Camilo quer apoio de Dilma para a refinaria. Só lembrando: não é favor, é dívida de campanha - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Camilo quer apoio de Dilma para a refinaria. Só lembrando: não é favor, é dívida de campanha

Por Wanfil em Política

04 de novembro de 2014

Sobre o encontro entre o governador eleito do Ceará, Camilo Santana, com a presidente Dilma Rousseff, assessoria de comunicação do ex-candidato informa que ele “reforçou o pedido pela instalação da Refinaria [da Petrobras] no Estado”. Em seguida, conforme o release, Camilo falou sobre o empreendimento:

“O governador Cid Gomes já deixou todas as bases prontas para a instalação da Refinaria no Ceará. Com o apoio da presidenta Dilma, vou trabalhar para que o empreendimento se torne realidade e ajude a desenvolver ainda mais o Estado.”

É compreensível o cuidado do novo governador ao abordar a presidente. Mas aqui vai o alerta amigo do Wanfil: polidez demais não deu resultado nos últimos 12 anos. Aliás, quanto mais votos, mais palmas, mais salamaleques e bajulação, mais descaso em troca. O futuro ex-senador Inácio Arruda (PCdoB) não me deixa mentir. Durante todo esse tempo criaram empecilhos e desculpas, fizeram chacota (Sérgio Gabrielli, então presidente da Petrobras, comparou o projeto com uma gravidez para brincar com a “pressa” dos cearenses), transferiram responsabilidades (a culpa seria os entraves burocráticos ambientais no Estado para a liberação do terreno).

É claro que Camilo ainda não assumiu o governo e que tratar do assunto já nesse primeiro encontro é uma forma de lembrar pessoalmente o que foi prometido. Faz muito bem. Ocorre que, sem querer parecer muito pessimista, se a obra não veio no tempo das vacas gordas, agora é que vai ser difícil, com a Petrobras enrolada em problemas financeiros e escândalos de corrupção. Até o momento, ninguém veio a público desmentir a notícia da Reuters sobre o adiamento, mais um!, da obra.

De qualquer modo, é importante mostrar que o Ceará não espera um favor, uma caridade, mas a contrapartida de uma promessa que, se não for cumprida dessa vez, ficará lembrado como o maior estelionato eleitoral de nossa História.

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Camilo quer apoio de Dilma para a refinaria. Só lembrando: não é favor, é dívida de campanha

Por Wanfil em Política

04 de novembro de 2014

Sobre o encontro entre o governador eleito do Ceará, Camilo Santana, com a presidente Dilma Rousseff, assessoria de comunicação do ex-candidato informa que ele “reforçou o pedido pela instalação da Refinaria [da Petrobras] no Estado”. Em seguida, conforme o release, Camilo falou sobre o empreendimento:

“O governador Cid Gomes já deixou todas as bases prontas para a instalação da Refinaria no Ceará. Com o apoio da presidenta Dilma, vou trabalhar para que o empreendimento se torne realidade e ajude a desenvolver ainda mais o Estado.”

É compreensível o cuidado do novo governador ao abordar a presidente. Mas aqui vai o alerta amigo do Wanfil: polidez demais não deu resultado nos últimos 12 anos. Aliás, quanto mais votos, mais palmas, mais salamaleques e bajulação, mais descaso em troca. O futuro ex-senador Inácio Arruda (PCdoB) não me deixa mentir. Durante todo esse tempo criaram empecilhos e desculpas, fizeram chacota (Sérgio Gabrielli, então presidente da Petrobras, comparou o projeto com uma gravidez para brincar com a “pressa” dos cearenses), transferiram responsabilidades (a culpa seria os entraves burocráticos ambientais no Estado para a liberação do terreno).

É claro que Camilo ainda não assumiu o governo e que tratar do assunto já nesse primeiro encontro é uma forma de lembrar pessoalmente o que foi prometido. Faz muito bem. Ocorre que, sem querer parecer muito pessimista, se a obra não veio no tempo das vacas gordas, agora é que vai ser difícil, com a Petrobras enrolada em problemas financeiros e escândalos de corrupção. Até o momento, ninguém veio a público desmentir a notícia da Reuters sobre o adiamento, mais um!, da obra.

De qualquer modo, é importante mostrar que o Ceará não espera um favor, uma caridade, mas a contrapartida de uma promessa que, se não for cumprida dessa vez, ficará lembrado como o maior estelionato eleitoral de nossa História.