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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

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Afinal, Tasso é ou não é candidato?

Por Wanfil em Eleições 2014

23 de Abril de 2014

A respeito de uma possível candidatura de Tasso Jereissati ao Senado, é preciso prestar atenção nas palavras escolhidas pelo ex-governador na reunião da Executiva Nacional do PSDB em Brasília. Tasso afirmou que se fosse “imprescindível”, poderia sair candidato. A chave para compreender esse enigma, portanto, é o adjetivo “imprescindível”, que pode assumir variados sentidos, a depender de como olhamos o cenário.

Seria imprescindível para garantir um palanque ao candidato do partido à Presidência da República, o mineiro Aécio Neves, ou seria imprescindível a presença de um nome forte nesse palanque, capaz de puxar votos? São situações bem diferentes. No primeiro caso, outro candidato que topasse abrir espaço para Aécio eliminaria a necessidade de uma volta de Tasso. No segundo, pelas pesquisas, ele seria indispensável, mesmo com um palanque garantido.

O fato é que se a possível candidatura do ex-senador não é uma realidade, pois está condicionada a circunstâncias externas, ela altera o jogo da sucessão.

Com o Pros do governador Cid Gomes e o PMDB do senador Eunício Oliveira em rota de colisão no Ceará, e com o PT de José Guimarães condicionando seu apoio a quem lhe ceder a candidatura ao Senado, a entrada de um concorrente de peso, de novo segundo as pesquisas, lança mais incertezas nas projeções eleitorais: com Tasso Jereissati na chapa, o PSDB lançaria candidato próprio ao governo estadual ou apoiaria alguém do PR ou do PMDB? Não há definição. E até que ponto essas possibilidades poderiam forçar um segundo turno? Tudo é incógnita.

A forma como essa história vem sendo conduzida por Tasso guarda coerência com o discurso de que uma volta às disputas eleitorais seria concessão a um apelo do PSDB nacional, para dar competitividade ao nome de Aécio no Ceará, contrariando seu desejo pessoal de permanecer afastado da vida pública. Acreditando-se ou não nessa versão, o elemento novo aí é que o líder do PSDB cearense deixou aberta a possibilidade de vir a concorrer em outubro.

Aí você, caro amigo, me pergunta: afinal, Tasso será candidato ou não? E eu respondo: sinceramente, acho que nem ele sabe ainda.

Esse é o texto base de minha coluna desta quarta-feira na Tribuna Band News FM 101,7.

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Afinal, Tasso é ou não é candidato?

Por Wanfil em Eleições 2014

23 de Abril de 2014

A respeito de uma possível candidatura de Tasso Jereissati ao Senado, é preciso prestar atenção nas palavras escolhidas pelo ex-governador na reunião da Executiva Nacional do PSDB em Brasília. Tasso afirmou que se fosse “imprescindível”, poderia sair candidato. A chave para compreender esse enigma, portanto, é o adjetivo “imprescindível”, que pode assumir variados sentidos, a depender de como olhamos o cenário.

Seria imprescindível para garantir um palanque ao candidato do partido à Presidência da República, o mineiro Aécio Neves, ou seria imprescindível a presença de um nome forte nesse palanque, capaz de puxar votos? São situações bem diferentes. No primeiro caso, outro candidato que topasse abrir espaço para Aécio eliminaria a necessidade de uma volta de Tasso. No segundo, pelas pesquisas, ele seria indispensável, mesmo com um palanque garantido.

O fato é que se a possível candidatura do ex-senador não é uma realidade, pois está condicionada a circunstâncias externas, ela altera o jogo da sucessão.

Com o Pros do governador Cid Gomes e o PMDB do senador Eunício Oliveira em rota de colisão no Ceará, e com o PT de José Guimarães condicionando seu apoio a quem lhe ceder a candidatura ao Senado, a entrada de um concorrente de peso, de novo segundo as pesquisas, lança mais incertezas nas projeções eleitorais: com Tasso Jereissati na chapa, o PSDB lançaria candidato próprio ao governo estadual ou apoiaria alguém do PR ou do PMDB? Não há definição. E até que ponto essas possibilidades poderiam forçar um segundo turno? Tudo é incógnita.

A forma como essa história vem sendo conduzida por Tasso guarda coerência com o discurso de que uma volta às disputas eleitorais seria concessão a um apelo do PSDB nacional, para dar competitividade ao nome de Aécio no Ceará, contrariando seu desejo pessoal de permanecer afastado da vida pública. Acreditando-se ou não nessa versão, o elemento novo aí é que o líder do PSDB cearense deixou aberta a possibilidade de vir a concorrer em outubro.

Aí você, caro amigo, me pergunta: afinal, Tasso será candidato ou não? E eu respondo: sinceramente, acho que nem ele sabe ainda.

Esse é o texto base de minha coluna desta quarta-feira na Tribuna Band News FM 101,7.