Eleições 2018 Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Eleições 2018

Segurança pública e eleições no Ceará: novas ideias, novas conquistas

Por Wanfil em Eleições 2018

20 de Março de 2018

Os péssimos resultados na área da segurança pública obrigaram o Governo do Ceará a reescrever seu discurso, com o duplo objetivo de reduzir o desgaste de imagem e impedir que opositores possam se beneficiar eleitoralmente da situação.

Seguidas campanhas eleitorais alimentaram na população uma expectativa de soluções de curto e médio prazos que não se concretizou, gerando imensa frustração. A menos de oito meses para as eleições, dificilmente o quadro agudo de insegurança será revertido. Não podendo mudar a realidade em tempo hábil, o jeito é mudar a conversa.

Dessa forma, mais do que meras desculpas de gestores sem resultados, as cobranças de apoio federal e as explicações sobre a complexidade do problema, com “décadas de falta de planejamento”, procuram constituir antes uma vacina contra eventuais candidaturas da oposição.

Convencer o público de que ninguém – notadamente governos estaduais – é capaz de resolver o problema da segurança, sugerindo que agora, somente agora, promessas nesse sentido são demagógicas e “exploração da desgraça”, é a melhor forma de desestimular, no eleitor, a vontade de mudar.

São novas ideias para novas conquistas… eleitorais.

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Julgamento de Lula não muda a natureza das coligações no Ceará

Por Wanfil em Eleições 2018

23 de Janeiro de 2018

Partidos de situação e de oposição no Ceará aguardam o desfecho do julgamento de Lula na segunda instância para definir seus próximos passos. Na verdade, esperam pela confirmação de alianças nacionais. Sem Lula, o PT apoiaria Ciro no primeiro turno? Ou insistirá com candidatura própria para defender a legenda e seu líder? Com um nome no páreo, o PT no Ceará, partido de Camilo Santana, não poderá pedir votos para o Ciro na propaganda eleitoral. Esse é o ponto. De resto, os demais pré-candidatos ao Palácio do Planalto continuam pré-candidatos. Até mesmo aqueles que negam a possibilidade de se candidatarem.

A confirmação da sentença condenatória de Lula na primeira instância por corrupção não seria surpresa, afinal, o processo corre dentro da legalidade, com amplo direito de defesa ao réu. Os partidos, é claro, já operam com esse cenário em mente.

Sem entrar no mérito do processo, a absolvição de Lula poderia causar alguma surpresa. O próprio PT já fala em recorrer a tribunais internacionais, revelando pessimismo. Nesse caso, tudo ficaria como está hoje: Lula liderando as pesquisas, mas rejeitado por mais da metade do eleitorado. Ciro continuaria sem palanque no Ceará para o primeiro turno. A não ser que Camilo mudasse de partido.

Portanto, a presença ou a ausência de Lula não constitui ruptura na normalidade institucional do processo eleitoral, são na verdade possibilidades já assimiladas pelos partidos, candidatos e até mesmo pelos eleitores. Assim, os conchavos e acordões de ocasião, a divisão dos currais eleitorais entre aliados, a cooptação de opositores, a distribuição de cargos, esses – digamos assim – entendimentos, seguem na mesmíssima toada.

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Previsões eleitoreiras

Por Wanfil em Eleições 2018

08 de Janeiro de 2018

Volto das férias e as perguntas que mais ouço dizem respeito a previsões eleitorais. Quem serão os candidatos, se Lula disputará, se Camilo Santana não terá adversário forte, se Tasso concorrerá ao governo estadual, se Cid Gomes subirá no mesmo palanque com Eunício Oliveira. Tem outras, mas não quero me alongar.

Invariavelmente digo que são questões impossíveis de serem respondidas agora com razoável grau de exatidão. Isso não quer dizer que tudo seja mistério. Na verdade, muitas coisas são fáceis de antever. É o que chamarei aqui de “previsões” eleitoreiras, mas que são apenas constatações de métodos consagrados no tempo, pois todo ano novo de eleição é marcado politicamente por velhas práticas. Cito algumas aqui, que o leitor poderá verificar sem maiores dificuldades no dia a dia.

– Aumento de viaturas circulando nas maiores cidades;
– Guardas fixos nas esquinas de maior visibilidade (foi um sucesso em 2010);
– Canteiros de obras do Metrofor apinhados de operários (bombou em 2012 e 2014);
– Inauguração de obra ainda não concluída;
– Isenção de taxas para serviços populares (emissão carteiras de motorista e ampliação de passes livres para o transporte público, por exemplo);
– Distribuição efetiva de remédios (deixam de faltar);
– Liberação de emendas parlamentares para atender lideranças e entidades selecionadas pelo potencial de voto que podem arregimentar;
– Retomada de programas e projetos parados (financiamento de bolsas, construção de casas populares, etc.);
– 
Intensificação de ações assistencialistas com distribuição de dinheiro (agora no Ceará é a vez do Cartão Mais Infância).

Pronto. Tudo isso (e um pouco mais) é comum em ano eleitoral, com variações de intensidade e preferência, de estilo e orçamento. São as engrenagens, ou parte das engrenagens, da máquina eleitoreira. Não tem como errar a “previsão”. Depois – outra constatação histórica – volta tudo ao normal.

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Previsões eleitoreiras

Por Wanfil em Eleições 2018

08 de Janeiro de 2018

Volto das férias e as perguntas que mais ouço dizem respeito a previsões eleitorais. Quem serão os candidatos, se Lula disputará, se Camilo Santana não terá adversário forte, se Tasso concorrerá ao governo estadual, se Cid Gomes subirá no mesmo palanque com Eunício Oliveira. Tem outras, mas não quero me alongar.

Invariavelmente digo que são questões impossíveis de serem respondidas agora com razoável grau de exatidão. Isso não quer dizer que tudo seja mistério. Na verdade, muitas coisas são fáceis de antever. É o que chamarei aqui de “previsões” eleitoreiras, mas que são apenas constatações de métodos consagrados no tempo, pois todo ano novo de eleição é marcado politicamente por velhas práticas. Cito algumas aqui, que o leitor poderá verificar sem maiores dificuldades no dia a dia.

– Aumento de viaturas circulando nas maiores cidades;
– Guardas fixos nas esquinas de maior visibilidade (foi um sucesso em 2010);
– Canteiros de obras do Metrofor apinhados de operários (bombou em 2012 e 2014);
– Inauguração de obra ainda não concluída;
– Isenção de taxas para serviços populares (emissão carteiras de motorista e ampliação de passes livres para o transporte público, por exemplo);
– Distribuição efetiva de remédios (deixam de faltar);
– Liberação de emendas parlamentares para atender lideranças e entidades selecionadas pelo potencial de voto que podem arregimentar;
– Retomada de programas e projetos parados (financiamento de bolsas, construção de casas populares, etc.);
– 
Intensificação de ações assistencialistas com distribuição de dinheiro (agora no Ceará é a vez do Cartão Mais Infância).

Pronto. Tudo isso (e um pouco mais) é comum em ano eleitoral, com variações de intensidade e preferência, de estilo e orçamento. São as engrenagens, ou parte das engrenagens, da máquina eleitoreira. Não tem como errar a “previsão”. Depois – outra constatação histórica – volta tudo ao normal.