Antonio Balhmann Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Antonio Balhmann

Abre o olho Arialdo, fica ligado Balhmann

Por Wanfil em Corrupção, Sem categoria

24 de Maio de 2017

Arialdo e Balhmann: únicos responsáveis por arrecadar junto a JBS, segundo Cid

O escritor Mário Quintana dizia que “as reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria”.

Na coletiva em que buscou rebater a delação de Wesley Batista, o ex-governador Cid Gomes falou sobre o dinheiro recebido da JBS para a campanha de 2014, enfatizando os nomes dos atuais secretários estaduais do Turismo, Arialdo pinho, e de Assuntos Internacionais, Antonio Balhmann. Ênfase carregada de reticências nas entrelinhas.

Confira esses três momentos (grifos meus):

1 – Os responsáveis

“Realmente o Balhmann e o Arialdo, licenciado do cargo, e mais algumas outras pessoas, cumpriram a tarefa de buscar financiamento para a campanha, coisa que é legal.”

2 – Cid não autorizou

“Em nenhum momento, em tempo algum, em nenhuma campanha, eu sugeri, eu permiti que alguém fizesse vínculo de doações para campanha a qualquer tipo de benefício por parte do estado. Quero afirmar isso categoricamente: nem eu, nem ninguém com minha autorização ou conhecimento, e com a minha recomendação explícita, de que não vinculasse, não fizesse qualquer tipo de vinculação a qualquer doação que possa ter sido feita em alguma campanha.”

3 – Wesley não fala de Cid

“Repito, se for ler o depoimento, ele [Wesley] não fala de mim não, depois ele fala, atribui ao Balhmann e ao Arialdo, que não são ocupantes de cargos públicos, o Balhmann deputado, isso não é impedimento, o Arialdo licenciado da secretaria, cumpriam uma missão, legal, de procurar financiamento legítimo para uma campanha eleitoral.”

Resumindo: Cid nega; Cid não tinha responsabilidade pelos pedidos de doações; Cid acredita que seus aliados agiram corretamente; Cid não autorizou ninguém a vender facilidades no governo para conseguir dinheiro. Por essa versão, a JBS doou nada menos que R$ 20 milhões para seu candidato em 2014 em troca de nada, apenas atendendo aos pedidos de inocentes arrecadadores.

Para bom entendedor, meia palavra basta. As reticências na fala de Cid deixam o caminho aberto para responsabilizar apenas seus emissários, caso as coisas se compliquem. Abre o olho Arialdo, fica ligado Balhmann.

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Abre o olho Arialdo, fica ligado Balhmann

Por Wanfil em Corrupção, Sem categoria

24 de Maio de 2017

Arialdo e Balhmann: únicos responsáveis por arrecadar junto a JBS, segundo Cid

O escritor Mário Quintana dizia que “as reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria”.

Na coletiva em que buscou rebater a delação de Wesley Batista, o ex-governador Cid Gomes falou sobre o dinheiro recebido da JBS para a campanha de 2014, enfatizando os nomes dos atuais secretários estaduais do Turismo, Arialdo pinho, e de Assuntos Internacionais, Antonio Balhmann. Ênfase carregada de reticências nas entrelinhas.

Confira esses três momentos (grifos meus):

1 – Os responsáveis

“Realmente o Balhmann e o Arialdo, licenciado do cargo, e mais algumas outras pessoas, cumpriram a tarefa de buscar financiamento para a campanha, coisa que é legal.”

2 – Cid não autorizou

“Em nenhum momento, em tempo algum, em nenhuma campanha, eu sugeri, eu permiti que alguém fizesse vínculo de doações para campanha a qualquer tipo de benefício por parte do estado. Quero afirmar isso categoricamente: nem eu, nem ninguém com minha autorização ou conhecimento, e com a minha recomendação explícita, de que não vinculasse, não fizesse qualquer tipo de vinculação a qualquer doação que possa ter sido feita em alguma campanha.”

3 – Wesley não fala de Cid

“Repito, se for ler o depoimento, ele [Wesley] não fala de mim não, depois ele fala, atribui ao Balhmann e ao Arialdo, que não são ocupantes de cargos públicos, o Balhmann deputado, isso não é impedimento, o Arialdo licenciado da secretaria, cumpriam uma missão, legal, de procurar financiamento legítimo para uma campanha eleitoral.”

Resumindo: Cid nega; Cid não tinha responsabilidade pelos pedidos de doações; Cid acredita que seus aliados agiram corretamente; Cid não autorizou ninguém a vender facilidades no governo para conseguir dinheiro. Por essa versão, a JBS doou nada menos que R$ 20 milhões para seu candidato em 2014 em troca de nada, apenas atendendo aos pedidos de inocentes arrecadadores.

Para bom entendedor, meia palavra basta. As reticências na fala de Cid deixam o caminho aberto para responsabilizar apenas seus emissários, caso as coisas se compliquem. Abre o olho Arialdo, fica ligado Balhmann.