Blog do Wanfil - Sem meias palavras 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Candidatos mudam estratégias na reta final em Fortaleza

Por Wanfil em Eleições 2016

19 de setembro de 2016

As pesquisas realizadas após o início desta curta campanha eleitoral indicam quais campanhas conseguiram emplacar suas estratégias e quais precisam mudá-la para tentar chegar a um provável segundo turno em Fortaleza. É o que está acontecendo.

Do ponto de vista do marketing eleitoral, o Capitão Wagner (PR) conseguiu definir a segurança pública como tema central do debate. Como saiu do empate técnico com Luizianne Lins (PT) para chegar ao empate técnico com o prefeito Roberto Cláudio (PDT), os demais concorrentes se viram obrigados a abordar o assunto, na tentativa de anular a vantagem tática do candidato do PR.

Para o prefeito, que também cresceu nas pesquisas e praticamente está garantido no segundo turno, pequenos ajustes foram introduzidos, como a lembrança de que o investimento em creches é uma ação que visa também a segurança das crianças. Provavelmente não fará ataques agora, pela razão que explico a seguir.

O cenário das pesquisas forçou mudanças na estratégia de Luizianne, que agora procura desconstruir o discurso de Wagner para a segurança pública. No início da campanha ela mirou a gestão Roberto Cláudio, apostando na polarização da disputa. No entanto, sem emplacar nas pesquisas, a petista percebeu que atacar a gestão do pedetista acabou por beneficiar Wagner, que sem contraponto, avançou tranquilo.

É uma situação delicada para Luizianne e o PT. Se bater muito no Capitão e conseguir ultrapassá-lo, corre o risco de perder os eleitores de Wagner em caso de segundo turno, o que ajudaria na reeleição de Roberto Cláudio, aliado de Cid e Ciro Gomes, adversários de Luizianne.

Outra mudança, menos importante, mas significativa como ilustração de uma forma de fazer política, é na campanha de Tin Gomes (PHS), deputado estadual e primo dos Ferreira Gomes. O candidato, que não tem chance alguma e com desempenho pífio, de neutro passou a criticar Wagner indiretamente, mostrando mais preocupação com os concorrentes da atual gestão do que com a própria condução dessa mesma gestão que ele, por algum motivo, acha que merece ser interrompida, caso contrário, por suposto, não seria candidato.

A não ser que aceitasse ser usado por terceiros, especialmente nos debates, hipótese que ninguém pode acreditar, não é mesmo?

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Ibope: a Capital entre o prefeito e o Capitão

Por Wanfil em Pesquisa

15 de setembro de 2016

A segunda pesquisa do Ibope para as eleições em Fortaleza, divulgada ontem pela Verdes Mares, mostra empate técnico, no limite da margem de erro de 3 pontos, entre o prefeito Roberto Cláudio e o deputado estadual Capitão Wagner. Na comparação com o primeiro levantamento, de 22 de agosto, temos a seguinte evolução dos cinco primeiros colocados:

Roberto Cláudio (PDT) – de 29% para 34%
Capitão Wagner (PR) – 21% para 28%
Luizianne Lins (PT) – 18% nas duas pesquisas
Heitor Férrer (PSB) – 9% para 7%
Ronaldo Martins (PRB) – 4% para 3%
Outros (PSOL, PSTU, PHS) – 4% para 1%
Brancos/nulos – 10% para 7%
Não sabe/não respondeu – 5% para 2%

É o seguinte: faltando pouco mais de duas semanas para as eleições, Roberto Cláudio e Capitão Wagner apresentam curvas ascendentes. Luizianne estaciona. Com 40% de rejeição, a petista está próxima do seu teto. Como não cai, tudo indica que é o eleitor cativo do PT. O desempenho dela é o fiel da balança para a provável realização de um segundo turno. Férrer, Martins e indecisos oscilaram negativamente, mas dentro da margem de erro. Desse cenário, podemos concluir:

1 – Os indecisos e eleitores que mudaram de voto se dividiram entre RC e Wagner, com vantagem para o candidato de oposição, que cresceu 7 pontos, contra cinco do prefeito;

2 – Capitão Wagner deixa o empate técnico com Luizianne e marca empate com o prefeito, movimento que acende a luz amarela na campanha do candidato à reeleição;

3 – A dinâmica dos números mostra que Capitão Wagner deve manter a estratégia que alterna criticas a atual gestão e o discurso biográfico para aproximação com o eleitorado. Já Roberto Cláudio precisa desconstruir o rival que o ameaça e que tem a menor rejeição entre os eleitores: 18% contra 24% do prefeito. A questão é como fazer isso. Assessores e comissionados ligados à sua campanha já sinalizam ataques pessoais ao candidato do PR, o que revela um estado de ânimo tenso. Segundo os manuais de marketing eleitoral, bater demais, ou bater errado, pode ser fatal.

A Capital está, nesse momento, entre o prefeito e o Capitão.

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Lula é denunciado na Lava Jato um dia após aparecer em vídeo com Luizianne

Por Wanfil em Eleições 2016

14 de setembro de 2016

Lula, réu por corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça, pede votos em Fortaleza

Lula, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, e réu por obstrução da justiça, pede votos em Fortaleza

O ex-presidente Lula anda mais enrolado do que nunca com a Justiça. O Ministério Público Federal no Paraná o denunciou  nesta quarta por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, relativas ao caso do triplex no Guarujá, no âmbito da Operação Lava Jato.

E quem irá decidir se Lula vira ou não réu? O juiz Sérgio Moro, terror dos “companheiros” delatores.

O ex-presidente já é réu em outra ação, movida pelo MP do Distrito Federal, acusado de obstruir a Lava Jato.

Curiosamente, um dia antes Lula apareceu na propaganda da candidata petista à prefeitura de Fortaleza, Luizianne Lins, fazendo elogios para a correligionária. Houve uma época, não faz tanto tempo, em que a imagem de Lula era disputada na Justiça Eleitoral até por opositores. Agora, por bons motivos, poucos arriscam a fazer como a ex-prefeita.

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Vice-governadora do Ceará em ação

Por Wanfil em Eleições 2016

13 de setembro de 2016

Cadê o prefeito de Sobral na foto? Esqueceram?

Segunda, quatro da tarde. Prioridade é prioridade.

Enquanto o governador Camilo Santana estava em Brasília para a posse da ministra Cármen Lúcia na Presidência do Supremo Tribunal Federal, a vice-governadora Izolda Cela (PDT) foi até Sobral, para evento do candidato à prefeitura Ivo Gomes, seu correligionário.

O convite informa que o ato de campanha teria início às 16 horas, em plena segunda-feira. Tudo bem, a prioridade tem explicação. No início de agosto, o próprio governador foi claro: “Podemos perder em todos os municípios cearenses, só não podemos perder em Sobral”. Trata-se, com efeito, do berço político da família Ferreira Gomes. O resto, portanto, vem depois.

Ademais, a vice-governadora é casada com o atual prefeito de Sobral, Veveu Arruda, do PT, que apoia Ivo, irmão de Cid e Ciro Gomes, que apoiaram Arruda em 2012. Apesar disso, o prefeito Veveu não aparece no material de divulgação do evento de Ivo, certamente por causa da baixa popularidade (63% de desaprovação).

Segundo o Ibope, no dia 26 passado Ivo  tinha 33% de intenções de voto e 38% de rejeição, contra 36% de seu principal adversário, Moses Rodrigues, do PMDB, que aparecia com 28% de rejeição. Eleição disputadíssima, a qualquer hora e dia da semana.

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Fortaleza e a eleição dos padrinhos tímidos

Por Wanfil em Pesquisa

12 de setembro de 2016

Pesquisa Datafolha divulgada no final de semana pelo O Povo mostra que a campanha em Fortaleza tende a se polarizar entre Roberto Cláudio (PDT), que aparece com 32%, e Capitão Wagner (PR), com 24%. Em terceiro está Luizianne Lins (PT), que tem 16%.

Um dos fatos mais interessantes nestas eleições é a ausência de padrinhos políticos nas propagandas. Desde já faço aqui uma distinção: quando falo em padrinho (ou madrinha), não me refiro aos apoiadores que exercem ou já exerceram cargos importantes nos governos e partidos, mas àquela liderança que, segura de seu prestígio e posição, lança um “afilhado” sem sem força própria para a disputa. Via de regra, a presença dos padrinhos nas campanhas de seus escolhidos é intensa, pois o seu sucesso depende justamente na transferência de votos do criador para a criatura.

As eleições de 2012 foram a expressão perfeita dessa forma de controle. Luizianne Lins e Cid Gomes travaram uma batalha por meio da disputa entre seus protegidos, Elmano de Freitas e Roberto Cláudio, dois nomes de pouca densidade eleitoral na cidade. E todos suplicavam pelas bênçãos de Dilma e Lula.

Agora é diferente. O capital político dos principais padrinhos não é o mesmo. Lula e Dilma lutam para não serem presos. O presidente Temer é odiado pelos ex-aliados e não tem, obviamente, a simpatia de quem não votou na chapa Dilma/Temer. O governador Camilo Santana, do PT, apoia o candidato do PDT contra a candidata do PT, o que inviabiliza sua participação direta na propaganda. Curiosamente, Cid e Ciro também não deram notícias em Fortaleza.

A opção por, digamos assim, esconder os padrinhos certamente é baseada em pesquisas. Roberto Cláudio, que na sua primeira eleição precisou muito da chancela dos seus líderes, agora aparece sozinho, buscando, certamente, mostrar que tem liderança própria.

O Capitão Wagner conta com o apoio dos senadores Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB), mas esses entram como apoiadores, pois o candidato surgiu por conta própria e não depende deles para continuar na política. Nesse caso, eleitores de Eunício e Tasso podem se juntar aos eleitores que já se identificam com o próprio candidato.

Luizianne tem liderança própria e eleitoralmente é o maior nome do PT no Ceará, mas sofre nitidamente com o peso do impeachment dos escândalos que abateram o partido. Aliás, candidatos petistas em outras capitais apresentam desempenho bem abaixo ao dela e Fortaleza.

É a eleição dos padrinhos sumidos.

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Ibope mostra impopularidade de governadores nas eleições municipais. Veja resultado no Ceará

Por Wanfil em Pesquisa

09 de setembro de 2016

Em 2012 o saldo médio positivo era de 20 pontos. Em 2016 o saldo inverteu para 10 pontos negativos.

Em 2012 o saldo médio positivo era de 20 pontos. Em 2016 o saldo inverteu para 10 pontos negativos.

O Ibope divulgou pesquisa no último dia 06 de setembro, com a avaliação dos governadores nas capitais. Em Fortaleza, o governador Camilo Santana (PT) tem 31% de avaliação negativa, contra 23% de positiva. O saldo negativo é de oito pontos.

O governador mais popular do Brasil é Ricardo Coutinho (PSB), de João Pessoa (PB), com 61% de aprovação e 8% de rejeição. O mais impopular é Suely Campos (PP), de Boa Vista (RR), com 70% de desaprovação e 8% de positivo.

Governadores costumam ser cabos eleitorais de peso, cuja presença nas campanhas municipais é apresentada por aliados como trunfo. No entanto, com o conturbado cenário político e a recessão econômica, a situação mudou. A média dos governadores brasileiros nas capitais é de 34% de ruim/péssimo e 24% de ótimo/bom. Saldo negativo geral de 10 pontos.

Em 2012, segundo o Ibope, “o saldo médio de popularidade dos governadores nas capitais era 20 pontos positivo: 41% de ótimo/bom contra 21% de ruim/péssimo. Naquela época, apenas seis governadores eram impopulares nas capitais”. Agora, somente em dez capitais, dos 26 estados avaliados, os governadores conseguem ter índice de aprovação maior que de rejeição.

São números que ajudam a entender a pouca participação e até mesmo a ausência de muitos governadores nas propagandas e no material de campanha de seus candidatos nas capitais.

Confira abaixo a tabela com a popularidade/impopularidade dos governadores. Leia mais

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‘Fora Temer’ inova com possibilidade de dinheiro honesto

Por Wanfil em Brasil

08 de setembro de 2016

O ‘Fora Temer’ em Fortaleza, neste de Sete de Setembro, mostrou que o momento político nacional já está produzindo frutos. Militantes de esquerda já podem voltar a falar contra a corrupção, embora não façam a defesa da Operação Lava Jato, nem portem cartazes de apoio ao juiz Sérgio Moro, o que é sintomático, convenhamos.

Outra novidade é a possibilidade de ganhar dinheiro longe das verbas ministeriais ou sinecuras políticas, como mostra o portal Tribuna do Ceará:

“A escolha da Praia de Iracema para ser o palco da manifestação, segundo os participantes, teve o intuito de mostrar aos moradores da região e turistas a quantidade de pessoas insatisfeitas e contrárias ao governo de Michel Temer. O vendedor ambulante Deoclécio Ferreira, que trabalha há 1 ano na Beira-Mar, disse apoiar o protesto e ainda conseguir tirar lucro nas vendas de água e refrigerante. ‘Estou vendendo mais, faturando’, comemora.”

É isso aí. Faturar sem cobrar propina em licitações viciadas é a melhor forma de evitar as prisões preventivas, as delações premiadas, as condenações por corrupção, a PF, o MP, a Lava Jato e o juiz Sério Moro.

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Por falar em traição

Por Wanfil em Política

06 de setembro de 2016

O ex-governador Cid Gomes acusou o senador Eunício Oliveira de trair a ex-presidente Dilma Rousseff, segundo informação do Blog do Eliomar. A traição política, como podemos perceber, é um ponto de vista, já que o próprio Cid é acusado do mesmo pecado por inúmeros ex-aliados, dos mais variados partidos. A questão aqui neste post, porém, não é tanto Cid ou Eunício, mas Dilma.

No dicionário, trair pode significar “não cumprir promessas”. Portanto, o golpe da refinaria da Petrobras no Ceará foi uma traição de Dilma e Lula. Pela lógica, quem não rompeu com a dupla após a revelação do embuste optou voluntariamente por virar sócio de traidores.

Outra acepção do verbete trair é “falsear”. Por essa, quando a então candidata à reeleição Dilma afirmou que a economia estava bem, embora maquiasse a contabilidade para esconder o rombo nas contas públicas, fraude que lhe custou o mandato, traiu seus eleitores e a própria nação. Os que buscam ignorar ou relevar esses fatos apostam, portanto, na falsidade como método de gestão, em prejuízos dos traídos.

Guardadas as incomensuráveis proporções históricas e os personagens, o historiador romano Plutarco dizia que César amava as traições, mas odiava os traidores. Pois é.

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Luizianne para RC: “O que você acha do impeachment da presidente Dilma”?

Por Wanfil em Eleições 2016

02 de setembro de 2016

A candidata Luizianne Lins (PT) trouxe o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff para a disputa eleitoral em Fortaleza, durante o debate realizado pela Nordestv (ver cobertura aqui:  Capitão Wagner muda estratégia e confronta Roberto Cláudio em debate), ao indagar a posição do atual prefeito, Roberto Cláudio (PDT), candidato à reeleição, sobre o tema. Abaixo, reproduzo pergunta e resposta, com grifos meus, e em seguida comento rapidamente.

Luizianne Lins: “Eu queria perguntar para o candidato Roberto Cláudio. Eu estive ontem com a presidente Dilma, porque nós tivemos um processo que considero um ‘golpe’ grave na democracia brasileira, e o candidato tem como seu vice um candidato que é do DEM, que foi um dos partidos artífices do ‘golpe’ contra a presidente Dilma. Como eu não ouvi nenhuma manifestação de vossa excelência sobre essa questão, eu gostaria de lhe perguntar: o que você acha do impeachment da presidente Dilma e o seu vice?

Roberto Cláudio: “Se não ouviu, deputada, não foi por falta de oportunidade em eu ter dito. Já manifestei publicamente, inclusive estive com ex-presidente pessoalmente, junto com seis outros prefeitos, entendendo que o impeachment é um erro, o impeachment trará à democracia brasileira cicatrizes que nós não sabemos ainda os exatos contornos dela, e enfim, minha posição pública e clara é essa. Lamento o que aconteceu, o processo tanto o processo de impeachment quanto o desfecho dele. De fato meu vice tem uma posição diferente a respeito do assunto. Não só disso! Ele pensa diferente de mim em outros assuntos também. Entretanto nós estamos juntos nessa empreitada pelo que nos une e não pelo que nos separa.”

Iguais, mas diferentes

O processo de impeachment da presidente mais impopular que já houve, cassada por crime de responsabilidade em maior a maior recessão da História do País, pode afetar as campanhas de seus correligionários e aliados.

Ao obrigar Roberto Cláudio se posicionar contra o impeachment (e ficou evidente que ele estava com a resposta bem ensaiada), Luizianne, que não é amadora em campanhas eleitorais, muito pelo contrário, procurou expor o adversário. Ela sabe que os eleitores que rejeitam Dilma tendem a rejeita-la, por razões óbvias. Portanto, reforçar que RC também é próximo da ex-presidente pode fazer esse mesmo público rejeitar igualmente o prefeito.

Por outro lado, eleitores mais moderados do PT podem votar até votar em RC, mas se perceberem que este faz uma defesa tímida, protocolar para não parecer que deu as costas para a antiga aliada, podem se decepcionar e ficar com a candidata do próprio PT. Reparem que o prefeito não falou as palavras “golpe”, “inocente” ou “honesta”. Apenas disse que se trata de um “erro” que pode deixar cicatrizes na democracia.

Nas atuais circunstâncias, foi uma resposta para agradar a média de seus eleitores. Se o assunto voltará a ser explorado, os próximos dias irão dizer.

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Prós e contras dos candidatos à Prefeitura de Fortaleza no debate da Nordestv

Por Wanfil em Eleições 2016, Sem categoria

02 de setembro de 2016

Os candidatos à Prefeitura de Fortaleza participaram do debate promovido pela Nordestv, do Sistema Jangadeiro de Comunicação, retransmissora Band no Ceará, realizado na noite desta quinta-feira (1). O Blog do Wanfil faz uma análise com os pontos positivos e negativos de cada um. Confira:

Roberto Cláudio – PDT

Positivo: Mostrou calma diante das críticas e evitou polêmicas na hora de escolher os adversários a quem dirigiu suas perguntas, como estratégia para reduzir confrontos com os candidatos mais fortes. Passou segurança nas respostas.

Negativo: Com exceção da segurança pública, não reconheceu problemas (em desacordo com o que dizem as pesquisas), apresentou poucas propostas para os próximos quatro anos.

Capitão Wagner – PR

Positivo: A desenvoltura na gesticulação, firme e sem exageros, reforçou a imagem de candidato com disposição para agir. Buscou diversas vezes o debate direto com o atual prefeito, sem radicalismos, para mostrar propostas e demarcar posição como alternativa de oposição.

Negativo: Fez algumas críticas sem o devido embasamento com números ou fontes.

Luizianne Lins – PT

Positivo: A ex-prefeita apostou na comparação entre suas gestões e a atual, procurando polarizar a disputa. No final, obrigou o prefeito Roberto Cláudio a se posicionar contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, do PT, embora Moroni Torgan, vice de sua chapa, tenha votado a favor da cassação.

Negativo: A insistência em desfazer a todo momento da atual gestão e a ausência de propostas deixam a impressão de ressentimento

Heitor Férrer – PSB

Positivo: Tranquilo, transpareceu experiência política. Foi incisivo nos questionamentos e críticas relacionadas à saúde e acusou a Prefeitura de “assaltar” a população com fotossensores.

Negativo: Em certos momentos pareceu um tanto apático, especialmente quando debateu com candidatos menos expressivos nas pesquisas.

Ronaldo Martins – PRB

Positivo: Cobrou o enxugamento da máquina pública e falou sobre a necessidade de participação popular para direcionar ações de saúde.

Negativo: Excessivamente cuidadoso, evita riscos na hora de confrontar ideias, ficando sem personalidade.

Tin Gomes – PHS

Positivo: Lembrou mais de uma vez que é preciso considerar os limites orçamentários da prefeitura na hora de fazer promessas.

Negativo: Dificuldade na articulação do discurso, apresentou propostas genéricas, aparentemente sem muita convicção. Deixa a impressão de que trabalha o nome para outras disputas.

Avaliação geral

Os candidatos mostraram preparo no controle de seus tempos de fala e evitaram ataques pessoais, centrando as discussões nos problemas da cidade. Faltando pouco mais de um mês para as eleições, todos ainda estudam as estratégias dos concorrentes. Com o passar do tempo e das pesquisas, a tendência é que o clima fique mais acirrado somente mais adiante.

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Prós e contras dos candidatos à Prefeitura de Fortaleza no debate da Nordestv

Por Wanfil em Eleições 2016, Sem categoria

02 de setembro de 2016

Os candidatos à Prefeitura de Fortaleza participaram do debate promovido pela Nordestv, do Sistema Jangadeiro de Comunicação, retransmissora Band no Ceará, realizado na noite desta quinta-feira (1). O Blog do Wanfil faz uma análise com os pontos positivos e negativos de cada um. Confira:

Roberto Cláudio – PDT

Positivo: Mostrou calma diante das críticas e evitou polêmicas na hora de escolher os adversários a quem dirigiu suas perguntas, como estratégia para reduzir confrontos com os candidatos mais fortes. Passou segurança nas respostas.

Negativo: Com exceção da segurança pública, não reconheceu problemas (em desacordo com o que dizem as pesquisas), apresentou poucas propostas para os próximos quatro anos.

Capitão Wagner – PR

Positivo: A desenvoltura na gesticulação, firme e sem exageros, reforçou a imagem de candidato com disposição para agir. Buscou diversas vezes o debate direto com o atual prefeito, sem radicalismos, para mostrar propostas e demarcar posição como alternativa de oposição.

Negativo: Fez algumas críticas sem o devido embasamento com números ou fontes.

Luizianne Lins – PT

Positivo: A ex-prefeita apostou na comparação entre suas gestões e a atual, procurando polarizar a disputa. No final, obrigou o prefeito Roberto Cláudio a se posicionar contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, do PT, embora Moroni Torgan, vice de sua chapa, tenha votado a favor da cassação.

Negativo: A insistência em desfazer a todo momento da atual gestão e a ausência de propostas deixam a impressão de ressentimento

Heitor Férrer – PSB

Positivo: Tranquilo, transpareceu experiência política. Foi incisivo nos questionamentos e críticas relacionadas à saúde e acusou a Prefeitura de “assaltar” a população com fotossensores.

Negativo: Em certos momentos pareceu um tanto apático, especialmente quando debateu com candidatos menos expressivos nas pesquisas.

Ronaldo Martins – PRB

Positivo: Cobrou o enxugamento da máquina pública e falou sobre a necessidade de participação popular para direcionar ações de saúde.

Negativo: Excessivamente cuidadoso, evita riscos na hora de confrontar ideias, ficando sem personalidade.

Tin Gomes – PHS

Positivo: Lembrou mais de uma vez que é preciso considerar os limites orçamentários da prefeitura na hora de fazer promessas.

Negativo: Dificuldade na articulação do discurso, apresentou propostas genéricas, aparentemente sem muita convicção. Deixa a impressão de que trabalha o nome para outras disputas.

Avaliação geral

Os candidatos mostraram preparo no controle de seus tempos de fala e evitaram ataques pessoais, centrando as discussões nos problemas da cidade. Faltando pouco mais de um mês para as eleições, todos ainda estudam as estratégias dos concorrentes. Com o passar do tempo e das pesquisas, a tendência é que o clima fique mais acirrado somente mais adiante.