Impeachment: bancada cearense se divide, porém maioria continua com Dilma - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Impeachment: bancada cearense se divide, porém maioria continua com Dilma

Por Wanfil em Sem categoria

18 de Abril de 2016

A votação do impeachment quantificou o que todos já sabiam: hoje o governo federal é minoria na Câmara dos Deputados. Foram 367 votos pela saída da presidente Dilma, contra 137 por sua permanência. O esgarçamento político é de tal envergadura que nem mesmo o apelo à distribuição de cargos e verbas foi capaz de manter 1/3 dos parlamentares na base. Sem sustentação política, é o fim da gestão.

Na contramão desse quadro, apenas três bancadas deram maioria para a ainda presidente Dilma: Bahia, Amapá e Ceará! Dos 22 cearenses, onze votaram contra o impeachment e nove a favor, com uma abstenção e uma ausência. De todo modo, foi um placar apertado, o que mostra uma divisão que antes não havia, quase igualando oposicionistas e governistas.

Isso é significativo na medida em que bancada  do Ceará se notabilizou por ter uma maioria submissa aos interesses do governo federal, condição reforçada pelo alinhamento automático do executivo estadual nas três últimas gestões. Essa disposição aos sim, ao consentimento e à obediência resultou em falta de prestígio político. É aquela história: quem muito se oferece, pouco se dá valor.

Na bancada de Pernambuco, por exemplo, estado que conseguiu uma refinaria, além de grandes investimentos nos últimos anos, 18 deputados votaram pelo impeachment e seis contra. Uma surra. Que fique a lição: governos só respeitam bancadas que colocam os interesses do estado acima de interesses eleitoreiros e partidários.

Para registro, segue abaixo a posição dos deputados federais cearenses na votação.

A favor do impeachment, por ordem alfabética:

Adail carneiro (PP), Cabo Sabino (PR), Danilo Forte (PSB), Genecias Noronha (SD), Moroni Torgan (DEM), Moses Rodrigues (PMDB), Raimundo Gomes de Matos (PSDB), Ronaldo Martins (PRB) e Vitor Valim (PMDB).

Contra o impeachment de Dilma, portanto, derrotados:

Ariosto Holanda (PDT), Arnon Bezerra (PTB), Chico Lopes (PCdoB), Domingos Neto (PSD), José Guimarães (PT), José Airton (PT), Leônidas Cristino (PDT), Luizianne Lins (PT), Macedo (PP), Odorico Monteiro (PROS) e Vicente Arruda (PDT).

Lavaram as mãos

Aníbal Gomes (PMDB) não votou e Gorete Pereira (PR) absteve-se.

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Impeachment: bancada cearense se divide, porém maioria continua com Dilma

Por Wanfil em Sem categoria

18 de Abril de 2016

A votação do impeachment quantificou o que todos já sabiam: hoje o governo federal é minoria na Câmara dos Deputados. Foram 367 votos pela saída da presidente Dilma, contra 137 por sua permanência. O esgarçamento político é de tal envergadura que nem mesmo o apelo à distribuição de cargos e verbas foi capaz de manter 1/3 dos parlamentares na base. Sem sustentação política, é o fim da gestão.

Na contramão desse quadro, apenas três bancadas deram maioria para a ainda presidente Dilma: Bahia, Amapá e Ceará! Dos 22 cearenses, onze votaram contra o impeachment e nove a favor, com uma abstenção e uma ausência. De todo modo, foi um placar apertado, o que mostra uma divisão que antes não havia, quase igualando oposicionistas e governistas.

Isso é significativo na medida em que bancada  do Ceará se notabilizou por ter uma maioria submissa aos interesses do governo federal, condição reforçada pelo alinhamento automático do executivo estadual nas três últimas gestões. Essa disposição aos sim, ao consentimento e à obediência resultou em falta de prestígio político. É aquela história: quem muito se oferece, pouco se dá valor.

Na bancada de Pernambuco, por exemplo, estado que conseguiu uma refinaria, além de grandes investimentos nos últimos anos, 18 deputados votaram pelo impeachment e seis contra. Uma surra. Que fique a lição: governos só respeitam bancadas que colocam os interesses do estado acima de interesses eleitoreiros e partidários.

Para registro, segue abaixo a posição dos deputados federais cearenses na votação.

A favor do impeachment, por ordem alfabética:

Adail carneiro (PP), Cabo Sabino (PR), Danilo Forte (PSB), Genecias Noronha (SD), Moroni Torgan (DEM), Moses Rodrigues (PMDB), Raimundo Gomes de Matos (PSDB), Ronaldo Martins (PRB) e Vitor Valim (PMDB).

Contra o impeachment de Dilma, portanto, derrotados:

Ariosto Holanda (PDT), Arnon Bezerra (PTB), Chico Lopes (PCdoB), Domingos Neto (PSD), José Guimarães (PT), José Airton (PT), Leônidas Cristino (PDT), Luizianne Lins (PT), Macedo (PP), Odorico Monteiro (PROS) e Vicente Arruda (PDT).

Lavaram as mãos

Aníbal Gomes (PMDB) não votou e Gorete Pereira (PR) absteve-se.