aliados Archives - Página 2 de 2 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

aliados

Eleições no Ceará: o que reúne 22 partidos numa aliança?

Por Wanfil em Eleições 2014

26 de Maio de 2014

No Ceará, base governista tem 22 partidos aliados, unidos por um vício antigo em dose recorde.

Base aliada com 22 partidos unidos por vícios antigos, em doses recordes.

Numa demonstração de “força persuasiva”, o Pros do Ceará, sigla de aluguel que atualmente abriga Cid Gomes & Cia., reuniu outros 21 partidos na última sexta-feira (23) para falar de eleições. Marcaram presença PEN, PHS, PMN, PP, PPL, PPS, PRP, PRTB, PSC, PSD, PSDC, PSL, PT, PTdoB, DEM, PCdoB, PDT, PTB, PTC, PTN e SDD. É a sopa de letrinhas que abre o apetite de qualquer candidato majoritário disposto a bancar o prato.

O objetivo declarado do encontro foi a necessidade de uma discussão para trabalhar as diretrizes de um programa de governo para o candidato que representará a coalizão situacionista. Na verdade o evento serviu para que os aliados cobrassem do governador a definição de quem será o nome do candidato oficial, e também para mostrar ao PMDB de Eunício Oliveira que a base continua orbitando no centro de gravidade governista.

Por outro lado, o PMDB tem experiência nessas negociações. Sabe que nessas gigantescas alianças partidárias não é bem a fidelidade a princípios programáticos o que conta, mas a expectativa de poder. Assim, fazer reuniões com os partidos da base não significa obrigatoriamente que haja unidade nessa relação. Um exemplo é o próprio PT, que está dividido. Caso confirme apoio ao candidato de Cid, o diretório de Fortaleza já sinalizou que não pede votos para o Pros.

E o resto é o resto. Partidos inexpressivos do ponto de vista ideológico, mas que possuem, cada qual, seu pequeno quinhão de tempo de propaganda para traficar em busca de cargos nos acordos eleitorais.

Por isso, os aliados do governo continuam casados com o governo, mas acenam com piscadelas com outras forças, especialmente o PMDB. Nunca se sabe, né? Vai que o escolhido de Cid não decola…

Aparências
Enquanto isso, o Pros faz o velho jogo de cena que procura dar ares de profundidade conceitual ao acordo entre esses partidos. Na reunião ficou acertado que serão realizados mais três encontros para discutir temas como educação, saúde, segurança pública, etc, etc, etc…

Na verdade, o que todos querem mesmo é saber quem será o candidato oficial, para poder então fazer suas apostas, de olho em espaços em futuros governos. Esse teatro não é exclusividade do Pros. PT, PSB, PSDB e o próprio PMDB já o encenaram em outros momentos. Não falo isso para justificar a frouxidão moral que permeia esses acordões. É justamente para denunciá-la como prática antiga, levada agora à potência máxima no governo Cid Gomes, que quase não tem opositores. O vício não é novo, mas sua intensidade é inédita.

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Senhores passageiros, com vocês ali no puxadinho, o novo Ceará!

Por Wanfil em Ceará

21 de Janeiro de 2014

A ampliação do Aeroporto Internacional Pinto Martins não será concluída antes da Copa do Mundo, em junho próximo, como previsto inicialmente em seu cronograma. Aliás, poucos aeroportos estarão em condições de receber o fluxo de turistas e passageiros que desembarcarão no Brasil, coitados, para o torneio.

Puxadinho

A situação da unidade de Fortaleza, entretanto, é especial: de todos, é local onde a obra estará mais atrasada. Mas o melhor (pior) ainda está por vir: para cumprir a palavra empenhada e não deixar os usuários do transporte aéreo na mão, o governo federal fará um “puxadinho” para receber a galera. “Brasil, zil, zil,zil…”, ouço em minha mente ufanista.

Tudo bem que o cearense está acostumado a ouvir promessas e deixar por isso mesmo. Mas na Copa é diferente, está todo mundo olhando e a Fifa reclama… Como não dá para prometer para fazer no próximo governo, apresentando a obra em maquete eletrônica na propaganda eleitoral, como nos casos da Refinaria da Petrobras e da Transposição do São Francisco, o jeito é improvisar uma gambiarra e chamar o troço de “criatividade”.

E olha que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou um aumento de 1.973 novos voos durante a Copa do Mundo, – aumento de 40% no tráfego – “com objetivo de reforçar a malha aérea e diminuir os preços das passagens”. É isso aí! Em Fortaleza, serão 205 voos a mais. Ainda bem que, precavidos, teremos o puxadinho.

Uma vez na capital do Ceará, o torcedor animado poderá conhecer a 7ª cidade mais violenta do mundo utilizando um sistema de transporte público que enche de orgulho o pessoal da Esplanada dos Ministérios.

Novo Ceará

Minha sugestão para causar mais impacto ainda é colocar no puxadinho esse trecho do novo jingle do governo do Estado: “é assim que a gente quer, é assim que a gente faz, o novo Ceará”.

“Peraí, Wanfil! A obra é federal, não misture as coisas!”. Eu sei, eu sei. Mas a Copa é um evento nacional e o espírito que anima a política no Ceará há alguns anos é o que apregoa a sinergia entre as administrações locais e nacional, irmanadas em um mesmo projeto administrativo. Por isso, ninguém pode reclamar do atraso da obra no aeroporto ou de qualquer outra, porquanto todos foram e são solidários nas promessas feitas.

Unidos por um legado

Na verdade, a admiração incondicional pela gestão, digamos assim, operosa da presidente Dilma Rousseff, é o elo comum entre Cid Gomes, Eunício Oliveira, José Guimarães e Luizianne Lins, que neste ano, apesar das divergências, pedirão mais quatro anos para ela mostrar como é que se faz.

Uma vez unidos pelas promessas que fizeram, unidos também pelo legado que deixam, entre eles, o puxadinho da Copa no Pinto Martins.

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O problema não é o STF, o problema é você, eleitor

Por Wanfil em Brasil

20 de setembro de 2013

Meu comentário na coluna política, da Tribuna BandNews FM – 101.7

A indignação geral – ou quase geral – com a decisão do STF sobre os tais embargos infringentes e que beneficiou 12 réus do mensalão é o assunto da hora nas rodas de conversa. Onde quer que a gente chegue, o rosário de lamentações começa. Curioso como todos são contra a impunidade e a impunidade ainda assim prospera… Bom, nesse clima de contrariedade, o vilão do momento é o ministro Celso de Mello, cujo voto desempatou a questão a favor dos condenados. De vez em quando elegemos um responsável pela impunidade crônica que vigora no país.

O escritor Nelson Rodrigues dizia que subdesenvolvimento não se improvisa. Eu digo, na mesma linha, que impunidade e decadência também não se improvisam.

Amplidão

Se hoje o Judiciário brasileiro se vê ameaçado pelo aparelhamento ideológico partidário, isso acontece porque existem forças políticas de posse dos instrumentos necessários para essa ação. O próprio mensalão foi instrumento utilizado para controlar outro poder, o Legislativo, em benefício do projeto idealizado por José Dirceu, Lula e companhia.

O que muitos dos que agora reclamam não atentam, ou não querem atentar, é para o fato de que o mensalão não se resume aos réus que terão novo julgamento, mas antes se amplia no arco de alianças que fazem orbitar em torno do PT as mais diferentes siglas, todas conectadas por interesses nada republicanos.

A presidente da República, o governador do Ceará, a ex-prefeita e o atual o prefeito de Fortaleza, por exemplo, são aliados políticos dos mensaleiros, quer admitam isso ou não. Em 2014, cada um a seu modo, sabe que precisa preservar o arranjo de poder do compartilhado por José Genoíno e Delúbio Soares.

Quem pode passar o país a limpo?

Por isso, querer que o judiciário agora corrija em um único julgamento as distorções que começam no Executivo e se estendem pelo Legislativo é sintoma de desespero ou cegueira.

Antes de culpar esse ou aquele ministro do Supremo Tribunal nesse episódio, é preciso que façamos a seguinte pergunta para nós mesmos: Afinal, como chegamos a esse ponto? Como deixamos as instituições serem desmoralizadas desse jeito? Como, enquanto nação, nos permitimos ser governados, ainda hoje, nesse exato instante, pelos agentes do mensalão? E, por fim, o que faremos a respeito?

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Refinaria no Ceará: novas formas para uma velha promessa

Por Wanfil em Ceará, Política

13 de junho de 2013

O desejo de ver instalada uma refinaria no Ceará é uma aspiração legítima, oportuna e viável, todos sabem. Especialmente quando o Estado fez investimentos que o colocam em condições de recebê-la, como, por exemplo, na área portuária. E mais ainda quando essa aspiração se torna promessa de campanha dos vencedores da eleição presidencial, casos de Lula e Dilma. Nesse processo, a obra se torna uma dívida para o governo que assume, com o povo cearense no papel de credor.

Ocorre que essa promessa tem sido devidamente renovada eleição após eleição e nada de refinaria. A fiadora da obra é a Petrobras, empresa mista controlada pelo governo, e que endossou as promessas de Lula e Dilma. No entanto, o início da construção é permanentemente adiado, de forma que fica cada vez mais difícil convencer o mais ingênuo e crédulo eleitor de que ele não foi enganado e de que ainda deve acreditar em novas promessas feitas por quem não cumpriu a palavra.

Factóides

Assim, aos que se beneficiaram dessa promissão com votações recordes, e diante da constatação de que o empreendimento até agora não passa de conversa, resta o seguinte desfio: Como salvar as aparências e ainda renovar as esperanças no compromisso de construir a refinaria? A resposta é  simples: criando factóides que tenham um mínimo de verossimilhança com o que possa parecer uma solução, ainda que nada seja resolvido. No caso em questão, duas ações simultâneas cumprem essa tarefa.

Primeiro, aliados do governo federal no estado montam uma campanha devidamente custeada com dinheiro público para “pressionar” a presidente Dilma. Os sócios locais da promessa não cumprida então reaparecem como valentes defensores dos interesses do Estado.

Em seguida, a Petrobras anuncia a parceria com uma empresa sul-coreana para viabilizar a construção da refinaria. Na verdade, não é mais do que uma carta de intenções para a realização de estudos sobre uma possível parceria, com vistas a um empreendimento de menor capacidade produtiva ao que foi anunciado no passado. Leia mais

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Refinaria no Ceará: novas formas para uma velha promessa

Por Wanfil em Ceará, Política

13 de junho de 2013

O desejo de ver instalada uma refinaria no Ceará é uma aspiração legítima, oportuna e viável, todos sabem. Especialmente quando o Estado fez investimentos que o colocam em condições de recebê-la, como, por exemplo, na área portuária. E mais ainda quando essa aspiração se torna promessa de campanha dos vencedores da eleição presidencial, casos de Lula e Dilma. Nesse processo, a obra se torna uma dívida para o governo que assume, com o povo cearense no papel de credor.

Ocorre que essa promessa tem sido devidamente renovada eleição após eleição e nada de refinaria. A fiadora da obra é a Petrobras, empresa mista controlada pelo governo, e que endossou as promessas de Lula e Dilma. No entanto, o início da construção é permanentemente adiado, de forma que fica cada vez mais difícil convencer o mais ingênuo e crédulo eleitor de que ele não foi enganado e de que ainda deve acreditar em novas promessas feitas por quem não cumpriu a palavra.

Factóides

Assim, aos que se beneficiaram dessa promissão com votações recordes, e diante da constatação de que o empreendimento até agora não passa de conversa, resta o seguinte desfio: Como salvar as aparências e ainda renovar as esperanças no compromisso de construir a refinaria? A resposta é  simples: criando factóides que tenham um mínimo de verossimilhança com o que possa parecer uma solução, ainda que nada seja resolvido. No caso em questão, duas ações simultâneas cumprem essa tarefa.

Primeiro, aliados do governo federal no estado montam uma campanha devidamente custeada com dinheiro público para “pressionar” a presidente Dilma. Os sócios locais da promessa não cumprida então reaparecem como valentes defensores dos interesses do Estado.

Em seguida, a Petrobras anuncia a parceria com uma empresa sul-coreana para viabilizar a construção da refinaria. Na verdade, não é mais do que uma carta de intenções para a realização de estudos sobre uma possível parceria, com vistas a um empreendimento de menor capacidade produtiva ao que foi anunciado no passado. (mais…)