Ibope mostra diferença de capital político entre candidaturas naturais e as fabricadas - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Ibope mostra diferença de capital político entre candidaturas naturais e as fabricadas

Por Wanfil em Eleições 2014

22 de julho de 2014

Na primeira pesquisa Ibope feita no Ceará após a oficialização das candidaturas, Eunício Oliveira (PMDB) lidera para o governo do Estado com 44% das intenções de voto, seguido por Camilo Santana (PT), que aparece com 14%. Para o Senado, Tasso Jereissati (PSDB) parte na frente com 58%, contra 14% de Mauro Filho (Pros).

Os números, encomendados pela TV Verdes Mares, refletem o peso eleitoral de cada um na largada. Enquanto Eunício e Tasso dispensam padrinhos políticos, Camilo e Mauro, lançados de última hora, surpreendendo até aliados, dependem da transferência de parte do capital político do governador Cid Gomes. Não por acaso, ambos cravaram o mesmo índice. A questão é saber até onde essa influência poderá carregar os candidatos governistas.

O desempenho das candidaturas menores não deve ser menosprezado. Para o governo estadual, Eliane Novais (PSB) tem 6% e Ailton Lopes (Psol) 3%. Juntos, conseguem quase 10% dos votos, que no final podem fazer falta aos líderes. Já para o Senado, Rachel Dias (Psol) tem 5% e Geovana Cartaxo (PSB), 2%.

Certamente os números deverão variar conforme a dinâmica das campanhas. Fatores como a eventual influência de padrinhos políticos, a capacidade de articulação dos candidatos, as taxas de rejeição, a disputa presidencial, a experiência política de cada um, a propaganda eleitoral e os debates, ainda surtirão efeito.

Por enquanto, nesse começo, Eunício e Tasso trabalham sem grandes contratempos. Na verdade, respiram aliviados por terem conseguido reunir mais apoio do que imaginavam antes das convenções. Já Camilo e Mauro, sob o comando de Cid, por um lado contam com a máquina governista, mas por outro lutam para conter o ressentimento dos pré-candidatos descartados pelo Pros e o racha interno no PT.

Tem ainda a briga para ver quem terá o apoio de Dilma. Entretanto, com a presidente caindo pesquisa após pesquisa, já é o caso de pensar se essa companhia pode realmente ajudar. No Planalto, a preocupação não é mais evitar um segundo turno, mas estar no segundo turno.

A primeira pesquisa mostra uma considerável diferença na largada. Não é sinal de vitória fácil de quem parte na frente, mas indício forte de que a reta final será disputada como há muito tempo não se vê.

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Ibope mostra diferença de capital político entre candidaturas naturais e as fabricadas

Por Wanfil em Eleições 2014

22 de julho de 2014

Na primeira pesquisa Ibope feita no Ceará após a oficialização das candidaturas, Eunício Oliveira (PMDB) lidera para o governo do Estado com 44% das intenções de voto, seguido por Camilo Santana (PT), que aparece com 14%. Para o Senado, Tasso Jereissati (PSDB) parte na frente com 58%, contra 14% de Mauro Filho (Pros).

Os números, encomendados pela TV Verdes Mares, refletem o peso eleitoral de cada um na largada. Enquanto Eunício e Tasso dispensam padrinhos políticos, Camilo e Mauro, lançados de última hora, surpreendendo até aliados, dependem da transferência de parte do capital político do governador Cid Gomes. Não por acaso, ambos cravaram o mesmo índice. A questão é saber até onde essa influência poderá carregar os candidatos governistas.

O desempenho das candidaturas menores não deve ser menosprezado. Para o governo estadual, Eliane Novais (PSB) tem 6% e Ailton Lopes (Psol) 3%. Juntos, conseguem quase 10% dos votos, que no final podem fazer falta aos líderes. Já para o Senado, Rachel Dias (Psol) tem 5% e Geovana Cartaxo (PSB), 2%.

Certamente os números deverão variar conforme a dinâmica das campanhas. Fatores como a eventual influência de padrinhos políticos, a capacidade de articulação dos candidatos, as taxas de rejeição, a disputa presidencial, a experiência política de cada um, a propaganda eleitoral e os debates, ainda surtirão efeito.

Por enquanto, nesse começo, Eunício e Tasso trabalham sem grandes contratempos. Na verdade, respiram aliviados por terem conseguido reunir mais apoio do que imaginavam antes das convenções. Já Camilo e Mauro, sob o comando de Cid, por um lado contam com a máquina governista, mas por outro lutam para conter o ressentimento dos pré-candidatos descartados pelo Pros e o racha interno no PT.

Tem ainda a briga para ver quem terá o apoio de Dilma. Entretanto, com a presidente caindo pesquisa após pesquisa, já é o caso de pensar se essa companhia pode realmente ajudar. No Planalto, a preocupação não é mais evitar um segundo turno, mas estar no segundo turno.

A primeira pesquisa mostra uma considerável diferença na largada. Não é sinal de vitória fácil de quem parte na frente, mas indício forte de que a reta final será disputada como há muito tempo não se vê.