Blog do Wanfil - Sem meias palavras 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

O alerta de Tancredo que serve para Ciro

Por Wanfil em Política

26 de julho de 2018

O Estadão informa que o presidenciável Ciro Gomes (PDT) ameaçou largar a campanha após a repercussão da entrevista que o candidato concedeu no Maranhão, em que deixou a entender que poderia soltar Lula e que daria limites na atuação da Justiça. (Leia mais no Focus.Jor).

Em outra entrevista, ontem no Pará, Ciro disse que suas declarações foram mal interpretadas e tiradas de contexto. Não é de hoje que ele reclama de “distorções” sobre suas falas, mas o fato é que um candidato precisar medir bem as palavras.

Tudo isso me fez lembrar um caso, que cito de memória, creio que relatado pelo jornalista Sebastião Nery, sobre uma conversa entre José Maria Alkimin, deputado por Minas Gerais, e seu adversário Tancredo Neves. Lamentava ser alvo de denúncias que, assegurava, eram falsas.

– “Você sabe, não é Tancredo?”, perguntou.

– “Sei, mas o problema é saber se as pessoas acreditam que você seria capaz de fazer isso. Se acreditarem, pouco adiantará negar”, respondeu-lhe Tancredo.

Repito, faço o relato de memória, e pode até ser folclore político, mas a moral da história é o que interessa.

Quando um candidato precisa vir à público explicar o que quis dizer, e se isso acontece com frequência, há um problema evidente de comunicação e talvez de gestão de imagem. O que importa é como as pessoas assimilam suas falas.

No caso de Ciro, é preciso que ele, o PDT e seus assessores, se indaguem: por que as pessoas acreditam que ele poderia agir assim? Não raro suas declarações são vistas como autoritárias e intempestivas, ainda que intercaladas com análises bem estruturadas sobre o cenário político e econômico. Combinadas, projetam uma imagem de pessoa inteligente, mas instável.

Frases de efeito garantem manchetes, mas com o tempo, e a depender das circunstâncias, podem minar o próprio discurso do candidato.

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Luizianne pressiona Camilo a decidir entre Lula e Ciro

Por Wanfil em Eleições 2018

25 de julho de 2018

(FOTO: Iago Monteiro/Tribuna do Ceará)

No programa Focus Jangadeiro desta quarta-feira, um ouvinte perguntou para a deputada federal Luizianne Lins: “Você vota no governador Camilo Santana?”

Ela não pestanejou: “Se o Camilo se comprometer a apoiar o Lula ou o candidato do PT, eu votarei. Até porque, se não fizer isso, eu já coloquei que vou disputar essa posição [de candidato ao governo estadual], caso ele não saia do encontro [próximo sábado, dia 28] dizendo categoricamente – que até agora ele não disse – que vai apoiar o Lula ou o candidato do PT”.

Mais do que uma ameaça vazia, a fala de Luizianne, cirurgicamente dirigida à militância, é uma cobrança de engajamento partidário, de uma definição que deixe claro, de uma vez por todas, que entre Lula (ou um preposto) e Ciro Gomes, do PDT, Camilo escolhe o petista.

Não há sinais de que o movimento da deputada tenha apoio do comando estadual para impor um constrangimento desses a Camilo e dificilmente ela conseguiria uma indicação ao governo estadual. O objetivo, portanto, é mesmo pressionar Camilo em nome de uma estratégia nacional e conseguir, de quebra, aprovar uma candidatura petista ao Senado.

De todo modo, convém ao governador não subestimar a situação. O petismo é conhecido por suas disputas internas. Se evitar o problema, silenciando ou tergiversando, dando a entender que prefere Ciro, o governador perde algum prestígio dentro do próprio partido; se optar pelo petismo, pedindo votos para o candidato do partido, corre o risco de colidir com os Ferreira Gomes, que controlam o PDT.

Às vésperas da eleição, não é uma situação confortável.

E vocês, acham que Camilo prefere quem? Lula ou Ciro?

(Esse texto foi publicado originalmente no portal Tribuna do Ceará).

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Atenção candidatos! FIEC realiza encontro sobre segurança pública no Ceará

Por Wanfil em Ceará

24 de julho de 2018

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) promove, nos dias 24 e 25 de julho, encontro com especialistas para discutir uma “Rota Estratégica da Segurança Pública”. A iniciativa faz parte do projeto Rotas Estratégicas Setoriais, que trata dos temas mais importantes para a indústria cearense, de olho no futuro, mais precisamente, no direcionamento de ações até 2025.

Com efeito, além dos riscos à vida de todos e das implicações psicológicas decorrentes do constante estado de alerta que vivemos, os altos níveis de insegurança têm impacto direto na economia e nos custos de produção. Segurança privada, monitoramento de cargas, limitação de investimentos em áreas perigosas, e por aí vai.

Idealizado pelo presidente da entidade, o empresário Beto Studart, o projeto já traçou cenários sobre questões como água, meio-ambiente e energia, entre outros. E o momento para falar de segurança não poderia ser mais apropriado, às vésperas do início da campanha eleitoral de 2018.

Desse modo, não apenas o governo, que vem amargando recordes negativos na área, mas também os candidatos para a disputa deste ano poderão ter em mãos uma valiosa contribuição apartidária. No encontro, especialistas debaterão “ações em diversos eixos, tais como prevenção à violência, sistema de segurança e defesa social, sistema prisional, sistema socioeducativo e governança”.

Somente a lembrança de discutir o sistema prisional, tema que sempre passa batido nas campanhas, mas que nesses tempos de facções é central na atual crise de segurança, já vale a iniciativa.

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O Centrão do Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

23 de julho de 2018

Segue abaixo trecho do meu artigo para a página Focus Jangadeiro Eleições 2018.

“O vai e vem do Centrão – o amontoado de partidos liderado por PR, PP, SD, PSD, PTB e PRB – em busca de um candidato à Presidência que possa garantir ao grupo as melhores vantagens em troca de apoio eleitoral mostrou ao País como a prática do fisiologismo resiste aos escândalos, prisões e, sobretudo, à rejeição da opinião pública.

Ensaiaram uma aliança com Bolsonaro, depois pareciam firmes com Ciro Gomes e agora, até o momento, indicam acordo com Geraldo Alckmin. A depender da oferta, podem mudar de novo.

A presença forte dessa prática no cenário nacional para as eleições de 2018 nos permite perguntar: E, no Ceará, quem faz o papel do Centrão?”

Leia mais aqui.

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O maior inimigo de Ciro é o PT

Por Wanfil em Eleições 2018

23 de julho de 2018

Quis o destino, essa entidade irônica quando o assunto é política, que o PT do Ceará chegasse ao poder no Ceará graças ao apoio do ex-governador Cid Gomes, hoje no PDT, que na véspera das convenções em 2014 escolheu Camilo Santana para concorrer à sucessão.

É que durante muitos anos o petismo cearense viu na figura de Ciro, o irmão mais velho dos Ferreira Gomes, o seu maior inimigo, especialmente quando este, ainda no PSDB de Tasso Jereissati, ocupou os cargos de prefeito, governador e ministro da Fazenda.

É bem verdade que em Sobral a parceria já rendia frutos, mas nada que indicasse uma afinidade ideológica, digamos assim, mais profunda. De todo modo, a condição de aliado dos governos de Lula possibilitou uma maior aproximação entre ciristas e petistas que, em contrapartida, aderiram ao governo Cid.

Tudo ia bem até que em 2009 Ciro – então no PSB – a pedido de Lula, mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo e acabou sem legenda para disputar a Presidência no ano seguinte, quando Dilma foi eleita.

Agora, pela primeira vez, Ciro é candidato sem que o PT tenha um nome viável. Preso e impedido de concorrer, Lula no máximo poderá indicar um substituto que, mesmo assim, terá dificuldades, como apontam as pesquisas. Pela lógica, se apoiasse Ciro, a esquerda teria maiores chances, dado o cenário fragmentado da disputa.

Assim, o PT mais uma vez se faz obstáculo para Ciro. Impediu que PSB e PCdoB o apoiassem. O maior inimigo hoje do projeto presidencial dos ciristas, por incrível que pareça, não é o PSDB ou Bolsonaro (adversários naturais, portanto, de onde se espera o combate), mas o PT.

Por isso, ironia do destino é que seja o PT, no Ceará, de longe o maior beneficiado na aliança com o PDT de Ciro e Cid Gomes. Tem o governo do Estado, ainda que seja como inquilino, e fecha as portas do Planalto para os parceiros.

(Esse texto foi publicado originalmente no portal Tribuna do Ceará).

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House of Cards, Ciro e o Centrão

Por Wanfil em Política

20 de julho de 2018

Frank Uderwood, de House of Cards: nesse jogo, o mais bobo dá nó em pingo d’água

No seriado americano House of Cards, da Netflix, Frank Underwood (Kevin Space) revela as entranhas do jogo político nos bastidores, os choques de interesses, o instinto predatório, a fogueira das vaidades, os choques de interesses e as artinhas do poder. Nada é por acaso e tudo é calculado.

Tudo parecia encaminhado para a parceria entre Ciro e o Centrão (PP, DEM, SD, PR, PTB e outros partidos menores), até que na véspera – na véspera! – da convenção do PDT, o apoio prometido cai no colo de Geraldo Alckmin, do PSDB. E o clima que seria de festa acabou em velório para os pedetistas.

A aproximação entre partidos tão diferentes foi um teatro – de ambos os lados – que ao fim se mostrou tão maquiavélico quanto Underwood. Expôs Ciro, afastando-o do PSB, valorizou o passe do próprio Centrão, para depois descartar e isolar um adversário que parecia crescer no jogo.

Não tem perdão nem mocinhos e mocinhas. É House of Cards puro.

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Ciro perde o Centrão. Veja como isso afeta as eleições no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

20 de julho de 2018

A imprensa nacional destaca nesta sexta-feira que o apoio do Centrão (o bloco partidário formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade), depois de quase ter fechado com Ciro Gomes (PDT), vai mesmo para Geraldo Alckmin (PSDB).

O PDT oficializa, também nesta sexta, o nome de Ciro na disputa presidencial e ainda tenta costurar alianças com o PSB e o PCdoB, siglas que, por outro lado, sofrem pressão do PT – leia-se Lula – para não apoiar o pedetista.

Como essas movimentações interferem na política cearenses. Olhando de cima, nada muda na gigantesca aliança que reúne PDT, PSB, DEM e MDB para tentar a reeleição de Camilo Santana (PT), mas se observarmos mais de perto, o balanço interno dos pesos de cada um muda.

Leia mais aqui.

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Veja como a perda de apoio do Centrão a Ciro Gomes afeta as eleições no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

20 de julho de 2018

PDT oficializa Ciro na disputa presidencial (FOTO: André Carvalho/CNI)

A imprensa nacional destaca nesta sexta-feira (20) que o apoio do Centrão (o bloco partidário formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade), depois de quase ter fechado com Ciro Gomes (PDT), vai mesmo para Geraldo Alckmin (PSDB).

O PDT oficializou, também nesta sexta, o nome de Ciro na disputa presidencial e ainda tenta costurar alianças com o PSB e o PCdoB, siglas que, por outro lado, sofrem pressão do PT – leia-se Lula – para não apoiar o pedetista.

Como essas movimentações interferem na política cearenses? Olhando de cima, nada muda na gigantesca aliança que reúne PDT, PSB, DEM e MDB para tentar a reeleição de Camilo Santana (PT), mas se observarmos mais de perto, o balanço interno dos pesos de cada um muda.

Quanto mais forte a candidatura de Ciro ao Planalto, como no início desta semana, mais frágil fica a posição de Eunício Oliveira (MDB). A doce imagem do Palácio do Planalto faz sombra ao Palácio da Abolição. E assim PDT e PT chegaram a insinuar que desejavam indicar nomes para segunda vaga na chapa governista para o Senado.

O isolamento momentâneo do PDT nacional muda sutilmente as perspectivas estaduais. Com o projeto presidencial fazendo água, ganha mais urgência a manutenção do governo do Estado. E nesse caso, para reduzir riscos de surpresas, melhor ter o apoio do MDB, ou seja, manter Eunício na base de Camilo, com o devido silêncio dos Ferreira Gomes.

Tudo pode mudar? Pode. Talvez a tensão causada pelas incertezas das negociações partidárias tenha aumentado a disposição de Ciro para as declarações polêmicas, como registrado pelo noticiário nos últimos dias. As falas desgastantes seriam, portanto, efeito e não causa, do apoio perdido.

O jogo segue.

(Texto publicado originalmente no portal Tribuna do Ceará)

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Focus Jangadeiro: mais que um projeto, um compromisso

Por Wanfil em Ao leitor

19 de julho de 2018

O Sistema Jangadeiro e o site Focus.Jor, do jornalista Fábio Campos, referência na análise política no impresso cearense e agora empreendedor digital, deram início a um projeto para a cobertura da eleições deste ano. Nessa parceria, como colunista político da Jangadeiro, represento os veículos do grupo. Não escrevi a respeito antes porque estava justamente imerso nos preparativos para as novidades.

O projeto vai muito além do programa Focus Jangadeiro, que estreou ontem na Tribuna Band News (101.7) e Rede Jangadeiro FM (para o interior). A experiência de convergência entre as plataformas Jangadeiro agora se expande para o compartilhamento de conteúdo e audiência com um site especializado em cobertura política, jurídica e econômica. Portal, site, redes sociais, rádios e televisão integrados para levar ao público informação e análise de qualidade.

Para mim, particularmente, uma dupla satisfação, pela responsabilidade confiada e pela oportunidade de trabalhar novos horizontes com pessoas que admiro na Focus e na Jangadeiro. Mais que um projeto inovador, é um compromisso. E isso é o principal. Compromisso com o bom jornalismo, com valores anunciados, entre os quais, as liberdades individuais e o empreendedorismo.

Não existe assunto tabu ou veto a convidados. Tudo e todos podem ser abordados, mas sempre a partir de uma premissa inegociável: o equilíbrio ao colocar os temas que tanto despertam paixões nos dias de hoje. Para falar – e até criticar – com proveito para leitores, ouvintes e telespectadores, é preciso ouvir com respeito.

O projeto está aberto, em construção. Sugestões serão lidas com carinho. Críticas também. O nosso compromisso, afinal, também – e principalmente – é com você.

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Ciro pressiona Camilo contra Eunício

Por Wanfil em Eleições 2018

13 de julho de 2018

Durante evento do PDT, na última quinta-feira, em Fortaleza, o presidenciável Ciro Gomes defendeu a candidatura do deputado federal André Figueiredo, seu correligionário, para uma das duas vagas em disputa ao Senado, na chapa de Camilo Santana (PT).

A primeira, como todos sabem, está reservada para Cid Gomes. E como todos também sabem, o governador defende uma aliança com o senador Eunício Oliveira (MDB).

Ao discursar, Ciro lembrou que responde a processos movidos por Eunício, para em seguida afirmar que nunca fora processado por homens de bem, mas só por corruptos e picaretas. Se para bom entendedor meia palavra basta, imagine então uma oração completa assim, com sujeito e predicado.

Os vídeos do evento com as passagens citadas foram publicados em dois textos no site Focus.jor, do jornalista Fábio campos, parceiro do Sistema Jangadeiro na cobertura das eleições 2018: Ciro dispara míssil contra Eunício ao dizer que quer votar em André para senador /Ciro diz que só foi processado por puro corrupto, puro picareta e puro assaltante.

Antes de continuar, um aviso: na próxima quarta-feira, eu e Fábio vamos estrear o programa Focus Jangadeiro, na Tribuna Bandnews, ao meio-dia.

Voltando ao texto, não é novidade o que Ciro e Eunício pensam um do outro. Desse modo, a impressão que fica é de que o recado foi também – ou principalmente – para Camilo, que obviamente fica em posição delicada.

Se mantiver o acordo com o MDB, contraria Ciro e o PDT; se romper, mesmo com a justificativa de ceder aos desejos da maioria, deixa a impressão de que não está no comando da própria chapa.

É bom lembrar que Ciro também corre o risco de ficar em situação constrangedora mais adiante. Caso a aliança não se dê nos termos que ele sugere (ou cobra?), ou seja, com a exclusão do MDB, a pressão se inverte. O PDT estaria moralmente obrigado a romper com o PT de Camilo, afinal, como poderia apoiar um candidato aliado com o mesmo MDB que Ciro acusa dos piores crimes e que promete destruir? São dilemas, sem dúvida, mas nada que o velho e bom pragmatismo eleitoral não passe por cima, como sempre.

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Ciro pressiona Camilo contra Eunício

Por Wanfil em Eleições 2018

13 de julho de 2018

Durante evento do PDT, na última quinta-feira, em Fortaleza, o presidenciável Ciro Gomes defendeu a candidatura do deputado federal André Figueiredo, seu correligionário, para uma das duas vagas em disputa ao Senado, na chapa de Camilo Santana (PT).

A primeira, como todos sabem, está reservada para Cid Gomes. E como todos também sabem, o governador defende uma aliança com o senador Eunício Oliveira (MDB).

Ao discursar, Ciro lembrou que responde a processos movidos por Eunício, para em seguida afirmar que nunca fora processado por homens de bem, mas só por corruptos e picaretas. Se para bom entendedor meia palavra basta, imagine então uma oração completa assim, com sujeito e predicado.

Os vídeos do evento com as passagens citadas foram publicados em dois textos no site Focus.jor, do jornalista Fábio campos, parceiro do Sistema Jangadeiro na cobertura das eleições 2018: Ciro dispara míssil contra Eunício ao dizer que quer votar em André para senador /Ciro diz que só foi processado por puro corrupto, puro picareta e puro assaltante.

Antes de continuar, um aviso: na próxima quarta-feira, eu e Fábio vamos estrear o programa Focus Jangadeiro, na Tribuna Bandnews, ao meio-dia.

Voltando ao texto, não é novidade o que Ciro e Eunício pensam um do outro. Desse modo, a impressão que fica é de que o recado foi também – ou principalmente – para Camilo, que obviamente fica em posição delicada.

Se mantiver o acordo com o MDB, contraria Ciro e o PDT; se romper, mesmo com a justificativa de ceder aos desejos da maioria, deixa a impressão de que não está no comando da própria chapa.

É bom lembrar que Ciro também corre o risco de ficar em situação constrangedora mais adiante. Caso a aliança não se dê nos termos que ele sugere (ou cobra?), ou seja, com a exclusão do MDB, a pressão se inverte. O PDT estaria moralmente obrigado a romper com o PT de Camilo, afinal, como poderia apoiar um candidato aliado com o mesmo MDB que Ciro acusa dos piores crimes e que promete destruir? São dilemas, sem dúvida, mas nada que o velho e bom pragmatismo eleitoral não passe por cima, como sempre.