Quem nos acode ao coração neste Natal? 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Quem nos acode ao coração neste Natal?

Por Wanfil em Crônica

24 de dezembro de 2012

Todos precisamos de uma estrela de Natal a iluminar o caminho para uma breve pausa em nossos cotidianos corridos. É quando nos lembramos dos outros com mais intensidade.

Observando o esmero das mensagens e dos festejos natalinos, lembrei-me de um singelo texto de Carlos Drummond de Andrade. Não foi publicado em livro, mas justamente numa correspondência de Natal para um amigo em dezembro de 1985.

Quem me acode à cabeça e
ao coração
neste fim de ano, entre
alegria e dor?
Que sonho, que mistério,
que oração?
Amor.

Belo resumo. Os anos, ano após ano, são carregados de urgência, de pressa, de obrigações burocráticas e de notícias ruins. O mundo anda saturado de notícias ruins. Existem os bons acontecimentos, claro, mas é que o medo causa mais impressão em nossas almas assustadas do que a esperança. Estamos impregnados de medo. O passar dos anos, nesse cotidiano alucinado que construímos, é mesmo pesado. Por isso é que perto do limite suportável, quando estamos a ponto de ruir, um intervalo nos acode: o Natal.

Para muitos, o Natal é feriado; para outros, é obrigação sacramental. Para as crianças, é festa; para os adultos, é infância. Digo que o Natal é o disfarce perfeito para uma comunhão de amor. Sim, as coisas ruins continuam a acontecer como se não existisse calendário, mas a disposição geral do espírito muda. A esperança, durante algumas horas, prevalece sobre o medo.

É que no Natal, não importa o credo, é momento de lembrar com gratidão das pessoas que gostamos. Fazemos isso não por benevolência, mas por necessidade, porque precisamos socorrer nossos corações e mentes. Esse socorro, sabemos intuitivamente, é o amor, como disse o poeta. E no Natal, nos permitimos agir assim.

Feliz Natal a todos.

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Quem nos acode ao coração neste Natal?

Por Wanfil em Crônica

24 de dezembro de 2012

Todos precisamos de uma estrela de Natal a iluminar o caminho para uma breve pausa em nossos cotidianos corridos. É quando nos lembramos dos outros com mais intensidade.

Observando o esmero das mensagens e dos festejos natalinos, lembrei-me de um singelo texto de Carlos Drummond de Andrade. Não foi publicado em livro, mas justamente numa correspondência de Natal para um amigo em dezembro de 1985.

Quem me acode à cabeça e
ao coração
neste fim de ano, entre
alegria e dor?
Que sonho, que mistério,
que oração?
Amor.

Belo resumo. Os anos, ano após ano, são carregados de urgência, de pressa, de obrigações burocráticas e de notícias ruins. O mundo anda saturado de notícias ruins. Existem os bons acontecimentos, claro, mas é que o medo causa mais impressão em nossas almas assustadas do que a esperança. Estamos impregnados de medo. O passar dos anos, nesse cotidiano alucinado que construímos, é mesmo pesado. Por isso é que perto do limite suportável, quando estamos a ponto de ruir, um intervalo nos acode: o Natal.

Para muitos, o Natal é feriado; para outros, é obrigação sacramental. Para as crianças, é festa; para os adultos, é infância. Digo que o Natal é o disfarce perfeito para uma comunhão de amor. Sim, as coisas ruins continuam a acontecer como se não existisse calendário, mas a disposição geral do espírito muda. A esperança, durante algumas horas, prevalece sobre o medo.

É que no Natal, não importa o credo, é momento de lembrar com gratidão das pessoas que gostamos. Fazemos isso não por benevolência, mas por necessidade, porque precisamos socorrer nossos corações e mentes. Esse socorro, sabemos intuitivamente, é o amor, como disse o poeta. E no Natal, nos permitimos agir assim.

Feliz Natal a todos.