Descrente. Ou: Já nasce velho o novo que nos chega para 2014 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Descrente. Ou: Já nasce velho o novo que nos chega para 2014

Por Wanfil em Partidos

21 de outubro de 2013

Durante muito tempo acreditei que o tempo e a experiência acumulada poderiam melhorar a cultura política no Brasil. Somos uma democracia jovem e tal, ainda com a primeira geração de líderes que despontou após a ditadura atuando sob as luzes da ribalta.

Acontece que é difícil manter a esperança quando as “novidades” que aparecem não conseguem inspirar inovações, ainda que fosse um leve sopro de modernização técnica na gestão pública ou no estabelecimento de alguns limites legais, morais e éticos, para negociações políticas. É velho o novo que nos chega. Basta ver a movimentação recente dos partidos e de alguns dos seus possíveis pré-candidatos ao governo do Ceará.

PMDB

O senador Eunício Oliveira, do condomínio viciado em poder chamado PMDB, faz campanha aberta, e cara, dizem, para o governo. A assessoria de Eunício gosta de trabalhar a imagem de “self-made man” como homem  de negócios, mas ingressou na política pelas mãos de seu sogro, Paes de Andrade, que no passado foi influente no PMDB e nos bastidores de Brasília, onde coincidentemente atuam algumas das empresas do genro empresário.

Que novidade ele representa para a política? Nenhuma. É mais do mesmo, é o PMDB de sempre, entoando a promessa surrada de “continuar avançando no projeto”.

PROS

O PROS é um dos mais novos partidos de aluguel do Brasil, casa do governador Cid Gomes e sua turma depois que foram colocados para correr do PSB. Existe apenas como mero instrumento de acesso ao poder.

Em encontro realizado em Sobral no último final de semana, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, um dos vários nomes do partido que constam no menu de pré-candidatos de Cid Gomes, jovem promessa da política local, agradeceu ao “arrastão” nas eleições que venceu na capital e tascou:  “Não tinha uma sessão eleitoral que não tivesse um sobralense empunhando uma bandeira”. Foi aplaudido. Agradecer gente de uma cidade por ter sido eleito em outra cidade não é bem uma renovação de costumes…

PT

Adotou no poder, em nome de um pragmatismo realista, práticas que prometia combater. No Brasil, se aliou a Sarney, Collor e Renan. No Ceará, compõe a base de Cid, junto com Eunício, abdicando de um projeto estadual próprio. Mesmo que a ex-prefeita Luizianne Lins consiga emplacar uma candidatura própria do PT à sucessão local, ainda assim, de um ponto de vista mais amplo, isso não seria uma ruptura, mas só um rearranjo, afinal, se ela e o governador hoje estão rompidos, foram parceiros durante sete anos.

PSDB

A sigla entra aqui como registro simbólico. Foi grande enquanto esteve no poder. Fora dele, esgotou-se. Se no comando da gestão inovou em diversas áreas, politicamente aceitou o velho jogo de adesões fisiológicas para manter a hegemonia que viria a perder. Preso ao que foi, não consegue se reinventar.

O resto

O Psol é o PT de 15 anos atrás. O PPS e o PSB são os ex-partidos dos irmãos Gomes. O PR, com Lúcio (sempre penso que ele ainda é pedetista) e Roberto Pessoa, não convence. O Solidariedade é sigla de aluguel, igual ao Pros. O PDT é uma boquinha no governo e sua imagem de independência se deve exclusivamente ao desempenho do deputado Heitor Férrer. As outras dezenas de agremiações nem valem ser citadas. Nada mais velho do que sopa de letrinhas.

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Descrente. Ou: Já nasce velho o novo que nos chega para 2014

Por Wanfil em Partidos

21 de outubro de 2013

Durante muito tempo acreditei que o tempo e a experiência acumulada poderiam melhorar a cultura política no Brasil. Somos uma democracia jovem e tal, ainda com a primeira geração de líderes que despontou após a ditadura atuando sob as luzes da ribalta.

Acontece que é difícil manter a esperança quando as “novidades” que aparecem não conseguem inspirar inovações, ainda que fosse um leve sopro de modernização técnica na gestão pública ou no estabelecimento de alguns limites legais, morais e éticos, para negociações políticas. É velho o novo que nos chega. Basta ver a movimentação recente dos partidos e de alguns dos seus possíveis pré-candidatos ao governo do Ceará.

PMDB

O senador Eunício Oliveira, do condomínio viciado em poder chamado PMDB, faz campanha aberta, e cara, dizem, para o governo. A assessoria de Eunício gosta de trabalhar a imagem de “self-made man” como homem  de negócios, mas ingressou na política pelas mãos de seu sogro, Paes de Andrade, que no passado foi influente no PMDB e nos bastidores de Brasília, onde coincidentemente atuam algumas das empresas do genro empresário.

Que novidade ele representa para a política? Nenhuma. É mais do mesmo, é o PMDB de sempre, entoando a promessa surrada de “continuar avançando no projeto”.

PROS

O PROS é um dos mais novos partidos de aluguel do Brasil, casa do governador Cid Gomes e sua turma depois que foram colocados para correr do PSB. Existe apenas como mero instrumento de acesso ao poder.

Em encontro realizado em Sobral no último final de semana, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, um dos vários nomes do partido que constam no menu de pré-candidatos de Cid Gomes, jovem promessa da política local, agradeceu ao “arrastão” nas eleições que venceu na capital e tascou:  “Não tinha uma sessão eleitoral que não tivesse um sobralense empunhando uma bandeira”. Foi aplaudido. Agradecer gente de uma cidade por ter sido eleito em outra cidade não é bem uma renovação de costumes…

PT

Adotou no poder, em nome de um pragmatismo realista, práticas que prometia combater. No Brasil, se aliou a Sarney, Collor e Renan. No Ceará, compõe a base de Cid, junto com Eunício, abdicando de um projeto estadual próprio. Mesmo que a ex-prefeita Luizianne Lins consiga emplacar uma candidatura própria do PT à sucessão local, ainda assim, de um ponto de vista mais amplo, isso não seria uma ruptura, mas só um rearranjo, afinal, se ela e o governador hoje estão rompidos, foram parceiros durante sete anos.

PSDB

A sigla entra aqui como registro simbólico. Foi grande enquanto esteve no poder. Fora dele, esgotou-se. Se no comando da gestão inovou em diversas áreas, politicamente aceitou o velho jogo de adesões fisiológicas para manter a hegemonia que viria a perder. Preso ao que foi, não consegue se reinventar.

O resto

O Psol é o PT de 15 anos atrás. O PPS e o PSB são os ex-partidos dos irmãos Gomes. O PR, com Lúcio (sempre penso que ele ainda é pedetista) e Roberto Pessoa, não convence. O Solidariedade é sigla de aluguel, igual ao Pros. O PDT é uma boquinha no governo e sua imagem de independência se deve exclusivamente ao desempenho do deputado Heitor Férrer. As outras dezenas de agremiações nem valem ser citadas. Nada mais velho do que sopa de letrinhas.