bancada federal Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

bancada federal

Confira como votaram os cearenses na criação do fundo eleitoral – e veja também quem deixou de votar

Por Wanfil em Política

05 de outubro de 2017

Foi aprovado na noite de ontem (quarta-feira) o projeto de lei que criou um fundo público eleitoral para financiar campanhas, estimado em R$ 1,7 bilhão. Daqui pra frente você caro leitor irá oficialmente bancar as eleições. Digo oficialmente porque a conta já era paga na maior parte dos casos, com dinheiro público desviado de contratos com entes públicos e de empresas estatais.

Dos 22 deputados federais do Ceará, oito votaram a favor do fundão, seis contra, um se absteve e sete simplesmente não votaram. Antes de prosseguir, uma observação: a votação não foi nominal. Os votos somente foram revelados por causa de um erro regimental do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na votação de um destaque.

Confira o posicionamento da bancada cearense:

FAVORÁVEIS AO FUNDÃO

André Figueiredo – PDT

Aníbal Gomes – PMDB

Chico Lopes – PCdoB

Danilo Forte – PSB

Domingos Neto – PSD

José Guimarães – PT

Odorico Monteiro – PSB

Vicente Arruda – PDT

CONTRÁRIOS AO FUNDÃO

Ariosto Holanda – PDT

Gorete Pereira – PR

Raimundo Gomes de Matos – PSDB

Ronaldo Martins – PRB

Vaidon Oliveira – PROS

Vitor Valim – PMDB

ABSTENÇÃO

Leônidas Cristino – PDT

DEIXARAM DE VOTAR

Moses Rodrigues – PMDB

Adail Carneiro – PP

Macedo – PP

Cabo Sabino – PR

José Airton Cirilo – PT

Luizianne Lins – PT

Genecias Noronha – SD

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Confira os deputados cearenses que pediram urgência (e quem se omitiu) para o projeto que impede o TSE de punir partidos

Por Wanfil em Política

09 de Fevereiro de 2017

A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira passada, por 314 votos a favor e 17 contra, o pedido de urgência para o Projeto de Lei que proíbe o Tribunal Superior Eleitoral de punir partidos políticos que não apresentem prestação de contas ou que tenham as contas desaprovadas. Contas abastecidas também com dinheiro público, via fundo partidário, nunca é demais lembrar.

Diante da repercussão negativa, a votação do projeto foi adiada e, de um dia para o outro, o que era urgente agora está indefinido. Da bancada federal cearense, composta de 22 deputados, NENHUM votou contra o pedido. Desse total, 12 votaram pela urgência pela urgência na apreciação da matéria:

André Figueiredo – PDT
Aníbal Gomes – PMDB
Ariosto Holanda – PDT
Chico Lopes – PCdoB
Danilo Forte – PSB
José Guimarães – PT
Leônidas Cristino – PDT
Macedo – PP
Odorico Monteiro – PROS
Raimundo Gomes de Matos – PSDB
Ronaldo Martins – PRB
Vaidon Oliveira – DEM
Vitor Valim – PMDB

O restante da bancada não votou, o que, eventualmente, pode ser conveniente por evitar desgastes. Porém, como quem cala consente, não podem ser eximidos de responsabilidade. A omissão, seja pelo motivo que for, exerce efeito no resultado. São eles:

Adail Carneiro – PP
Cabo Sabino – PR
Domingos Neto – PSD
Genecias Noronha – SD
Gorete Pereira – PR
José Airton Cirilo – PT
Luizianne Lins – PT
Moses Rodrigues – PMDB
Vicente – Arruda – PDT
Vitor Valim – PMDB

Muitos já dizem agora que o mérito da proposta não foi apreciado, somente a urgência. Ora, todos sabem que a pressa revela a importância que a matéria tem para os deputados. Além do mais, se dela discordassem, não haveria razão de apressar o seu trâmite.

Repetindo: NINGUÉM da bancada federal do Ceará, seja de situação ou de oposição, de esquerda ou de direita, votou contra o pedido de urgência do projeto de lei que impede o TSE de punir partidos políticos em caso de irregularidade na prestação de contas.

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Manifestação em Fortaleza destaca deputados que que votaram pela punição de juízes e procuradores

Por Wanfil em Política

05 de dezembro de 2016

Manifestantes em Fortaleza em apoio à Lava Jato. Foto: Instituto Democracia e Ética

Manifestantes em Fortaleza em apoio à Lava Jato. Foto: Instituto Democracia e Ética

A Praça Portugal, em Fortaleza, mais uma vez foi o palco de manifestações apartidárias no Ceará, desta vez, em defesa da Operação Lava Jato. Nada de sindicatos ou bandeiras vermelhas. Muito verde, azul e amarelo. Seis mil pessoas estiveram no local, segundo organizadores. As imagens condizem com essa projeção.

O ponto alto do encontro foi quando os nomes dos deputados federais cearenses que votaram, na semana passada, a favor da punição de juízes e procuradores que investigam corruptos por abuso de autoridade, foram anunciados, uma a um, devidamente acompanhados de vaias.

Na votação, a bancada do Ceará deixou de lado diferenças políticas e se posicionou pela emenda, apelidada de Lei da Intimidação. Tucanos e petistas, peemedebistas e pedetistas, governistas e oposicionistas, todos buscando limites para a justiça.

Relembre aqui, mais uma vez, quem foram os representantes cearenses que votaram a favor da Lei da Intimidação:

Chico Lopes (PCdoB)
André Figueiredo (PDT)
Leônidas Cristino (PDT)
Aníbal Gomes (PMDB)
Moses Rodrigues (PMDB)
Vitor Valim (PMDB)
Macedo (PP)
Cabo Sabino (PR)
Gorete Pereira (PR)
Ronaldo Martins (PRB)
Danilo Forte (PSB)
Domingos Neto (PSD)
Raimundo Gomes de Matos (PSDB)
José Airton Cirilo (PT)
José Guimarães (PT)
Luizianne Lins (PT)
Arnon Bezerra (PTB)
Genecias Noronha (SD)

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Impeachment: bancada cearense se divide, porém maioria continua com Dilma

Por Wanfil em Sem categoria

18 de Abril de 2016

A votação do impeachment quantificou o que todos já sabiam: hoje o governo federal é minoria na Câmara dos Deputados. Foram 367 votos pela saída da presidente Dilma, contra 137 por sua permanência. O esgarçamento político é de tal envergadura que nem mesmo o apelo à distribuição de cargos e verbas foi capaz de manter 1/3 dos parlamentares na base. Sem sustentação política, é o fim da gestão.

Na contramão desse quadro, apenas três bancadas deram maioria para a ainda presidente Dilma: Bahia, Amapá e Ceará! Dos 22 cearenses, onze votaram contra o impeachment e nove a favor, com uma abstenção e uma ausência. De todo modo, foi um placar apertado, o que mostra uma divisão que antes não havia, quase igualando oposicionistas e governistas.

Isso é significativo na medida em que bancada  do Ceará se notabilizou por ter uma maioria submissa aos interesses do governo federal, condição reforçada pelo alinhamento automático do executivo estadual nas três últimas gestões. Essa disposição aos sim, ao consentimento e à obediência resultou em falta de prestígio político. É aquela história: quem muito se oferece, pouco se dá valor.

Na bancada de Pernambuco, por exemplo, estado que conseguiu uma refinaria, além de grandes investimentos nos últimos anos, 18 deputados votaram pelo impeachment e seis contra. Uma surra. Que fique a lição: governos só respeitam bancadas que colocam os interesses do estado acima de interesses eleitoreiros e partidários.

Para registro, segue abaixo a posição dos deputados federais cearenses na votação.

A favor do impeachment, por ordem alfabética:

Adail carneiro (PP), Cabo Sabino (PR), Danilo Forte (PSB), Genecias Noronha (SD), Moroni Torgan (DEM), Moses Rodrigues (PMDB), Raimundo Gomes de Matos (PSDB), Ronaldo Martins (PRB) e Vitor Valim (PMDB).

Contra o impeachment de Dilma, portanto, derrotados:

Ariosto Holanda (PDT), Arnon Bezerra (PTB), Chico Lopes (PCdoB), Domingos Neto (PSD), José Guimarães (PT), José Airton (PT), Leônidas Cristino (PDT), Luizianne Lins (PT), Macedo (PP), Odorico Monteiro (PROS) e Vicente Arruda (PDT).

Lavaram as mãos

Aníbal Gomes (PMDB) não votou e Gorete Pereira (PR) absteve-se.

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Confira os deputados federais do Ceará que são contra Michel Temer

Por Wanfil em Política

15 de Abril de 2016

O governador Camilo Santana divulgou foto com os deputados federais do Ceará que deverão votar contra o impeachment de Dilma Rousseff. Pela lógica, caso o afastamento se concretize, são os parlamentares que deixarão a base aliada para entrar na oposição a um governo Michel Temer. A não ser que estejam votando, sei lá, por conveniência e não por convicção.

CAMILO-DEPUTADOS

Da esquerda para a direita
Domingos Neto (PSD), Ariosto Holanda (PDT), Odorico Monteiro (Pros), Arnon Bezerra (PTB), Gorete Pereira (PR), José Airton (PT), Dilma Rousseff (PT), Camilo Santana (PT), José Guimarães (PT), Leônidas Cristino (PDT), Vicente Arruda (PDT), Zezinho Albuquerque (deputado estadual, PDT), Chico Lopes (PCdoB) e Macedo (PP).

Luizianne Lins não compareceu, mas fecha com o grupo. Aliás, os deputados do PT não poderiam ter outra postura e cumprem os seus papéis, o que é compreensível. Chico Lopes faz o que qualquer membro do PCdoB sempre faz: obedece o PT. O mesmo vale para o PDT.

Oposição temporária
Já os demais (Domingos Neto, Arnon Bezerra, Gorete Pereira e Macedo) fazem uma escolha difícil: cerram fileiras junto a um governo em estado terminal. Devem ter, digamos assim, suas razões de consciência. Porém, mesmo que venham a mudar de lado em breve (alguns são governistas compulsivos), chegarão ao novo arranjo de poder no final da fila das verbas e cargos federais. A conferir.

 

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Dilma vai a julgamento no Congresso e Congresso vai a julgamento popular

Por Wanfil em Política

12 de Abril de 2016

Como todos sabem a aprovação do parecer favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff na comissão da Câmara dos Deputados que analisava o pedido já era esperada. Tanto que, desde antes, governo, oposição e imprensa procuram antecipar a posição dos parlamentares para a votação no plenário da Casa, prevista para o próximo domingo.

Evidentemente, a curiosidade em saber quem está contra ou a favor impeachment pressiona deputados e senadores, sobretudo os governistas, uma vez que pesquisas de opinião mostram que a maioria da população apoia o afastamento da presidente.

Mesmo aqui no Ceará, onde a maioria da bancada federal obedece aos comandos de Cid e Ciro Gomes, é difícil ver candidatos a prefeito (a começar por Fortaleza) elogiando ou pregando a continuidade da gestão Dilma, afinal, defender um governo impopular, acuado por denúncias de crimes diversos e responsável pela crise econômica, é ir contra o famoso instinto de sobrevivência dos políticos. Alguns podem apostar que nas regiões mais carentes (historicamente dependentes da ajuda federal) o peso do impeachment não afete suas atuações nessas localidades. Porém, se houver mudança de governo, a decisão de ‘lavar as mãos’ poderá lhes custar caro.

Nesta semana, deputados e senadores preparam-se para julgar a presidente por crime de responsabilidade fiscal e, goste-se ou não, queira-se ou não, pelo conjunto da obra. Ao mesmo tempo, deputados e senadores serão julgados pelos eleitores.

PS. Quer saber como pretendem votar os membros da bancada federal do Ceará? Clique aqui.

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Diga ao seu deputado federal o que você espera dele no impeachment de Dilma

Por Wanfil em Política

08 de Abril de 2016

O portal Tribuna do Ceará publicou nesta sexta a matéria “Placar do impeachment: Veja como votará o deputado cearense que você elegeu“, assinada por Jéssica Welma. Uma excelente oportunidade para conferir como se posiciona nossa bancada federal e se o seu representante está em sintonia com você. Por enquanto, dos 22 deputados federais do Ceará, 12 são contra o afastamento de Dilma; oito querem sua saída, um está indeciso e um não respondeu.

Seguem abaixo, como contribuição para o exame de consciência desses nobres parlamentares (lembrando que estamos em ano eleitoral), os emails dos gabinetes de cada um deles. É só clicar em cima.

Quer o impeachment? Quer deixar tudo como está? Diga isso para o seu deputado. Se for o caso, você ainda poderá ajudar os dois únicos que não declararam lado. Os nomes (em ordem alfabética) seguem em blocos definidos pela atual posição atual dos deputados, conforme indicado pela Tribuna do Ceará:

A FAVOR DO IMPEACHMENT

Cabo Sabino (PR) – dep.cabosabino@camara.leg.br
Danilo Forte (PSB) – dep.daniloforte@camara.leg.br
Genecias Noronha (PSD) – dep.geneciasnoronha@camara.leg.br
Moroni Torgan (DEM) – dep.moronitorgan@camara.leg.br
Moses Rodrigues (PMDB) – dep.mosesrodrigues@camara.leg.br
Raimundo Gomes de Matos (PSDB) – dep.raimundogomesdematos@camara.leg.br
Ronaldo Martins (PRB) – dep.ronaldomartins@camara.leg.br
Vítor Valim (PMDB) – dep.vitorvalim@camara.leg.br

CONTRA O IMPEACHMENT

Ariosto Holanda (PDT) – dep.ariostoholanda@camara.leg.br
Arnon Bezerra (PTB) – dep.arnonbezerra@camara.leg.br
Chico Lopes (PCdoB) – dep.chicolopes@camara.leg.br
Domingos Neto (PSD) – dep.domingosneto@camara.leg.br
José Airton Cirilo (PT) – dep.joseairtoncirilo@camara.leg.br
José Guimarães (PT) – dep.joseguimaraes@camara.leg.br
Leônidas Cristino (PDT) – dep.leonidascristino@camara.leg.br
Luizianne Lins (PT) – dep.luiziannelins@camara.leg.br
Macedo (PP) – dep.macedo@camara.leg.br
Odorico Monteiro (PROS) – dep.odoricomonteiro@camara.leg.br
Paulo Henrique Lustosa (PP) – dep.paulohenriquelustosa@camara.leg.br
Vicente Arruda (PDT)dep.vicentearruda@camara.leg.br

INDECISOS

Gorete Pereira (SD) – dep.goretepereira@camara.leg.br

NÃO RESPONDEU

Aníbal Gomes (PMDB) – dep.anibalgomes@camara.leg.br (Aníbal será substituído, no próximo dia 12, pelo suplente Mauro Benevides. Nesse caso, é só pedir para repassar a mensagem).

PS. A quem interessar, os endereços e telefones desses gabinetes podem ser encontrados aqui: Bancada cearense na Câmara.

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Pros e PT disputam coordenação da bancada federal mais fraca da história do Ceará

Por Wanfil em Política

07 de Abril de 2015

Registro de reunião recente da bancada federal do Ceará

Registro de reunião recente  do rebanho federal do Ceará

A bancada federal do Ceará na Câmara dos Deputados é composta por 22 deputados. Com poucas exceções, a ampla maioria é governista. Pois bem. A bancada deve se reunir nesta terça para avaliar a disputa entre o atual coordenador do grupo, deputado Antônio Balhman, do Pros, e o petista José Airton Cirilo.

A bancada que não bota banca
Em tese, uma bancada bem coordenada tem maior poder de articulação para negociar projetos e programas de interesse do povo do Ceará, do que parlamentares dispersos.

Na prática, a atual bancada federal do Ceará se notabilizou pela obediência cega ao Palácio do Planalto, muitas vezes em detrimento das necessidades do Estado.

O que fizeram sobre o golpe da refinaria aplicado por Lula e Dilma? Nada. A maioria não votou uma única vez contra o governo (com raras exceções, é bom lembrar) para pressioná-lo a compensar o prejuízo e o engodo impostos aos cearenses. E qual o feito recente de maior repercussão da bancada do Ceará na Câmara? A salva de palmas ao ex-ministro Cid Gomes, no dia em que ele foi prestar esclarecimentos sobre a polêmica declaração a respeito de achacadores na base aliada e acabou demitido por Eduardo Cunha, do PMDB. Pronto. O resto são emendas individuais e troca de apoio eleitoral.

A disputa entre PT e Pros
Isso não quer dizer que a disputa pela coordenação do grupo seja totalmente irrelevante, já que o que está em jogo é o comando político da aliança entre o Pros e o PT no Ceará. O Pros tem maioria na bancada, mas o PT tem o Palácio da Abolição. Aliados no campo estadual, porém, adversários em vários municípios – inclusive em Fortaleza –, as siglas começam a se posicionar de olho nas eleições do ano que vem. Tem tiver mais força emplaca o coordenador.

De resto, para a população, tanto faz Antônio Balhman ou José Airton Cirilo. No que diz respeito a postura da bancada, é tudo igual.

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Deputado Cabo Sabino fala ao blog sobre ausência de assinatura na CPI da Petrobras

Por Wanfil em Política

09 de Fevereiro de 2015

O deputado federal Cabo Sabino, do PR cearense, entrou em contato com o Blog do Wanfil para explicar aos leitores o motivo de ausência de sua assinatura no requerimento que instalou a CPI da Petrobras. Segue trecho do email e em seguida volto a comentar.

“O fato do meu nome não constar na relação dos que assinaram não significa dizer que me recusei a assinar ou que sou contra a instalação de tal CPI. Pelo contrário, na tarde da segunda-feira [2 de fevereiro] cobrei da bancada cearense atitudes enérgicas acerca da não escalação da refinaria no Ceará. Afirmo (…) que não fui procurado por nenhum parlamentar para assinar tal pedido de CPI e que quando o número mínimo de assinaturas necessárias é colhida, o documento é protocolado sem a necessidade de mais assinaturas”.

Até o momento o deputado Sabino foi o único a se pronunciar sobre o post anterior: Confira quais deputados do Ceará pediram a CPI da Petrobras (e os que não pediram).

É possível sim que, em casos isolados, parlamentares não tenham assinado o requerimento por falta de oportunidade. O problema é separar quem não votou em razão de algum desencontro, daqueles que intencionalmente deixaram de endossar o pedido com o objetivo de impedir a investigação, já que só o que pode ser comprovado são as assinaturas que estão na lista.

De todo modo, em que pese o benefício da dúvida aos recém-eleitos, o conjunto da obra se mantém: a postura da bancada federal do Ceará no Congresso Nacional, com raras exceções, é de uma subserviência constrangedora. Tomar posição favorável à CPI seria uma sinalização inequívoca de indignação com o golpe da refinaria, além de um dever moral. Mas não é o caso de desanimar. Aprovada a comissão parlamentar, é preciso agora acompanhar o seu desenrolar. Não faltarão oportunidades para que os deputados mostrem de que lado estão.

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Dilma bate recorde de aprovação? Agora é que o Ceará fica sem nada mesmo

Por Wanfil em Ceará

20 de Março de 2013

Diante de um governo federal com popularidade recorde, a maioria das forças estaduais se rende ao pragmatismo da subserviência.

Diante de um governo federal com popularidade recorde, a maioria das forças estaduais se rende ao pragmatismo da subserviência.

O Ibope divulgou nova pesquisa mostrando que o governo da presidente Dilma é aprovado por 63% dos brasileiros. No nordeste, esse número sobe para 85%. É um recorde que explica muito sobre a dinâmica da política feita no Ceará nos últimos anos.

Governismo profissional

Um dos efeitos mais evidentes é o fato de que todos por aqui, com raríssimas exceções, querem ser aliados do governo federal, independente de eventuais diferenças locais, de escrúpulos morais ou ideológicos. Aliás, o segredo é ser, quando menos, amoral e apartidário. De resto, no Brasil, é muito mais fácil e cômodo ser eleito a qualquer cargo quando se está nas fileiras do governismo.

Como consequência dessa disposição adesista, a nova oposição, sem o esteio de estratégias de ocupação de espaços na sociedade civil e longe das benesses oficiais, enfraqueceu a ponto de virar espécie em risco de extinção. E assim nessa toada, conseguimos a proeza de ter uma das bancadas federais mais obedientes vontades do poder central, sem que isso se traduza em prestígio político. Pelo contrário, quanto mais se mostram servis, mais são desprezados.

Cadê a refinaria, senhores governistas?

Prova disso é a surrada promessa da refinaria que a Petrobras construiria no Ceará. Trata-se do mais acintoso estelionato eleitoral já visto no estado, sobre o qual não se ouve uma miserável crítica das nossas autoridades, que teimam em citar a obra inexistente como prova de compromisso e de força política.

Aliás, por falar nisso, a Petrobras divulgou seu plano de negócios até 2017. Sobre novas refinarias, está lá o seguinte (grifos meus):

A carteira em implantação prevê investimentos de US$ 43,2 bilhões no Abastecimento, sendo os principais projetos a Refinaria Abreu e Lima e a primeira fase do Comperj. (…) Os investimentos em expansão da capacidade de refino da carteira em avaliação avançaram na maturidade da fase de elaboração dos seus respectivos projetos. Atualmente, passam por otimização buscando o alinhamento com métricas internacionais.

Traduzindo: a refinaria prometida aos cearenses não sairá do papel.

Servidão voluntária

Com o Executivo estadual a coisa não é muito diferente. O governador Cid Gomes abriu uma dissidência interna no PSB para minar a pré-candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República, o que facilita o projeto de reeleição de Dilma. Entre o correligionário e a presidente popular, fez-se uma escolha, digamos assim, pragmática. É um estilo político que garante sucesso no curto prazo, mas que com o tempo gera desconfiança, tanto que o grupo do governador não consegue se estabelecer como liderança nacional em partido algum.

Como explicar a popularidade do governo federal no Ceará? Simples, sem opositores e com aliados bem comportados, a distribuição de dinheiro através de programas assistencialistas dá conta do recado. São ações que aliviam a miséria, mas não a eliminam. Politicamente, entretanto, servem para garantir a elevada aprovação da presidente e a subserviência de seus companheiros estaduais. Como dizem, o rio corre para o mar. O risco, nesse caso, é o mar engolir o rio.

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Dilma bate recorde de aprovação? Agora é que o Ceará fica sem nada mesmo

Por Wanfil em Ceará

20 de Março de 2013

Diante de um governo federal com popularidade recorde, a maioria das forças estaduais se rende ao pragmatismo da subserviência.

Diante de um governo federal com popularidade recorde, a maioria das forças estaduais se rende ao pragmatismo da subserviência.

O Ibope divulgou nova pesquisa mostrando que o governo da presidente Dilma é aprovado por 63% dos brasileiros. No nordeste, esse número sobe para 85%. É um recorde que explica muito sobre a dinâmica da política feita no Ceará nos últimos anos.

Governismo profissional

Um dos efeitos mais evidentes é o fato de que todos por aqui, com raríssimas exceções, querem ser aliados do governo federal, independente de eventuais diferenças locais, de escrúpulos morais ou ideológicos. Aliás, o segredo é ser, quando menos, amoral e apartidário. De resto, no Brasil, é muito mais fácil e cômodo ser eleito a qualquer cargo quando se está nas fileiras do governismo.

Como consequência dessa disposição adesista, a nova oposição, sem o esteio de estratégias de ocupação de espaços na sociedade civil e longe das benesses oficiais, enfraqueceu a ponto de virar espécie em risco de extinção. E assim nessa toada, conseguimos a proeza de ter uma das bancadas federais mais obedientes vontades do poder central, sem que isso se traduza em prestígio político. Pelo contrário, quanto mais se mostram servis, mais são desprezados.

Cadê a refinaria, senhores governistas?

Prova disso é a surrada promessa da refinaria que a Petrobras construiria no Ceará. Trata-se do mais acintoso estelionato eleitoral já visto no estado, sobre o qual não se ouve uma miserável crítica das nossas autoridades, que teimam em citar a obra inexistente como prova de compromisso e de força política.

Aliás, por falar nisso, a Petrobras divulgou seu plano de negócios até 2017. Sobre novas refinarias, está lá o seguinte (grifos meus):

A carteira em implantação prevê investimentos de US$ 43,2 bilhões no Abastecimento, sendo os principais projetos a Refinaria Abreu e Lima e a primeira fase do Comperj. (…) Os investimentos em expansão da capacidade de refino da carteira em avaliação avançaram na maturidade da fase de elaboração dos seus respectivos projetos. Atualmente, passam por otimização buscando o alinhamento com métricas internacionais.

Traduzindo: a refinaria prometida aos cearenses não sairá do papel.

Servidão voluntária

Com o Executivo estadual a coisa não é muito diferente. O governador Cid Gomes abriu uma dissidência interna no PSB para minar a pré-candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República, o que facilita o projeto de reeleição de Dilma. Entre o correligionário e a presidente popular, fez-se uma escolha, digamos assim, pragmática. É um estilo político que garante sucesso no curto prazo, mas que com o tempo gera desconfiança, tanto que o grupo do governador não consegue se estabelecer como liderança nacional em partido algum.

Como explicar a popularidade do governo federal no Ceará? Simples, sem opositores e com aliados bem comportados, a distribuição de dinheiro através de programas assistencialistas dá conta do recado. São ações que aliviam a miséria, mas não a eliminam. Politicamente, entretanto, servem para garantir a elevada aprovação da presidente e a subserviência de seus companheiros estaduais. Como dizem, o rio corre para o mar. O risco, nesse caso, é o mar engolir o rio.