Blog do Wanfil - Sem meias palavras 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Ibope: Heitor cresce e Cals surpreende; o resto é recall e dúvida

Por Wanfil em Pesquisa

10 de Maio de 2012

Corrida eleitoral: largar bem não é garantia de vitória, no entanto, largar mal é certeza de esforço adicional na busca de recuperar terreno.

A pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira com nomes de pré-candidatos para a Prefeitura de Fortaleza mostra uma quadro sem grandes surpresas. Encomendada pelo PSB, a consulta simulou quatro cenários de disputa, mudando os indicados de alguns partidos, uma vez que as convenções que definem as candidaturas ainda não foram realizadas.

Inácio e Moroni: recall

Em todos os cenários Inácio Arruda (PC do B) e Moroni Torgan (DEM) lideram. Nada mais natural, por serem nomes mais conhecidos, beneficiados com a exposição de campanhas passadas. Ambos já concorreram – e perderam – diversas vezes na capital, com bons desempenhos. Nesse momento, sem nomes definidos e faltando pouco mais de cinco meses para o pleito, o eleitor ainda não parou para avaliar opções. dessa forma, a pesquisa Ibope é recall, ou seja, o registro dos nomes mais lembrados. De qualquer forma, Moroni e Inácio, pelo histórico, começam com a vantagem de sempre: são candidatos bons de largada, mas que perdem fôlego na reta final. O desafio para eles é ultrapassar os 25% de preferência e segurar a vantagem.

Heitor Férrer e Marcos Cals: bem posicionados

Próximos aos líderes aparecem os nomes de Heitor Férrer (PDT) e Marcos Cals (PSDB). Férrer, de ator coadjuvante em outras campanhas majoritárias, desponta desta vez como alternativa real de poder. O deputado cresceu ao atuar como um dos poucos opositores de Cid Gomes na Assembleia Legislativa. Se conseguir sair candidato, tem boa perspectiva de desempenho.

Marcos Cals colhe os frutos da exposição obtida nas eleições para o governo estadual em 2010, quando terminou em segundo lugar com quase 20% dos votos, contrariando pesquisas. Boa parte dessa votação se deu na capital. O tucano não deixa de ser uma surpresa. Postula o cargo sem ter a cobertura de um mandato ou cargo público (o que gera visibilidade) e sem poder contar com uma militância partidária forte. Com um piso de mais ou menos 15%, mostra competitividade.

O resto é dúvida

Renato Roseno reaparece com a eterna missão de marcar território para o seu partido. Está onde sempre esteve, com 7% das intenções.

O restante dos candidatos gera mais dúvidas do que certezas. Artur Bruno (PT), Ferrucio Feitosa (PSB), Roberto Cláudio (PSB) e Elmano Freitas (PT) aparecem nas últimas posições, bem distantes dos líderes. Na verdade, ainda não entraram em campo, enquanto os adversários já se aquecem. O grupo ficar com a lanterna da pesquisa é algo esperado, posto que seus partidos, apesar de serem aliados na atual gestão, estão em processo de disputa interna justamente para saber quem será o escolhido, com risco iminente de racha.

A essa altura, o que deve preocupar o PT e o PSB é o passar do tempo. O romano Tito Lívio já alertava: “periculum in mora” ou “o perigo está na demora”.

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A mentira do aquecimento global e o sequestro das causas ambientais

Por Wanfil em Ideologia

08 de Maio de 2012

Aquecimento global: uma hipótese que ganhou status de verdade tão evidente, que nem de provas necessitava

O nível da água nos oceanos está subindo por causa do derretimento das calotas polares, resultado do aquecimento global, provocando desastres ambientais que vão da desertificação de florestas até tsunamis. Tudo porque a temperatura no planeta aumentou em função da ação humana no sistema capitalista.

Embora essa conversa possa soar como uma verdade evidente e familiar, não passa de uma hipótese baseada em premissas falsas. Isso mesmo! Nem sequer conseguiu se sustentar como uma teoria.

Fé e dúvida

Como hipótese que sempre foi, a tragédia anunciada não precisou de provas. Bastou-lhe a fé. E a fé, como dizia Emile Durkheim, é auto-confirmatória, ou seja, dispensa o rigor do exame, a comprovação cabal.

O planeta nunca passou por oscilações de temperatura antes em sua longa história? Os níveis do mar sempre estiveram abaixo do atual? São dúvidas pertinentes que passam ao largo do debate ecológico por serem inconvenientes.

“Mas quem você pensa que é Wanfil, algum cientista?” Bom, sou apenas um curioso, confesso, com a mania de investigar se as sentenças da moda não possuem contestações e se o discurso hegemônico tem ou não sua unanimidade sustentada na burrice, como já advertia Nelson Rodrigues.

Palavra dos especialistas

Tudo bem. Vamos aos especialistas. O doutor Ricardo Augusto Felício, professor de climatologia na USP, especialista em Antártida, afirmou, em entrevista exibida no programa do Jô Soares, no último dia 2: “O aquecimento global é uma mentira!”. E mais: “Para derreter a Antártida, cá pra nós, você tem que ter na Terra uma temperatura uns vinte ou trinta graus mais elevada”. Mas professor, o nível do mar não está subindo? “Não! Está no mesmo lugar”. E o aquecimento global? “O aquecimento global virou o bode-expiatório para todos os males da humanidade”. Usar desodorante não aumenta a temperatura do planeta? “A Terra tem essa temperatura porque tem atmosfera, recebe energia do Sol e pela lei dos gases: pressão, temperatura e volume. Não é uma teoria, é uma lei!”.

Para os mais crédulos na catástrofe ambiental, reproduzo trecho de recente entrevista de James Lovelock, pai da teoria do aquecimento global e da Hipótese Gaia (a Terra seria um organismo gigante), guru dos ecochatos, concedida em abril passado à rede americana NBC:  “Tudo bem, cometi um erro. (…) O problema é que não sabemos como o clima atua, embora achássemos que sabíamos 20 anos atrás. Isso levou à publicação de livros alarmistas, inclusive os meus”, reconheceu. Leia mais

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As mudanças na poupança e o recado do governo: “Não poupe, gaste!”

Por Wanfil em Economia

05 de Maio de 2012

O canto da Fazenda: "Não poupe, compre, parcele, os juros caíram, comprometa sua renda. A produção aumentará, empregos serão criados, a economia aquece." Ah, se fosse simples assim...

As regras para a poupança no Brasil mudaram. Em resumo, a aplicação remunerará menos, pouco importa os contorcionismos retóricos do senhor Guido Mantega.

O movimento é simples, o recado é claro. O governo Dilma pretende, numa ponta, desestimular a poupança, e na outra, aumentar o consumo com redução de juros. É uma aposta no endividamento do brasileiro assalariado para manter a economia aquecida, reanimar a produção industrial em queda e o PIB estagnado.

Gaste, não poupe

É bom lembrar ainda que esse endividamento em grande parte financia a aquisição de bens de consumo, até mesmo os não duráveis, como alimentos em supermercados. É comprometimento de salário.

Aliás, esse é um dos segredos da estabilidade brasileira. Banco empresta pesado só para o governo, à juros altos. É o cliente perfeito. Para os pobres, destina apenas micro-crédito com o spread nas alturas.

Se o trabalhador precisar de grana, vai conseguir no máximo um crediário com desconto direto na folha. Sem dinheiro poupado, os brasileiros se acostumaram a comprar com dinheiro emprestado, para pagar aos poucos. E os bancos sabem disso.

Música repetida

Quem acompanha a economia e a política econômica no Brasil sabe que não há nada de novo desde o fim da hiperinflação e a implantação do Plano Real. São os mesmíssimos problemas, com os mesmíssimos remédios, variando apenas a intensidade das doses aplicadas. Lembram da história sobre a necessidade de reformas? Pois é, elas nunca aconteceram. Leia mais

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Lula apela na Justiça para não depor como testemunha em caso do mensalão

Por Wanfil em Judiciário

04 de Maio de 2012

À Justiça, Lula afirma não saber de nada sobre o mensalão

Reproduzo abaixo trechos de matéria assinada por Marcelo Auler, da Revista Consultor Jurídico. Comento em seguida.

O comparecimento do ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva a uma Vara Federal Criminal para prestar depoimento sobre o mensalão está sendo discutido em um Mandado de Segurança em tramitação no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio de Janeiro e Espírito Santo). Lula alega nada saber a respeito, motivo pelo qual rejeita comparecer em juízo. Até o momento, o ex-presidente levou a melhor. Considerando que a convocação dele como testemunha é uma típica jogada midiática, respaldada apenas em notícias de jornais, e que nada acrescentará ao processo, o desembargador Messod Azulay Neto concedeu liminar suspendendo a intimação determinada pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio.

No parecer que entregará nesta sexta-feira (4/5) ao TRF-2, a procuradora regional da República Monica Ré se manifestará contrária ao pedido do ex-presidente. Alega não existir justificativas para ele deixar de atender à intimação judicial.

Lula foi arrolado como testemunha de defesa do ex-procurador da Fazenda, Glênio Sabad Guedes. Ele, junto com o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza responde pelos crimes de falsidade ideológica, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

O processo é considerado um filhote do Mensalão. (…) O ex-presidente Lula foi arrolado como testemunha de defesa de Guedes no primeiro semestre do ano passado. (…) O réu fundamentou a necessidade de ouvi-lo em razão de pronunciamentos recentes à imprensa dando conta de “não ter havido o mensalão”.

Wanfil

Juridicamente a justificativa para o arrolamento de Lula como testemunha de defesa parece bastante frágil, pois se basea apenas em opinião manifestada pelo ex-presidente. E até o momento, que se saiba, não existe prova material alguma de ligação entre Lula e o esquema do mensalão. No máximo ele disse ter sido traído, de forma genérica, sem apontar nomes ou mostrar documentos.

Não deixa de ser curioso observar que em diante das câmeras Lula garante que o mensalão não existiu, mas diante da possibilidade de falar na Justiça sobre um caso ligado ao mensalão, se vale de uma liminar para ficar em silêncio, alegando não saber de nada. É um direito de qualquer cidadão, claro. Se Lula pode provar mesmo que o mensalão foi armação de adversários, deve estar deixando para revelar a verdade em outra oportunidade. Se não pode, a liminar veio a calhar para o ex-presidente.

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Mensalão em Fortaleza, mensalão em Brasília… Afinal, o que é o mensalão?

Por Wanfil em Corrupção

04 de Maio de 2012

D. Sebastião, o rei português desaparecido em batalha no séc. 16, que deu origem ao termo sebastianismo: a falsa esperança de que a realidade mude a partir de um evento. Não é assim que funciona.

O Ministério Público pediu ao  Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) uma auditoria nas emendas repassadas pela prefeitura de Fortaleza aos vereadores da capital entre os anos de 2010 e 2011. O objetivo é investigar um suposto mensalão na Câmara de Vereadores de Fortaleza.

Paralelamente, há grande expectativa sobre o desfecho do mensalão original, aquele denunciado por Roberto Jefferson, derrubou José Dirceu, que poderá ser julgado ainda neste semestre no Supremo Tribunal Federal.

Esperança vã

Os mais indignados com a corrupção alimentam a esperança de que esses processos sirvam de lição aos corruptos. Alguns, mais inocentes ainda, anseiam pelo resgate da aura esquerdista carregada por partidos que alardeavam ter o monopólio da ética. Querem voltar a ser especiais, numa espécie de sebastianismo ideológico (Ver definição abaixo ou no link).

Ainda que nos dois casos as acusações sejam comprovadas e todos os envolvidos sejam punidos, é preciso dizer, para o desencanto geral, que  isso não representará nada mais do que um mero arranhão no invólucro da estrutura de poder vigente, que protege o seu núcleo, a hegemonia cultural da esquerda brasileira, patrocinadores dos mensalões em vigor. No mínimo, alguns soldados da infantaria poderão cair; no máximo, um oficial condecorado, como o próprio Dirceu, pode ser abatido, embora permaneça influente nas altas esferas do poder.

Os mensalões da vida serão vistos como pequenas nódoas derivadas de eventuais desvios particulares, crimes levados a efeito por agentes que se desviaram do caminho, nunca como método de conquista e consolidação de poder, de enriquecimento pessoal e partidário.

A verdadeira novidade

É bem verdade que a corrupção e a compra de parlamentares existem no Brasil desde antes da proclamação da República. A novidade é que a revelação destes crimes agora não abala em nada o prestígio moral de seus maiores beneficiários: presidentes, governadores ou prefeitos. Sarney percebeu a mudança de eixo, se mostrou aliado útil, e de vilão nacional foi alçado por Lula à condição de “brasileiro incomum”.

A reputação de partidos de esquerda que cresceram prometendo mudar “tudo o que está aí”, mas que agora se beneficiam dos métodos que antes condenavam, continuará preservada nos ambientes de influência cultural: escolas/universidades, redações e sindicatos. Bandido é o Bolsonaro, não o Romero Jucá ou o João Paulo Cunha.

Mensalão atual e os mensalões do passado

A diferença entre o mensalão atual e os mensalões de sempre está na força política de seus operadores. Leia mais

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TCE afasta conselheiro, enquanto Governo e AL protegem os seus no escândalo dos banheiros

Por Wanfil em Corrupção

03 de Maio de 2012

A Justiça deve punir corruptores e corrompidos. Por isso, cuidado com as piscadelas. Se quem recebeu e não construiu tem culpa, quem pagou e não cobrou o serviço também tem.

O ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Ceará, conselheiro Teodorico Menezes, concordou que sua eventual volta aos trabalhos na Corte deve ser condicionada à conclusão das investigações sobre o chamado “escândalo dos Banheiros fantasmas.

O caso veio a público no ano passado, quando o Ministério Público descobriu que verbas repassadas a ONGs em convênios com a Secretaria das Cidades para a construção de kits sanitários, sumiram. Foram mais de dois milhões e meio de reais pagos entre 2008 e 2010. Algumas dessas ONGs eram controladas por parentes e funcionários de Teodorico. Essas mesmas pessoas também aparecem como doadoras de campanha do deputado estadual Teo Menezes, filho de Teodorico. Segundo o MP, o episódio tem indícios de caixa dois.

O mínimo de pudor

O TCE faz bem em prolongar o afastamento de Teodorico. Há um evidente incômodo com a situação. Nos bastidores, conselheiros afirmam que o retorno de Teodorico será uma mancha na reputação de todos os membros do colegiado. Publicamente, nada dizem, mas pelos corredores da instituição a insatisfação é notória. Para alguns, Teodorico faz do TCE o protagonista de um escândalo em que o conselheiro teria atuado apenas como coadjuvante.

Alguns de seus pares, com interesses políticos eleitorais  em diversas regiões do Estado, ficam receosos de falar abertamente sobre o caso, mas o fato é que Teodorico não volta até que se concluam as investigações. É o mínimo de pudor que se espera de agentes públicos, afinal, já virou clichê a máxima de Júlio César: “não basta ser honesto, é preciso também parecer honesto”.

Já na AL e no governo…

A situação é bem diferente em relação aos outros nomes envolvidos no caso dos banheiros fantasmas.

O deputado Teo Menezes continua muito bem na Assembleia Legislativa e continua na mesa diretora da casa, que não vê nada demais no fato de um parlamentar ter recebido doações de campanha de pessoas flagradas operando um esquema de desvio de verbas estaduais. Em solidariedade, a maioria dos deputados abafou um pedido de CPI.

Vale lembrar que Teodorico não ordenou despesa alguma. Ele aparece ligado apenas a uma das pontas do caso, o da recepção. O dinheiro que desapareceu foi liberado pela Secretaria das Cidades, a quem caberia, evidentemente, fiscalizar o correto uso dos recursos. Se foram incompetentes ou se agiram de má fé, isso a investigação dirá. Mas essa dúvida já deveria bastar para justificar o afastamento dos responsáveis pelo pagamento indevido. No entanto, os ex-secretários Joaquim Cartaxo e Jurandir Santiago, agora presidente do Banco do Nordeste, e o atual Camilo Santana, também continuam prestigiados pelo governador Cid Gomes e a base aliada. Leia mais

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Como você enxerga o seu trabalho?

Por Wanfil em Economia

01 de Maio de 2012

Operários, óleo de Tarsila do Amaral (1933) - Bela imagem que retrata o conjunto a partir da soma de individualidades. O trabalho é construção individual e social, de todas as cores, religiões e classes. É isso!

Dia do Trabalho, oportunidade de reflexão. O que faço para viver é útil aos outros? É importante para mim? O que posso fazer para melhorar e servir melhor? Tempo de filosofar. O que seria da vida sem o trabalho? E se todos desejassem o mesmo trabalho? Como organizar um mercado sem patrões? Por que tantas cobranças por desempenho?

As perguntas sobre a natureza do trabalho são infinitas, desde as mais pueris até as mais complexas. Resumo aqui dois pontos que atualmente considero essenciais para o debate sobre o tema.

Identidade individual
1) Os problemas que nos afligem em nosso ambiente de trabalho muito provavelmente estão ligados à nossa forma de atuar. Por mais que mudemos de emprego ou de função, aquilo o que nos causa insatisfação estará lá, junto com a gente. É que o problema, muitas vezes, pode estar em nossa postura profissional. Falta de foco, de objetivos claros, acomodação, medo de se posicionar, não querer assumir responsabilidades e não ter liderança, são limitações individuais que acabam projetadas sobre empresas  ou colegas.

É mais cômodo enxergar teorias conspiratórias, perseguições sem sentido, injustiças, desvalorização, inveja e toda sorte de defeitos externos que atuariam em conjunto apenas para impedir o reconhecimento do pobre coitado que sonha com uma oportunidade. Uma vez estabelecida a autocomiseração como instrumento de identidade psicossocial, o sujeito deixa de reconhecer que trabalhar é empreender forças em grupo, dentro de uma organização, para um determinado fim, e passa a se ver como uma eterna vítima. Existem, naturalmente, conflitos no mundo do trabalho, e claro que eventualmente existem injustiças. O profissional necessita de estrutura adequada e de um ambiente organizado para se desenvolver. Sem isso, fica difícil. Hora de buscar outras paragens. No entanto, se em todo os lugares em que trabalhamos enxergamos as mesmas condições precárias para o nosso crescimento, é hora de desconfiar de que algo não vai bem conosco. Pense nisso!;

Identidade social
2) Devido a herança cultural marxista que predomina nas escolas e universidades brasileiras desde os anos 60 do século passado, consolidamos uma visão negativa do trabalho.  De certa forma, boa parte dos trabalhadores só compreende as relações de trabalho como expressão da má-fé, a famosa “exploração” evidenciada pela teoria da “mais valia”, que foi a teoria mais fácil de ser desconstruída na história do pensamento econômico universal, mas que no Brasil ganhou status de verdade absoluta. Como resultado, essa cultura do oprimido prega que o trabalhador, sem a proteção de um estado paternalista, não pode ser outra coisa senão um coitado explorado, vítima da ganância de terceiros. Percebem a relação com o primeiro ponto? Somos educados para ser coitados. Leia mais

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Supremo legaliza cotas raciais em universidades. E agora: black or white?

Por Wanfil em Judiciário

27 de Abril de 2012

Separados: À esquerda, setor de cotas para estudantes negros; à direita, vagas para brancos. A imagem ilustra uma nova realidade. No Brasil, a partir de agora, essa seperação é legal.

O Supremo Tribunal Federal decidiu por unanimidade que o sistema de cotas raciais em universidades é constitucional. Os que concordam celebram o progressismo da mais alta Corte do País. Os que são contrários, lamentam a decisão. O que importa agora são os fatos. De agora em diante as universidades podem destinar vagas com base na cor dos candidatos sem se preocupar. As notas, o desempenho e o esforço individual passam a valer como critérios secundários. Isso não é opinião. É fato.

Argumentar agora sobre a possível inconstitucionalidade da medida é perder tempo. No entanto, ainda existem dúvidas, apesar a liberação da reserva racial de vagas.

Dúvidas: quem define a sua cor? E como?
Primeiro, e mais urgente, é preciso saber como classificar um indivíduo com base na cor da pela. Kant ensinava que só pode ser ético o que é universal. Ou seja, as regras precisam ser objetivas e transparentes. A partir de que tonalidade uma pessoa passa a ser considerada negra? Ou branca? E se não houver como medir dessa forma, exististirão exames de avaliação sanguínea ou genética que determinem se no sujeito pardo prevalece uma herança africana ou europeia? Ou bastará ao candidato declarar a cor que acredita possuir? Essa última possibilidade tem um problema. Como evitar o risco de que alguém se declare negro apenas para evitar a disputa por vagas com candidatos de outras cores?

Portanto, sendo necessário que a raça alegada pelo candidato seja validada por um método seguro, surge a segunda sequência de dúvidas: quem serão os classificadores raciais, aqueles que validarão o pedido. Será uma banca de professores? Será um magistrado? E se a banca for composta apenas de brancos, com poderes para definir quem é ou não negro? Será uma junta médica? Será alguma ONG? Leia mais

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As lições de Barcelona e Chelsea

Por Wanfil em Crônica

25 de Abril de 2012

Futebol como metáfora: o trabalho que enaltece o talento e a coragem para enfrentar o favoritismo do adversários

É impressionante como a partida entre Barcelona e Chelsea atraiu atenções e gerou debates nas redes sociais e na mídia. Não me atrevo a fazer análises táticas ou técnicas sobre o desempenho dos times. Como todos sabem, a equipe espanhola, favorita, a mesma que deu uma surra no Santos de Neymar, perdeu para os ingleses. Mas o futebol, e o esporte em geral, serve de amostra capaz de revelar tendências de comportamento que podem ser vistas em outras áreas.

Carência
Certa vez, o escritor uruguaio Eduardo Galeano, lamentando o péssimo futebol em seu país, disse ser um “mendigo do futebol” que perambulava pelos canais de televisão até encontrar um bom jogo, quando escolhia um dos times para torcer, não importava de onde fossem. Embora eu não goste da obra do uruguaio, a comparação é um achado. Há uma carência nessa celebração do futebol estrangeiro.

No fundo, o brasileiro sabe que seus times não estão a altura da equipe de Messi e companhia. Não apenas na qualidade do futebol apresentado. É muito mais. É organização, sucesso financeiro, planejamento, foco e busca pela excelência. E títulos. A maioria dos jogadores do clube é composta de espanhóis. Uma constelação de craques selecionados num país com população bem menor que a nossa.

E com a amargura de Galeano constatamos que sabemos admirar as qualidades do Barcelona, enquanto somos carentes, torcendo por clubes que vivem do improviso, da dívida, da cartolagem, do amadorismo.

Se a Espanha vive uma crise econômica e o Brasil experimenta estabilidade, quem é que é o bom? Primeiro, a vida não se resume a economia. Segundo, nossa melhor seleção atuou quando vigorava a hiperinflação. Crises são testes, tal como campeonatos. E mesmo perdendo, para continuar na analogia, o Barcelona continua admirado pelo que construiu.

Imprevisível
De certa forma, essa equipe do Barcelona exerce fascínio sobre aqueles que gostam de bom futebol, mesmo entre os que não torcem pelos catalães. Entretanto, mesmo com todo o talento e preparo, os ingleses do Chelsea lograram a classificação para a próxima fase da Liga dos Campeões. Leia mais

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Mensalão do Dnit no Ceará pode virar alvo na CPI do Cachoeira

Por Wanfil em Corrupção

23 de Abril de 2012

O blog Polítika, do Jangadeiro Online, mostra que o Ministério Público Federal no Ceará ajuizou, na última sexta-feira (20), ação penal contra servidores da superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado e a Delta Construções, empresa responsável por obras licitadas pelo órgão. A denúncia afirma que dirigentes da repartição recebiam “propinas e uma espécie de mensalão” da construtora.

A Delta ganhou notoriedade mais recentemente pelo envolvimento em licitações que teriam sido manipuladas pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal e flagrado em conversas suspeitas com o senador Demóstenes Torres, de Goiás, ex-Democratas.

De 2007 a 2012 foram empenhados a favor da Delta obras que somam mais de 4 bilhões de reais, sendo que 90% desse total teve o Dnit como origem, de acordo com informações do SIAF.

O MPF baseia-se em inquérito resultante da ‘Operação Mão Dupla’, deflagrada pela Polícia Federal em 2010. Na época, foram presas 25 pessoas. Entre elas o então superintendente do Dnit, Guedes Neto.

A denúncia serviu de justificativa, junto com outros casos em Goiás e no Rio de Janeiro, para a criação da CPI do Cachoeira, que será instalada nesta terça (24).

Coincidência

No Ceará, o PMDB já exerceu grande influência nas nomeações para o  Dnit no Estado, e sonha em recuperá-lo. Mais recentemente, o PR passou a fazer indicações no órgão. ,as a sigla ficou enfraquecida com a queda do ex-ministro Alfredo Nascimento. Se a área de esportes é feudo disputado entre PC do B e PT, a de estradas objeto de cobiça de PMDB e PR. Trata-se, naturalmente, de uma questão ideológica. O esporte é revolucionário e não distingue classes sociais, e as estradas pavimentam o futuro do País.

Coincidentemente, por essas obras do acaso, o PMDB foi o partido da bancada federal cearense com maior número de parlamentares que não assinaram pela criação da CPI do Cachoeira. Dos oito que não assinaram o pedido, três pertencem a sigla: o senador Eunício Oliveira e os deputados federais Aníbal Gomes e Mauro Benevides. Pelo PR, Vicente Arrudaconsta da lista.

Aviso aos assessores de plantão que não faço aqui acusação alguma. Tenho a doce esperança de que o PMDB do Ceará queira mesmo investigar a fundo como o Dnit e a Delta utilizaram o dinheiro público.

Em tempo

A Controladoria-Geral da União (CGU) deve publicar nesta terça-feira (24), portaria abrindo processo administrativo disciplinar para investigar contratos da construtora Delta com órgãos públicos em nove estados. A empresa corre o risco de ser considerada inidônea, ficando proibida de firmar contratos com o governo. Os contratos já assinado poderão ser rescindidos.

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Mensalão do Dnit no Ceará pode virar alvo na CPI do Cachoeira

Por Wanfil em Corrupção

23 de Abril de 2012

O blog Polítika, do Jangadeiro Online, mostra que o Ministério Público Federal no Ceará ajuizou, na última sexta-feira (20), ação penal contra servidores da superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado e a Delta Construções, empresa responsável por obras licitadas pelo órgão. A denúncia afirma que dirigentes da repartição recebiam “propinas e uma espécie de mensalão” da construtora.

A Delta ganhou notoriedade mais recentemente pelo envolvimento em licitações que teriam sido manipuladas pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal e flagrado em conversas suspeitas com o senador Demóstenes Torres, de Goiás, ex-Democratas.

De 2007 a 2012 foram empenhados a favor da Delta obras que somam mais de 4 bilhões de reais, sendo que 90% desse total teve o Dnit como origem, de acordo com informações do SIAF.

O MPF baseia-se em inquérito resultante da ‘Operação Mão Dupla’, deflagrada pela Polícia Federal em 2010. Na época, foram presas 25 pessoas. Entre elas o então superintendente do Dnit, Guedes Neto.

A denúncia serviu de justificativa, junto com outros casos em Goiás e no Rio de Janeiro, para a criação da CPI do Cachoeira, que será instalada nesta terça (24).

Coincidência

No Ceará, o PMDB já exerceu grande influência nas nomeações para o  Dnit no Estado, e sonha em recuperá-lo. Mais recentemente, o PR passou a fazer indicações no órgão. ,as a sigla ficou enfraquecida com a queda do ex-ministro Alfredo Nascimento. Se a área de esportes é feudo disputado entre PC do B e PT, a de estradas objeto de cobiça de PMDB e PR. Trata-se, naturalmente, de uma questão ideológica. O esporte é revolucionário e não distingue classes sociais, e as estradas pavimentam o futuro do País.

Coincidentemente, por essas obras do acaso, o PMDB foi o partido da bancada federal cearense com maior número de parlamentares que não assinaram pela criação da CPI do Cachoeira. Dos oito que não assinaram o pedido, três pertencem a sigla: o senador Eunício Oliveira e os deputados federais Aníbal Gomes e Mauro Benevides. Pelo PR, Vicente Arrudaconsta da lista.

Aviso aos assessores de plantão que não faço aqui acusação alguma. Tenho a doce esperança de que o PMDB do Ceará queira mesmo investigar a fundo como o Dnit e a Delta utilizaram o dinheiro público.

Em tempo

A Controladoria-Geral da União (CGU) deve publicar nesta terça-feira (24), portaria abrindo processo administrativo disciplinar para investigar contratos da construtora Delta com órgãos públicos em nove estados. A empresa corre o risco de ser considerada inidônea, ficando proibida de firmar contratos com o governo. Os contratos já assinado poderão ser rescindidos.