PT e PSB usam imagem de Heitor Férrer para tentar ludibriar eleitores 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

PT e PSB usam imagem de Heitor Férrer para tentar ludibriar eleitores

Por Wanfil em Eleições 2012

16 de outubro de 2012

Imagem: facebook.com/sistemajangadeiro

As campanhas de Elmano de Freitas (PT) e de Roberto Cláudio (PSB) começaram o segundo turno de olho no patrimônio eleitoral do terceiro colocado no primeiro turno, o deputado Heitor Férrer (PDT), com quase 21% dos votos. Nada mais previsível e natural, afinal, é plausível deduzir que boa parte desse eleitorado irá decidir a partir de uma comparação com o candidato derrotado. Quanto mais afinidades, maior a chance de conquistá-lo.

O alvo: os eleitores de Heitor – A vítima: a verdade dos fatos

O PSB partiu na frente e conseguiu a adesão do PDT. Como os partidos têm pouca importância para o eleitor, a propaganda de Roberto Cláudio anunciou que contava agora com o apoio do “PDT, o partido de Heitor Férrer”.

A ênfase no nome do candidato foi tanta que deixou a impressão subliminar de que ele pessoalmente embarcara na campanha do PSB. No entanto, a referência, feita de forma sutil, é verossímil pela aliança partidária.

Mesmo assim, para esclarecer qualquer dúvida, o deputado convocou a imprensa para anunciou que não apoia nenhum dos candidatos e que não permite a utilização do seu nome nas respectivas campanhas de cada um. Nada mais lógico. Logo após a eleição, escrevi: Não seria conveniente para Férrer a manifestação de apoio a nenhum dos candidatos no segundo turno, para não correr o risco de perder a imagem de independência construída em sua atuação parlamentar e reforçada durante o pleito.

Apenas um dia depois dessas declarações, a campanha do PT manipula descaradamente em sua propaganda eleitoral a declaração de neutralidade de Férrer para insinuar que o parlamentar repudia apenas e tão somente a candidatura de Roberto Cláudio, exibindo o trecho em que ele afirma não poder aderir ao candidato lançado pelo governador e que representaria a consolidação de uma “oligarquia”.

A parte em que Férrer afirma que não apoia Elmano de Freitas por entender que essa opção seria manter por mais quatro anos a “ineficiência” que marca a atual gestão. Quem não assistiu aos jornais com as declarações, acaba concluindo que Heitor apoiaria o candidato do PT.

Candidatos precisam impor limites às suas campanhas

A disposição de usar a imagem de um candidato sem a sua devida autorização para induzir o voto dos eleitores revela: 1) desrespeito ao candidato e aos seus eleitores; 2) falta de limites éticos; 3) compostura e 4) pudor.

É verdade que o calor da disputa, o racha entre os ex-aliados Cid e Luizianne e as responsabilidades assumidas para o pelito, especialmente as financeiras, podem interferir no discernimento de parte dos comandos das campanhas – ou revelar-lhes a real natureza. Entretanto, isso não pode servir de desculpa para a tapeação.

Nessas horas em que a tentação de apelar seja ao que for para vencer a qualquer custo bate à porta, é que o candidato deve mostrar liderança e tomar as rédeas da própria campanha para não permitir um vale tudo eleitoral, ainda que lhe digam que o preço da correção seja uma eventual derrota.

Volto a publicar uma citação de Antoine de Saint-Exupéry“Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam”.

Senhores candidatos, por favor, mais dignidade. O eleitor agradece.

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PT e PSB usam imagem de Heitor Férrer para tentar ludibriar eleitores

Por Wanfil em Eleições 2012

16 de outubro de 2012

Imagem: facebook.com/sistemajangadeiro

As campanhas de Elmano de Freitas (PT) e de Roberto Cláudio (PSB) começaram o segundo turno de olho no patrimônio eleitoral do terceiro colocado no primeiro turno, o deputado Heitor Férrer (PDT), com quase 21% dos votos. Nada mais previsível e natural, afinal, é plausível deduzir que boa parte desse eleitorado irá decidir a partir de uma comparação com o candidato derrotado. Quanto mais afinidades, maior a chance de conquistá-lo.

O alvo: os eleitores de Heitor – A vítima: a verdade dos fatos

O PSB partiu na frente e conseguiu a adesão do PDT. Como os partidos têm pouca importância para o eleitor, a propaganda de Roberto Cláudio anunciou que contava agora com o apoio do “PDT, o partido de Heitor Férrer”.

A ênfase no nome do candidato foi tanta que deixou a impressão subliminar de que ele pessoalmente embarcara na campanha do PSB. No entanto, a referência, feita de forma sutil, é verossímil pela aliança partidária.

Mesmo assim, para esclarecer qualquer dúvida, o deputado convocou a imprensa para anunciou que não apoia nenhum dos candidatos e que não permite a utilização do seu nome nas respectivas campanhas de cada um. Nada mais lógico. Logo após a eleição, escrevi: Não seria conveniente para Férrer a manifestação de apoio a nenhum dos candidatos no segundo turno, para não correr o risco de perder a imagem de independência construída em sua atuação parlamentar e reforçada durante o pleito.

Apenas um dia depois dessas declarações, a campanha do PT manipula descaradamente em sua propaganda eleitoral a declaração de neutralidade de Férrer para insinuar que o parlamentar repudia apenas e tão somente a candidatura de Roberto Cláudio, exibindo o trecho em que ele afirma não poder aderir ao candidato lançado pelo governador e que representaria a consolidação de uma “oligarquia”.

A parte em que Férrer afirma que não apoia Elmano de Freitas por entender que essa opção seria manter por mais quatro anos a “ineficiência” que marca a atual gestão. Quem não assistiu aos jornais com as declarações, acaba concluindo que Heitor apoiaria o candidato do PT.

Candidatos precisam impor limites às suas campanhas

A disposição de usar a imagem de um candidato sem a sua devida autorização para induzir o voto dos eleitores revela: 1) desrespeito ao candidato e aos seus eleitores; 2) falta de limites éticos; 3) compostura e 4) pudor.

É verdade que o calor da disputa, o racha entre os ex-aliados Cid e Luizianne e as responsabilidades assumidas para o pelito, especialmente as financeiras, podem interferir no discernimento de parte dos comandos das campanhas – ou revelar-lhes a real natureza. Entretanto, isso não pode servir de desculpa para a tapeação.

Nessas horas em que a tentação de apelar seja ao que for para vencer a qualquer custo bate à porta, é que o candidato deve mostrar liderança e tomar as rédeas da própria campanha para não permitir um vale tudo eleitoral, ainda que lhe digam que o preço da correção seja uma eventual derrota.

Volto a publicar uma citação de Antoine de Saint-Exupéry“Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam”.

Senhores candidatos, por favor, mais dignidade. O eleitor agradece.