Wagner e Camilo trocam insultos enquanto bandidagem segue firme - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Wagner e Camilo trocam insultos enquanto bandidagem segue firme

Por Wanfil em Segurança

22 de Abril de 2017

No rastro de fumaça deixado pelos ataques e incêndios em Fortaleza e Região Metropolitana, o deputado Capitão Wagner (PR) e o governador Camilo Santana (PT), possíveis adversários nas eleições do ano que vem, trocaram farpas que em nada ajudam na solução do problema. É fogo sem calor.

Wagner chamou Camilo de “frouxo” acusando-o de não concordar com a estratégia adotada pela Secretaria de Segurança para normalizar a situação. Já o governador rebateu chamando o deputado de “moleque”, dizendo que o parlamentar busca tirar proveito político do momento.

É papel da oposição criticar, função tanto mais importante nos momentos de crise, como é o caso. Por outro lado, é compreensível que governos façam a defesa de suas atuações e abordagens, mesmo quando pressionados pelos fatos.

Ocorre que a substituição de critérios objetivos relacionados a políticas públicas pelo mero insulto tem efeito prático nulo, sobressaindo-se apenas seu teor emocional. Na verdade, impede o debate sobre as causas do problema e atrapalha a avaliação sobre a eficiência as medidas emergenciais adotadas. Sem isso, casos como o que assistimos se repetirão toda vez que facções criminosas assim decidirem.

É preciso que o governo seja cobrado, afinal, não é normal que o crime organizado faça o que fez. Wagner faz o que a oposição deixou de fazer há muito tempo no Ceará: cutucar e chamar a discussão. Camilo, por sua vez, precisa explicar sem subterfúgios como o governo foi pego de surpresa e como pretende evitar que novos ataques aconteçam. Isso é normal, pelo menos, deveria ser.

Não precisam concordar, é óbvio, mas podem discordar um do outro de forma construtiva, trazendo informações, apresentando alternativas e opções. Para isso, entretanto,é necessário que passem a comunicar suas ideias em outro nível.

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Wagner e Camilo trocam insultos enquanto bandidagem segue firme

Por Wanfil em Segurança

22 de Abril de 2017

No rastro de fumaça deixado pelos ataques e incêndios em Fortaleza e Região Metropolitana, o deputado Capitão Wagner (PR) e o governador Camilo Santana (PT), possíveis adversários nas eleições do ano que vem, trocaram farpas que em nada ajudam na solução do problema. É fogo sem calor.

Wagner chamou Camilo de “frouxo” acusando-o de não concordar com a estratégia adotada pela Secretaria de Segurança para normalizar a situação. Já o governador rebateu chamando o deputado de “moleque”, dizendo que o parlamentar busca tirar proveito político do momento.

É papel da oposição criticar, função tanto mais importante nos momentos de crise, como é o caso. Por outro lado, é compreensível que governos façam a defesa de suas atuações e abordagens, mesmo quando pressionados pelos fatos.

Ocorre que a substituição de critérios objetivos relacionados a políticas públicas pelo mero insulto tem efeito prático nulo, sobressaindo-se apenas seu teor emocional. Na verdade, impede o debate sobre as causas do problema e atrapalha a avaliação sobre a eficiência as medidas emergenciais adotadas. Sem isso, casos como o que assistimos se repetirão toda vez que facções criminosas assim decidirem.

É preciso que o governo seja cobrado, afinal, não é normal que o crime organizado faça o que fez. Wagner faz o que a oposição deixou de fazer há muito tempo no Ceará: cutucar e chamar a discussão. Camilo, por sua vez, precisa explicar sem subterfúgios como o governo foi pego de surpresa e como pretende evitar que novos ataques aconteçam. Isso é normal, pelo menos, deveria ser.

Não precisam concordar, é óbvio, mas podem discordar um do outro de forma construtiva, trazendo informações, apresentando alternativas e opções. Para isso, entretanto,é necessário que passem a comunicar suas ideias em outro nível.