Pesquisa mostra que 60% apoiam impeachment da presidente. Lembra do Titanic? - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Pesquisa mostra que 60% apoiam impeachment da presidente. Lembra do Titanic?

Por Wanfil em Pesquisa

24 de Março de 2015

Pesquisa mostra que o buraco no casco é grande. Base aliada já de colete procura por botes salva-vidas. Alguns tripulantes já pularam do barco governista, que ameaça afundar junto com os passageiros da classe econômica.

Pesquisa mostra que o buraco no casco é grande. Base aliada já de colete procura por botes salva-vidas. Alguns tripulantes já pularam do barco governista, que ameaça afundar junto com os passageiros da classe econômica.

Uma pesquisa do instituto MDA encomendada pela Confederação Nacional do Transporte mostra que 64,8% dos entrevistados reprovam o governo Dilma, contra 10,8% que o aprovam. Quase 70% culpam a presidente pela corrupção na Petrobras (Lula também é responsabilizado por 67,9% – ou seja: a culpa, para esse grupo, é do PT).

Segundo o levantamento, 84% acreditam que Dilma cometeu estelionato eleitoral e quase 83% entendem que a presidente é incompetente para lidar com a crise.

Ponto crítico
Esse é apenas o preâmbulo que nos leva ao número crítico: em relação a um eventual impeachment de Dilma, 59,7% são favoráveis, contra 34,7% que não concordam com a ideia. Não está em discussão aqui aspectos técnicos da ideia, mas o sentimento coletivo.

A pesquisa mostra que o governo não tem credibilidade junto à população para resolver a crise que ele mesmo criou, que a imensa maioria o consideram ruim de doer e que boa parte entende que: 1) foi traída; 2) a gestão é corrupta e 3) que por tudo isso, é melhor que a presidente saia. O Titanic governista bateu no iceberg da crise econômica e o rombo no casco, assim como na Petrobras, é gigante.

O socorro de Eduardo Cunha
Se o momento é grave para a economia, para o governo é desesperador, como atestam os números. Não adiantou chamar de golpe ou culpar a imprensa. Aliás, ninguém deu manchete para a informação sobre o impeachment. Os principais jornais se limitaram a citar que a popularidade do governo é baixa, ajudando a colocar o desejo pelo impedimento da presidente apenas – e rapidamente – dentro dos textos.

Significa que vai haver impeachment? Ainda não é possível afirmar. Eu mesmo não concordo. Acho mais fácil uma cassação em razão das investigações da Operação Lava Jato, mas essa é outra história. Até o momento, não há clima institucional para tirar Dilma via Congresso Nacional. Adivinhem quem, perguntado sobre o resultado da pesquisa, se disse contra o impeachment? O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, achacador filiado ao famigerado PMDB, nas palavras do ex-ministro da Educação Cid Gomes. Para Cunha, não é possível banalizar a hipótese de afastar um presidente eleito, coisa e tal. Pois é, por enquanto, os dois inimigos defendem Dilma, divergências à parte. No entanto, se a pressão continuar a crescer nas ruas, nunca se sabe. Já aconteceu antes.

À beira do “salve-se quem puder”
Se o governo não mostrar capacidade de reagir nas próximas semanas, os especialistas em salvar a própria pele irão se afastar da presidente, para não se contaminarem com sua impopularidade. Quando o Titanic começa a afundar, a turma da primeira classe corre para os botes, enquanto o resto dos passageiros afunda com o navio.

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Pesquisa mostra que 60% apoiam impeachment da presidente. Lembra do Titanic?

Por Wanfil em Pesquisa

24 de Março de 2015

Pesquisa mostra que o buraco no casco é grande. Base aliada já de colete procura por botes salva-vidas. Alguns tripulantes já pularam do barco governista, que ameaça afundar junto com os passageiros da classe econômica.

Pesquisa mostra que o buraco no casco é grande. Base aliada já de colete procura por botes salva-vidas. Alguns tripulantes já pularam do barco governista, que ameaça afundar junto com os passageiros da classe econômica.

Uma pesquisa do instituto MDA encomendada pela Confederação Nacional do Transporte mostra que 64,8% dos entrevistados reprovam o governo Dilma, contra 10,8% que o aprovam. Quase 70% culpam a presidente pela corrupção na Petrobras (Lula também é responsabilizado por 67,9% – ou seja: a culpa, para esse grupo, é do PT).

Segundo o levantamento, 84% acreditam que Dilma cometeu estelionato eleitoral e quase 83% entendem que a presidente é incompetente para lidar com a crise.

Ponto crítico
Esse é apenas o preâmbulo que nos leva ao número crítico: em relação a um eventual impeachment de Dilma, 59,7% são favoráveis, contra 34,7% que não concordam com a ideia. Não está em discussão aqui aspectos técnicos da ideia, mas o sentimento coletivo.

A pesquisa mostra que o governo não tem credibilidade junto à população para resolver a crise que ele mesmo criou, que a imensa maioria o consideram ruim de doer e que boa parte entende que: 1) foi traída; 2) a gestão é corrupta e 3) que por tudo isso, é melhor que a presidente saia. O Titanic governista bateu no iceberg da crise econômica e o rombo no casco, assim como na Petrobras, é gigante.

O socorro de Eduardo Cunha
Se o momento é grave para a economia, para o governo é desesperador, como atestam os números. Não adiantou chamar de golpe ou culpar a imprensa. Aliás, ninguém deu manchete para a informação sobre o impeachment. Os principais jornais se limitaram a citar que a popularidade do governo é baixa, ajudando a colocar o desejo pelo impedimento da presidente apenas – e rapidamente – dentro dos textos.

Significa que vai haver impeachment? Ainda não é possível afirmar. Eu mesmo não concordo. Acho mais fácil uma cassação em razão das investigações da Operação Lava Jato, mas essa é outra história. Até o momento, não há clima institucional para tirar Dilma via Congresso Nacional. Adivinhem quem, perguntado sobre o resultado da pesquisa, se disse contra o impeachment? O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, achacador filiado ao famigerado PMDB, nas palavras do ex-ministro da Educação Cid Gomes. Para Cunha, não é possível banalizar a hipótese de afastar um presidente eleito, coisa e tal. Pois é, por enquanto, os dois inimigos defendem Dilma, divergências à parte. No entanto, se a pressão continuar a crescer nas ruas, nunca se sabe. Já aconteceu antes.

À beira do “salve-se quem puder”
Se o governo não mostrar capacidade de reagir nas próximas semanas, os especialistas em salvar a própria pele irão se afastar da presidente, para não se contaminarem com sua impopularidade. Quando o Titanic começa a afundar, a turma da primeira classe corre para os botes, enquanto o resto dos passageiros afunda com o navio.