André Costa Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

André Costa

Autoridades em busca de explicações para a insegurança no Ceará

Por Wanfil em Segurança

11 de julho de 2017

O governador Camilo Santana defendeu a criação de uma lei que obrigue bancos gastem mais com segurança, de modo a inibir ataques a agências no interior do Ceará. Embora pareça uma solução, seria apenas um paliativo, já que as quadrilhas continuariam a cometer crimes, variando talvez de método e de alvos. A ideia foi anunciada em entrevista à rádio Tribuna Band News nesta terça-feira (11).

Na terça passada (4), o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, afirmou que o secretário de Segurança, André Costa, “precisa da ajuda da população para que seu projeto tenha sucesso”. Bom, se dependesse da vontade consciente da população, a violência jamais teria chegado aos patamares atuais, não é mesmo?

Já o secretário Costa, comentando na última sexta (7) o aumento de 91% nos homicídios em junho deste ano, comparado com junho de 2016, criticou o judiciário e a superlotação carcerária. Em resposta, o presidente do Tribunal de Justiça, Gladyson Pontes, disse que falta de educação para os jovens.

Fica evidente que apesar das boas intenções, e delas o inferno está cheio, cada autoridade aponta para um lado. Não há um discurso coeso, uma avaliação compartilhada. Na mesma entrevista à Band News, Camilo avaliou que a insegurança é uma combinação de causas diversas, no que tem razão. O desafio, portanto, é unir ações a partir de valores e de políticas públicas consensuais entre os responsáveis por encaminhar saídas para o problema.

Não é o que parece acontecer. O programa Ceará Pacífico, inspirado na experiência de Pernambuco, ensaiou caminhar nesse sentido, mas os números e as falas mostram o contrário.

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Candidatura de secretário arde no fogo dos ataques

Por Wanfil em Segurança

20 de Abril de 2017

Fotos de ataques assim não são postadas no Facebook das autoridades cearenses

O Ceará vive a maior onda de ataques a ônibus, carros, delegacias e bancos de sua história. A maioria dos casos, que começaram na quarta e prosseguiram nesta quinta, foi registrada em Fortaleza e Região Metropolitana.

Segundo o secretário de Segurança Pública do Estado, André Costa, as razões para esses ataques inesperados ainda estão sendo investigadas. Se os fins ainda são um mistério para o governo, os meios evidenciam ação coordenada para causar medo e transtornos, constrangendo as autoridades. Funcionou.

Desde que assumiu no início do ano, o secretário ganhou destaque por causa de seu estilo, digamos, midiático: manda recados para criminosos pelas redes sociais, participa pessoalmente de operações policiais, veste farda e usa frases de efeito. Ganhou a simpatia do público e dos policiais. Eu mesmo elogiei aqui no blog. E assim, não demorou em ser apontado como contraponto político ao deputado Capitão Wagner (PR), um dos principais nomes da oposição ao governador Camilo Santana (PT).

Se a retomada do diálogo entre o governo e os policiais, interditado na gestão de Cid Gomes, e a redução gradual nos índices de homicídios, são os principais trunfos de Camilo nessa área, pesam contra sua administração a rebelião com o maior número de mortos ocorrida no ano passado, e a agora, repito, a maior onda de ataques que já se viu no Ceará.

Para Costa, os ataques podem ser uma reação da bandidagem contra o trabalho do governo. É possível, mas a intensidade e a facilidade dessa reação indicam falhas no monitoramento do grupo (ou grupos) que organizou os atentados, além de dificuldades operacionais para desmobilizar as quadrilhas que atuam nas ruas. Não estamos falando de crime passional, de briga de vizinhos, mas de operações articuladas que demandam planejamento e hierarquia.

Se existe algum fundo de verdade nas supostas pretensões eleitorais para o secretário, elas sofreram duro golpe com os acontecimentos dos últimos dois dias.

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“Justiça ou cemitério”. É assim que se fala, secretário!

Por Wanfil em Segurança

31 de Janeiro de 2017

Por falar em cemitério – Caixões com fotos de policiais mortos no Ceará, durante protesto realizado em 2016. (Divulgação)

O secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa, afirmou o seguinte durante entrevista coletiva no último sábado:

“Para o bandido a gente oferece duas coisas: se ele quiser se entregar, a gente oferece a justiça. Se ele quiser puxar uma arma, como foi feito contra nosso policial, a gente tem o cemitério para oferecer a ele. Tem a justiça e tem o cemitério, o que não pode é um bandido puxar uma arma na rua e matar um policial ou matar uma pessoa inocente”.

A repercussão na imprensa mostrou muita gente preocupada com a possibilidade de que declarações nesse sentido possam estimular a violência policial, como se os índices obscenos de crimes no Ceará pudessem ser reduzidos com citações de autoajuda. Com certeza muita gente – a maioria silenciosa – concorda.

Antes de mais nada, é preciso destacar a ressalva feita pelo próprio secretário: “se ele [o bandido] quiser puxar uma arma”. Esse é o ponto que qualifica a ação policial. Não se trata de executar suspeitos, mas de reagir à altura em caso de resistência que ponha em risco a vida do agente de segurança ou de terceiros. Quem pode ser contra isso? O ideal seria que todos pudessem chegar a um acordo com base no diálogo, mas, convenhamos, quem comete crimes de arma em punho não parece disposto a isso, a menos que seja forçado. Infelizmente, é algo que pessoas de bem não gostam de imaginar, mas que é uma necessidade real.

Pode haver abuso dos policiais? Sim, claro. Para esses casos, ofereça-se, do mesmo modo, a justiça. O cemitério é mais difícil, na medida de que não se tem notícia de policiais presos que tenham atirado nos colegas. Mas se for o caso, o princípio do uso legítimo e legal de força letal vale plenamente.

Por fim, vale lembrar que existe uma grande distância entre falar o que a maioria quer ouvir e efetivamente resolver o problema. A fala do secretário é mostra de solidariedade com seus comandados e com a população amedrontada, mas não é ainda uma política de segurança. É uma disposição, não um rumo de ação planejada. É um começo, não uma chegada.

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Segurança pública no Ceará: o novo e o velho

Por Wanfil em Segurança

05 de Janeiro de 2017

Delegado aposentado da Polícia Federal, Delci Teixeira deixa o comando da Secretaria de Segurança. Assume o posto André Costa, jovem delegado da Polícia Federal.

O legado de Teixeira pode ser resumido na quebra da escalada dos homicídios no Estado, com dois anos consecutivos de uma gradual redução nesse tipo de crime, e no restabelecimento do diálogo com os policiais, patrocinado pelo governador Camilo Santana. Por outro lado, os assaltos continuam a crescer, assim como as mortes de policiais.

Além disso, o fortalecimento do crime organizado a partir do caos no sistema penitenciário, área da Secretaria da Justiça, é uma realidade que afeta a segurança pública como um todo. No ano passado, de dentro dos presídios, facções ordenaram ataques a ônibus, delegacias e prédios públicos. Colocaram um carro com dinamites ao lado da Assembleia Legislativa. Organizaram ainda na maior rebelião da História no Ceará, obrigando o governo estadual a pedir o socorro de tropas federais. É um problema nacional que, por sua vez, encontra solo fértil nos estados mais violentos.

Sobre isso, o governo federal lançou um programa para a modernização das penitenciárias estaduais, após a repercussão internacional do massacre de presos em Manaus, decorrente de uma guerra entre criminosos. Pode ser que algo melhore. Vamos aguardar.

De resto, a mudança na Secretaria de Segurança acontece menos de um mês após a saída de Andrade Júnior, também a pedido, do cargo de Delegado-Geral da Polícia Civil. Aparentemente, para quem acredita em coincidências, não há correlação entre essas baixas.

A novidade que chega e o ano que se inicia se deparam com alguns velhos problemas de anos que se prolongam. Por tudo isso, boa sorte ao novo secretário André Costa.

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Segurança pública no Ceará: o novo e o velho

Por Wanfil em Segurança

05 de Janeiro de 2017

Delegado aposentado da Polícia Federal, Delci Teixeira deixa o comando da Secretaria de Segurança. Assume o posto André Costa, jovem delegado da Polícia Federal.

O legado de Teixeira pode ser resumido na quebra da escalada dos homicídios no Estado, com dois anos consecutivos de uma gradual redução nesse tipo de crime, e no restabelecimento do diálogo com os policiais, patrocinado pelo governador Camilo Santana. Por outro lado, os assaltos continuam a crescer, assim como as mortes de policiais.

Além disso, o fortalecimento do crime organizado a partir do caos no sistema penitenciário, área da Secretaria da Justiça, é uma realidade que afeta a segurança pública como um todo. No ano passado, de dentro dos presídios, facções ordenaram ataques a ônibus, delegacias e prédios públicos. Colocaram um carro com dinamites ao lado da Assembleia Legislativa. Organizaram ainda na maior rebelião da História no Ceará, obrigando o governo estadual a pedir o socorro de tropas federais. É um problema nacional que, por sua vez, encontra solo fértil nos estados mais violentos.

Sobre isso, o governo federal lançou um programa para a modernização das penitenciárias estaduais, após a repercussão internacional do massacre de presos em Manaus, decorrente de uma guerra entre criminosos. Pode ser que algo melhore. Vamos aguardar.

De resto, a mudança na Secretaria de Segurança acontece menos de um mês após a saída de Andrade Júnior, também a pedido, do cargo de Delegado-Geral da Polícia Civil. Aparentemente, para quem acredita em coincidências, não há correlação entre essas baixas.

A novidade que chega e o ano que se inicia se deparam com alguns velhos problemas de anos que se prolongam. Por tudo isso, boa sorte ao novo secretário André Costa.