Eleições: Ciro joga ônus de eventual rompimento em Eunício - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Eleições: Ciro joga ônus de eventual rompimento em Eunício

Por Wanfil em Política

14 de Fevereiro de 2014

Ciro Gomes, atualmente secretário de Saúde do Ceará, disse em entrevista à Tribuna Bandnews FM (101.7), considerar justa a pretensa candidatura do senador Eunício Oliveira (PMDB) ao governo estadual, para em seguida mandar ver a clássica conjunção coordenativa adversativa “agora”, no sentido de “mas”, “contudo”, “porém”. Pois é, sempre tem um “porém” para complicar a história. Assim, reproduzo a oração coordenada que dá sentido estratégico ao raciocínio de Ciro: Agora, nós vamos sentar na mesa (sic) apelando para que o que esteja em jogo não sejam projetos pessoais, nem nosso, nem de ninguém, mas o futuro do Ceará”.

Faço aqui, uma tradução interpretativa dessa sentença política: “O Eunício fez da candidatura um projeto pessoal e por isso não terá o nosso apoio. Portanto, se houver rompimento, a culpa é dele”. Na prática, é o que está dito. Por que raios ele não fala assim logo de uma vez, Wanfil? Ora, porque política é isso, a arte do arrodeio. Entre a imagem de vítima e de carrasco, a primeira é sempre mais simpática aos olhos do público.

Na entrevista, Ciro explicou os critérios pelos quais o PROS tem nada menos do que seis nomes como pré-candidatos ao cargo de Cid: Domingos Filho, Mauro Filho, Leônidas Cristino, Izolda Cela, Zezinho Albuquerque e Roberto Cláudio. Segue a explicação: “Por que eles? Porque são aqueles que têm maior massa de serviços prestados, maior experiência, maior conhecimento da estratégia de desenvolvimento do Ceará, garantia de seriedade de que nenhum deles, ninguém, pode pegar na munheca que não responda muito bem.”

Ficou um pouco confuso no final, mas, evidentemente, uma vez que o PROS não possui dinâmica partidária baseada numa militância genuína, nem sequer mesmo um programa claro, os nomes apresentados são pessoalmente ligados aos irmãos Ciro e Cid. Faço, mais uma vez, a tradução política do que foi dito: onde se lê “garantia de seriedade”, leia-se “garantia de lealdade”. Mais pessoal e menos imparcial, impossível.

Para encerrar, nos bastidores o próprio Eunício não esconde que, na opinião dele, o maior empecilho ao seu inequívoco projeto pessoal de ser governador, é mesmo Ciro Gomes. Cid até toparia, mas Ciro veta. Indagado qual seria o motivo, o senador é incisivo ao dizer que o ex-governador temeria perder espaço. Se isso é verdade ou não, não há tradutor que possa esclarecer. Resta aguardar cenas dos próximos capítulos dessa novelinha.

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Eleições: Ciro joga ônus de eventual rompimento em Eunício

Por Wanfil em Política

14 de Fevereiro de 2014

Ciro Gomes, atualmente secretário de Saúde do Ceará, disse em entrevista à Tribuna Bandnews FM (101.7), considerar justa a pretensa candidatura do senador Eunício Oliveira (PMDB) ao governo estadual, para em seguida mandar ver a clássica conjunção coordenativa adversativa “agora”, no sentido de “mas”, “contudo”, “porém”. Pois é, sempre tem um “porém” para complicar a história. Assim, reproduzo a oração coordenada que dá sentido estratégico ao raciocínio de Ciro: Agora, nós vamos sentar na mesa (sic) apelando para que o que esteja em jogo não sejam projetos pessoais, nem nosso, nem de ninguém, mas o futuro do Ceará”.

Faço aqui, uma tradução interpretativa dessa sentença política: “O Eunício fez da candidatura um projeto pessoal e por isso não terá o nosso apoio. Portanto, se houver rompimento, a culpa é dele”. Na prática, é o que está dito. Por que raios ele não fala assim logo de uma vez, Wanfil? Ora, porque política é isso, a arte do arrodeio. Entre a imagem de vítima e de carrasco, a primeira é sempre mais simpática aos olhos do público.

Na entrevista, Ciro explicou os critérios pelos quais o PROS tem nada menos do que seis nomes como pré-candidatos ao cargo de Cid: Domingos Filho, Mauro Filho, Leônidas Cristino, Izolda Cela, Zezinho Albuquerque e Roberto Cláudio. Segue a explicação: “Por que eles? Porque são aqueles que têm maior massa de serviços prestados, maior experiência, maior conhecimento da estratégia de desenvolvimento do Ceará, garantia de seriedade de que nenhum deles, ninguém, pode pegar na munheca que não responda muito bem.”

Ficou um pouco confuso no final, mas, evidentemente, uma vez que o PROS não possui dinâmica partidária baseada numa militância genuína, nem sequer mesmo um programa claro, os nomes apresentados são pessoalmente ligados aos irmãos Ciro e Cid. Faço, mais uma vez, a tradução política do que foi dito: onde se lê “garantia de seriedade”, leia-se “garantia de lealdade”. Mais pessoal e menos imparcial, impossível.

Para encerrar, nos bastidores o próprio Eunício não esconde que, na opinião dele, o maior empecilho ao seu inequívoco projeto pessoal de ser governador, é mesmo Ciro Gomes. Cid até toparia, mas Ciro veta. Indagado qual seria o motivo, o senador é incisivo ao dizer que o ex-governador temeria perder espaço. Se isso é verdade ou não, não há tradutor que possa esclarecer. Resta aguardar cenas dos próximos capítulos dessa novelinha.