CNI para a eleição presidencial, divulgada nesta quinta-feira, os cinco candidatos melhor colocados no cenário sem Lula, o mais provável pois o ex-presidente é ficha-suja, são estes:

Jair Bolsonaro (PSL): 17%
Marina Silva (Rede): 13%
Ciro Gomes (PDT): 8%
Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
Álvaro Dias (Podemos): 3%

No cenário com Lula, que registrou 33% das intenções, Ciro sobe de 4% para 8% e Marina de 7% para 13%. A candidata, portanto, é que mais cresce com a ausência do petista, apesar de Ciro ser o pré-candidato que mais tem se esforçado para ocupar espaços na mídia.

Voltando ao cenário sem Lula, e considerando que a margem de erro é de 2%, podemos dizer que no limite Bolsonaro e Marina empatam tecnicamente na ponta, seguidos por Ciro e Alckmin, também empatados, num segundo bloco.

Quando a pesquisa é segmentada por região, o Nordeste tem os seguintes números:

Marina Silva (Rede): 16%
Ciro Gomes (PDT): 14%
Jair Bolsonaro (PSL): 10%
Geraldo Alckmin (PSDB): 4%
Álvaro Dias (Podemos): 1%

Ciro consegue se afastar de Alckmin na região de seu domicílio eleitoral, mas não lidera. O Nordeste é também a única região em que Marina, que é do Norte (que na pesquisa se junta ao Centro-Oeste), fica à frente. No Sudeste, Bolsonaro, deputado pelo Rio de Janeiro, lidera com 19%. Por lá Marina tem 11%, Alckmin aparece com 8% e Ciro com 5%.

Confira o desempenho dos cinco primeiros colocados por região:

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Datafolha: Joaquim Barbosa, mesmo sem fazer campanha, embola o jogo com Alckmin e Ciro

Por Wanfil em Pesquisa

16 de Abril de 2018

Joaquim Barbosa, sem viagens, palestras, vídeos ou redes, aparece empatado ou à frente de candidatos profissionais. Por quê?

O Instituto Datafolha divulgou nova pesquisa para a corrida presidencial, a primeira depois da prisão de Lula. Foram testados vários cenários.

Com Lula na disputa:

Lula (PT) – 31%
Bolsonaro (PSL) – 15%
Marina Silva (Rede) – 10%
Joaquim Barbosa (PSB) – 8%
Geraldo Alckmin (PSDB) – 6%
Ciro Gomes (PDT) – 5%

A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. De todo modo, não deixa de ser uma surpresa ver Joaquim Barbosa embolado com candidatos que estão em campanha há muito tempo. Seu nome já havia sido cogitado em levantamentos anteriores (tinha 5% em janeiro), mas sem muito destaque. Bastou o anúncio de sua filiação ao PSB, na semana passada, para que ele subisse na pesquisa.

No cenário sem Lula:

Bolsonaro (PSL) – 17%
Marina Silva (Rede) – 15%
Ciro Gomes (PDT) – 9%
Joaquim Barbosa (PSB) – 9%
Geraldo Alckmin (PSDB) – 7%
Álvaro Dias (Podemos) – 5%
Fernando Haddad – 2%

Mesmo com a ausência de Lula, Barbosa segue em terceiro, em empate numérico com Ciro e empate técnico com Alckmin. Ciro tem no Ceará sua base e o tucano em São Paulo. Possuem partidos com história e bancadas fortes no Congresso. Joaquim é silêncio, é memória da época em que atuou no julgamento do Mensalão.

É sinal de que a imagem de um candidato de fora do meio política – os outsiders como dizem os especialistas –, continua com considerável potencial. Especialmente se tiverem tempo de TV e acesso ao fundo eleitoral. Essa condição, por si, não garante que sejam bons candidatos ou bons gestores, ou que não venham a sê-los, isso é óbvio. Não é imperativo moral. Em certos casos, pode ser um tiro no escuro. Porém, se isso pode dar destaque a um determinado candidato, é porque reafirma a existência de uma demanda: a dos eleitores cansados, decepcionados, desconfiados e irritados com os mesmos candidatos de sempre.

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Datafolha: Joaquim Barbosa, mesmo sem fazer campanha, embola o jogo com Alckmin e Ciro

Por Wanfil em Pesquisa

16 de Abril de 2018

Joaquim Barbosa, sem viagens, palestras, vídeos ou redes, aparece empatado ou à frente de candidatos profissionais. Por quê?

O Instituto Datafolha divulgou nova pesquisa para a corrida presidencial, a primeira depois da prisão de Lula. Foram testados vários cenários.

Com Lula na disputa:

Lula (PT) – 31%
Bolsonaro (PSL) – 15%
Marina Silva (Rede) – 10%
Joaquim Barbosa (PSB) – 8%
Geraldo Alckmin (PSDB) – 6%
Ciro Gomes (PDT) – 5%

A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. De todo modo, não deixa de ser uma surpresa ver Joaquim Barbosa embolado com candidatos que estão em campanha há muito tempo. Seu nome já havia sido cogitado em levantamentos anteriores (tinha 5% em janeiro), mas sem muito destaque. Bastou o anúncio de sua filiação ao PSB, na semana passada, para que ele subisse na pesquisa.

No cenário sem Lula:

Bolsonaro (PSL) – 17%
Marina Silva (Rede) – 15%
Ciro Gomes (PDT) – 9%
Joaquim Barbosa (PSB) – 9%
Geraldo Alckmin (PSDB) – 7%
Álvaro Dias (Podemos) – 5%
Fernando Haddad – 2%

Mesmo com a ausência de Lula, Barbosa segue em terceiro, em empate numérico com Ciro e empate técnico com Alckmin. Ciro tem no Ceará sua base e o tucano em São Paulo. Possuem partidos com história e bancadas fortes no Congresso. Joaquim é silêncio, é memória da época em que atuou no julgamento do Mensalão.

É sinal de que a imagem de um candidato de fora do meio política – os outsiders como dizem os especialistas –, continua com considerável potencial. Especialmente se tiverem tempo de TV e acesso ao fundo eleitoral. Essa condição, por si, não garante que sejam bons candidatos ou bons gestores, ou que não venham a sê-los, isso é óbvio. Não é imperativo moral. Em certos casos, pode ser um tiro no escuro. Porém, se isso pode dar destaque a um determinado candidato, é porque reafirma a existência de uma demanda: a dos eleitores cansados, decepcionados, desconfiados e irritados com os mesmos candidatos de sempre.