ANdré Figueiredo Archives - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

ANdré Figueiredo

PT e PDT se estranham: em casa que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão

Por Wanfil em Eleições 2018

13 de outubro de 2018

PT (?) e PDT – (FOTO: Divulgação)

O PT sabotou a candidatura de Ciro Gomes, atualmente no PDT, no início do ano, quando os partidos montavam suas coligações. Agora o PDT e o próprio Ciro Gomes, de férias na Europa, lavam as mãos no segundo turno e declaram um distante “apoio crítico”.

Magoados, petistas graúdos vazaram para o jornal o Estado de São Paulo que o PDT teria condicionado o engajamento na campanha de Fernando Haddad a cargos: três ministérios, o BNB e a presidência do Senado para Cid Gomes. O pedido teria sido negado.

Os pedetistas negam. O deputado federal pelo Ceará André Figueiredo disse ao portal Focus.jor que a informação é falsa, acusando ainda o PT de ser irresponsável  e safado. Isso bem no momento em que o governador Camilo Santana, petista que não se veste de vermelho, tenta motivar sua base aliada na campanha de Haddad. Base que é majoritariamente composta, não custa lembrar, por prefeitos e parlamentares do… PDT!

PT e PDT precisam discutir a relação o quanto antes, mas isso acaba sendo dificultado pela iminente derrota do candidato petista, caso estejam corretas as pesquisas, que mostram ampla vantagem para Jair Bolsonaro, do PSL. Nesse ambiente, ressentimentos guardados começam a aflorar com mais força.

Em casa que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão. Na política, em casa sem expectativa de poder, todos brigam e todos têm razão.

(Texto publicado originalmente para o Portal Tribuna do Ceará)

Publicidade

Ciro pressiona Camilo contra Eunício

Por Wanfil em Eleições 2018

13 de julho de 2018

Durante evento do PDT, na última quinta-feira, em Fortaleza, o presidenciável Ciro Gomes defendeu a candidatura do deputado federal André Figueiredo, seu correligionário, para uma das duas vagas em disputa ao Senado, na chapa de Camilo Santana (PT).

A primeira, como todos sabem, está reservada para Cid Gomes. E como todos também sabem, o governador defende uma aliança com o senador Eunício Oliveira (MDB).

Ao discursar, Ciro lembrou que responde a processos movidos por Eunício, para em seguida afirmar que nunca fora processado por homens de bem, mas só por corruptos e picaretas. Se para bom entendedor meia palavra basta, imagine então uma oração completa assim, com sujeito e predicado.

Os vídeos do evento com as passagens citadas foram publicados em dois textos no site Focus.jor, do jornalista Fábio campos, parceiro do Sistema Jangadeiro na cobertura das eleições 2018: Ciro dispara míssil contra Eunício ao dizer que quer votar em André para senador /Ciro diz que só foi processado por puro corrupto, puro picareta e puro assaltante.

Antes de continuar, um aviso: na próxima quarta-feira, eu e Fábio vamos estrear o programa Focus Jangadeiro, na Tribuna Bandnews, ao meio-dia.

Voltando ao texto, não é novidade o que Ciro e Eunício pensam um do outro. Desse modo, a impressão que fica é de que o recado foi também – ou principalmente – para Camilo, que obviamente fica em posição delicada.

Se mantiver o acordo com o MDB, contraria Ciro e o PDT; se romper, mesmo com a justificativa de ceder aos desejos da maioria, deixa a impressão de que não está no comando da própria chapa.

É bom lembrar que Ciro também corre o risco de ficar em situação constrangedora mais adiante. Caso a aliança não se dê nos termos que ele sugere (ou cobra?), ou seja, com a exclusão do MDB, a pressão se inverte. O PDT estaria moralmente obrigado a romper com o PT de Camilo, afinal, como poderia apoiar um candidato aliado com o mesmo MDB que Ciro acusa dos piores crimes e que promete destruir? São dilemas, sem dúvida, mas nada que o velho e bom pragmatismo eleitoral não passe por cima, como sempre.

Publicidade

Deputados cearenses estão entre os autores do requerimento para a CPI da Lava Jato

Por Wanfil em Política

19 de junho de 2018

O pedido para a instalação de uma CPI na Câmara Federal para investigar suposta manipulação de delações premiadas por um escritório de advocacia, gerou uma grande confusão no meio político.

Para ser aprovado, o requerimento 43/2018 precisava de 171 assinaturas. Ao todo, 190 foram colhidas, mas quando a notícia de que o alvo da CPI são juízes e procuradores da Operação Lava Jato se espalhou, pelo menos 35 deputados pediram para retirar seus nomes da lista, alegando que terem sido enganados.

Diante da repercussão, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já trabalhava para indicar o presidente e o relator da comissão, deverá indeferir o pedido.

No requerimento original, 16 deputados aparecem como autores; destes, três são do Ceará: Domingos Neto, líder do PSD na Câmara – o mesmo que pretende mudar o nome oficial do açude Castanhão de Padre Cícero para Paes de Andrade; André Figueiredo, líder do PDT – aliado de Cid Gomes e Antonio Balhmann, dois citados na delação da JBS; e José Guimarães, do PT, líder da Oposição, que dispensa apresentações.

Juízes e procuradores devem ser fiscalizados, eventuais abusos precisam ser corrigidos. Isso ninguém discute. A questão é que essa CPI da Lava Jato, em ano eleitoral, proposta por partidos investigados pela Lava Jato – MDB, PT, PP; apoiados por PSOL, PCdoB, PDT e PSB – levanta dúvidas sobre o uso de um dos poderes da República para retaliar e intimidar seus investigadores. Todos negam, mas que parece, parece.

Ainda que as razões tenham sido as mais sublimes e desinteressadas possíveis, a imagem do corporativismo que visa a impunidade é tudo que o eleitor cansado de corrupção mais condena.

Confira aqui a íntegra do requerimento.

Publicidade

Aliado de Dilma, PDT apoia PMDB na Câmara: é o pragmatismo acima de tudo

Por Wanfil em Partidos

13 de julho de 2016

Informação de  André Figueiredo, deputado federal pelo Ceará, via Twitter:

André Twitter

 

 

 

 

 

Vamos lá. Quem é Marcelo Castro? Fácil. Foi ministro da Saúde na gestão de Dilma Rousseff, pela cota do PMDB. Polemizou ao dizer que torcia para mulheres pegarem o vírus antes da idade fértil. Marcelo Castro foi contra o impeachment, mas agora é o escolhido da bancada do PMDB, partido que o PDT acusa de golpe contra Dilma, para substituir Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados.

Isso mostra como a tese de golpe não passa de retórica vazia, destituída de convicção. Para o PDT, o PMDB presta ou não presta dependendo da ocasião. De resto, é o PMDB fazendo o jogo duplo de sempre e o PDT buscando atrapalhar Michel Temer. Aliás, não é de hoje que o PDT adota o pragmatismo como guia de suas escolhas. Tanto é assim que trocou Heitor Férrer pelos nômades de Cid e Ciro Gomes.

Publicidade

A fila anda!

Por Wanfil em Política

05 de outubro de 2015

Tomaram posse nesta segunda-feira (5) os escolhidos para compor o novo ministério da presidente Dilma Rousseff. Passados apenas dez meses do início do segundo mandato, a presente reforma ministerial é consequência de uma crise de credibilidade do governo junto à população, somada a uma crise política e a uma econômica sem precedentes, com perspectiva de dois anos de recessão, algo inédito, e de uma crise política que fez da presidente refém de seus aliados. Como todos sabem, os cargos foram trocados por apoio no Congresso para aprovar medidas impopulares e para tentar blindar a presidente em caso de processo de impeachment.

Essa conjuntura pode explicar o ar carregado na cerimônia de posse dos novos ministros, como se vê na foto.

Palmas comedidas e semblantes fechados na posse dos novos ministros, no Palácio do Planalto. Foto: Fabio Rodrigues /Agência Brasil

Palmas comedidas e semblantes fechados na posse dos novos ministros, no Palácio do Planalto. Foto: Fabio Rodrigues /Agência Brasil

Destaque paroquial para a figura do deputado federal cearense André Figueiredo (o terceiro da direita para a esquerda, de gravata vermelha), que assumiu o Ministério das Comunicações pela cota do PDT. Em janeiro, quem assumia nesse mesmo cargo era Ricardo Berzoini, do PT – junto com Cid Gomes na Educação -, em festiva cerimônia, cuja postura festiva e sorridente dos nomeados de então contrasta com o presente, conforme podemos conferir abaixo:

Posse dos 39 ministros de Dilma para o segundo mandato, com todos em pé, solenes e sorridentes. Ninguém imaginava ainda o estrago a ser feito pelas crises política e econômica. Foto: Agência Brasil

Posse dos 39 ministros de Dilma para o segundo mandato, com todos em pé, solenes e sorridentes. Ninguém imaginava ainda o estrago a ser feito pelas crises política e econômica. Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

Como diz a garotada, “a fila anda”. Alguns pularam fora ainda no começo, outros foram dispensados por conveniência. Poucos, pouquíssimos, pela competência em suas respectivas áreas. Com certeza, todos imaginavam ficar, pelo menos, um ano na pastas que lhes foram designadas. E dessa vez? Quem conseguirá ficar mais de 12 meses no cargo?

Publicidade

Heitor, Cid e o PDT: abre o olho André Figueiredo!

Por Wanfil em Política

16 de julho de 2015

Quem trabalha com jornalismo opinativo acaba associado de tal modo ao tema que escolheu para tratar profissionalmente, que é difícil falar de outra coisa. Faz parte. O comentarista esportivo é sempre chamado, em qualquer situação, a falar sobre o esporte, seja em aniversários ou consultórios médicos. O mesmo acontece, por exemplo, com o crítico de cinema. Onde ele anda, todos querem saber o que ela acha deste ou daquele filme. Com política não é diferente. Particularmente, aprecio ouvir as pessoas para sentir como o noticiário está repercutindo por aí.

Quando vou cortar o cabelo, o proprietário do salão, meu amigo Edmilson, que é quem me atende, sempre aproveita para conversar sobre política. Hoje, quando lá estive, ele mandou ver: “E o Heitor Férrer, hein? Será que fica no PDT, se o Cid for para lá?”. Nessas horas, gosto de instigar o interlocutor: “Não sei. Dizem que sai. O que você acha?”. E aí o Edmilson emendou: “Acho que se ele sair, fica ruim para o PDT. Fica feio. Se eu fosse o André Figueiredo [presidente estadual do PDT], ficava de olho aberto. Vai que o Cid se junta com o Brizola Neto [ex-ministro do Trabalho] e toma o partido dele? Não é sempre assim? Mas disso eu não entendo, deixo pra vocês jornalistas e políticos”.

Edmilson talvez não suspeite de que ele entende mais do que pensa. As premissas estão bem casadas na sua leitura. Os Brizola andam meio isolados no PDT, é verdade, mas pelo peso do nome, sempre podem causar rachas na sigla. Já Heitor Férrer, que sempre foi do PDT, é nome forte para concorrer à prefeitura de Fortaleza. Por isso mesmo recebeu convites de vários partidos, como PMDB, PPS e PSB. Por outro lado, há um histórico de intrigas que acompanha as andanças partidárias do grupo do ex-governador do Ceará. Por onde passou, houve briga e disputa. Por que agora seria diferente?

Abre o olho, André. Escuta o Edmilson.

Publicidade

Heitor, Cid e o PDT: abre o olho André Figueiredo!

Por Wanfil em Política

16 de julho de 2015

Quem trabalha com jornalismo opinativo acaba associado de tal modo ao tema que escolheu para tratar profissionalmente, que é difícil falar de outra coisa. Faz parte. O comentarista esportivo é sempre chamado, em qualquer situação, a falar sobre o esporte, seja em aniversários ou consultórios médicos. O mesmo acontece, por exemplo, com o crítico de cinema. Onde ele anda, todos querem saber o que ela acha deste ou daquele filme. Com política não é diferente. Particularmente, aprecio ouvir as pessoas para sentir como o noticiário está repercutindo por aí.

Quando vou cortar o cabelo, o proprietário do salão, meu amigo Edmilson, que é quem me atende, sempre aproveita para conversar sobre política. Hoje, quando lá estive, ele mandou ver: “E o Heitor Férrer, hein? Será que fica no PDT, se o Cid for para lá?”. Nessas horas, gosto de instigar o interlocutor: “Não sei. Dizem que sai. O que você acha?”. E aí o Edmilson emendou: “Acho que se ele sair, fica ruim para o PDT. Fica feio. Se eu fosse o André Figueiredo [presidente estadual do PDT], ficava de olho aberto. Vai que o Cid se junta com o Brizola Neto [ex-ministro do Trabalho] e toma o partido dele? Não é sempre assim? Mas disso eu não entendo, deixo pra vocês jornalistas e políticos”.

Edmilson talvez não suspeite de que ele entende mais do que pensa. As premissas estão bem casadas na sua leitura. Os Brizola andam meio isolados no PDT, é verdade, mas pelo peso do nome, sempre podem causar rachas na sigla. Já Heitor Férrer, que sempre foi do PDT, é nome forte para concorrer à prefeitura de Fortaleza. Por isso mesmo recebeu convites de vários partidos, como PMDB, PPS e PSB. Por outro lado, há um histórico de intrigas que acompanha as andanças partidárias do grupo do ex-governador do Ceará. Por onde passou, houve briga e disputa. Por que agora seria diferente?

Abre o olho, André. Escuta o Edmilson.