Dissidentes do PSB no Ceará ensinam como procurar um novo partido - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Dissidentes do PSB no Ceará ensinam como procurar um novo partido

Por Wanfil em Partidos

27 de setembro de 2013

A segunda reunião para definir o destino do grupo político ligado ao governador Cid Gomes, realizada na noite de ontem com a presença de parlamentares e prefeitos dissidentes do PSB, acabou, mais uma vez, sem definição. Outra reunião ficou acertada para a próxima terça-feira (01/10). O prazo para uma decisão é curto e termina na sexta-feira (04/10) da semana que vem.

Os meios que (des)qualificam o fim

De concreto, Cid adiantou que o grupo seguirá em bloco para uma nova sigla e que o PT não é alternativa viável. Entre as opções em análise estão PP, PDT, PC do B, PSD e o recém-fabricado PROS. A ordem é buscar aquele que ofereça maior segurança contra questionamentos jurídicos e possíveis prejuízos aos aliados que exercem mandato.

Questões como ideologia, valores e princípios ficam, portanto, em segundo plano, diante das conveniências eleitorais do momento, como é muito comum no Brasil e no Ceará em especial, onde manadas de políticos sempre vivem a seguir seus chefes de um lado para o outro. Raro mesmo é ver uma confissão explícita nesse sentido, feita não por um impulso de denúncia, mas pela assimilação do oportunismo como prática normal e perfeitamente aceitável.

Em busca do tempo perdido

A estratégia de alimentar especulações para em seguida, aos poucos, ir desmentindo os boatos, prolongando assim o suspense geral, resulta, por um lado, das dúvidas a respeito das consequências de uma mudança de partido feita às pressas e na última hora, e por outro, da necessidade de ganhar mais tempo para ver como atuam outras forças políticas.

Nova pesquisa

Sobre isso, a nova pesquisa do instituto Ibope sobre a corrida presidencial, divulgada também ontem, pode servir para justificar a saída de Cid e sua turma do PSB, já que Dilma aparece na liderança com 38% das preferências, enquanto Eduardo Campos fica com apenas 5%.

No entanto, isso não basta pra resolver as questões internas que afligem os governistas no Estado. Na verdade, fortalece o PT e o PMDB, aliados de Cid que podem lançar candidaturas próprias e se transformarem em seus maiores adversários. Mas nada é certo ainda.

Com tanta indefinição, resta mesmo esperar cenas dos próximos capítulos.

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Dissidentes do PSB no Ceará ensinam como procurar um novo partido

Por Wanfil em Partidos

27 de setembro de 2013

A segunda reunião para definir o destino do grupo político ligado ao governador Cid Gomes, realizada na noite de ontem com a presença de parlamentares e prefeitos dissidentes do PSB, acabou, mais uma vez, sem definição. Outra reunião ficou acertada para a próxima terça-feira (01/10). O prazo para uma decisão é curto e termina na sexta-feira (04/10) da semana que vem.

Os meios que (des)qualificam o fim

De concreto, Cid adiantou que o grupo seguirá em bloco para uma nova sigla e que o PT não é alternativa viável. Entre as opções em análise estão PP, PDT, PC do B, PSD e o recém-fabricado PROS. A ordem é buscar aquele que ofereça maior segurança contra questionamentos jurídicos e possíveis prejuízos aos aliados que exercem mandato.

Questões como ideologia, valores e princípios ficam, portanto, em segundo plano, diante das conveniências eleitorais do momento, como é muito comum no Brasil e no Ceará em especial, onde manadas de políticos sempre vivem a seguir seus chefes de um lado para o outro. Raro mesmo é ver uma confissão explícita nesse sentido, feita não por um impulso de denúncia, mas pela assimilação do oportunismo como prática normal e perfeitamente aceitável.

Em busca do tempo perdido

A estratégia de alimentar especulações para em seguida, aos poucos, ir desmentindo os boatos, prolongando assim o suspense geral, resulta, por um lado, das dúvidas a respeito das consequências de uma mudança de partido feita às pressas e na última hora, e por outro, da necessidade de ganhar mais tempo para ver como atuam outras forças políticas.

Nova pesquisa

Sobre isso, a nova pesquisa do instituto Ibope sobre a corrida presidencial, divulgada também ontem, pode servir para justificar a saída de Cid e sua turma do PSB, já que Dilma aparece na liderança com 38% das preferências, enquanto Eduardo Campos fica com apenas 5%.

No entanto, isso não basta pra resolver as questões internas que afligem os governistas no Estado. Na verdade, fortalece o PT e o PMDB, aliados de Cid que podem lançar candidaturas próprias e se transformarem em seus maiores adversários. Mas nada é certo ainda.

Com tanta indefinição, resta mesmo esperar cenas dos próximos capítulos.