Sentença que condena tucano por mensalão vale de recado para Lula e Dilma - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Sentença que condena tucano por mensalão vale de recado para Lula e Dilma

Por Wanfil em Corrupção

17 de dezembro de 2015

O ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo, do PSDB, foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão pela juíza Melissa Pinheiro Costa Lage, de Belo Horizonte, no caso que ficou conhecido por “mensalão tucano”. Ainda cabe recurso, mas a decisão derruba um dos argumentos dos defensores dos “heróis do povo brasileir0” José Dirceu e José Genoíno, presos pelo “mensalão do PT”: sem a condenação, parte da esquerda posava de vítima argumentando  haver aí uma proteção contra os adversários do petismo, com o Judiciário agindo seletivamente. Com a condenação, esse discurso não cola mais.

Antes de prosseguir, um esclarecimento: em comum, esses “mensalões” têm como figura central o publicitário Marcos Valério atuando como operador responsável por desviar e distribuir o dinheiro de contratos de publicidade feitos com o governo de Minas num caso e com o governo federal em outro. Mas no caso de Azeredo, a acusação é de que essa grana serviu para financiar sua campanha ao governo; já no caso do PT (pelo qual Valério também fio condenado e preso), os recursos roubados serviam para comprar apoio de partidos no Congresso, pagos mensalmente, daí o nome mensalão.

Agora indo ao que interessa, destaco esse trecho da condenação proferida pela magistrada:

“Ora, acreditar que ele (Eduardo Azeredo) não sabia de nada e foi um simples fantoche seria o mesmo que afirmar que não possuímos líderes políticos, que os candidatos a cargos majoritários são manipulados por seus assessores e coordenadores políticos.”

Perfeito! Uma coisa é um foco de corrupção de algum assessor, secretário ou ministro, limitado pelo campo de atuação de cada um. Isso pode acontecer sem que prefeitos, governadores ou presidentes saibam. Mas quando o esquema envolve a alta cúpula da administração e beneficia, em última instância, o próprio chefe dos envolvidos, aí não tem jeito de alegar inocência, de dizer que não sabia.

Essa lógica serviu para condenar Dirceu no passado e Azeredo no presente. A ser mantida, serve também, sem tirar nem pôr, para condenar Lula e Dilma. Basta reler a sentença.

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Sentença que condena tucano por mensalão vale de recado para Lula e Dilma

Por Wanfil em Corrupção

17 de dezembro de 2015

O ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo, do PSDB, foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão pela juíza Melissa Pinheiro Costa Lage, de Belo Horizonte, no caso que ficou conhecido por “mensalão tucano”. Ainda cabe recurso, mas a decisão derruba um dos argumentos dos defensores dos “heróis do povo brasileir0” José Dirceu e José Genoíno, presos pelo “mensalão do PT”: sem a condenação, parte da esquerda posava de vítima argumentando  haver aí uma proteção contra os adversários do petismo, com o Judiciário agindo seletivamente. Com a condenação, esse discurso não cola mais.

Antes de prosseguir, um esclarecimento: em comum, esses “mensalões” têm como figura central o publicitário Marcos Valério atuando como operador responsável por desviar e distribuir o dinheiro de contratos de publicidade feitos com o governo de Minas num caso e com o governo federal em outro. Mas no caso de Azeredo, a acusação é de que essa grana serviu para financiar sua campanha ao governo; já no caso do PT (pelo qual Valério também fio condenado e preso), os recursos roubados serviam para comprar apoio de partidos no Congresso, pagos mensalmente, daí o nome mensalão.

Agora indo ao que interessa, destaco esse trecho da condenação proferida pela magistrada:

“Ora, acreditar que ele (Eduardo Azeredo) não sabia de nada e foi um simples fantoche seria o mesmo que afirmar que não possuímos líderes políticos, que os candidatos a cargos majoritários são manipulados por seus assessores e coordenadores políticos.”

Perfeito! Uma coisa é um foco de corrupção de algum assessor, secretário ou ministro, limitado pelo campo de atuação de cada um. Isso pode acontecer sem que prefeitos, governadores ou presidentes saibam. Mas quando o esquema envolve a alta cúpula da administração e beneficia, em última instância, o próprio chefe dos envolvidos, aí não tem jeito de alegar inocência, de dizer que não sabia.

Essa lógica serviu para condenar Dirceu no passado e Azeredo no presente. A ser mantida, serve também, sem tirar nem pôr, para condenar Lula e Dilma. Basta reler a sentença.