CNT/MDA: brasileiros rejeitam Dilma, o governo, o Congresso e os partidos. E agora? - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

CNT/MDA: brasileiros rejeitam Dilma, o governo, o Congresso e os partidos. E agora?

Por Wanfil em Partidos

28 de outubro de 2015

Pesquisa de opinião do instituto MDA divulgada nesta semana pela Confederação Nacional dos Transportes mostra que 70% dos entrevistados avaliam negativamente a gestão de Dilma Rouseff e que 80% desaprovam o desempenho pessoal da presidente.

Também foi avaliada a confiança da população nas instituições. Destaco, em negrito, as três últimas, para depois comentar:

Igreja: 50,8% confiam sempre e 14,6% não confiam nunca
Forças Armadas: 26,1% confiam sempre e 20,3% não confiam nunca
Imprensa: 16,1% confiam sempre e 26,1% não confiam nunca
Justiça: 14,2% confiam sempre e 27,5% não confiam nunca
Polícia: 10,7% confiam sempre e 28,6% não confiam nunca
Governo: 4,1% confiam sempre e 61,1% não confiam nunca
Congresso nacional: 3,2% confiam sempre e 55,0% não confiam nunca
Partidos políticos: 1,5% confia sempre e 76,2% não confiam nunca

(Veja aqui a pesquisa completa).

Governo, Congresso e partidos são as três instituições avaliadas que conseguem ter a desconfiança da maioria. É o cenário perfeito para o surgimento de uma surpresa nas próximas eleições, tal como aconteceu nas eleições de Collor, que sucedeu Sarney (desgastado com o fracasso do Plano Cruzado), e também na primeira vitória de FHC, eleito depois do curto mandato de Itamar Franco, que assumira após o impeachment de Collor. Evidentemente, não se compara aqui o desempenho dos dois no cargo, mas as semelhanças no ambiente político em que apareceram.

Na história recente do país o que temos visto é que em eleições disputadas em períodos de crise econômica e instabilidade política, como o que vivemos agora, os eleitores evitam os medalhões e procuram nomes diferentes. Além disso, a fragilidade histórica do sistema partidário brasileiro reforça o personalismo.

É impossível que, nessas circunstâncias, um bom nome seja escolhido para reorganizar o país? Não. Às vezes dá certo. Mas o risco embutido nesse ambiente de desconfiança e decepção – responsabilidade dos próprios partidos – é o surgimento de um candidato ou candidata voluntarista e inconsequente, desses que dizem estar acima dos partidos e da própria política, autoproclamados independentes, acusando todos de serem igualmente ruins, excetuando-se, claro, eles mesmos. E o pior: com soluções mágicas que adiante, invariavelmente, cedo ou tarde se mostram ineficazes.

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CNT/MDA: brasileiros rejeitam Dilma, o governo, o Congresso e os partidos. E agora?

Por Wanfil em Partidos

28 de outubro de 2015

Pesquisa de opinião do instituto MDA divulgada nesta semana pela Confederação Nacional dos Transportes mostra que 70% dos entrevistados avaliam negativamente a gestão de Dilma Rouseff e que 80% desaprovam o desempenho pessoal da presidente.

Também foi avaliada a confiança da população nas instituições. Destaco, em negrito, as três últimas, para depois comentar:

Igreja: 50,8% confiam sempre e 14,6% não confiam nunca
Forças Armadas: 26,1% confiam sempre e 20,3% não confiam nunca
Imprensa: 16,1% confiam sempre e 26,1% não confiam nunca
Justiça: 14,2% confiam sempre e 27,5% não confiam nunca
Polícia: 10,7% confiam sempre e 28,6% não confiam nunca
Governo: 4,1% confiam sempre e 61,1% não confiam nunca
Congresso nacional: 3,2% confiam sempre e 55,0% não confiam nunca
Partidos políticos: 1,5% confia sempre e 76,2% não confiam nunca

(Veja aqui a pesquisa completa).

Governo, Congresso e partidos são as três instituições avaliadas que conseguem ter a desconfiança da maioria. É o cenário perfeito para o surgimento de uma surpresa nas próximas eleições, tal como aconteceu nas eleições de Collor, que sucedeu Sarney (desgastado com o fracasso do Plano Cruzado), e também na primeira vitória de FHC, eleito depois do curto mandato de Itamar Franco, que assumira após o impeachment de Collor. Evidentemente, não se compara aqui o desempenho dos dois no cargo, mas as semelhanças no ambiente político em que apareceram.

Na história recente do país o que temos visto é que em eleições disputadas em períodos de crise econômica e instabilidade política, como o que vivemos agora, os eleitores evitam os medalhões e procuram nomes diferentes. Além disso, a fragilidade histórica do sistema partidário brasileiro reforça o personalismo.

É impossível que, nessas circunstâncias, um bom nome seja escolhido para reorganizar o país? Não. Às vezes dá certo. Mas o risco embutido nesse ambiente de desconfiança e decepção – responsabilidade dos próprios partidos – é o surgimento de um candidato ou candidata voluntarista e inconsequente, desses que dizem estar acima dos partidos e da própria política, autoproclamados independentes, acusando todos de serem igualmente ruins, excetuando-se, claro, eles mesmos. E o pior: com soluções mágicas que adiante, invariavelmente, cedo ou tarde se mostram ineficazes.