Entrevista Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Entrevista

Eliane Novais para o blog: ‘Marina Silva sabe quem são os Ferreira Gomes’

Por Wanfil em Entrevista

18 de agosto de 2014

A morte Eduardo Campos e a confirmação informal de Marina Silva como nova candidata do PSB à Presidência da República deu vazão a inúmeras especulações. Após o choque inicial, os diretórios estaduais da sigla começam a reorganizar suas atividades e a refazer planos.

No Ceará, as diretrizes e a postura de campanha seguem as mesmas, de acordo com a candidata do PSB ao Governo do Estado, Eliane Novais, com quem conversei nesta segunda. A expectativa é que a mudança possa, inclusive, repercutir nas pesquisas.

“O Datafolha já mostra que ela parte com 21%. As pessoas reconheceram que Eduardo era a pessoa que poderia mudar o Brasil e sabem que Marina segue esse projeto. Quando conversamos na Expocrato, na última visita do Eduardo, ela disse que via muito potencial na nossa candidatura. Então, a expectativa é a melhor possível, dentro das circunstâncias, pois nós somos a verdadeira mudança no Ceará. Por isso vamos para o segundo turno”.

Sobre o PSB estadual, perguntei se a ausência de Eduardo Campos, que era presidente nacional do partido, mudava alguma coisa em relação ao Ceará, uma vez que Marina Silva e Ciro Gomes foram ministros no governo do ex-presidente Lula, e se isso poderia acenar para uma reaproximação no futuro. Como todos sabem, os Ferreira Gomes deixaram o PSB em 2013 para apoiar a reeleição de Dilma Rousseff, após romper com Eduardo Campos, que defendia candidatura própria defendido, em processo turbulento. Eliane foi taxativa na resposta:

“Não há essa possibilidade! Somos oposição no Ceará e isso não muda. Marina sabem quem eles são. Desde que romperam com o Eduardo, os Ferreira Gomes passaram a ser vistos como adversários pelo PSB e pela coligação. Continuamos com a mesma postura de sempre. Olha, ainda bem que o Eduardo botou esse pessoal pra fora. Imagina como ia ser?”.

No terreno movediço das hipóteses, de acordo com o jornal Valor Econômico, comenta-se nos bastidores de Brasília que se tivesse ficado no PSB, Ciro poderia ser o novo candidato do partido. É também impossível saber agora se e quanto Marina poderá impulsionar a candidatura de Eliane Novais. Como dizem os historiadores, não existe a História do que poderia ter sido, mas somente aquela que se realiza de fato. Assim, aguardemos.

Leia também: Mas afinal, o que seria essa terceira via de Marina?

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Uma conversa sobre eleições 2012 em Fortaleza, com Lídia Cavalcante

Por Wanfil em Entrevista

18 de Abril de 2012

Leio no blog da jornalista Kézya Diniz que alguns partidos em Fortaleza começam a se movimentar de olho no processo eleitoral deste ano. Propagandas de televisão, reuniões, ensaios e entrevistas. Sem contar o clima de racha entre as siglas que atualmente comandam a capital cearense, PT e PSB. Com o avançar do calendário, as eleições 2012 entram no noticiário paulatinamente.

Ainda é cedo para definir favoritos. O importante agora é tentar enxergar tendências e a movimentação em torno da expectativa de poder gerada por um processo eleitoral em que o chefe do executivo não poderá concorrer à reeleição. Para isso, conversei com a cientista política Lídia Cavalcante Freitas, que atua como consultora de marketing político e de comunicação. Pensei muito antes de convidar alguém para falar sobre esse assunto. Evitei os medalhões acadêmicos de sempre, cujas ideias já são pra lá de conhecidas, e procurei alguém que reúna conhecimento teórico com prática, juventude com experiência. Daí nasceu a conversa com a Lídia Cavalcante, a quem agradeço a gentileza. Segue o bate-papo.

Wanfil –  Quais forças políticas polarizam, com real expectativa de poder, a disputa eleitoral em Fortaleza neste ano?

Lídia Cavalcante – Em um cenário de sucessão, onde a prefeita não pode mais se candidatar, emergem várias forças, inicialmente dentro do próprio partido que está no governo e que apresenta seus nomes. No campo das oposições, o PDT tem o deputado estadual Heitor Férrer como pré-candidato; no PSDB, a expectativa gira em torno do nome do ex-deputado estadual Marcos Cals; há a expectativa em torno do DEM, com o já conhecido candidato Moroni Torgan; e o PSOL, que deverá apresentar Renato Roseno, que conseguiu excelente votação para deputado federal em 2010. O PMDB ainda mantém diálogo interno para definir se apresentará candidato ou se irá compor a aliança com o PT.

Pode haver ainda uma divisão da base da prefeita Luizianne Lins e o surgimento de duas novas candidaturas, com Roberto Cláudio pelo PSB (embora existam outros nomes à disposição) e Inácio Arruda pelo PC do B. O cenário do momento, entre os partidos, basicamente é esse.

Wanfil – PT e PSB compuseram uma aliança bem sucedida no Ceará nos últimos 8 anos, mas que agora mostra desgaste. Além disso, nem Cid Gomes, nem Luizianne Lins, podem concorrer à reeleição. Como isso afeta essa parceria?

LD – A parceria entre o governador e a prefeita refere-se à manutenção do poder de seus grupos no Ceará e em Fortaleza. No entanto, são projetos distintos. O processo de sucessão é encarado por ambos como mais um degrau estratégico para casa um, pois a escolha do sucessor reflete a influência de ambos dentro de seus partidos, não necessariamente às diretrizes partidárias. Como presidentes de seus partidos, conseguiram manter até o momento a aliança eleitoral, mas esta se apresenta corroída pelos questionamentos internos de ambos os partidos.

Não há, hoje, dentro do PSB e do PT, uma convicção de que a aliança deva ser mantida a todo custo, nem de que ela seja vital para cada um dos partidos, e é crescente o desejo no PSB de desvincular sua imagem à gestão de Luizianne. As rachaduras na parceria ganham mais extensão na impossibilidade de reeleição de ambos, o que traz a oportunidade para novos nomes assumirem as posições principais de gestores municipais e estaduais, respectivamente. Para os partidos da base aliada, inclusive para parte do PT, a sustentação da aliança gira em torno da apresentação de uma nova ideia de gestão, diferente da desenvolvida por Luizianne nos últimos 8 anos. Leia mais

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Uma conversa sobre eleições 2012 em Fortaleza, com Lídia Cavalcante

Por Wanfil em Entrevista

18 de Abril de 2012

Leio no blog da jornalista Kézya Diniz que alguns partidos em Fortaleza começam a se movimentar de olho no processo eleitoral deste ano. Propagandas de televisão, reuniões, ensaios e entrevistas. Sem contar o clima de racha entre as siglas que atualmente comandam a capital cearense, PT e PSB. Com o avançar do calendário, as eleições 2012 entram no noticiário paulatinamente.

Ainda é cedo para definir favoritos. O importante agora é tentar enxergar tendências e a movimentação em torno da expectativa de poder gerada por um processo eleitoral em que o chefe do executivo não poderá concorrer à reeleição. Para isso, conversei com a cientista política Lídia Cavalcante Freitas, que atua como consultora de marketing político e de comunicação. Pensei muito antes de convidar alguém para falar sobre esse assunto. Evitei os medalhões acadêmicos de sempre, cujas ideias já são pra lá de conhecidas, e procurei alguém que reúna conhecimento teórico com prática, juventude com experiência. Daí nasceu a conversa com a Lídia Cavalcante, a quem agradeço a gentileza. Segue o bate-papo.

Wanfil –  Quais forças políticas polarizam, com real expectativa de poder, a disputa eleitoral em Fortaleza neste ano?

Lídia Cavalcante – Em um cenário de sucessão, onde a prefeita não pode mais se candidatar, emergem várias forças, inicialmente dentro do próprio partido que está no governo e que apresenta seus nomes. No campo das oposições, o PDT tem o deputado estadual Heitor Férrer como pré-candidato; no PSDB, a expectativa gira em torno do nome do ex-deputado estadual Marcos Cals; há a expectativa em torno do DEM, com o já conhecido candidato Moroni Torgan; e o PSOL, que deverá apresentar Renato Roseno, que conseguiu excelente votação para deputado federal em 2010. O PMDB ainda mantém diálogo interno para definir se apresentará candidato ou se irá compor a aliança com o PT.

Pode haver ainda uma divisão da base da prefeita Luizianne Lins e o surgimento de duas novas candidaturas, com Roberto Cláudio pelo PSB (embora existam outros nomes à disposição) e Inácio Arruda pelo PC do B. O cenário do momento, entre os partidos, basicamente é esse.

Wanfil – PT e PSB compuseram uma aliança bem sucedida no Ceará nos últimos 8 anos, mas que agora mostra desgaste. Além disso, nem Cid Gomes, nem Luizianne Lins, podem concorrer à reeleição. Como isso afeta essa parceria?

LD – A parceria entre o governador e a prefeita refere-se à manutenção do poder de seus grupos no Ceará e em Fortaleza. No entanto, são projetos distintos. O processo de sucessão é encarado por ambos como mais um degrau estratégico para casa um, pois a escolha do sucessor reflete a influência de ambos dentro de seus partidos, não necessariamente às diretrizes partidárias. Como presidentes de seus partidos, conseguiram manter até o momento a aliança eleitoral, mas esta se apresenta corroída pelos questionamentos internos de ambos os partidos.

Não há, hoje, dentro do PSB e do PT, uma convicção de que a aliança deva ser mantida a todo custo, nem de que ela seja vital para cada um dos partidos, e é crescente o desejo no PSB de desvincular sua imagem à gestão de Luizianne. As rachaduras na parceria ganham mais extensão na impossibilidade de reeleição de ambos, o que traz a oportunidade para novos nomes assumirem as posições principais de gestores municipais e estaduais, respectivamente. Para os partidos da base aliada, inclusive para parte do PT, a sustentação da aliança gira em torno da apresentação de uma nova ideia de gestão, diferente da desenvolvida por Luizianne nos últimos 8 anos. (mais…)