Ibope: Heitor cresce e Cals surpreende; o resto é recall e dúvidas 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Ibope: Heitor cresce e Cals surpreende; o resto é recall e dúvida

Por Wanfil em Pesquisa

10 de Maio de 2012

Corrida eleitoral: largar bem não é garantia de vitória, no entanto, largar mal é certeza de esforço adicional na busca de recuperar terreno.

A pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira com nomes de pré-candidatos para a Prefeitura de Fortaleza mostra uma quadro sem grandes surpresas. Encomendada pelo PSB, a consulta simulou quatro cenários de disputa, mudando os indicados de alguns partidos, uma vez que as convenções que definem as candidaturas ainda não foram realizadas.

Inácio e Moroni: recall

Em todos os cenários Inácio Arruda (PC do B) e Moroni Torgan (DEM) lideram. Nada mais natural, por serem nomes mais conhecidos, beneficiados com a exposição de campanhas passadas. Ambos já concorreram – e perderam – diversas vezes na capital, com bons desempenhos. Nesse momento, sem nomes definidos e faltando pouco mais de cinco meses para o pleito, o eleitor ainda não parou para avaliar opções. dessa forma, a pesquisa Ibope é recall, ou seja, o registro dos nomes mais lembrados. De qualquer forma, Moroni e Inácio, pelo histórico, começam com a vantagem de sempre: são candidatos bons de largada, mas que perdem fôlego na reta final. O desafio para eles é ultrapassar os 25% de preferência e segurar a vantagem.

Heitor Férrer e Marcos Cals: bem posicionados

Próximos aos líderes aparecem os nomes de Heitor Férrer (PDT) e Marcos Cals (PSDB). Férrer, de ator coadjuvante em outras campanhas majoritárias, desponta desta vez como alternativa real de poder. O deputado cresceu ao atuar como um dos poucos opositores de Cid Gomes na Assembleia Legislativa. Se conseguir sair candidato, tem boa perspectiva de desempenho.

Marcos Cals colhe os frutos da exposição obtida nas eleições para o governo estadual em 2010, quando terminou em segundo lugar com quase 20% dos votos, contrariando pesquisas. Boa parte dessa votação se deu na capital. O tucano não deixa de ser uma surpresa. Postula o cargo sem ter a cobertura de um mandato ou cargo público (o que gera visibilidade) e sem poder contar com uma militância partidária forte. Com um piso de mais ou menos 15%, mostra competitividade.

O resto é dúvida

Renato Roseno reaparece com a eterna missão de marcar território para o seu partido. Está onde sempre esteve, com 7% das intenções.

O restante dos candidatos gera mais dúvidas do que certezas. Artur Bruno (PT), Ferrucio Feitosa (PSB), Roberto Cláudio (PSB) e Elmano Freitas (PT) aparecem nas últimas posições, bem distantes dos líderes. Na verdade, ainda não entraram em campo, enquanto os adversários já se aquecem. O grupo ficar com a lanterna da pesquisa é algo esperado, posto que seus partidos, apesar de serem aliados na atual gestão, estão em processo de disputa interna justamente para saber quem será o escolhido, com risco iminente de racha.

A essa altura, o que deve preocupar o PT e o PSB é o passar do tempo. O romano Tito Lívio já alertava: “periculum in mora” ou “o perigo está na demora”.

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Ibope: Heitor cresce e Cals surpreende; o resto é recall e dúvida

Por Wanfil em Pesquisa

10 de Maio de 2012

Corrida eleitoral: largar bem não é garantia de vitória, no entanto, largar mal é certeza de esforço adicional na busca de recuperar terreno.

A pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira com nomes de pré-candidatos para a Prefeitura de Fortaleza mostra uma quadro sem grandes surpresas. Encomendada pelo PSB, a consulta simulou quatro cenários de disputa, mudando os indicados de alguns partidos, uma vez que as convenções que definem as candidaturas ainda não foram realizadas.

Inácio e Moroni: recall

Em todos os cenários Inácio Arruda (PC do B) e Moroni Torgan (DEM) lideram. Nada mais natural, por serem nomes mais conhecidos, beneficiados com a exposição de campanhas passadas. Ambos já concorreram – e perderam – diversas vezes na capital, com bons desempenhos. Nesse momento, sem nomes definidos e faltando pouco mais de cinco meses para o pleito, o eleitor ainda não parou para avaliar opções. dessa forma, a pesquisa Ibope é recall, ou seja, o registro dos nomes mais lembrados. De qualquer forma, Moroni e Inácio, pelo histórico, começam com a vantagem de sempre: são candidatos bons de largada, mas que perdem fôlego na reta final. O desafio para eles é ultrapassar os 25% de preferência e segurar a vantagem.

Heitor Férrer e Marcos Cals: bem posicionados

Próximos aos líderes aparecem os nomes de Heitor Férrer (PDT) e Marcos Cals (PSDB). Férrer, de ator coadjuvante em outras campanhas majoritárias, desponta desta vez como alternativa real de poder. O deputado cresceu ao atuar como um dos poucos opositores de Cid Gomes na Assembleia Legislativa. Se conseguir sair candidato, tem boa perspectiva de desempenho.

Marcos Cals colhe os frutos da exposição obtida nas eleições para o governo estadual em 2010, quando terminou em segundo lugar com quase 20% dos votos, contrariando pesquisas. Boa parte dessa votação se deu na capital. O tucano não deixa de ser uma surpresa. Postula o cargo sem ter a cobertura de um mandato ou cargo público (o que gera visibilidade) e sem poder contar com uma militância partidária forte. Com um piso de mais ou menos 15%, mostra competitividade.

O resto é dúvida

Renato Roseno reaparece com a eterna missão de marcar território para o seu partido. Está onde sempre esteve, com 7% das intenções.

O restante dos candidatos gera mais dúvidas do que certezas. Artur Bruno (PT), Ferrucio Feitosa (PSB), Roberto Cláudio (PSB) e Elmano Freitas (PT) aparecem nas últimas posições, bem distantes dos líderes. Na verdade, ainda não entraram em campo, enquanto os adversários já se aquecem. O grupo ficar com a lanterna da pesquisa é algo esperado, posto que seus partidos, apesar de serem aliados na atual gestão, estão em processo de disputa interna justamente para saber quem será o escolhido, com risco iminente de racha.

A essa altura, o que deve preocupar o PT e o PSB é o passar do tempo. O romano Tito Lívio já alertava: “periculum in mora” ou “o perigo está na demora”.