Fica, Leonelzinho! - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Fica, Leonelzinho!

Por Wanfil em Política

19 de junho de 2015

Enrolado com a lei, protagonista de vários escândalos e afastado do cargo por decisão judicial, o vereador de Fortaleza Leonelzinho Alencar, do PT do B, renunciou ao cargo.

Não há mais como voltar a atrás, pois a decisão foi consumada. No entanto, se eu pudesse, se tivesse sido, por algum motivo qualquer, consultado a respeito, diria assim: fica, Leonelzinho! Suponho, entretanto, que o vereador não acataria meu conselho fraterno. É que assim, o parlamentar poderia ser cassado, ficando inelegível por oito anos. Não por acaso, foi o mesmo desfecho do caso envolvendo o vereador ‘Aonde É’, que renunciou no mês passado.

A renúncia não deixa de ser uma espécie de confissão, mas isso pouco importa para os envolvidos. Em casos assim não é a honra dos acusados que está em jogo, o que vale é garantir a possibilidade de uma candidatura nas próximas eleições. São vários os exemplos de políticos que renunciaram para depois voltar ao parlamento, sendo o mais notório o caso de Renan Calheiros, que não só foi eleito novamente, como ainda se tornou presidente do Senado.

Legião
Naquela que considero uma das melhores passagens bíblicas, Jesus pergunta ao demônio que dominava um homem: “Qual é o teu nome?” E o espírito maligno lhe responde: “Legião é o meu nome, porque somos muitos”.

Leonelzinho e ‘Aonde É’ não assombram sozinhos a Câmara de Fortaleza ou a política cearense. Na verdade, eles são muitos. Em todo o país políticos usam desse artifício para escapar de uma punição maior. E ninguém elimina essas brechas porque elas existem para atender a legião. Por que ninguém apresenta um projeto tornando inelegíveis parlamentares investigados por irregularidades no exercício do mandato que renunciam? Porque não lhes interessa, claro.

De resto, os renunciantes sempre contam com a conivência, a displicência e também com a memória curta de seus eleitores.

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Fica, Leonelzinho!

Por Wanfil em Política

19 de junho de 2015

Enrolado com a lei, protagonista de vários escândalos e afastado do cargo por decisão judicial, o vereador de Fortaleza Leonelzinho Alencar, do PT do B, renunciou ao cargo.

Não há mais como voltar a atrás, pois a decisão foi consumada. No entanto, se eu pudesse, se tivesse sido, por algum motivo qualquer, consultado a respeito, diria assim: fica, Leonelzinho! Suponho, entretanto, que o vereador não acataria meu conselho fraterno. É que assim, o parlamentar poderia ser cassado, ficando inelegível por oito anos. Não por acaso, foi o mesmo desfecho do caso envolvendo o vereador ‘Aonde É’, que renunciou no mês passado.

A renúncia não deixa de ser uma espécie de confissão, mas isso pouco importa para os envolvidos. Em casos assim não é a honra dos acusados que está em jogo, o que vale é garantir a possibilidade de uma candidatura nas próximas eleições. São vários os exemplos de políticos que renunciaram para depois voltar ao parlamento, sendo o mais notório o caso de Renan Calheiros, que não só foi eleito novamente, como ainda se tornou presidente do Senado.

Legião
Naquela que considero uma das melhores passagens bíblicas, Jesus pergunta ao demônio que dominava um homem: “Qual é o teu nome?” E o espírito maligno lhe responde: “Legião é o meu nome, porque somos muitos”.

Leonelzinho e ‘Aonde É’ não assombram sozinhos a Câmara de Fortaleza ou a política cearense. Na verdade, eles são muitos. Em todo o país políticos usam desse artifício para escapar de uma punição maior. E ninguém elimina essas brechas porque elas existem para atender a legião. Por que ninguém apresenta um projeto tornando inelegíveis parlamentares investigados por irregularidades no exercício do mandato que renunciam? Porque não lhes interessa, claro.

De resto, os renunciantes sempre contam com a conivência, a displicência e também com a memória curta de seus eleitores.