Desocupados, uni-vos! - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Desocupados, uni-vos!

Por Wanfil em Ideologia

04 de novembro de 2016

Na falta de trabalhadores e de uma revolução...

Na falta de trabalhadores e de uma revolução…

Uma minoria de estudantes da Universidade Federal do Ceará anunciou greve e decidiu ocupar prédios da instituição, em protesto contra medidas de ajuste fiscal do governo Michel Temer.

Minoria? Mas, Wanderley, tinha uma multidão na Reitoria! Bom, de fato era um bocado de gente. Manifestantes falam em duas mil pessoas. Não se sabe, porém, quantos eram estudantes mesmo. E de onde eram. De todo modo é minoria, uma vez que existem uns 30 mil alunos nos cursos de graduação e pós-graduação na UFC.

Trata-se, vamos ser claros, de uma manifestação de viés ideológico esquerdista, que reuniu movimentos sociais, militantes partidários e simpatizantes (ah, os jovens) usados como massa de manobra, aquela fauna que ama a cor vermelha e os ambientes esfumaçados, que grita emocionada palavras de ordem contra o capitalismo e contra a opressão da sociedade judaico-cristã enquanto dança.

Não há nada de errado nisso, muito menos em protestar contra um governo. O problema é quando resolvem “ocupar” prédios públicos, no sentido de invadir e restringir o uso de um espaço que não lhes pertence. Arbitrariedade que nas democracias ganha o ranço de expressão autoritária. Notem a diferença: milhões de pessoas protestaram contra a ex-presidente Dilma Rousseff sem violência alguma.

No fundo, as lideranças dessa presepada sabem que nada conseguirão além de algumas entrevistas e atrapalhar a vida de quem quer e precisa estudar de verdade. Sem contar os estudantes que precisam fazer o Enem. De todo modo, estão ali os “rebeldes” marcando posição enquanto brincam de revolução, fingindo não saber que a insustentável trajetória dos gastos públicos levou o país à maior recessão de sua história.

Pensam ser a vanguarda, mas são o passado. Foi-se o tempo em que a esquerda se inspirava na conclamação de Marx e Engels: “trabalhadores do mundo, uni-vos!” Sobrou-lhe estudantes sem ocupação (no sentido de ter aula), já que os trabalhadores lutam mesmo é para manter seus empregos ou conseguir um. E todos sabem de quem é a culpa.

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Desocupados, uni-vos!

Por Wanfil em Ideologia

04 de novembro de 2016

Na falta de trabalhadores e de uma revolução...

Na falta de trabalhadores e de uma revolução…

Uma minoria de estudantes da Universidade Federal do Ceará anunciou greve e decidiu ocupar prédios da instituição, em protesto contra medidas de ajuste fiscal do governo Michel Temer.

Minoria? Mas, Wanderley, tinha uma multidão na Reitoria! Bom, de fato era um bocado de gente. Manifestantes falam em duas mil pessoas. Não se sabe, porém, quantos eram estudantes mesmo. E de onde eram. De todo modo é minoria, uma vez que existem uns 30 mil alunos nos cursos de graduação e pós-graduação na UFC.

Trata-se, vamos ser claros, de uma manifestação de viés ideológico esquerdista, que reuniu movimentos sociais, militantes partidários e simpatizantes (ah, os jovens) usados como massa de manobra, aquela fauna que ama a cor vermelha e os ambientes esfumaçados, que grita emocionada palavras de ordem contra o capitalismo e contra a opressão da sociedade judaico-cristã enquanto dança.

Não há nada de errado nisso, muito menos em protestar contra um governo. O problema é quando resolvem “ocupar” prédios públicos, no sentido de invadir e restringir o uso de um espaço que não lhes pertence. Arbitrariedade que nas democracias ganha o ranço de expressão autoritária. Notem a diferença: milhões de pessoas protestaram contra a ex-presidente Dilma Rousseff sem violência alguma.

No fundo, as lideranças dessa presepada sabem que nada conseguirão além de algumas entrevistas e atrapalhar a vida de quem quer e precisa estudar de verdade. Sem contar os estudantes que precisam fazer o Enem. De todo modo, estão ali os “rebeldes” marcando posição enquanto brincam de revolução, fingindo não saber que a insustentável trajetória dos gastos públicos levou o país à maior recessão de sua história.

Pensam ser a vanguarda, mas são o passado. Foi-se o tempo em que a esquerda se inspirava na conclamação de Marx e Engels: “trabalhadores do mundo, uni-vos!” Sobrou-lhe estudantes sem ocupação (no sentido de ter aula), já que os trabalhadores lutam mesmo é para manter seus empregos ou conseguir um. E todos sabem de quem é a culpa.