Tiradentes foi um coxinha golpista - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Tiradentes foi um coxinha golpista

Por Wanfil em História

21 de Abril de 2016

A tradição marxista da historiografia brasileira aponta Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, homenageado nesta data com um feriado nacional, filho de produtor rural, parceiro de empresários e ativista liberal, como um revolucionário que ousou enfrentar a opressão das elites e tal.

Já para os portugueses, Tiradentes, que pregava emancipação nacional, menos interferência do estado na atividade econômica, menos impostos e o fim de privilégios para os protegidos da Coroa, era visto como um detestável conspirador que tramava contra as leis e contra o legítimo poder do rei, garantindo, ora bolas, por ninguém menos que o próprio Deus, segundo as normas do regime absolutista.

Dadas essas condições, se fosse transportado para os dias atuais, Tiradentes seria um sujeito de classe média ligado a setores políticos e econômicos mais abastados e contrários ao governo, protestando contra a interferência do estado na atividade econômica (ou seja, contra a crise), contra os altos impostos e pelo fim dos privilégios concedidos aos amigos do poder. Suponho, portanto, que o “conspirador” da Inconfidência diria sim ao impeachment, posição que faria dele, segundo a retórica governista dos dias que correm, um coxinha golpista.

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Tiradentes foi um coxinha golpista

Por Wanfil em História

21 de Abril de 2016

A tradição marxista da historiografia brasileira aponta Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, homenageado nesta data com um feriado nacional, filho de produtor rural, parceiro de empresários e ativista liberal, como um revolucionário que ousou enfrentar a opressão das elites e tal.

Já para os portugueses, Tiradentes, que pregava emancipação nacional, menos interferência do estado na atividade econômica, menos impostos e o fim de privilégios para os protegidos da Coroa, era visto como um detestável conspirador que tramava contra as leis e contra o legítimo poder do rei, garantindo, ora bolas, por ninguém menos que o próprio Deus, segundo as normas do regime absolutista.

Dadas essas condições, se fosse transportado para os dias atuais, Tiradentes seria um sujeito de classe média ligado a setores políticos e econômicos mais abastados e contrários ao governo, protestando contra a interferência do estado na atividade econômica (ou seja, contra a crise), contra os altos impostos e pelo fim dos privilégios concedidos aos amigos do poder. Suponho, portanto, que o “conspirador” da Inconfidência diria sim ao impeachment, posição que faria dele, segundo a retórica governista dos dias que correm, um coxinha golpista.