Senador Pimentel, a pergunta é: o senhor repassou ou não as perguntas da CPI da Petrobras? - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Senador Pimentel, a pergunta é: o senhor repassou ou não as perguntas da CPI da Petrobras?

Por Wanfil em Política

05 de agosto de 2014

O mais novo escândalo envolvendo a Petrobras tem entre seus protagonistas o senador José Pimentel (PT-CE). Segundo a revista Veja, o parlamentar teria vazado perguntas que seriam feitas a dirigentes da empresa na CPI que investiga suspeita de irregularidades na compra de uma refinaria nos Estados Unidos e na construção de outra em Pernambuco. Mais especificamente, Pimentel, que é relator da CPI e líder do governo no Senado, teria repassado o material a Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, o mesmo que enrolou os cearenses por anos como fiador da refinaria no Ceará prometida por Lula e Dilma, obra que nunca saiu do papel.

Nota evasiva
O caso é grave, pois seria sabotagem contra o Congresso e, por conseguinte, contra a própria democracia. Em nota, Pimentel disse que “o relator não se reuniu e nem orientou o depoimento dos investigados” e que protocolou requerimentos para que as denúncias sejam apuradas.

A nota é sóbria, porém, evasiva. O senador nega ter feito aquilo o que não lhe atribuem autoria e nada diz sobre a verdadeira acusação. Ninguém disse que Pimentel orientou os investigados. Isso teria sido feito pela própria Petrobras. A revista diz que Pimentel foi um dos responsáveis por entregar as questões a Gabrielli, que depois as enviou para os investigados, para enfim serem orientados nas respostas. A questão central é: afinal, entregou ou não? Isso a nota não esclarece.

Pouca convicção?
Talvez não haja convicção nesse sentido, se é que vocês me entendem. Certa feita José Genoíno, então presidente nacional do PT, negou ter assinado uns documentos referente a empréstimos, para ser desmascarado logo na edição da semana seguinte, pela mesma revista. Acabou na Papuda.

Pimentel, é bom frisar, é inocente até prova em contrário. Mas como relator, a suspeita pesa sobre seu papel na CPI. E a Petrobras continua seu calvário de ingerências políticas na sua administração. Lamentável.

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Senador Pimentel, a pergunta é: o senhor repassou ou não as perguntas da CPI da Petrobras?

Por Wanfil em Política

05 de agosto de 2014

O mais novo escândalo envolvendo a Petrobras tem entre seus protagonistas o senador José Pimentel (PT-CE). Segundo a revista Veja, o parlamentar teria vazado perguntas que seriam feitas a dirigentes da empresa na CPI que investiga suspeita de irregularidades na compra de uma refinaria nos Estados Unidos e na construção de outra em Pernambuco. Mais especificamente, Pimentel, que é relator da CPI e líder do governo no Senado, teria repassado o material a Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, o mesmo que enrolou os cearenses por anos como fiador da refinaria no Ceará prometida por Lula e Dilma, obra que nunca saiu do papel.

Nota evasiva
O caso é grave, pois seria sabotagem contra o Congresso e, por conseguinte, contra a própria democracia. Em nota, Pimentel disse que “o relator não se reuniu e nem orientou o depoimento dos investigados” e que protocolou requerimentos para que as denúncias sejam apuradas.

A nota é sóbria, porém, evasiva. O senador nega ter feito aquilo o que não lhe atribuem autoria e nada diz sobre a verdadeira acusação. Ninguém disse que Pimentel orientou os investigados. Isso teria sido feito pela própria Petrobras. A revista diz que Pimentel foi um dos responsáveis por entregar as questões a Gabrielli, que depois as enviou para os investigados, para enfim serem orientados nas respostas. A questão central é: afinal, entregou ou não? Isso a nota não esclarece.

Pouca convicção?
Talvez não haja convicção nesse sentido, se é que vocês me entendem. Certa feita José Genoíno, então presidente nacional do PT, negou ter assinado uns documentos referente a empréstimos, para ser desmascarado logo na edição da semana seguinte, pela mesma revista. Acabou na Papuda.

Pimentel, é bom frisar, é inocente até prova em contrário. Mas como relator, a suspeita pesa sobre seu papel na CPI. E a Petrobras continua seu calvário de ingerências políticas na sua administração. Lamentável.