atentados Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

atentados

‘Coletivo Seguro’ chega com sete anos e sete ônibus incendiados de atraso

Por Wanfil em Segurança

19 de Fevereiro de 2014

Um dos sete ônibus recentemente incendiados em Fortaleza, onde bandidos atacam secretaria e serviço público de transporte. Imagem: Tribuna do Ceará

Um dos ônibus incendiados em Fortaleza, onde bandidos atacam secretaria estadual e o serviço público de transporte. Imagem: Tribuna do Ceará

Entre o último domingo (16) e a terça-feira (18) criminosos promoveram um ataque a balas contra a sede da Secretaria de Justiça e atearam fogo em sete ônibus na capital do Ceará. Ninguém sabe ao certo ainda o motivo para os atentados. Em resposta, foram presos cinco suspeitos e a Secretaria de Segurança deu início a operação Coletivo Seguro.

Desmoralização

De acordo com o secretário Servilho Paiva, nomeado no final do ano passado, os crimes podem estar relacionados a disputas entre traficantes. O que eles ganhariam com isso é impossível dizer. Fica a impressão de que os bandidos estão enviando recados às autoridades ou a outros grupos criminosos. Ou aos dois. Hipótese tanto mais plausível pelo estado de desmoralização do poder público nessa área.

Um dos ônibus foi incendiado nas proximidades do Fórum Clóvis Beviláqua, símbolo do Judiciário. No ano passado, uma testemunha que acabara de prestar depoimento no Fórum foi executada a tiros, no que parece ter sido um acerto de contas. E os disparos contra a Secretaria de Justiça lembram os constantes ataques a delegacias no interior, feitos por quadrilhas de assaltantes de bancos. Ou seja, o crime não teme a Justiça ou o Executivo. Pelo contrário, afronta-os descaradamente.

Atentado é coisa bem diferente de assalto

Servilho Paiva agiu bem ao mostrar que os atentados contra coletivos serão investigados e combatidos, buscando assim impedir que a moda pegue. Mas é bom deixar claro que esses crimes possuem uma natureza distinta dos tradicionais assaltos a ônibus e vans, que segundo números oficiais apresentados pelo secretário, reduziram 39% em Fortaleza, somente em janeiro, repetindo o milagre da redução dos crimes violentos contra o patrimônio, que teriam caído 45%. Nesse ritmo incrível, faço aqui um breve parêntese, daqui a dois meses os assaltos registrados em coletivos terão acabado, por coincidência, bem no ano eleitoral.

Enquanto isso não acontece, volto ao tema central, é bom diferenciar atentados de crimes comuns. Se até o momento não é certo a motivação desses primeiros, o certo é que eles só acontecem em ambientes em que a segurança pública vive avançado estado corrosão. Antes de causar insegurança, são efeitos dela.

Sete anos depois…

Se traficantes pintam e bordam no Ceará, isso é consequência da falta de uma política de segurança eficiente. A ousadia dos criminosos, pois, aumenta à medida que o poder público não consegue contê-los. E assim, o crime agora tenta acuar instituições e serviços públicos, como já fez no Rio de Janeiro.

Por fim, uma observação. Não deixa de ser autoexplicativa a necessidade de se uma operação batizada com o nome Coletivo Seguro, após setes anos de uma gestão eleita justamente com o discurso de promover mais segurança. Mas, como dizem os otimistas, antes tarde do que nunca.

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Atentados a candidatos continuam mesmo após as eleições no Ceará: clima estranho e apatia nas investigações

Por Wanfil em Ceará

15 de outubro de 2012

Eleições marcadas por pistoleiros: Atentados contra a vontade do eleitor que ficam por isso mesmo, sem solução.

As eleições municipais de 2012 no Ceará foram marcadas pela violência como instrumento de intimidação e pela apatia na coibição dessa prática. Coisa de gente arrogante que se acha acima das regras e aposta na impunidade. Uma afronta ao espírito republicano e aos eleitores.

Mesmo depois de terminadas as eleições na maioria dos municípios, os crimes envolvendo candidatos continuam. Neste domingo (14), em Senador Pompeu, um homem morreu e duas mulheres ficaram feridas após serem baleados durante a comemoração da vitória de um vereador.

Em outro caso, um dia após as eleições, o prefeito reeleito  de Senador Sá, Alex Sandro Oliveira (PSDB), e o atual vice de Quixadá, Airton Buriti (PT), foram alvos de disparos, mas escaparam sem ferimentos.

Durante a campanha foram muitas as ocorrências. Em Milhã, um motociclista efetuou disparos contra a residência do candidato a prefeito Otacílio Pinheiro (PP). Em Caucaia, Paulo Gurgel (PSDB) registrou ter sido ameaçado por um homem armado. Em Pacajús, homens armados assaltaram a casa do prefeito Auri Costa (PR), que participava de um comício.

No dia 20 de setembro, o ex-prefeito e então candidato à Prefeitura de Santa Quitéria, Tomás Figueiredo (PSDB), teve o carro em que estava baleado por dois motoqueiros. A assessoria do candidato descreveu a situação na cidade como clima de terror. Um dia antes, um grupo armado efetuou uma série de disparos contra a residência e o veículo da atual prefeita do município de Orós, Fátima Maciel (PSB).

Em Fortaleza, o agente penitenciário Elias Alves da Silva, candidato a vereador pelo partido Democratas (DEM), foi assassinado no dia 26 de setembro.

Crimes sem resposta

Esse levantamento foi produzido após uma rápida busca pelo Jangadeiro Online. Há mais casos que cito de memória, como em Jardim e Croatá. Em comum nesses episódios, só o fato de que nada foi esclarecido. Não há relato de prisões efetuadas em resposta aos crimes cometidos com a evidente intenção de intimidar candidatos, pelos menos na maioria dos casos. Impunidade, como todos sabem, alimenta a ousadia dos criminosos. Leia mais

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Atentados a candidatos continuam mesmo após as eleições no Ceará: clima estranho e apatia nas investigações

Por Wanfil em Ceará

15 de outubro de 2012

Eleições marcadas por pistoleiros: Atentados contra a vontade do eleitor que ficam por isso mesmo, sem solução.

As eleições municipais de 2012 no Ceará foram marcadas pela violência como instrumento de intimidação e pela apatia na coibição dessa prática. Coisa de gente arrogante que se acha acima das regras e aposta na impunidade. Uma afronta ao espírito republicano e aos eleitores.

Mesmo depois de terminadas as eleições na maioria dos municípios, os crimes envolvendo candidatos continuam. Neste domingo (14), em Senador Pompeu, um homem morreu e duas mulheres ficaram feridas após serem baleados durante a comemoração da vitória de um vereador.

Em outro caso, um dia após as eleições, o prefeito reeleito  de Senador Sá, Alex Sandro Oliveira (PSDB), e o atual vice de Quixadá, Airton Buriti (PT), foram alvos de disparos, mas escaparam sem ferimentos.

Durante a campanha foram muitas as ocorrências. Em Milhã, um motociclista efetuou disparos contra a residência do candidato a prefeito Otacílio Pinheiro (PP). Em Caucaia, Paulo Gurgel (PSDB) registrou ter sido ameaçado por um homem armado. Em Pacajús, homens armados assaltaram a casa do prefeito Auri Costa (PR), que participava de um comício.

No dia 20 de setembro, o ex-prefeito e então candidato à Prefeitura de Santa Quitéria, Tomás Figueiredo (PSDB), teve o carro em que estava baleado por dois motoqueiros. A assessoria do candidato descreveu a situação na cidade como clima de terror. Um dia antes, um grupo armado efetuou uma série de disparos contra a residência e o veículo da atual prefeita do município de Orós, Fátima Maciel (PSB).

Em Fortaleza, o agente penitenciário Elias Alves da Silva, candidato a vereador pelo partido Democratas (DEM), foi assassinado no dia 26 de setembro.

Crimes sem resposta

Esse levantamento foi produzido após uma rápida busca pelo Jangadeiro Online. Há mais casos que cito de memória, como em Jardim e Croatá. Em comum nesses episódios, só o fato de que nada foi esclarecido. Não há relato de prisões efetuadas em resposta aos crimes cometidos com a evidente intenção de intimidar candidatos, pelos menos na maioria dos casos. Impunidade, como todos sabem, alimenta a ousadia dos criminosos. (mais…)