bandidos Archives - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

bandidos

Os bandidos de Sobral

Por Wanfil em Segurança

30 de junho de 2016

A população de Sobral foi surpreendida na última terça-feira por uma inusitada passeata de bandidos, que celebravam um acordo de paz entre gangues de traficantes.

Para quem não é do Ceará, Sobral é uma das principais cidades do Estado, situada na região norte, famosa por ser o berço da família de Ciro Gomes. Na ocasião, quase cem pessoas foram presos por incitação ao crime.

Em entrevistas, tanto o prefeito Veveu Arruda como o governador Camilo Santana, ambos do PT, sugeriram que o episódio poderia ter ligação com interesses eleitorais.

Hã? Como assim? Naturalmente, seus opositores farão criticas, uma vez que não se tem notícia de outro caso igual. Agora, daí a insinuar que o desfile de criminosos tenha sido articulado e coordenado por políticos ou partidos, há uma grande distância. Quais são os indícios? O que a polícia diz? Por que não prendem os supostos responsáveis? Até o momento, não existem fatos concretos que autorizem as ilações de Veveu e Camilo.

Vale lembrar ainda que esse tipo de bandido não precisa de voto. Isso é para outra categoria.

No mais, além de inútil, essa conversa faz lembrar a gestão do ex-governador Cid Gomes. Toda vez que os índices de violência pioravam, o governo se justificava com acusações genéricas contra adversários políticos, como se fossem vítimas indefesas de forças poderosas agindo nas sombras. Milícias, um ou outro deputado, inimigos que em breve seriam desmascarados. Deu no que deu.

Publicidade

Alex Gardenal para deputado federal! Fernandinho Beira-Mar para senador!

Por Wanfil em Brasil, Corrupção

30 de agosto de 2013

O título do post pode parecer um tanto exagerado, eu sei, algo que acena para uma situação ao estilo “realismo fantástico”, misturando  nomes de personagens reais com fatos impossíveis ou malucos. Mas quantas vezes a realidade não surpreende a fantasia? Quem imaginaria um país onde criminosos condenados em tribunal de última instância pudessem manter seus cargos no parlamento, a Casa da Democracia? Nata mais natural, portanto, do que conjecturar sobre as consequências dessa novidade. Qual seria o próximo passo dessa experiência inclusiva? Ora, permitir que criaturas com essas prerrogativas possam disputar eleições.

Cada partido, para demonstrar que não tem preconceito contra a classe presidiária e que reza pela cartilha politicamente correta, escolheria um bandido para oferecer-lhe uma candidatura (melhor ainda se for com financiamento público, como querem os nossos políticos). Seria uma aposta no potencial humano, na recuperação social desse excluído pelo sistema, colocado em situação provisória de privação de liberdade, como dizem os defensores da bandidagem em geral.

Parece fantasioso demais? Bom, os deputados da Câmara Federal entendem que a condição de presidiário não é relevante para cassar o mandato do tal deputado Natan Donadon, de Rondônia. Então, sendo assim, como dizer a um Alex Gardenal ou a Fernandinho Beira-Mar que eles não podem aspirar a uma carreira na política? O que argumentaríamos? Que eles são criminosos? Que foram condenados? Que estão presos? Pois é.

O Brasil é uma loucura. Políticos, como toda categoria, ou coletivo (outra expressão bem ao gosto do pensamento influente do momento), são corporativistas. Vamos, portanto, direto ao ponto. Por que não cassaram o tal Donadon? Simples. Por dois motivos: 1) para não abrir precedente, de forma a livrar a cara, mais adiante, de dois parlamentares condenados no caso do mensalão: José Genoino e João Paulo Cunha, ambos do PT; 2) por cumplicidade, pois Suas Excelências nunca sabem o dia de amanhã. Vai que alguém é condenado por uma pequena corrupção aí e depois querem lhe tirar o mandato? Melhor acabar com essa história de uma vez.

Antes se dizia que lugar de bandido é na cadeia, agora, não é errado dizer que lugar de bandido é no Congresso Nacional. Pensando bem, faz sentido.

Publicidade

Alex Gardenal para deputado federal! Fernandinho Beira-Mar para senador!

Por Wanfil em Brasil, Corrupção

30 de agosto de 2013

O título do post pode parecer um tanto exagerado, eu sei, algo que acena para uma situação ao estilo “realismo fantástico”, misturando  nomes de personagens reais com fatos impossíveis ou malucos. Mas quantas vezes a realidade não surpreende a fantasia? Quem imaginaria um país onde criminosos condenados em tribunal de última instância pudessem manter seus cargos no parlamento, a Casa da Democracia? Nata mais natural, portanto, do que conjecturar sobre as consequências dessa novidade. Qual seria o próximo passo dessa experiência inclusiva? Ora, permitir que criaturas com essas prerrogativas possam disputar eleições.

Cada partido, para demonstrar que não tem preconceito contra a classe presidiária e que reza pela cartilha politicamente correta, escolheria um bandido para oferecer-lhe uma candidatura (melhor ainda se for com financiamento público, como querem os nossos políticos). Seria uma aposta no potencial humano, na recuperação social desse excluído pelo sistema, colocado em situação provisória de privação de liberdade, como dizem os defensores da bandidagem em geral.

Parece fantasioso demais? Bom, os deputados da Câmara Federal entendem que a condição de presidiário não é relevante para cassar o mandato do tal deputado Natan Donadon, de Rondônia. Então, sendo assim, como dizer a um Alex Gardenal ou a Fernandinho Beira-Mar que eles não podem aspirar a uma carreira na política? O que argumentaríamos? Que eles são criminosos? Que foram condenados? Que estão presos? Pois é.

O Brasil é uma loucura. Políticos, como toda categoria, ou coletivo (outra expressão bem ao gosto do pensamento influente do momento), são corporativistas. Vamos, portanto, direto ao ponto. Por que não cassaram o tal Donadon? Simples. Por dois motivos: 1) para não abrir precedente, de forma a livrar a cara, mais adiante, de dois parlamentares condenados no caso do mensalão: José Genoino e João Paulo Cunha, ambos do PT; 2) por cumplicidade, pois Suas Excelências nunca sabem o dia de amanhã. Vai que alguém é condenado por uma pequena corrupção aí e depois querem lhe tirar o mandato? Melhor acabar com essa história de uma vez.

Antes se dizia que lugar de bandido é na cadeia, agora, não é errado dizer que lugar de bandido é no Congresso Nacional. Pensando bem, faz sentido.