aliados Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

aliados

Aliados no Ceará silenciam no day after de Lula

Por Wanfil em Política

05 de Abril de 2018

No dia que se seguiu à derrota de Lula no STF, a repercussão política no Ceará foi muito discreta. Onde estão aqueles que durante anos pediram votos e fizeram festa orbitando ao redor do petismo, ou mais precisamente, do lulismo no Estado?

Não houve notas, coletivas ou protestos por parte desses aliados. Não houve endosso formal e público às manifestações de repúdio contra a decisão da Suprema Corte. É tudo muito recente, eu sei, mas o calor do momento, especialmente com o ultimato do juiz Sérgio Moro para que o ex-presidente se entregue à Polícia Federal para dar início ao cumprimento de pena, é fundamental para reverberar a mensagem de solidariedade.

É óbvio que esses partidos já estavam preparados para assimilar qualquer desfecho no julgamento, especialmente aqueles que pretendem ter candidatura própria ao Palácio do Planalto, como é o caso do PDT, maior partido no Ceará. Todos disputam o espólio eleitoral do ex-presidente, ms temem o desgaste de associar-se nesse instante a alguém condenado e caminhando para a prisão por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Como especula-se que manobras e reviravoltas ainda são possíveis no segundo semestre, quando Dias Toffoli assumira a presidência do STF, os companheiros de outrora preferem esperar quietinhos para ver no que vai dar.

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Como eu avisei, aliados no Ceará não botam a mão no fogo por Lula

Por Wanfil em Política

13 de julho de 2017

Quem brinca com fogo pode se queimar

Eu não disse? A repercussão no Ceará da condenação de Lula por corrupção mobilizou, no meio político, protestos somente de nomes do PT, que acusaram uma grande armação contra o inocente ex-presidente.

Os adversários optaram por não tripudiar da situação, para não soarem antipáticos.

Já os aliados, vejam que coisa, preferiram não colocar a mão no fogo pelo ex-presidente, tudo conforme o roteiro que antecipei no post anterior: Quem ganha e quem perde no Ceará com a condenação de Lula?

Importante também destacar a posição do governador Camilo Santana, que é do PT, mas que também é Ciro para 2018, elogiou Lula, mas não contestou a decisão de Moro. Disse, sobre o ex-presidente, que nada poderá tirar-lhe “o brilho de sua história”.

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), não tocou no assunto e cumpriu agenda em Brasília junto ao Ministério da Saúde. Foco na gestão. O resto é o resto. Ivo Gomes (PDT), prefeito de Sobral, foi mais além e afirmou que “tudo o que o Brasil não precisa” é a volta de Lula, que “prestigiou a alta bandidagem brasileira”. Cid não se pronunciou ainda.

Ciro Gomes (PDT), em nota, disse “torcer” para que Lula prove sua inocência. Torce porque não tem certeza, é o recado. Como escrevi antes, o PDT conta com a saída de Lula do páreo para fazer de Ciro o candidato das esquerdas, herdando de quebra parte de seus votos. Postura devidamente copiada pelos liderados do pedetista.

O problema para o PT, e em especial para o PT cearense, é que se o partido quiser usar os palanques estaduais para defender Lula é ficar atento para ver se conta com nomes realmente dispostos a queimar a mão no fogo.

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Lula x Moro: onde estão os aliados do ex-presidente no Ceará?

Por Wanfil em Política

11 de Maio de 2017

Lula fala a Moro e aliados no Ceará silenciam…

O depoimento do réu Lula ao juiz Sérgio Moro dominou o noticiário e as redes sociais. Via de regra, as opiniões sobre a suposta culpa ou inocência do ex-presidente já estão formadas, independente do resultado do processo. É que para o grande público, política é mais paixão do que razão. Diferente dos profissionais da política, que costumam calcular suas posições, geralmente de olho nas próximas eleições.

Assim, é muito interessante observar as reações daqueles que foram os principais aliados locais do ex-presidente durante os seus mandatos.

Deputados do PT, por dever de ofício e senso de autopreservação, defenderam o ex-presidente na Assembleia Legislativa, antes e depois do interrogatório. Lideranças do partido também se manifestaram nesse sentido. Era de se esperar.

Curioso foi o silêncio do PDT e até do PCdoB. Seus parlamentares, lideranças, prefeitos, ex-ministros, ex-senadores (os do PMDB não contam, já que pularam fora antes com o impeachment, embora fossem muito próximos, lembram?). Ninguém publicou nada, deu entrevista ou discursou prestando solidariedade ou em desagravo ao petista, muito menos criticando Moro.

Parece que, no Ceará, esses “companheiros” (alguns ainda no PT) preferem não botar a mão no fogo por Lula. Ou então não podem, ou não devem, na medida em que estão mais integrados hoje ao projeto eleitoral de Ciro Gomes. Sem Lula no páreo, o ex-governador – que patina nas mais recentes pesquisas – poderia liderar uma frente de esquerda na corrida ao Palácio do Planalto, herdando ainda parte dos votos do petista, que atualmente lidera essas mesmas pesquisas.

Com aliados assim, quem precisa de adversários?

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Sonhar não é pecado

Por Wanfil em Política

21 de Fevereiro de 2017

PT como vice na chapa de Ciro? Só se Lula desistir ou se a Lava Jato o impedir

O jornal O Estado ouviu parlamentares da base aliada no Ceará sobre as recentes declarações do governador Camilo Santana, que mesmo sendo do PT, defende que o partido abra mão de uma candidatura própria à Presidência da República, para apoiar Ciro Gomes, do PDT.

Resumindo, por aqui os petistas desconversaram e os pedetistas acharam a ideia genial. Delira quem imagina o PT cedendo a cabeça de chapa ao PDT, especialmente quando ainda se cogita uma possível nova candidatura de Lula.

Delírio que só deixa de ser delírio no momento em que o PDT como um todo e o cirismo em particular torcem para uma eventual desistência ou impedimento (leia-se prisão) de Lula. Aí passa a ser sonho.

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A culpa

Por Wanfil em Política

30 de setembro de 2016

Michel Temer disse que a culpa pela crise não é dele. Fica evidente que, no seu entendimento, o fato de ter sido vice-presidente por duas vezes na chapa de Dilma Rousseff não o torna cúmplice pelo desastre econômico que passamos.

De fato, em última instância, a culpa é de quem efetivamente tem o poder de decisão. Vice não conta. Do mesmo modo, não podemos dizer que aliados ou eleitores da ex-presidente sejam culpados pelo desemprego e pela inflação.

Isso, porém, não os isenta totalmente de responsabilidade, afinal, elegeram e deram sustentação política ao projeto que fracassou. Especialmente os aliados. No entanto, estes podem dizer, uns por esperteza, outros por arrependimento, que cometeram um erro. E ao erro, todos estão sujeitos.

Existem, no entanto, os que insistem em dizer que a recessão foi um mero acidente de percurso, ação do estrangeiro ou de forças econômicas ressentidas. Chamam de golpe o impeachment. Ao persistirem no erro, abraçados com Dilma, sem um mea-culpa, perdem o benefício da dúvida e assumem a culpa moral pela crise, tudo em nome de um projeto de poder.

PS. Não adianta Temer culpar Dilma. Ela perdeu o cargo exatamente por isso. Se não mostrar serviço e a situação não melhorar, a culpa será dele e ponto final.

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Onde estão os que enalteciam as qualidades de Dilma no Ceará?

Por Wanfil em Política

11 de Maio de 2016

O Senado confirmará logo mais o afastamento de Dilma Rousseff, a presidente mais impopular da História, a que cometeu o maior estelionato eleitoral depois do Plano Cruzado, a presidente cuja gestão foi indelevelmente manchada pelo petrolão (maior caso de corrupção já desmascarado no Brasil), a que foi apresentada como grande gestora por Lula e que provocou, no final, a maior recessão da economia brasileira.

O editorial do Estadão desta quarta-feira história arremata: “É hora de Dilma Rousseff começar a se preparar para o destino que o Brasil lhe reservou generosamente: o esquecimento”.

Sobre isso, em relação ao Ceará, cabe uma ressalva. Antes mesmo do eleitor esquecer Dilma, parece que já a esqueceram muitos dos aliados que durante anos apoiaram a “Mãe do PAC”, garantindo aos cearenses tratar-se de pessoa preparadíssima para a função, apesar de todos os erros e mesmo após o golpe da refinaria e atrasos constantes e caríssimos na transposição do São Francisco.

Cadê?
Onde estão aqueles que nos últimos anos acotovelavam-se para aparecer ao lado de Dilma nos palanques eleitorais e nas visitas oficiais? Sumiram ou mudaram de lado. A começar pela bancada estadual do PMDB, comandada por Eunício Oliveira (que, dizem, nunca perdoou a imparcialidade de Dilma nas eleições de 2014, quando Cid Gomes lançou candidato do PT ao governo do Ceará quebrando acordo com o PMDB). Além do mais, foi o racha na aliança nacional da legenda com o PT que fez o governo federal perder de vez as condições de conduzir o País.

Até aí, era de se esperar. Mas existem outros que se antes aplaudiam e enalteciam a inigualável capacidade administrativa da presidente, como o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, agora estão calados. Nunca mais compareceram a eventos com a “presidenta”. Cid e Ciro até mandaram seus deputados federais e o presidente da Assembleia estadual, Zezinho Albuquerque, do PDT, tirarem foto com a petista na véspera da derrota na Câmara, mas foi apenas o último suspiro. O grupo agora deixará Dilma de lado para se concentrar numa possível candidatura de Ciro à Presidência da República.

Caminhando com Dilma até a derrocada final estão o próprio PT, com destaque para o deputado federal José Guimarães e para o governador Camilo Santana; o deputado Chico Lopes, do PCdoB; e Arnon Bezerra, do PTB. Com exceção de Lopes, os nomes mencionados neste parágrafo estiveram presentes na rápida passagem da ainda presidente em Juazeiro na última sexta-feira (6). E só. “Ninguém assistiu ao formidável enterro de tua última quimera…”.

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Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa

Por Wanfil em Crônica

10 de setembro de 2015

Ao maquiar as contas públicas para conseguir sua reeleição, a presidente Dilma Rousseff destruiu o frágil equilíbrio entre gastos e despesas da União. Agora estamos em recessão, com previsão de mais recessão para o próximo ano, situação devidamente registrada pelo humilhante rebaixamento do Brasil no rating da Standard & Poor´s. Junto com a credibilidade da presidente, foi-se a economia nacional.

Ainda que fosse excepcionalmente preparada, Dilma, sozinha, não conseguiria criar e manter uma farsa dessa magnitude. Foi preciso o empenho de muitos agentes para levar adiante o engodo do “desenvolvimentismo” brasileiro. De partidos a intelectuais, de inocentes úteis e a militantes profissionais.

Digo isso porque vejo aqui e ali parceiros, aliados e simpatizantes da presidente arriscando críticas ao desgoverno, à frouxidão fiscal da gestão, à inabilidade política da cúpula palaciana, ao tamanho da máquina, ao loteamento de cargos e à corrupção, como se tudo isso fosse novidade e como se não tivessem eles, os entusiastas do governismo, nada a ver com o desastre em curso. Gente que até poucos meses atrás garantia que a petista representava a continuidade de um modelo econômico sólido, amparado em convicções técnicas modernas, justas e inovadoras.

Profissionais diversos, como jornalistas e professores, além de políticos e autoridades, aderem agora ao coro dos descontentes ou se fazem de meros expectadores, sem assumirem, convenientemente, a parcela de responsabilidade que lhes cabe. Não é só Dilma que deve desculpas aos brasileiros. Falta de aviso não foi e nada do que acontece agora era segredo em 2014. Basta lembrar o caso da economista demitida pelo Santander após descrever com franqueza o cenário econômico. Mesmo assim, os passageiros do trem da alegria preferiram fechar os olhos, em nome de um mal menor, que de menor não tem nada, pelo contrário.

No Ceará, até ontem, aplaudiam obras inacabadas, fazendo pouco caso de seus atrasos inexplicáveis; publicavam e depois publicavam de novo releases discorrendo sobre as maravilhas da refinaria que não veio, como se fosse fato consumado; diziam-se admiradores sapientes da competência administrativa da “presidenta”. E agora, onde estão? Por que não pedem, junto com Dilma, desculpas?

Vejo-os por aí, em artigos de jornal e depoimentos nas redes sociais, dissimulados, disfarçando para melhor passarem, fugindo de si mesmos. Me fazem lembrar de um trecho famoso da prece católica – Confiteor (“Eu confesso”, em latim):

Pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras e obras, por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa (peccavi nimis cogitatione verbo, et opere: mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa).

Me parece um tanto dramática, mas no presente, serve à perfeição, pois lembra que as decisões individuais possuem consequências (notem que a culpa não é do demônio, que na versão da teologia marxista, também pode ser chamado de mercado). A culpa não é só da presidente Dilma, mas isso, ninguém confessa.

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Dilma no Ceará: os aliados sumiram

Por Wanfil em Política

31 de agosto de 2015

A impopularidade não perdoa. No post anterior eu disse que a visita da presidente Dilma Rousseff (PT ) ao Ceará serviria pelo menos para mostrar quem faria, por livre e espontânea vontade, papel de figurante na agenda montada pela equipe do Palácio do Planalto.

O resultado pode ser conferido na foto abaixo, tirada durante cerimônia para a entrega de unidades habitacionais em Caucaia:

Palanque murcho: onde estão os governistas crônicos do Ceará, fiéis aliados de outrora? – Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

As autoridades que compareceram ao lado da presidente mais impopular da história cumpriam ali um dever de ofício, litúrgico, por força dos cargos que ocupam. Fora esses, o cortejo de governistas crônicos do Ceará sumiu, como sempre acontece quando a maré política muda.

Para comparar, no post a que me referi no início do texto, publiquei uma foto de 2013 na qual sorridentes aliados da presidente disputavam espaço dentro de uma vagão do metrô de Fortaleza, para ver quem aparecia ao lado dela. Naquela época Dilma estava de cima, era bem avaliada e favorita para as eleições do ano seguinte. Agora, como todos sabem, a situação é outra bem diferente.

Diante da rejeição popular, aliados locais trocam de partido, afetam surpresa e buscam distância daquela que até bem pouco tempo atrás, diziam ser a mais brilhante das gestoras. Tudo para dar a impressão de que nada têm a ver com o buraco em que o Brasil se meteu.

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Dilma vem ao Ceará para nada. Resta ver quem serão os figurantes do factoide

Por Wanfil em Política

26 de agosto de 2015

Dilma-metro-Fortaleza-linha-sul-Foto-Roberto-Stuckert-Filho-PR

Dilma no Ceará, em 2013, quando ainda era popular. E agora, quem embarcará com ela no trem da impopularidade? Imagem: efeito sobre foto de divulgação

A presidente Dilma vem ao Ceará na próxima sexta-feira (28). Na agenda, a petista irá a Lavras da Mangabeira (terra do senador Eunício Oliveira, do PMDB) assinar ordem de serviço para trecho da ferrovia transnordestina. Depois, como se fosse prefeita do Brasil, segue para Caucaia, onde entrega algumas unidades do ‘Minha Casa, Minha Vida’. Não há confirmação sobre uma eventual vistoria nas obras da transposição do São Francisco. Por fim, em Fortaleza, ela participa do evento “Dialoga Ceará”.

Mais do mesmo
Na prática, Dilma não fará nada, a exemplo de visitas anteriores. O Minha Casa Minha Vida programa sofreu corte de 5,6 bilhões de reais por causa da crise, sem contar com nos atrasos dos pagamentos às construtoras, que por isso começaram a demitir operários. No Ceará, serão entregues quatrocentas e poucas unidades, muito pouco para um governo que festejava a condição de sétima economia do mundo.

A transnordestina, assim como a transposição, é exemplo de ineficiência, com atrasos sucessivos e aumentos de preços inexplicáveis. E o “Dialoga Ceará” é invenção de marqueteiro na tentativa de mostrar que seu governo não se resume a escândalos de corrupção, caos político e desastre na economia. Como sempre, vai sobrar discurso e faltar ação. Nem a reforma do aeroporto prometida para a Copa o governo conseguiu fazer.

A novidade
Nada disso é novo. Dilma já veio ao Ceará outras vezes fazer promessas e discursos sem nexo. A diferença é a conjuntura desfavorável para a presidente. Processos no TSE e no TCU, ameaça de impeachment, protestos contra o governo, inflação alta, aumentos nas taxas de energia e nos combustíveis, dólar descontrolado, desemprego recorde, redução nos repasses federais para estados e municípios e maior índice de impopularidade da história.

Sem contar o passivo local, como os 650 milhões de reais do tesouro estadual gastos para receber a refinaria prometida aos cearenses, ou a redução de verbas para a saúde, que ampliou a crise no setor.

Trem desgovernado
Antes, quando ainda registrava boas taxas de aprovação, a presidente era seguida por um cortejo de aliados sorridentes, ansiosos por fotografias e incapazes de cobrar-lhe promessas como a refinaria. Eram coadjuvantes dos factoides presidenciais dispostos a tudo para ficar no trem do governismo, quando este andava nos trilhos. Agora, a situação é outra. Cid já saiu do ministério e Ciro tratou de procurar um partido independente, no caso, o PDT.

Será interessante ver quem, livre de obrigações partidárias ou de funções administrativas, ainda se dispõe a ficar no trem desgovernado pilotado por Dilma, na condição de figurante durante as encenações públicas agendadas para a visita.

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Pros e PT disputam coordenação da bancada federal mais fraca da história do Ceará

Por Wanfil em Política

07 de Abril de 2015

Registro de reunião recente da bancada federal do Ceará

Registro de reunião recente  do rebanho federal do Ceará

A bancada federal do Ceará na Câmara dos Deputados é composta por 22 deputados. Com poucas exceções, a ampla maioria é governista. Pois bem. A bancada deve se reunir nesta terça para avaliar a disputa entre o atual coordenador do grupo, deputado Antônio Balhman, do Pros, e o petista José Airton Cirilo.

A bancada que não bota banca
Em tese, uma bancada bem coordenada tem maior poder de articulação para negociar projetos e programas de interesse do povo do Ceará, do que parlamentares dispersos.

Na prática, a atual bancada federal do Ceará se notabilizou pela obediência cega ao Palácio do Planalto, muitas vezes em detrimento das necessidades do Estado.

O que fizeram sobre o golpe da refinaria aplicado por Lula e Dilma? Nada. A maioria não votou uma única vez contra o governo (com raras exceções, é bom lembrar) para pressioná-lo a compensar o prejuízo e o engodo impostos aos cearenses. E qual o feito recente de maior repercussão da bancada do Ceará na Câmara? A salva de palmas ao ex-ministro Cid Gomes, no dia em que ele foi prestar esclarecimentos sobre a polêmica declaração a respeito de achacadores na base aliada e acabou demitido por Eduardo Cunha, do PMDB. Pronto. O resto são emendas individuais e troca de apoio eleitoral.

A disputa entre PT e Pros
Isso não quer dizer que a disputa pela coordenação do grupo seja totalmente irrelevante, já que o que está em jogo é o comando político da aliança entre o Pros e o PT no Ceará. O Pros tem maioria na bancada, mas o PT tem o Palácio da Abolição. Aliados no campo estadual, porém, adversários em vários municípios – inclusive em Fortaleza –, as siglas começam a se posicionar de olho nas eleições do ano que vem. Tem tiver mais força emplaca o coordenador.

De resto, para a população, tanto faz Antônio Balhman ou José Airton Cirilo. No que diz respeito a postura da bancada, é tudo igual.

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Pros e PT disputam coordenação da bancada federal mais fraca da história do Ceará

Por Wanfil em Política

07 de Abril de 2015

Registro de reunião recente da bancada federal do Ceará

Registro de reunião recente  do rebanho federal do Ceará

A bancada federal do Ceará na Câmara dos Deputados é composta por 22 deputados. Com poucas exceções, a ampla maioria é governista. Pois bem. A bancada deve se reunir nesta terça para avaliar a disputa entre o atual coordenador do grupo, deputado Antônio Balhman, do Pros, e o petista José Airton Cirilo.

A bancada que não bota banca
Em tese, uma bancada bem coordenada tem maior poder de articulação para negociar projetos e programas de interesse do povo do Ceará, do que parlamentares dispersos.

Na prática, a atual bancada federal do Ceará se notabilizou pela obediência cega ao Palácio do Planalto, muitas vezes em detrimento das necessidades do Estado.

O que fizeram sobre o golpe da refinaria aplicado por Lula e Dilma? Nada. A maioria não votou uma única vez contra o governo (com raras exceções, é bom lembrar) para pressioná-lo a compensar o prejuízo e o engodo impostos aos cearenses. E qual o feito recente de maior repercussão da bancada do Ceará na Câmara? A salva de palmas ao ex-ministro Cid Gomes, no dia em que ele foi prestar esclarecimentos sobre a polêmica declaração a respeito de achacadores na base aliada e acabou demitido por Eduardo Cunha, do PMDB. Pronto. O resto são emendas individuais e troca de apoio eleitoral.

A disputa entre PT e Pros
Isso não quer dizer que a disputa pela coordenação do grupo seja totalmente irrelevante, já que o que está em jogo é o comando político da aliança entre o Pros e o PT no Ceará. O Pros tem maioria na bancada, mas o PT tem o Palácio da Abolição. Aliados no campo estadual, porém, adversários em vários municípios – inclusive em Fortaleza –, as siglas começam a se posicionar de olho nas eleições do ano que vem. Tem tiver mais força emplaca o coordenador.

De resto, para a população, tanto faz Antônio Balhman ou José Airton Cirilo. No que diz respeito a postura da bancada, é tudo igual.