Blog do Wanfil - Sem meias palavras 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Ciro Gomes critica aproximação entre PT e PMDB: abre o olho, Eunício

Por Wanfil em Política

10 de novembro de 2017

O acirramento de ânimos no PSDB nacional acabou reduzindo a repercussão, no Ceará, sobre um episódio importante para as articulações eleitorais por estes lados. Mais precisamente, uma fala de Ciro Gomes, pré-candidato à presidência da república pelo PDT, em Minas Gerais, na última quinta-feira. Reproduzo trecho, segundo relato do Estadão:

“O PT votou no Eunício para a presidência do Senado. Como é que a gente diz pro povo que houve ‘golpe’ e, ato contínuo, pratica a contradição de confraternizar com o chefe dos ‘golpistas’?”.

Opa! Como é que fica então o acordão entre o PT de Camilo e o PMDB de Eunício, costurado com consentimento do PDT de Cid Gomes? Se o PMDB não presta para a candidatura de Ciro, por que então seria aceitável no Ceará?

Imaginem o presidenciável sendo confrontado por adversários na campanha, que o acusariam de operar com dois pesos e duas medidas, de pregar rompimento em âmbito nacional e ao mesmo tempo se aliar em casa com aqueles aos quais critica.

Sem contar que Eunício já havia dito que seu candidato é Lula, evidenciando que não pretende pedir votos para Ciro, ou seja, que o limite para a composição é justamente a indisposição pessoal entre os dois.

Bem observadas as coisas, o possível acordão entre adversários das eleições passadas no Ceará tem um imenso empecilho: as eleições presidenciais. As conversas entre Camilo e Eunício, com Cid se limitando a dizer que não se nega apoio de ninguém, tiveram até agora dois efeitos práticos: dividir a oposição e deixar o governo estadual compartilhar o bônus político da liberação de verbas federais. Enquanto for útil para quem está tirando proveito da situação, isso será mantido. Porém, está muito claro que a presença de Eunício numa coligação com Camilo e de Cid seria uma contradição incontornável para o discurso de Ciro.

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Surrealismo político: por Michel Temer, Aécio manobra contra Tasso

Por Wanfil em Partidos

09 de novembro de 2017

O senador mineiro Aécio Neves afastou o senador cearense Tasso Jereissati da presidência interina do PSDB, em mais um capítulo da divisão interna que consome o partido.

Para resumir, desde a primeira denúncia contra Temer, Tasso defende que a sigla entregue os cargos no Governo Federal, mantendo o apoio às reformas e fazendo uma autocrítica, enquanto Aécio – presidente licenciado da sigla – quer permanecer na base.

Mesmo enfraquecido depois dos áudios em que pede R$ 2 milhões à JBS para supostamente custear sua defesa na Lava Jato, Aécio ainda controla parte do PSDB, notadamente aquela contemplada com ministérios e verbas federais.

Mas Wanfil, se o governo, recordista de impopularidade, é tão rejeitado por suas práticas fisiológicas, o melhor não seria realmente deixar os cargos? Seria, mas não é tão fácil assim para muitos que contam com a máquina federal para seus projetos eleitorais. Parece surreal. Basta ver como aqui no Ceará até mesmo o PT e o PDT, de oposição, estudam uma aliança com o PMDB, reaproximados pelos recentes aportes de verbas da União para projetos no Estado.

Para Aécio, preservar a aliança formal com Temer é manter a influência sobre os governistas do partido e ainda garantir apoio da base contra novos pedidos de investigação. Para Tasso, a independência é a senha para que o partido possa formatar um discurso de renovação em sintonia com a população.

Não há dúvida de que Tasso, nesse primeiro momento, sai com a imagem fortalecida contra Aécio. O mesmo não se pode dizer do PSDB, vai depender dos próximos capítulos dessa disputa.

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Aliança entre PT (PDT) e PMDB: tudo a ver

Por Wanfil em Política

04 de novembro de 2017

A reaproximação entre PT e PMDB no Ceará não constitui um ponto fora da curva, uma exceção a corromper uma suposta incompatibilidade de valores entre as siglas, demarcada sobretudo após o impeachment. Ao contrário, pelo que informa a imprensa do sul, é antes parte de um movimento bem mais amplo, mais evidente nas regiões Norte e Nordeste.

No Ceará, se algo dificulta essa reaproximação é a relação tumultuada entre Eunício Oliveira e os irmãos Cid e Ciro Gomes, pois o PT por aqui virou um puxadinho do PDT. Nada que a necessidade de garantir foro privilegiado com o menor risco possível não possa superar.

Bacanas mesmo são as declarações de parte a parte. PT e PDT dizendo que podem até aceitar compor com os “golpistas” em nome de uma incerta candidatura de Lula; o PMDB garantindo que prefere deixar ressentimentos de lado para trabalhar, de olhos fechados, para o bem do Ceará. Até parecem que fazem favor ao outro e não agem por interesse próprio.

Tanto sacrifício e amor pelo bem comum podem até comover os que anseiam uma sinecura estatal, mas não apaga a troca de acusações das eleições passadas, que subsistem agora como prova de que todos sempre se conheceram muito bem.

Nota – Quando partidos de oposição no Ceará, especialmente PSDB e PR, aceitam esperar o PMDB decidir de que lado está, aguardando autorização do PDT para fechar com o PT e voltar ao governismo, se igualam àqueles que criticam. 

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100 anos da Revolução Russa: conheça sua origem e legado no documentário A História Soviética

Por Wanfil em História

25 de outubro de 2017

Em outubro de 1917 a Revolução Russa consagrou o socialismo como experiência real. Cem anos depois, vale a pena conferir o documentário The Soviet History, produzido pelo Parlamento Europeu em 2008. Um aviso: é difícil de assistir, pois o legado dessa história é puro terror e maldade. Imagens e depoimentos duros, mas fundamentais para ver um lado que na escola com partido em que estudamos, não pudemos conhecer.

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A arte de esperar: Eunício espera por Tasso, que espera por Eunício, que espera por Camilo, que espera por Cid, que espera por Ciro…

Por Wanfil em Política

21 de outubro de 2017

Entre as várias artes da política – falo das habilidades desenvolvidas dentro da legalidade – a de esperar é uma das mais difíceis de administrar. E quanto mais confusos o ambiente e o período, maior a necessidade de saber esperar até o último minuto, para não queimar etapas ou perder oportunidades. E como toda espera gera ansiedade, é comum que os espíritos fiquem mais sensíveis a todo tipo de interpretação, sugestão, indícios e especulações.

Atualmente, descontadas as manchetes que refletem as excitações do momento, o que temos no Ceará é um conjunto de esperas que se misturam. O senador Eunício Oliveira, que disputará uma das duas vagas em jogo para continuar no Senado, precisa de um nome que atue como carro-chefe para ao governo estadual, puxando as demais candidaturas da chapa oposicionista. Assim, espera que o senador Tasso Jereissati concorra ao Executivo: é conhecido e tem mandato garantido no Senado por mais quatro anos após as eleições.

Tasso, por sua vez, espera que Eunício feche antes com a oposição para depois escolher alguém para disputar o executivo no Estado. A estrutura de campanha e o recall de ambos fariam alavancar a candidatura oposicionista ao Palácio da Abolição.

Camilo espera que Eunício feche com o governo para enfraquecer a oposição. Eunício espera que esse flerte pressione Tasso a concorrer ao governo. Se isso não acontecer, Eunício espera que Camilo possa convencer Cid Gomes, também candidato ao Senado, por uma aliança com o ex-aliado. Cid não veta por antecipação porque espera ver como a candidatura de Ciro à Presidência da República se encaminha para então decidir o que fazer.

Nesse jogo, qualquer declaração definitiva, no estilo ou vai ou racha, será precipitação.

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Caso Aécio: senador não é o Senado

Por Wanfil em Política

20 de outubro de 2017

A decisão do Senado de barrar as medidas cautelares impostas pelo STF ao senador mineiro Aécio Neves, do PSDB, nesta semana, contou com a seguinte composição: o corporativismo da maioria do legislativo, a proteção dos colegas de partido e o interesse próprio de uma penca de senadores investigados ou réus na justiça. Uns por esperteza, outros por amizade e mesmo alguns movidos pela ideia equivocada de que a independência do Senado estava em jogo, confundindo o Senado com um de seus membros, gravado pedindo dinheiro a Joesley Batista.

Desse conjunto, apenas os que estão enrolados com a lei, a começar pelo próprio Aécio, têm o que comemorar. Para o resto, o estrago foi gigantesco. O Senado passou a ser visto como antro de impunidade e o PSDB conseguiu ficar pior no filme que o PT, protagonista maior da Lava Jato, junto com o PMDB. 

A perceberem o erro, talvez tarde demais, parte do Senado cobra agora que Aécio responda ao Conselho de Ética da Casa por quebra de decoro, e parte do PSDB quer que o mineiro renuncie à presidência da sigla, da qual está apenas afastado, aprofundando a divisão entre os tucanos governistas, ligados a Temer e Aécio, e os que pedem a independência do partido, ligados ao presidente interino Tasso Jereissati. Segundo Tasso, a situação chegou ao limite, é o que informa a Folha de São Paulo. Aliás, a imprensa nacional afirma que Aécio está chateado com Tasso, que seguiu o partido e votou contra as medidas cautelares. Como recompensa, ganharam a maior crise de imagem que já experimentaram.

Para os que festejam, em silêncio, a impunidade de Aécio (gente de todos os partidos, diga-se), quanto mais todos forem vistos como farinha do mesmo saco, melhor. A conversa de políticos em maus lençóis de que suas pessoas são a quintessência das instituições que deveriam respeitar, é truque para diluir entre seus pares os ônus de seus erros particulares.

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Ciro mira Tasso, mas acerta Camilo

Por Wanfil em Política

16 de outubro de 2017

Com tantos alvos na mira, fica difícil manter a pontaria

Ciro Gomes afirmou, durante a convenção estadual do PDT, que uma possível candidatura do senador Tasso Jereissati ao governo do Ceará seria traição ao petista Camilo Santana. A lógica é a seguinte: o atual secretário de Planejamento, Maia Júnior, é filiado ao PSDB. Uma candidatura do partido representaria, por essa ótica, deslealdade, em razão do cargo.

Pois é. A cautela recomenda evitar comentários sobre especulações, para não passar recibo de preocupação e não produzir efeitos indesejados. É o que tem feito, por exemplo, o governador Camilo. Como Ciro é mais impulsivo, ao antecipar juízo de valor sobre o que ainda não passa de boato, acabou atingindo, involuntariamente, seu aliado. Façamos uma leitura mais atenta das implicações desse caso, por partes:

1) A nomeação de Maia Júnior não se deu por acordo fisiológico para cooptação do PSDB. Foi antes uma escolha de viés técnico, como sempre pontuaram governador e secretário. A cobrança de alinhamento eleitoral em troca da secretaria, como fez Ciro, depõe contra a postura ética do governo na formação de seu secretariado;

2) ao reclamar publicamente da possibilidade eleitoral, Ciro deixou a impressão de que não confia no potencial eleitoral do governador frente a oponentes fortes. No futebol, o treinador sempre diz que adversário não se escolhe, justamente para mostrar que não teme ninguém e que aposta mais no trabalho do seu time;

3) a necessidade “proteger” o governador reforça a velha desconfiança que acompanha toda gestão de continuidade, qual seja, a de que seus fiadores tutelam o escolhido, condição que fragiliza a imagem de independência e de liderança que se espera de um chefe do Executivo;

4) a reação desproporcional serviu para criar mais expectativas sobre uma eventual candidatura de Tasso ao governo, o que pelo menos aumenta seu papel como apoiador de outra candidatura.

Sobre o outro boato do momento, que diz respeito a um possível acordão entre governistas no Ceará e o PMDB de Eunício Oliveira, inimigos de Ciro, nada se disse. Silêncio que acabou percebido como uma autorização tácita para negociações. Nesse caso, vejam só que conveniente para o PDT, qualquer acerto será debitado na conta do governador e do PT.

Com aliados assim, quem precisa de oposição?

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Muito boato e pouco fato

Por Wanfil em Política

09 de outubro de 2017

É um disse me disse sem fim, um boato atrás do outro. Boatos que podem ser confirmar… ou não

Todo dia uma novidade alimenta o festival de boatos e fofocas eleitorais no Ceará. É um disse me disse sem fim. O problema é a carência de fatos – e de declarações – que possam sustentar ou desmentir categoricamente o cipoal de suposições que acabam ocupando o espaço vazio da incerteza. E como os nomes implicados nessas especulações evitam sustentar ou negar o falatório, muitas vezes caprichando nas evasivas, a ansiedade geral na política se intensifica. Assim tudo pode acontecer, inclusive nada.

A rigor, quem manda mesmo ainda não como posicionar seus grupos. Qualquer definição de alianças agora poderá em breve revelar-se uma precipitação, nesse cenário sujeito a alterações por causa de sentenças judiciais, operações da PF ou do MPF, delações premiadas e pesquisas eleitorais.

Na dúvida, o melhor é esperar e observar as reações diante de tanto “ouvi de dizer”, “dizem que” e “pode ser”. Situação que aumenta a pressão de candidatos menores sobre suas lideranças, todos à espera de uma definição para saber em qual galho deverão se pendurar. Pressão que alimenta boatos, boatos que atendem a interesses, interesses que refletem expectativas, expectativas que intencionam tanger decisões.

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Cheirinho de acordão

Por Wanfil em Política

07 de outubro de 2017

Clima de acordão tem como fim a autopreservação de grupos que precisam, como nunca, do foro privilegiado

As incertezas no cenário político nacional dificultam a costura de articulações para as eleições estaduais, perfazendo um ambiente propício à propagação de boatos e hipóteses. Faz parte. No Ceará, porém, o conjunto dessa boataria trafega em sentido único, dando a impressão de que as coisas caminham para uma espécie de pacto de sobrevivência e autopreservação geral, popularmente conhecido como “acordão”.

Indícios não faltam: adversários que passaram a trocar elogios, partidos em litígio que falam agora em estudar alianças com o inimigo, além dos ensaios sobre chapas inusitadas que surgem a todo instante. Sem contar ainda as declarações dúbias, cheias as reticências, do tipo “o momento agora é de unir forças pelo Ceará, eleição a gente pensa depois”. Não se percebe na maior parte disposição pra rupturas ou confrontações.

Pode ser que nada disso aconteça (mais pela dificuldade de encaixar egos do que por incompatibilidade de convicções ou de divergências morais), pessoalmente acho que não irá acontecer, mas que existe um cheiro de jeitinho esperto no ar, isso existe. E ninguém nega a ocorrência, digamos assim, de tratativas iniciais sobre eventuais pactos que até pouco tempo eram inimagináveis. Naturalmente, esse tipo de oportunismo em busca pelo foro privilegiado é apresentado ao distinto público como sinal da mais alta responsabilidade, de desapego altruísta e prudente sabedoria. Tudo isso não muda a natureza dessas conciliações de ocasião.

Um acordão que anula diferenças pessoais, ideológicas e partidárias em nome de conveniências particulares seria um desastre para um eleitor que anseia por mudanças, mas que corre o risco de acabar traído por gente ocupada demais em manter tudo como está.

Acordão é conluio.

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Confira como votaram os cearenses na criação do fundo eleitoral – e veja também quem deixou de votar

Por Wanfil em Política

05 de outubro de 2017

Foi aprovado na noite de ontem (quarta-feira) o projeto de lei que criou um fundo público eleitoral para financiar campanhas, estimado em R$ 1,7 bilhão. Daqui pra frente você caro leitor irá oficialmente bancar as eleições. Digo oficialmente porque a conta já era paga na maior parte dos casos, com dinheiro público desviado de contratos com entes públicos e de empresas estatais.

Dos 22 deputados federais do Ceará, oito votaram a favor do fundão, seis contra, um se absteve e sete simplesmente não votaram. Antes de prosseguir, uma observação: a votação não foi nominal. Os votos somente foram revelados por causa de um erro regimental do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na votação de um destaque.

Confira o posicionamento da bancada cearense:

FAVORÁVEIS AO FUNDÃO

André Figueiredo – PDT

Aníbal Gomes – PMDB

Chico Lopes – PCdoB

Danilo Forte – PSB

Domingos Neto – PSD

José Guimarães – PT

Odorico Monteiro – PSB

Vicente Arruda – PDT

CONTRÁRIOS AO FUNDÃO

Ariosto Holanda – PDT

Gorete Pereira – PR

Raimundo Gomes de Matos – PSDB

Ronaldo Martins – PRB

Vaidon Oliveira – PROS

Vitor Valim – PMDB

ABSTENÇÃO

Leônidas Cristino – PDT

DEIXARAM DE VOTAR

Moses Rodrigues – PMDB

Adail Carneiro – PP

Macedo – PP

Cabo Sabino – PR

José Airton Cirilo – PT

Luizianne Lins – PT

Genecias Noronha – SD

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Confira como votaram os cearenses na criação do fundo eleitoral – e veja também quem deixou de votar

Por Wanfil em Política

05 de outubro de 2017

Foi aprovado na noite de ontem (quarta-feira) o projeto de lei que criou um fundo público eleitoral para financiar campanhas, estimado em R$ 1,7 bilhão. Daqui pra frente você caro leitor irá oficialmente bancar as eleições. Digo oficialmente porque a conta já era paga na maior parte dos casos, com dinheiro público desviado de contratos com entes públicos e de empresas estatais.

Dos 22 deputados federais do Ceará, oito votaram a favor do fundão, seis contra, um se absteve e sete simplesmente não votaram. Antes de prosseguir, uma observação: a votação não foi nominal. Os votos somente foram revelados por causa de um erro regimental do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na votação de um destaque.

Confira o posicionamento da bancada cearense:

FAVORÁVEIS AO FUNDÃO

André Figueiredo – PDT

Aníbal Gomes – PMDB

Chico Lopes – PCdoB

Danilo Forte – PSB

Domingos Neto – PSD

José Guimarães – PT

Odorico Monteiro – PSB

Vicente Arruda – PDT

CONTRÁRIOS AO FUNDÃO

Ariosto Holanda – PDT

Gorete Pereira – PR

Raimundo Gomes de Matos – PSDB

Ronaldo Martins – PRB

Vaidon Oliveira – PROS

Vitor Valim – PMDB

ABSTENÇÃO

Leônidas Cristino – PDT

DEIXARAM DE VOTAR

Moses Rodrigues – PMDB

Adail Carneiro – PP

Macedo – PP

Cabo Sabino – PR

José Airton Cirilo – PT

Luizianne Lins – PT

Genecias Noronha – SD