Camilo e RC anunciam obras do IJF2: ano eleitoral deve ser apenas coincidência - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Camilo e RC anunciam obras do IJF2: ano eleitoral deve ser apenas coincidência

Por Wanfil em Política

13 de Abril de 2016

Camilo Santana e Roberto Cláudio, governador do Ceará e prefeito de Fortaleza, ambos eleitos com o apoio de Cid Gomes e parceiros inseparáveis nas suas respectivas campanhas, anunciaram em entrevista coletiva as obras para ampliação do Instituto Doutor José Frota, na capital.

Naturalmente, ninguém é contra um empreendimento que pode aumentar o atendimento de um hospital público. Isso não significa, porém, abrir mão do discernimento necessário na hora de observar os devidos cuidados para que o projeto tenha o melhor resultado possível.

É preciso levar em conta se a obra está em consonância com prioridades definidas junto aos profissionais da área, se há condições financeiras para sua manutenção, se o momento é o ideal para contrair novos empréstimos, se os parceiros anunciados estão em condição de arcar com os compromissos assumidos e por aí vai.

Nesse sentido, no presente caso, alguns pontos precisam ser esclarecidos. Como é que o Governo do Estado e o Governo Federal anunciam um novo hospital quando o hospital regional de Quixeramobim, inaugurado há mais de um ano, não funciona por falta de verbas?

Como é que o Governo do Estado e a Prefeitura da capital irão equipar o novo IJF, se médicos reclamam da falta de insumos e remédios? Pela lógica, se não é possível dar conta da estrutura existente, aumentá-la não parece ser a melhor solução para dar mais eficiência aos serviços oferecidos.

Não se está a dizer aqui que o IJF2 tem caráter predominante eleitoreiro, afinal, por coincidência, a obra começa no final do mandato de um provável candidato a reeleição. Trata-se apenas de alertar para o risco de ver tanta ansiedade dos nossos gestores acabar em equívoco, levantando mais um elefante branco no Ceará ou criando um ponto de desequilíbrio financeiro que para funcionar, sugará recursos de outras áreas. E isso, suponho, ninguém quer.

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Camilo e RC anunciam obras do IJF2: ano eleitoral deve ser apenas coincidência

Por Wanfil em Política

13 de Abril de 2016

Camilo Santana e Roberto Cláudio, governador do Ceará e prefeito de Fortaleza, ambos eleitos com o apoio de Cid Gomes e parceiros inseparáveis nas suas respectivas campanhas, anunciaram em entrevista coletiva as obras para ampliação do Instituto Doutor José Frota, na capital.

Naturalmente, ninguém é contra um empreendimento que pode aumentar o atendimento de um hospital público. Isso não significa, porém, abrir mão do discernimento necessário na hora de observar os devidos cuidados para que o projeto tenha o melhor resultado possível.

É preciso levar em conta se a obra está em consonância com prioridades definidas junto aos profissionais da área, se há condições financeiras para sua manutenção, se o momento é o ideal para contrair novos empréstimos, se os parceiros anunciados estão em condição de arcar com os compromissos assumidos e por aí vai.

Nesse sentido, no presente caso, alguns pontos precisam ser esclarecidos. Como é que o Governo do Estado e o Governo Federal anunciam um novo hospital quando o hospital regional de Quixeramobim, inaugurado há mais de um ano, não funciona por falta de verbas?

Como é que o Governo do Estado e a Prefeitura da capital irão equipar o novo IJF, se médicos reclamam da falta de insumos e remédios? Pela lógica, se não é possível dar conta da estrutura existente, aumentá-la não parece ser a melhor solução para dar mais eficiência aos serviços oferecidos.

Não se está a dizer aqui que o IJF2 tem caráter predominante eleitoreiro, afinal, por coincidência, a obra começa no final do mandato de um provável candidato a reeleição. Trata-se apenas de alertar para o risco de ver tanta ansiedade dos nossos gestores acabar em equívoco, levantando mais um elefante branco no Ceará ou criando um ponto de desequilíbrio financeiro que para funcionar, sugará recursos de outras áreas. E isso, suponho, ninguém quer.