Imprensa Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Imprensa

Wanfil recusa convite para secretaria de governo

Por Wanfil em Imprensa

20 de dezembro de 2014

Fontes próximas ao governador eleito Camilo Santana (PT) afirmam que o comentarista político Wanderley Filho, que assina o Blog do Wanfil, foi convidado a participar do primeiro escalão da gestão que se inicia em janeiro. Os relatos variam entre as pastas da Cultura e a Casa Civil.

Indagado por ele mesmo com exclusividade para este blog, Wanfil desconversa. “Seria deselegante comentar esse tipo de especulação”. Na Tribuna do Ceará comentários confirmam a veracidade da história, acrescentando a recusa após um dia de consultas a amigos e familiares. O convite teria surpreendido aliados e correligionários de Camilo, uma vez que o colunista é visto por governistas como demasiadamente crítico. Faltando menos duas semanas para a posse, o governador eleito ainda não divulgou o seu secretariado. 

Nada disso é verdade, claro. Mas quando notícias são plantadas em notinhas e colunas de jornal, blogs ou rádios, ou mesmo quando viram matéria, tudo é vago. É a apoteose do futuro do pretérito: teria, seria, poderia. E também das gargantas profundas (as tais fontes) interessadíssimas em vender imagens e boatos que germinam como pragas em ambientes de pouca luz. Basta ter acesso, recursos e certa influência para fazer a engrenagem funcionar.

Diante da estratégia ou hesitação de Camilo Santana em relação ao anúncio do secretariado, tudo é mistério, condição propícia para todo tipo de balão de ensaio. O mesmo vale para as indecisões da presidente Dilma Rousseff, que já anunciou os nomes de alguns ministros para o seu segundo mandato. Aliás, o negócio ficou de um jeito que até deputado federal com pouca expressão em Brasília é apontado como possível candidato à presidência da Câmara Federal, a pedido de outros parlamentares. Então tá…

Por isso, caro leitor, fique atento a esse tipo de notícia. Elas não dizem de concreto, mas fazem o sujeito parecer mais importante do que ele realmente é.

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Violência: Ceará é destaque negativo no El País

Por Wanfil em Ceará, Imprensa

02 de dezembro de 2013

O jornal espanhol El País, um dos mais importantes do mundo, publicou matéria neste domingo (1º), mostrando a contradição na teoria que aponta as desigualdades sociais como principal motivo para o aumento da violência e da criminalidade no Brasil.

Mesmo com redução na taxa de desemprego, elevação do PIB per capita e com aumento no orçamento para segurança nos últimos anos, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes voltou a crescer e hoje chega a 24,3. Para efeito de comparação, o jornal lembra que nos EUA (onde a compra de armas é liberada), essa taxa é de 5 para 100 mil pessoas, enquanto que na maioria dos países europeus não chega a 3.

Na reportagem, o Ceará aparece como destaque negativo:

“Quatro dos cinco Estados mais violentos no Brasil estão situados no Nordeste uma das regiões mais turísticas do país. Alagoas com 64,47 assassinatos por 100 mil habitantes, e Ceará, com 40,6, estão no topo desse ranking.”

O jornal também publicou alguns gráficos com números do Fórum Brasileiro da Segurança Pública e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Reproduzo abaixo dois deles:

– Gráfico comparativo entre os estados brasileiros, com suas respectivas taxas de homicídios de 2012 e a diferença em relação ao ano anterior.

Gráfico compara o crescimento da violência nos estados brasileiros. Fonte: El País

Gráfico compara o crescimento da violência nos estados brasileiros. Fonte: El País

 

– Gráfico com evolução/redução dos gastos com segurança por estado:

Gastos com segurança no Brasil por estado. Fonte: El País

Gastos com segurança no Brasil por estado. Fonte: El País

 

Nota – Wanfil

Existem nessa história dois paradoxos:

1) Apesar dos gastos com segurança no Ceará terem aumentado 53,1%, a taxa de homicídios cresceu 32,2% no mesmo período. As autoridades gostam de lembrar que esses investimentos demandam tempo para apresentar resultado. É um bom argumento quando se trata de uma gestão que inicia, e não de uma que segue para o último ano de um segundo mandato. Não há como fugir da conclusão: faltou competência política e administrativa ao governo;

2) Se os indicadores sociais crescem e a violência não diminuiu, é sinal de que outros fatores, além do econômico, concorrem para essa realidade. Particularmente, incluo nessa conta o lixo ideológico progressista que prega a glamorização da criminalidade como uma suposta forma de resistência de classe (um traficante chamado Marcinho VP virou celebridade festejada pelos bacanas que o viam assim como um Robin Hood brasileiro). Bandido é bandido, seja José Genoino ou Fernandinho Beira-Mar. O resto é conversa mole.

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Cid Gomes e outra vez uma viagem a constranger-lhe o governo

Por Wanfil em Assembleia Legislativa, Ceará, Imprensa

08 de julho de 2013

Os mais supersticiosos diriam que o governador Cid Gomes tem um carma relacionado a viagens. Felizmente, nada a ver com acidentes, mas com constrangimentos de ordem moral e ética que, vez por outra, se seguem aos seus deslocamentos. O uso de jato pago com dinheiro público acompanhado da sogra em viagem ao exterior, a carona em avião de empresário agraciado com incentivos fiscais (e doador de campanha), foram episódios que ganharam as páginas da imprensa nacional como expressão de um certo deslumbramento com os privilégios do poder. Agora, outro caso surge nessa mesma linha.

O jornal O Globo deu espaço, no domingo (7), para uma viagem de Cid Gomes e do vice-governador, Domingos Filho, para países da Europa e Ásia, iniciada desde o último dia 25 de junho, com previsão de retorno para o dia 15 de julho próximo.

E por que a viagem seria um constrangimento, se não há ilegalidade alguma denunciada? Porque ninguém sabe ao certo o roteiro, a comitiva, os custos e a agenda com os respectivos eventos oficiais programados para o trajeto. Os deputados estaduais abdicaram da obrigação de fiscalizar o Executivo em relação a essa atividade com a aprovação do Decreto Legislativo 01/2013, que concede autorização do governador e ao vice-governador de ausentarem-se do país, sem comunicado prévio ao parlamento. O decreto tem vigência do dia 25 de março até o 31 de dezembro de 2013. Suas Excelências devem ter coisas mais importantes para fazer.

O que se sabe, genericamente, é que a viagem tem por objetivo negociações sobre uma parceria com empresa privada para a refinaria da Petrobras no Ceará e sobre outros investimentos no estado, como uma fábrica de elevadores. Mas nada é preciso.

Coube ao solitário deputado estadual Heitor Férrer (PDT), a cobrança pública de maiores informações sobre a viagem, em virtude da ausência das maiores autoridades do Estado justamente no momento em que os protestos de rua contra o desperdício e a corrupção se intensificaram em todo o país.

Para complicar, segundo o jornal, a assessoria de Cid não retornou o contato de O Globo, perdendo assim uma boa oportunidade de mostrar que tudo foi planejado e executado na mais perfeita ordem e no interesse dos cearenses. Ainda de acordo com o noticiário, a assessoria do vice-governador não soube explicar a agenda a ser cumprida até esta segunda, e informou que o périplo seria um “mix” de viagem particular e oficial.

Férrer afirma que existem boatos de que Cid tenha passado por Roma e uma ilha a passeio. Fala-se de um cruzeiro marítimo. Como ninguém explica nada, mais uma vez os cearenses vivem o constrangimento de não saber ao certo o que faz o seu governador durante uma viagem custeada pelos contribuintes. Para o jornal carioca, o deputado indagou: “Precisa de 20 dias para assinar contrato e ver equipamento?”. Pois é. Boa pergunta. E como eu disse no post anterior, perguntar não ofende quem não tem o que esconder.

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Presidente do PT diz que imprensa brasileira age como na época do nazismo – Eles não desistem!

Por Wanfil em Imprensa

31 de Janeiro de 2013

Em reunião com a bancada federal do Partido dos Trabalhadores, o presidente nacional da sigla, Rui Falcão, classificou a atuação de setores do Ministério Público e da imprensa de “interdição” política no Brasil. Disse ainda que ambas agem como “oposição extrapartidária”, com a intenção de preparar um golpe de algum projeto semelhante ao nazismo e ao fascismo.

Trata-se de uma opinião isolada? Não. Nem de um rompante ingênuo, mas de uma ideia fixa, parte de uma doutrina ideológica que não consegue conviver com a liberdade de imprensa. E não é de hoje que petistas graduados falam assim. Falcão assume, provisoriamente, o papel da água mole das insinuações autoritárias que, de tanto insistir, pode arrebentar a pedra sólida da imprensa livre.

Novidade

A novidade da fala é a inclusão do Ministério Público na lista pública de empecilhos ao projeto do partido. Em entrevista à Folha de São Paulo, em 2009, Lula dizia: O papel da imprensa não é fiscalizar o poder, mas é informar. Para ser fiscal, tem o Tribunal de Contas da União (TCU), a Corregedoria-Geral da República, tem um monte de coisas”. Como Lula agora anda calado, coube ao presidente do PT incluir o MP no grupo. Leia mais

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Como se tornar um jornalista queridíssimo e bacana

Por Wanfil em Crônica, Imprensa

02 de dezembro de 2012

Um amigo me mostrou uma lista de discussão na qual estudantes de jornalismo da UFC fazem comentários sobre minha pessoa por ocasião do texto que fiz a respeito da escandalosa filtragem ideológica no enunciado do Enade, o exame do governo federal para avaliar universitários. Alguns mais afoitos classificaram a mim como “lixo”, “preguiçoso” e “arremedo do Diogo Mainardi ,que por sua vez era arremedo do Paulo Francis”. E o que eles acham do uso político do Enade para fins de propaganda? Não sei. Eu diria que essa predisposição para a desqualificação pessoal é sinal de alinhamento ideológico, o que reforçaria a tese do meu texto. Não cito os nomes dos jovens para poupá-los do vexame de se expor nessa situação e porque eles são justamente o efeito do proselitismo no ensino brasileiro. Fazem parte de uma legião condicionada a repudiar qualquer ideia que fuja ao corte de pensamento que lhes foi apresentado como expressão única da virtude e do belo.

O certo é que procurar ideias fora do mainstream, ou pior, tentar ter pensamentos singulares – ainda que baseados em leitura de qualidade – é um risco. Melhor mesmo é aderir ao coro dos contentes, com ensina ao filho o personagem do conto Teoria do Medalhão, de Machado de Assis (leiam-no, caros). Assim, para os que não gostam de viver a emoção de nadar contra a maré, elaborei uma breve receita de jornalista bacana, de forma que aqueles que a sigam não possam ser chamados nunca de arremedos de Paulo Francis.

1) A primeira coisa que um aspirante a jornalista precisa saber é que a norma culta da gramática não passa de um instrumento de discriminação criado para humilhar os analfabetos acidentais e os ignorantes por opção, além coibir a criatividade pulsante da escola das ruas. Portanto, nunca, nunca mesmo, aponte o erro de um colega, mesmo no caso de debate e ainda que isso possa evitar possíveis erros de interpretação. Mostrar que entende da matéria-prima do ofício é arrogância de elitista;

2) Um jornalista de verdade sabe, porque todo mundo sabe, que desde sempre não pode haver decência em alguém que não seja um esquerdista/progressista. Um esquerdista pode até errar, mas se o faz é por descuido, um momento de fraqueza; enquanto um conservador/reacionário sempre age mal de forma deliberada. Dessa forma, caso o futuro jornalista cultive o obsoleto hábito de ler livros, deve afastar-se de autores liberais, ou mesmo dos clássicos, bastando-lhe alguns parágrafos de Marilena Chauí, Emir Sader, Eduardo Galeano, Noam Chomsky ou a turma da Escola de Frankfurt. Cite um desses que é batata: todos o terão como grande intelectual;

3) Sempre elogie qualquer texto, desde que este não atente contra o politicamente correto ou contra a imagem sacrossanta das ONGs, dos partidos de esquerda, das Farc, de terroristas (vítimas do imperialismo americano), do Lula ou de ambientalistas. Esses serão sempre aliados do povo e de tudo o que é bom, ainda que espetem a conta de suas convicções em algum ministério;

4) Toda vez que for instigado a citar uma publicação ou emissora como modelo, cite as pequenas, aquelas que não despertam interesse maior. Fica chique. Jamais confesse acompanhar o conteúdo de quem tem público, de quem é capaz de sobreviver por conta própria, sem necessitar de anúncios estatais. Diga que Carta Capital é a melhor e que Paulo Henrique Amorim e Mino Carta é que são independentes;

5) Seja a favor de cotas que beneficiem qualquer minoria e de artistas populares que tenham origem na “comunidade”. Critique a Igreja e os EUA sempre que puder. Elogie Cuba e Venezuela. Importante: o capitão Nascimento pode parecer legal, mas é reacionário e não entende que traficante é oprimido que se revolta contra o sistema;

6) Repita sempre que possível que o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo foi um golpe contra a sociedade, mas nunca cite nada sobre reserva de mercado (ninguém pensa nisso, não é mesmo?).

Pronto. Creio que assim, um jornalista sempre será recebido de braços abertos nas festas e reuniões da categoria e elogiado em listas de discussão de aspirantes à profissão.

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José Guimarães acusa a imprensa e avisa: “Vamos tomar uma medida: A regulamentação da comunicação”

Por Wanfil em Imprensa

24 de setembro de 2012

Imagem: Frame de vídeo em que o parlamentar defende a regulamentação da imprensa para evitar acusações contra Lula, tudo em nome da democracia.

O deputado federal José Guimarães (PT) reagiu à movimentação dos partidos de oposição, que anunciam a pretensão de solicitar uma investigação sobre a participação do ex-presidente Lula no caso do mensalão.

Em vídeo gravado para o Partido dos Trabalhadores, o parlamentar sustenta que está em curso uma “ação orquestrada” em que a mídia agiria com interesses políticos: “A mídia não pode ser partido político. E passadas as eleições, nós do PT vamos tomar uma medida, quer queira, quer não queira: a regulamentação da questão da comunicação no país. (…) O Lula pertence a um patrimônio da democracia brasileira. Criminalizar o Lula é criminalizar a democracia brasileira.

O título do vídeo informa que o protesto é direcionado contra “as mentiras da revista Veja”, em referência à recente publicação de supostas declarações atribuídas a Marcos Valério acusando Lula de ser o verdadeiro chefe do mensalão. Entretanto, apesar do título, Guimarães não cita nenhum veículo em particular. Sobre Valério, também não faz comentários.

A diferença entre mensagem e mensageiro

A revista Veja aborda esse tema na Carta ao Leitor da edição desta semana e vai direto ao ponto: “Quem se sentiu prejudicado pela divulgação das informações do homem do dinheiro do mensalão tem a possibilidade de interpelá-lo publicamente ou procurar reparação na Justiça. Marcos Valério está vivo e tem endereço conhecido. A mensagem é de Marcos Valério. VEJA foi a mensageira”.

É isso! Se José Nobre Guimarães e o PT entendem que Lula não sabia de nada sobre o mensalão, o que é legítimo, a solução é buscar a interpelação judicial contra Valério. A ideia de que Lula seria praticamente inimputável por encarnar a quintessência da democracia brasileira, além de exagero, beira à mistificação personalista. É claro que Lula é uma espécie de símbolo do petismo, daí ser natural a reação que procura o ataque como defesa. Estranho é ela ser dirigida contra os mensageiros, e não contra os autores das mensagens.

Liberdade de imprensa e democracia

Guimarães cumpre o papel que lhe cabe nesse cenário de embate político. Não nega o mensalão, nem diz que o STF errou. Essa etapa já passou. Seu foco agora é a atuação da imprensa, ou da mídia, como ele diz. Leia mais

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Imprensa sob ataque no Ceará: “Joga pedra na Geni!”

Por Wanfil em Imprensa

30 de Maio de 2012

Um grupo de sindicalistas da construção civil patrocinou manifestação que resultou na destruição da portaria do jornal Diário do Nordeste, em Fortaleza, nesta terça-feira (29). Um carro da empresa foi apedrejado. A categoria está em greve há mais de vinte dias. Integrantes do sindicato da indústria gráfica também participaram do quebra-quebra. Na semana anterior, dois profissionais da imprensa já tinham sido agredidos pela malta comandada pelos sindicalistas. No início do mês, uma equipe da TV Cidade, que havia registrado o consumo de cachaça durante as passeatas, também foi alvo da ira dos baderneiros.

Definitivamente a imprensa virou a Geni de certos movimentos organizados no Brasil.  Geni, para quem não sabe, é personagem da música Geni e o Zepelim, composição de Chico Buarque de Holanda. Ao menor sinal de qualquer contrariedade, “Joga pedra da Geni, Joga pedra na Geni! Ela é feita pra apanhar! Ela é boa de cuspir! Ela dá pra qualquer um! Maldita Geni!”. Esses movimentos reivindicatórios fazem e acontecem, comentem crimes em nome de uma causa supostamente justa e não admitem nada menos do que o apoio incondicional aos seus métodos. Isso é autoritarismo!

Impunidade e omissão

Antes, faço uma pequena digressão. Esses arruaceiros agem assim porque confiam na impunidade, devidamente estimulados em duas frentes.  Primeiro, a mesma imprensa que agora é alvo de ataques, corrobora gentilmente com o discurso ressentido desses grupos. Por medo de parecer conservadora – palavra inclusa no índex expurgatório do politicamente correto -, opta por chamar de “manifestação” o que não passa de vandalismo e de “trabalhadores” sujeitos que agem como desordeiros. O jornalismo virou um subprotudo do marxismo. Em nome de furada tese da luta de classes, aceita tudo, até apanhar. O mérito de uma negociação salarial nunca é percebido como mediação normal entre profissionais e empreendedores. É sempre a “luta” dos explorados contra os exploradores. Taí o resultado: intolerância.

A outra frente é a omissão da polícia e das autoridades, que se furtam ao dever de proteger cidadãos (no ataque ao jornal, houve feridos), o patrimônio público e o privado, de manter a ordem, sempre receosos de serem apontados pela imprensa, vejam a ironia, de abuso de autoridade. Ninguém foi preso até o momento. Fosse uma torcida organizada, a discussão seria acalorada, mas como se trata de um sindicato, todo amansam.

Fechou rua para protestar impedindo as pessoas de ir e vir? Tropa de choque neles! Invadiram prédio público e causaram prejuízo ao bem comum? Cadeia! Experimente você contribuintes invadir o Incra ou a reitoria da UFC para ver o que acontece. Mas os movimentos ditos sociais têm passe livre para agir acima das leis. A greve é um direito e a liberdade para protestar idem. Desde que exercidos dentro da legalidade. Qual o problema de fazer passeata na calçada? Por que destruir um canteiro de obras?

A materialização de uma violência moral

Agora, voltando a essa moda de culpar a imprensa pelos males do mundo, muitos colegas jornalistas se mostraram surpresos com os recentes ataques, especialmente ao DN, sem perceber que a violência física que testemunhamos é a projeção natural de uma violência anterior, de caráter institucional, político, moral e ideológico. – Leia mais

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“Habeas mídia” para controlar a imprensa

Por Wanfil em Imprensa

14 de Abril de 2012

A imprensa ideal para não ferir a suscetibilidade de alguns figurões

Já se tornou uma tese influente a tentação de controlar a imprensa no Brasil. Partidos políticos, autoridades governamentais, parlamentares e agora magistrados defendem abertamente a instalação de mecanismos para impedir a liberdade de imprensa.

A intenção sempre vem acompanha de nomes pomposos que invariavelmente sugerem muito zelo com o bem-estar geral. “Controle social”, “Conselho popular”, “Democratização dos meios de comunicação” e o mais recente, o “habeas mídia”, defendido pelo desembargador Newton De Lucca, presidente do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3), para “impor limites ao poder de uma certa imprensa”, conforme notícia veiculada pelo Estadão.

Culpa da imprensa
O magistrado afirma que diz que a crise no Judiciário é culpa dos meios de comunicação. Como prova, cita o caso da repercussão da expressão “bandidos  de toga”, utilizada pela ministra Eliana Calmon, do Conselho Nacional de Justiça. Provavelmente, outros problemas do judiciário brasileiro são menores e ruim mesmo para a população é torná-los públicos.

De Lucca não está só. Figuras importantes no Brasil já externaram preocupação semelhante com a atuação dos meios de comunicação. Todos os ministros enrolados em negócios mal explicados e que perderam o cargo no governo Dilma, como Orlando Silva e Alfredo Nascimento, garantem que foram vítimas da imprensa, coitados. Os mensaleiros fazem coro com a tese. Collor de Mello, Renan Calheiros, José Sarney, Valdemar Costa Neto e José Dirceu, são algumas das garantias morais a favor do controle social da imprensa e suas variantes da hora, como o “habeas mídias”.

Acusações sem nomes
Curiosamente, esses figurões da República, todos muito chateados com a impertinência abjeta de alguns jornais e jornalistas, nunca citam publicamente quem seriam os agentes que deturpam o jornalismo e prejudicam o acesso da população à verdade dos fatos. Leia mais

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“Habeas mídia” para controlar a imprensa

Por Wanfil em Imprensa

14 de Abril de 2012

A imprensa ideal para não ferir a suscetibilidade de alguns figurões

Já se tornou uma tese influente a tentação de controlar a imprensa no Brasil. Partidos políticos, autoridades governamentais, parlamentares e agora magistrados defendem abertamente a instalação de mecanismos para impedir a liberdade de imprensa.

A intenção sempre vem acompanha de nomes pomposos que invariavelmente sugerem muito zelo com o bem-estar geral. “Controle social”, “Conselho popular”, “Democratização dos meios de comunicação” e o mais recente, o “habeas mídia”, defendido pelo desembargador Newton De Lucca, presidente do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3), para “impor limites ao poder de uma certa imprensa”, conforme notícia veiculada pelo Estadão.

Culpa da imprensa
O magistrado afirma que diz que a crise no Judiciário é culpa dos meios de comunicação. Como prova, cita o caso da repercussão da expressão “bandidos  de toga”, utilizada pela ministra Eliana Calmon, do Conselho Nacional de Justiça. Provavelmente, outros problemas do judiciário brasileiro são menores e ruim mesmo para a população é torná-los públicos.

De Lucca não está só. Figuras importantes no Brasil já externaram preocupação semelhante com a atuação dos meios de comunicação. Todos os ministros enrolados em negócios mal explicados e que perderam o cargo no governo Dilma, como Orlando Silva e Alfredo Nascimento, garantem que foram vítimas da imprensa, coitados. Os mensaleiros fazem coro com a tese. Collor de Mello, Renan Calheiros, José Sarney, Valdemar Costa Neto e José Dirceu, são algumas das garantias morais a favor do controle social da imprensa e suas variantes da hora, como o “habeas mídias”.

Acusações sem nomes
Curiosamente, esses figurões da República, todos muito chateados com a impertinência abjeta de alguns jornais e jornalistas, nunca citam publicamente quem seriam os agentes que deturpam o jornalismo e prejudicam o acesso da população à verdade dos fatos. (mais…)